quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Preparar 2015 entre Évora e o Tarrafal!

O final do ano constitui sempre um momento de pausa e reflexão. Entre as resoluções a que nos propusemos há cerca de um ano atrás temos aquelas que cumprimos e outras que ficaram por cumprir, não se podendo negligenciar também os acontecimentos externos que de alguma forma nos surpreenderam de um modo parcial ou completo. 
Como é óbvio, não nos referimos aos resultados desportivos ou outras sortes do género. Falamos antes de acontecimentos que de alguma maneira alteraram ou marcaram, profundamente, o decurso da nossa História recente. Como tal, não podíamos deixar de eleger como caso do ano a prisão do ex-primeiro ministro socialista José Sócrates. Seja a sua prisão uma mera acção de diversão ou o simples fruto de discordâncias no seio da máfia maçónica, acreditamos tratar-se de um importante passo dado em direcção ao fim da impunidade reinante entre a nossa corrupta classe política. Importa por isso que esta acção se alargue à totalidade do chamado espectro político, declarando-se uma guerra sem quartel à actividade criminosa institucionalizada por esta pérfida III República. Importa pois julgar e condenar todos os responsáveis pelo saque e destruição de que Portugal tem vindo a ser vítima desde 1974.  
Nesse sentido, com saudade, mas sem nostalgia, não poderíamos deixar de recuperar um símbolo de um Portugal justo, livre e soberano. Um Portugal que existia há 40 anos atrás antes de uma vil traição que, de forma muito pouco "democrática", para utilizarmos a linguagem inimiga, nos amordaçou e tem vindo a sufocar. Tanto pelas traições internas, como pelos assédios externos. 
Assim, o símbolo a que nos referimos é o próprio Tarrafal. Mais do que um presídio para traidores, aquela importante instituição representava uma espécie de "martelo contra a anti-portugalidade". Hoje, mais do que nunca, é necessário recuperar certos valores intemporais que moldaram o carácter e a fé dos nossos antepassados. Façamos dessa demanda uma das conquistas de 2015, pois acima de Portugal, só Deus!
Temos tudo quando temos Portugal! 

Tarrafal, um símbolo do combate contra a anti-portugalidade.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Biografia de Fernando Pessoa em destaque nas sugestões de livros para 2015 do jornal italiano Il Manifesto

Quando em 1988 Ángel Crespo publicou a sua obra La vida plural de Fernando Pessoa estava longe de adivinhar o sucesso e a importância que a mesma acabaria por alcançar. Para além da versão original, publicada em castelhano, este livro recebeu várias edições em português, alemão, neerlandês, entre outras línguas, revelando-se um marco importante no âmbito dos estudos pessoanos. 
Em Itália, esta biografia de Fernando Pessoa, cujo título foi traduzido como La vita plurale di Fernando Pessoa, foi publicada pela primeira vez em 1997, pela Antonio Pellicani Editore, tendo sido recentemente reeditada pela Bietti, na sua colecção l'Archeometro, dirigida por Andrea Scarabelli. Esta nova edição, uma vez mais organizada pelo conceituado lusitanista e investigador pessoano Brunello Natale De Cusatis, foi revista e aumentada com inúmeras notas que actualizaram e enriqueceram o seminal estudo do autor espanhol.
Depois dos lançamentos no Brasil e em Itália, aguarda-se também por uma apresentação desta edição em Portugal. A temática e a própria personalidade do biografado constituem factores de sucesso que levam, por exemplo, La vita plurale di Fernando Pessoa a ser considerado pelo jornal Il Manifesto como um dos 24 livros de leitura obrigatória em 2015. É exactamente essa nota publicada ontem pelo jornal italiano que hoje aqui partilhamos.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Cantilena para o Deus Menino

Pormenor de um Presépio artesanal português.

Cantilena da Lua Nova


Meia-noite dada, meia-noite em pino
O galo cantando, chorou o menino
Ai senhor do mundo, tão pobre que estais
Deitado no feno, e entre animais

Lua nova benza-a Deus
Minha madrinha é mãe de Deus
Que me fez a cruz na testa
Que o demónio não me impeça
Nem de noite nem de dia
Nem à hora do meio dia
Lua nova benza-a Deus
Minha madrinha é mãe de Deus
Já os galos cantam cantam
Já os anjos se alevantam
Já o senhor subiu à cruz
Para sempre amén Jesus

Os filhos dos homens em berço doirado
E tu meu menino em palhas deitado
Em palhas deitado em palhas esquecido
Filho duma rosa dum cravo nascido

Os filhos dos homens em berço de flores
E tu meu menino gemendo com dores
Os filhos dos homens em berço doirado
E tu meu menino em palhas deitado

Oração popular portuguesa adaptada a fado por Frei Hermano da Câmara.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Poema para o Natal

Porque a poesia também é oração, sobretudo quando a mão do poeta é guiada por divina inspiração, este ano, contrariamente aos anteriores, sugerimos um poema para a celebração da chegada do Deus Menino.
A Nova Casa Portuguesa deseja a todos os seus amigos e leitores um Santo e Feliz Natal, repleto de amor e muita esperança. 

O Menino Jesus Salvador do Mundo, pintura de Josefa de Óbidos (séc. XVII).

Poema para o Natal

Cria-se mais criança
o dia de antigamente
ao nevar-se o poema
Porque a poesia também é oração,
de versos brancos,
tão brandamente abertos 
ao dia mais claro
de nascer eternamente
ao mais suave fogo aceso:
de não ser chama, somente,
mas verso vivo,
puro fogo preso ao Sol
de ser criança continuamente.

Poema inédito de José Valle de Figueiredo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Odýsseia

M-PeX, o projecto musical a solo de Marco Miranda, está de regresso às edições com mais um surpreendente trabalho - Odýsseia. Conforme nos diz o próprio título, este álbum duplo inspira-se em duas odisseias, aparentemente distintas: a de Homero e a de Kubrik. Trata-se de um registo que evoca musicalmente a essência de duas idades do Homem, procurando numa primeira parte, mais acústica - Prologus -, encontrar essa matriz mais arcana do nosso fundo civilizacional clássico; seguida de outra parte - Epilogus -, onde a guitarra portuguesa se cruza com a electrónica, numa fusão de inspiração tradicional e futurista.   
Composto e produzido por Marco Miranda, Odýsseia contou na sua gravação com as participações de André Coelho, no baixo, e do DJ X-Acto. O grafismo ficou, uma vez mais, a cargo de Marco Madruga. De resto, assistimos neste registo à repetição de um elenco que já anteriormente havia colaborado em conjunto nas gravações de M-PeX, conseguido excelentes resultados.  
Apresentada ao público em plena época natalícia, esta edição poderá ser descarregada gratuitamente através da página oficial da editora digital Enough Records. Um presente a não perder, dedicado a todos os que se interessam pela nova música portuguesa!

Odýsseia é o tema homónimo do último álbum de M-PeX.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O regresso das tertúlias do Café Odisseia

A próxima Sexta-Feira, dia 19 de Dezembro, ficará marcada pelo regresso dos encontros tertulianos do Café Odisseia. Manuel Rezende e Pedro Jacob Morais animarão um encontro subordinado ao tema A Identidade Perante o Inimigo. Um assunto cuja importância e actualidade impõe uma reflexão urgente e imperativa. 
Buscando uma segunda vida do projecto Café Odisseia, esta reunião propõe o reinício dos encontros culturais incómodos e politicamente incorrectos começados anos antes na FDUP (Faculdade de Direito da Universidade do Porto). Direito, História, Política, Cultura, Arte, serão apenas algumas das áreas abrangidas naquilo que se espera ser um banquete platónico entre ávidos apreciadores de momentos de grande intensidade e profundidade intelectual. 
Este encontro terá lugar na FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), sala 102, estando o início da sessão marcado para as 17:30. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ensaio Sobre o Fim da Nossa Idade

«É importante notar que a decadência e a crise são sempre consequências da resistência à nova modernidade, formas de choque com a nova Era. Vemos as consequências de vivermos num tempo de charneira, mas poucos se dão conta das causas, a não ser nas formas de uma decadência mais acelerada e de dificuldades em lidar com a vida que corre como um fio de água por entre os dedos secos.»
António Marques Bessa em Ensaio Sobre o Fim da Nossa Idade

(Clicar na imagem para aceder à página oficial do evento.)

Inicialmente publicado em finais dos anos 1970, pela saudosa editora Edições do Templo, o Ensaio Sobre o Fim da Nossa Idade marca, não só uma época de profundas transformações históricas, políticas e sociais em Portugal e no mundo, como o próprio início de carreira do seu autor, o incontornável António Marques Bessa. Ilustre ensaísta e Professor Catedrático, teve uma importância decisiva na introdução e adaptação da Nova Direita em Portugal. Incansável director e colaborador de algumas das mais interessantes publicações periódicas portuguesas dos últimos 40 anos, especializou-se em Ciência Política, tendo aprofundado o seu estudo no âmbito das elites e das utopias. 
Após décadas de indisponibilidade, o livro Ensaio Sobre o Fim da Nossa Idade é agora reeditado pela editora e associação cultural A Causa das Regras, numa edição devidamente revista pelo autor. A apresentação desta obra terá lugar no próximo dia 12 de Dezembro, pelas 19:00, no Hotel ibis Lisboa Saldanha.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os Bonecos contra o (des)acordo ortográfico

A produtora Mandala, que durante mais de 15 anos animou os serões da RTP 1 com programas de entretenimento como o Contra-Informação, chegou agora à internet e à televisão digital com novos conteúdos. Como não poderia deixar de ser, um dos seus últimos vídeos denuncia, com o humor que lhe é característico, o (des)acordo ortográfico de 1990, expondo a asneira que o constitui e o ridículo de quem o defende. Vale a pena ver e partilhar! 

Os Bonecos que animaram várias séries humorísticas como
o Contra-Informação também se opõem ao AO90.

sábado, 6 de dezembro de 2014

A Força dos Dias: Redescobrir as Virtudes

Realiza-se no próximo dia 9 de Dezembro, pelas 19:45, no CREU-IL (Centro de Reflexão e Encontro para Universitários - Inácio de Loyola), no Porto, a apresentação do livro A Força dos Dias: Redescobrir as Virtudes, da autoria de Vasco Pinto de Magalhães e Henrique Manuel Pereira. Editada pela Tanacitas, esta obra recolhe algumas das conversas de um programa de grande êxito da Rádio Renascença - Com Princípio, Meio e Fim -, realizado e apresentado por Henrique Manuel Pereira. A apresentação desta obra ficará a cargo de Sofia Salgado Pinto, Directora da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica do Porto.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Lição sobre o conceito de monarquia

«Embora nem sempre assim se proceda, devemos empregar a expressão monarquia como a firme antítese da mitologia democrática. (...) A monarquia não pode ser senão anti-democrática se for a monarquia a valer e não a pseudo-monarquia.»

Publicado em 1996 pela extinta editora Hugin, esta obra
compila uma série de reflexões sobre o pensamento
contra-revolucionário, entre as quais a famosa Carta
Aberta ao Príncipe da Beira
.

Há 40 anos atrás, António José de Brito dirigiu a D. Duarte Pio, herdeiro da Casa Real Portuguesa, a célebre Carta Aberta ao Príncipe da Beira. Documento riquíssimo do ponto de vista doutrinal, mas com o qual D. Duarte e os monárquicos "democratas", infelizmente, nada aprenderam.
Hoje, tão actual como quando foi redigida em Agosto de 1974, importa que esta carta seja lembrada, lida e compreendida. Os monárquicos da "pluralidade partidária", bem como os pobres tolos que abundam entre nós julgando-se monárquicos, deveriam retirar desta leitura a melhor lição e os mais altos ensinamentos acerca do sentido autêntico da monarquia.
Este texto encontra-se publicado na íntegra no blogue Prometheo Liberto. Por este motivo, a partir de agora, não existe desculpa para o seu desconhecimento, nem para a ignorância doutrinal relativa ao conceito de monarquia.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agostinho da Silva, o capitalismo e o Estado Novo

Certa ocasião, no programa de televisão Conversas Vadias, ao perguntarem a Agostinho da Silva se o capitalismo seria a exploração do Homem pelo homem, a resposta do filósofo português foi tão célere quanto categórica: «É a guerra do Homem contra o Homem.»
Curiosamente, nessa mesma entrevista, conduzida pelo comunista Baptista Bastos, Agostinho da Silva acabou por ser acusado de fazer apologia ao "fascismo", após afirmar que, àquela data, transpostos vários anos desde o 25 de Abril, ele percebia, finalmente, a política do Estado Novo e de Salazar. Era a sua famosa "teoria do gesso", segundo a qual Portugal teria saído cedo demais da ditadura. Não se enganava...

Fotograma extraído da entrevista feita por Baptista Bastos a Agostinho da Silva,
integrada nas doze emissões do programa Conversas Vadias.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nova Casa Portuguesa no Go Discover Portugal

Com o aproximar da época natalícia são muitos os portugueses que iniciam a demanda pelo melhor bacalhau para a ceia de Natal. Nessa noite, apesar das várias tradições gastronómicas existentes entre nós durante este período, o bacalhau cozido assume-se como a principal escolha das famílias portuguesas. Por isso, dado que a Nova Casa Portuguesa valoriza de forma incondicional os nossos costumes e tradições, publicamos, há quatro anos atrás, uma receita de bacalhau cozido com legumes. Essa mesma receita acabou por ser referenciada na página oficial da Go Discover Portugal como uma das mais autênticas, deixando-nos, obviamente, bastante satisfeitos.

(Clicar na imagem para aceder ao artigo publicado pela Go Discover Portugal.)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Exortação a uma nova Restauração

Dois anos após a traidora supressão do feriado nacional de 1 de Dezembro, data em que se comemora a Restauração de 1640, o Hino da Restauração renova a sua força e o seu significado. Mais do que tornar-se numa música de intervenção, este hino impõe-se hoje como um grito colectivo de um povo que procura celebrar a sua Raça e a sua Identidade, contra todos os seus inimigos - tanto os internos, como os externos. 
Neste apelo à união dos portugueses em torno do que neste mundo mais nos importa - Portugal -, deixamos uma nota especial dirigida aos jovens, pois só com o seu sangue quente será possível a construção do amanhã. A mocidade, apoiada pela sabedoria dos anciãos, é o motor de toda a vitalidade de um povo. Urge por isso despertá-la para a sua sacra missão de, uma vez mais, devolver o esplendor à nossa Pátria. Recupere-se o espírito do 1.º de Dezembro de 1640. Sejamos nós os conjurados do século XXI.

Hino da Restauração

Portugueses celebremos
O dia da redenção,
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A fé dos campos de Ourique,
Coragem deu e valor,
Aos famosos de quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá Frente! P'rá Frente!
Repetir saberemos as proezas Portuguesas
Avante, Avante,
É voz que soará triunfal,
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal.

Hino da Restauração.

domingo, 30 de novembro de 2014

Velhas polémicas entre terras de Portugal e de Espanha

Tomamos recentemente conhecimento que no seio de uma organização político-identitária espanhola sediada na Catalunha, um membro mais velho, provavelmente, ainda saudoso do espírito falangista, terá afirmado que os identitários portugueses quereriam ser espanhóis. Facto que não deixa de ser irónico, dado que estamos nas vésperas de mais um 1.º de Dezembro, ou seja, data em que os portugueses celebram a Restauração de 1640.
Sentindo-nos afrontados com tamanha mentira, prontamente nos organizarmos no sentido de repudiar tais indecorosas e falsas afirmações. Porém, tal reacção que seria, com certeza, bastante violenta, acabou por ser antecipada por outra pessoa, oriunda do outro lado da fronteira. Alguém dotado de uma visão e sensibilidade superior. Vale a pena lermos as suas palavras com o coração e a alma abertos, pois sabemos de antemão o quanto são verdadeiras e sentidas as seguintes palavras da nossa amiga e camarada Anna Foix:
«Cada vez que oigo a alguien decir "los portugueses, quieren o deben ser españoles" se me revuelve el Alma. ¿Qué narices se han creido algunos para alegar en nombre de la voluntad de tantísimos portugueses? Esa soberbia y esos aires de grandilocuencia, solo tienen un nombre: Complejos. Portugal es una tierra bellísima, que nada tiene que envidiarle a nadie. Una tierra llena de tradición y lugares preciosos dónde perderse. ¡Estoy cansada de que la gente sin conocimiento de causa, se crea con derecho a decidir que es mejor por otros! Grande Portugal, ¡Qué bello eres! Nunca una tierra bebío de una tradición tan hermosa. Portugal, es y será de los portugueses. Que nadie le quepa la menor duda, pues el tamaño de su país no have justicia a la de su corazón. Eu te amo, Portugal!»

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Engenheiro José Sousa Veloso (1926-2014)

Engenheiro Sousa Veloso, o rosto do programa TV Rural.

Portugal veste-se de luto. Faleceu hoje, em Lisboa, José Sousa Veloso, engenheiro agrónomo e apresentador do programa de televisão TV Rural. Tinha 88 anos. 
As várias gerações que cresceram acompanhadas pelo seu sorriso aperceberam-se rapidamente da importância dos seus programas, aprendendo a admirar e respeitar aquele que foi o primeiro apresentador português de televisão a citar os técnicos com quem tinha trabalhado, no final de cada reportagem. Excelente comunicador, sempre educado e sorridente, ensinou-nos a valorizar as gentes do campo, a amar a terra e a glorificar o seu trabalho. O programa que apresentava foi um caso raro de longevidade televisiva, tendo sido transmitido entre 1960 e 1990, representando um dos melhores exemplos de serviço público alguma vez levado a cabo pela televisão portuguesa.
A sua partida deixará saudade! Paz à sua alma!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Conferência de Carlos Dugos sobre Lima de Freitas, o 515 de Dante e a Geometria Sagrada

«Sobre o pórtico do convento de Tomar, coração do templarismo lusitano, podemos ler uma inscrição que se interpreta, de uma maneira geral, como a assinatura do mestre construtor (João de Castilho) e a data da obra, 1515; vemos de forma clara, separadas do resto, os três números 515.»
Lima de Freitas em Porto do Graal.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Indiscutivelmente, Lima de Freitas foi uma das figuras mais relevantes da arte portuguesa da segunda metade do século XX. Pintor, ilustrador e ensaísta, mergulhou no estudo do esoterismo ocidental e da tradição portuguesa após peregrinar por um conturbado e heterodoxo itinerário. Dotado de um singular talento foi, juntamente com António Quadros, um dos grandes divulgadores da cultura e pensamento portugueses no estrangeiro, em particular em França, tendo estabelecido um importante conjunto de  amizades com alguns dos mais importantes pensadores, artistas e intelectuais da sua época. Marginalizado e esquecido por motivos ligados à "baixa-política" que assola a nossa contemporaneidade, o nome de Lima de Freitas aguarda ainda por um justo reconhecimento que lhe é mais do que devido pela sociedade portuguesa.
Na próxima Sexta-Feira, dia 28 de Novembro, pelas 21:30, na Casa do Fauno, em Sintra, o pintor e ensaísta Carlos Dugos proferirá uma conferência intitulada Geometria Sagrada: Lima de Freitas e o 515 de Dante, revisitando alguns dos aspectos mais importantes da obra e do pensamento daquele artista português. O custo de inscrição é de apenas 3€. Não percam!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Retrato do poeta Guerra Junqueiro.

Canção de Batalha

Que durmam, muito embora, os pálidos amantes,
Que andaram contemplando a Lua branca e fria...
Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes!
Já canta pelo azul sereno a cotovia
E já rasga o arado as terras fumegantes...

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d'arsenais;
E bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais.

Acendei a fornalha enorme — a Inspiração.
Dai-lhe lenha — A Verdade, a Justiça, o Direito —
E harmonia e pureza, e febre, e indignação;
E p'ra que a labareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Há-de-nos devorar, talvez, o incêndio; embora!
O poeta é como o Sol: o fogo que ele encerra
É quem espalha a luz nessa amplidão sonora...
Queimemo-nos a nós, iluminando a Terra!
Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Guerra Junqueiro em Poesias Dispersas.

domingo, 23 de novembro de 2014

Dicas sobre como organizar uma mochila para caminhadas

Alguns dos mais belos segredos e mistérios de Portugal escondem-se entre as nossas planícies, vales, montanhas, planaltos e outro recantos. Estes lugares de inenarrável beleza e infinita magia, são passíveis de ser descobertos apenas por quem não teme entregar-se à força do espírito e dos sentidos. 
Actividades como o pedestrianismo ou o trekking proporcionam momentos de encontro entre o Homem e a Natureza, sendo por isso bastante apreciadas pelos que procuram conhecer e viver o verdadeiro Portugal real. Aquele em que conseguimos encontrar as velhas raízes que nos ligam a laços de ancestral encanto. Porém, estas actividades exigem alguns cuidados e o mínimo de preparação para serem realizadas com sucesso e segurança.
O equipamento utilizado é, obviamente, relevante. Contudo, a forma como utilizamos e acomodamos esse mesmo equipamento é igualmente importante. Por esse motivo, pensando naqueles nossos amigos e leitores que tanto gostam destas caminhadas, achamos interessante partilhar o seguinte vídeo produzido pela agência Nomad - Evasão e Expedições, no qual Tiago Costa apresenta alguns conselhos básicos, mas não menos importantes, acerca da melhor forma de preparar e organizar uma mochila para estas incursões.
De sublinhar ainda o local onde este vídeo foi filmado, o Parque Nacional da Peneda-Gerês, um dos mais belos santuários naturais do Norte de Portugal. A visitar!

Tiago Costa, guia de trekking, apresenta algumas dicas sobre como 
organizar uma mochila para as actividades de caminhada.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ciclo Foz Literária (2014-2015)

A Foz, em particular a chamada Foz Velha, representa uma das zonas mais pitorescas da cidade do Porto. Mantendo bem enraizada uma identidade que anima o espírito das gentes locais, trata-se de um espaço bastante privilegiado quanto à beleza da envolvente natural em que se insere, dominada pela vista sobre a Foz do Douro. Aquele lugar de invulgar magia onde as águas do rio morrem na imensidão do oceano. Contudo, para lá da beleza natural, do maravilhoso serpentear da malha urbana ou da força das relações humanas e respectivas tradições que daí advêm, uma outra Foz emerge entre os misteriosos nevoeiros que ali abundam durante as húmidas madrugadas. Trata-se de uma Foz literária, nascida do génio e da criatividade dos escritores e poetas que ali viveram e por ali passaram, deixando-se encantar pelo romantismo da arquitectura e o espírito daquelas gentes.
De modo a evocar e celebrar esse lado literário-cultural da Foz, a União das Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde organizam entre Novembro de 2014 e Março de 2015 um ciclo de conferências, no qual várias personalidades irão partilhar diferentes olhares sobre esse outro lado da Foz do Douro. 
A primeira sessão terá lugar já amanhã, pelas 18:30, no Forte de S. João Baptista, com uma intervenção do incontornável José Valle de Figueiredo.
Todas as sessões são de entrada livre. A não perder!

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Acção judicial popular contra o (des)acordo ortográfico

«É um desastre linguístico, porque foi feito de uma forma inepta. É um desastre jurídico, porque ninguém tem a certeza se está em vigor. É um desastre político, porque cede a interesses espúrios. É um desastre intelectual, porque não é, muito simplesmente, eficaz. E é um desastre do ponto de vista geral, porque consiste em legislar sobre uma coisa que não tolera legislação.»
 Miguel Tamen acerca do (des)acordo ortográfico numa entrevista ao Jornal i.


A resistência e o combate contra a imposição ilegal do (des)acordo ortográfico de 1990 mantêm-se vivos e bastante afoitos no seio da nossa sociedade civil. Uma realidade que, infelizmente, contrasta com o criminoso silêncio a que se remeteram grande parte dos professores portugueses, incluindo os universitários, exceptuando algumas honrosas excepções.
O mais recente acto de contestação, levado a cabo por um grupo de cidadãos conscientes e preocupados com o futuro da Língua Portuguesa, tomou a forma de uma acção judicial popular. Subscrita por várias figuras públicas nacionais, oriundas de várias áreas e quadrantes ideológicos, ela inclui nomes como Manuel Alegre, Diogo Freitas do Amaral, António Arnaut, António Bagão Félix e Isabel Pires de Lima, José Pacheco Pereira e Miguel Sousa Tavares, António Victorino d’Almeida, João Braga, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso ou Rão Kyao, Joaquim Pessoa, Teolinda Gersão, Lídia Franco, Miguel Tamen, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vítor Aguiar e Silva, entre muitos outros.
Conforme pudemos ler na edição online do Público do passado dia 14 de Novembro, esta acção judicial foi patrocinada por Francisco Rodrigues Rocha, docente da Faculdade de Direito da Universidade Lisboa, sendo a respectiva fundamentação preparada a partir de pareceres jurídicos de Ivo Miguel Barroso, docente da mesma faculdade, e do filólogo Fernando Paulo Baptista.
As pessoas interessadas em participar nesta acção judicial conjunta encontram-se desde já convidadas a juntar-se à mesma, sendo que a data limite para o envio do requerimento de adesão termina já no próximo mês. Os documentos deverão chegar ao Supremo Tribunal Administrativo, em carta registada, até ao dia 18 Dezembro.
Para aceder ao modelo do requerimento de adesão, ou para obter mais informações sobre esta acção judicial popular, por favor, visite as seguintes ligações: www.facebook.com/events/1536909156556185http://goo.gl/8lyf53. Não nos demitamos das nossas responsabilidades patrióticas! Não voltemos as costas à nossa Cultura! Salvemos a Língua Portuguesa! 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Da Citânia ao Mosteiro, uma caminhada pelas nascentes do Rio Ferreira

No próximo Domingo, dia 16 de Novembro, a associação Sentir Património promove mais uma actividade de pedestrianismo na região do Vale do Sousa. Desta feita, a sugestão passa por uma viagem no tempo - entre a Idade do Ferro e a Idade Média -, tendo as nascentes do Rio Ferreira como um fundo natural a contemplar. Durante este percurso o Professor Armando Coelho conduzirá ainda uma visita ao Museu de Arqueologia de Sanfins de Ferreira.
O custo de participação é de apenas 5€, sendo possível juntar a esta actividade um almoço por apenas mais 5€. O valor de inscrição inclui já o seguro pessoal, transporte de regresso ao ponto de partida e apoio alimentar durante a caminhada. As inscrições deverão ser feitas, preferencialmente, através do formulário disponível em http://goo.gl/8DTaz3

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domingo, 9 de novembro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (2.ª parte)

O artista português Mário Costa distinguiu-se enquanto ilustrador e publicitário a partir das décadas de 1930 e 1940. Os seus trabalhos constituem em muitos casos verdadeiros marcos da propaganda e publicidade feita em Portugal. A ele se devem, por exemplo, os famosos cartazes do Estado Novo relativos às campanhas do trigo e do vinho que, ainda hoje, povoam o nosso imaginário. 
O seu estilo desenvolveu-se entre o apelo das vanguardas e o fascínio pela tradição. As doze ilustrações que realizou tendo como tema central as danças folclóricas portuguesas são, provavelmente, um dos conjuntos mais marcados por uma certa tradição pré-modernista. Não obstante, parece-nos notório que o autor não se terá conseguido desenvencilhar-se por inteiro da atracção pelas vanguardas do seu tempo.
Na expectativa de podermos estar a contribuir para a recuperação da obra de Mário Costa, retomamos a sua série de ilustrações relativas às danças tradicionais portuguesas, expondo as gravuras que aqui ainda não haviam sido publicadas.  

Dança dos Pauliteiros - Trás-os-Montes.

Fandango - Ribatejo.

Moda de Bailar - Baixo Alentejo.

Tirana - Beira Baixa.

Vira - Minho.

Vira da Nazaré - Estremadura.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Guerra Junqueiro e a ideia de Pátria

Nas vésperas do ano em que se celebrarão os centenários dos livros Arte de Ser Português de Teixeira de Pascoaes e O Valor da Raça do António Sardinha, vale a pena debruçarmo-nos sobre a seguinte reflexão acerca da ideia de Pátria - e o amor que lhe devemos -, concretizada por Guerra Junqueiro nas suas Prosas Dispersas:
«A Pátria mais perfeita será a mais local, pelo amor à gleba, e a mais universal, pelo amor ao mundo.
O Meu amor à Pátria começa nas amizades do meu corpo ao ar que respiro, à água que bebo, ao pão que me alimenta, ao fruto que desejo, à flor que me embalsama, à luz que me deslumbra. Depois, vem o amor à minha casa, desde os avós aos netos, dos berços aos sepulcros. Depois, o amor à minha aldeia, - choupanas e cavadores, a igreja de Deus ao centro e o cemitério ao lado. Depois do amor à província, à região, à Pátria toda, - aos mortos, aos vivos e aos vindouros.
»
Guerra Junqueiro (1859-1923).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre António José de Brito e Slavoj Žižek

Cada vez mais se tem falado na importância e pertinência do valor da intransigência enquanto condição fundamental para uma sobrevivência honrada na sociedade contemporânea. Democratas, liberais, marxistas e pós-marxistas procuram justificar estas suas aparentes novas posições com leituras dedicadas a autores como o filósofo-pop e pós-marxista Slavoj Žižek. Desta maneira, impõe-se a defesa do legado do Professor António José de Brito que, há trinta e nove anos, num momento bastante negro e sensível da nossa História, numa altura muito pouco dada a galanteios face às formas de pensamento totalitárias, corajosamente, do ponto de vista físico e intelectual, fez publicar uma obra fundamental sobre este tema, mas intencionalmente esquecida e abafada pelos interesses então estabelecidos. Referimo-nos, claro está, aos Diálogos de Doutrina Anti-Democrática.
É curioso constatar que em Portugal certos postulados apenas passem a ser considerados universais após receberem o timbre de pensadores estrangeiros de matriz internacionalista. Mais do que um simples acto de má-fé, este parece-me um claro exemplo de ignorância sectária: Reds don’t read!

À esquerda o pensador esloveno Slavoj Žižek, à direita o filósofo português António José de Brito.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Antes um todavia nunca que um jamais talvez...

Poucas terão sido as pessoas a aperceber-se das mordazes crónicas que Amado Estriga, religiosamente, publica no semanário Dica. Uma publicação semi-publicitária que todas as semanas invade as caixas de correio de milhares de portugueses. Semana após semana, o ilustre cronista vai levantando celeuma atrás de celeuma, escarafunchando as feridas do sistema com mãos carregadas de sal. 
Recentemente, graças à fina gentileza de um amigo e leitor, ficamos a saber que o cronista Amado Estriga estende as suas viperinas farpas à blogosfera num espaço denominado Antes um todavia nunca que um jamais talvez... Vale a pena ler e adicionar aos favoritos! 

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domingo, 26 de outubro de 2014

As Biografias no Pensamento Português dos séculos XIX e XX

«As cousas da Natureza tiveram, para mim, um grande encanto. Vivi-as, como se vive a dor ou o amor. Agora, só me interessam as almas: daquele campónio, a daquele mendigo, ou Napoleão em Santa Helena, Hamlet, diante de uma caveira, parodiando filosoficamente a atitude religiosa de S. Jerónimo; Lucrécio, primeiro poeta da morte, ou Paulo de Tarso, o maior poeta da vida e da loucura, faminto de Deus, emagrecido até ao esqueleto – esse fantasma que se apoderou da Humanidade.»
Teixeira de Pascoaes em S. Paulo

No corrente ano de 2014 celebram-se os primeiros 80 anos desde a publicação de S. Paulo, um livro que marcou toda uma transformação na obra do poeta amarantino Teixeira de Pascoaes. O seu abandono da poesia, trocado-a pelo texto biográfico e ensaístico, marcou a cultura portuguesa do século XX. Se as suas biografias não obtiveram grande acolhimento junto do público português, o mesmo não poderá ser afirmado em relação à sua aclamação além-fronteiras. De resto, foram as edições estrangeiras de obras como S. Paulo ou S. Jerónimo que levaram o autor português a ser proposto por duas vezes a Prémio Nobel da Literatura. 
Assim, partindo desta efeméride, o Instituto de Ciências da Cultura Pe. Manuel Antunes, em parceria com o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), a Câmara Municipal de Amarante e a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), organiza entre 29 e 31 de Outubro o Congresso Internacional As Biografias do Pensamento Português dos Séculos XIX - XX (por ocasião dos 80 anos da publicação de S. Paulo). A abertura deste encontro terá lugar na Academia das Ciências de Lisboa, sendo que os trabalhos decorrerão na BNP.
Este congresso marca ainda o início das celebrações do triénio pascoalino. Em 2014, celebrando os 80 anos de S. Paulo; em 2015 os 100 anos da obra Arte de Ser Português; e em 2017, aproveitando-se os 140 anos do seu nascimento e os 65 anos da sua exaltação, o pensamento e a missão de Teixeira Pascoaes.    
Para mais informações, ou consultar o programa deste congresso, visite-se a página oficial deste encontro em http://congressobiografias-trieniopascoalino.blogspot.pt. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Nova Águia n.º 14 apresentada no Ateneu Comercial do Porto

Depois das apresentações de Lisboa e Sesimbra, chegou a altura da cidade do Porto acolher mais um lançamento da revista Nova Águia. Conforme tivemos já possibilidade de referir, o 14.º número desta publicação celebra os 80 anos da obra Mensagem de Fernando Pessoa, bem como os primeiros 8 séculos de Língua Portuguesa. Uma vez mais, a apresentação da revista ficará a cargo de Renato Epifânio, membro fundador e parte integrante da direcção da Nova Águia. 
Organizado pela Delegação Norte do MIL (Movimento Internacional Lusófono), este encontro contará ainda com a intervenção de Pedro Sinde, numa conferência intiltulada Uma mensagem da Mensagem.
O encontro está marcado para a próxima Quarta-Feira, dia 22 de Outubro, pelas 21:00, no Ateneu Comercial do Porto. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. Não percam!

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sábado, 18 de outubro de 2014

A Nova Casa Portuguesa faz anos!

Foi há quatro anos que a Nova Casa Portuguesa abriu as suas portas na blogosfera. Nascido da necessidade de preservar e divulgar Portugal e a Cultura Portuguesa em todas as suas manifestações, este projecto procurou sempre estar à atura da missão que abraçou. O móbil foi e é apenas um: o sacro-amor a Portugal!
Para nós, o Amor, a Paixão e a Saudade constituem a Santíssima Trindade terrena de qualquer bom português. São os princípios basilares que regem a nossa vida espiritual. Deus no Céu, Portugal na Terra! 
Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que se mantiveram sempre fiéis, não só a nós, mas sobretudo a esta heróica missão. Combatamos juntos nestes tempos de dissolução.
Temos tudo quando temos Portugal! 

Vídeo comemorativo do IV aniversário da Nova Casa Portuguesa.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Entrepoemas

«Entrepoemas é um estado afectivo.
Uma sobreimpressão de imagens, lembranças e pensamentos.
Talvez seja apenas um lugar do devir.
Uma espécie de tela onde figuram os luxos da alma.
Um dia chamar-lhe-ei amoris causa.
»
J. Alberto de Oliveira na apresentação de Entrepoemas

Muitos conhecerão, certamente, J. Alberto de Oliveira como padre franciscano, ou enquanto a alma responsável pelo curiosíssimo Almanaque de Santo António que, à maneira dos velhos almanaques do século XIX e da primeira metade do século XX, continua hoje a informar-nos dos usos e costumes agrícolas, das marés, da passagem das estações, narrando-nos histórias, desafiando-nos para charadas, ou contanto anedotas de sabor popular. Porém, a sua sensibilidade poética e o amor pela Língua Portuguesa são qualidades que vêm de igual modo ao de cima quando com ele conseguimos travar amizade, descobrindo-o com mais cuidado em todo o seu perfil e ser.
Autor de uma vasta obra literária e poética, J. Alberto de Oliveira tem agora em mãos o seu último livro de poesia, intitulado Entrepoemas, publicado pelas Edições Afrontamento. A sessão de lançamento deste livro terá lugar no próximo dia 23 de Outubro, pelas 21:30, no auditório da FNAC do MAR Shopping, em Leça da Palmeira. A apresentação da obra ficará ao cargo de Maria Bochichio, Professora da Universidade de Coimbra e da Universidade de Genebra. Como não poderia deixar de ser, esta sessão terminará com a leitura de alguns poemas.
A entrada é livre.

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sábado, 11 de outubro de 2014

Longa vai a espera!

Pedro Homem de Mello (1904 -1984).

Canção à Ausente

Para te amar ensaiei os meus lábios...
Deixei de pronunciar palavras duras.
Para te amar ensaiei os meus lábios!

Para tocar-te ensaiei os meus dedos...
Banhei-os na água límpida das fontes.
Para tocar-te ensaiei os meus dedos!

Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!
Pus-me a escutar as vozes do silêncio...
Para te ouvir ensaiei meus ouvidos!

E a vida foi passando, foi passando...
E, à força de esperar a tua vinda,
De cada braço fiz mudo cipreste.

A vida foi passando, foi passando...
E nunca mais vieste!

Pedro Homem de Mello em Segredo.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Sessão dupla na sede do Círculo António Telmo

De regresso com mais uma actividade, o Círculo António Telmo promove, no próximo dia 18 de Outubro, pelas 18:00, uma sessão dupla com Pedro Sinde e Renato Epifânio. Os oradores propõem-se apresentar, respectivamente, o livro Sete Sábios Portugueses e o 14.º número da revista Nova Águia.
Publicada pela editora Tartaruga, a obra Sete Sábios Portugueses - da autoria de Pedro Sinde -, constitui uma das publicações mais interessantes dos últimos tempos, no âmbito da Filosofia Portuguesa. Centrado nas personalidades de António Telmo, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, José Régio, Teixeira de Pascoaes, Guerra Junqueiro e Sampaio Bruno, este livro aborda o coração e a alma da Filosofia Portuguesa na sua maior pureza, longe da corruptibilidade do academismo imposto pela universidade e pelos investigadores que se pautam por um pensamento marcadamente anti-português.
Quanto à Nova Águia, trata-se de uma publicação semestral que dispensa qualquer tipo de apresentações, sendo desde 2008, «a única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português.» Neste 14.º número o destaque vai para os 80 anos da Mensagem de Fernando Pessoa, uma das obras mais marcantes do século XX português. 
Este encontro terá lugar na Casa do Bispo, sede do Círculo António Telmo, em Sesimbra, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. Não percam!

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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (1.ª parte)

A riqueza, diversidade e heterogeneidade do folclore português sempre fascinaram os etnógrafos portugueses e estrangeiros. Este facto foi particularmente notório a partir de meados do século XIX, em pleno domínio do "modo de vida" romântico, tendo ganho uma certa consistência já no século XX, com as contribuições ao nível dos estudos etnográficos perpetrados por alguns importantes vultos da cultura portuguesa como José Leite Vasconcelos, Orlando Ribeiro, Mendes Corrêa, ou Jaime Cortesão
As seguintes ilustrações de Mário Costa (1902-1975) fazem parte de um conjunto de doze trabalhos que retratam episódios folclóricos portugueses, realçando as nossas danças face ao movimento, policromia e enraizamento social que as caracteriza. Cada uma delas é bem representativa de uma dada região de Portugal, atestando a orgânica diversidade que constitui o todo da cultura tradicional nacional. Estas são as primeiras seis ilustrações desta série, sendo que as restantes serão também aqui publicadas na Nova Casa Portuguesa.

A Farrapeira - Beira Alta.

Bailarico Saloio - Estremadura.

Bailinho - Madeira.

Chula Rabela - Douro.

Corridinho - Algarve.

Dança das Saias - Alto Alentejo.

sábado, 4 de outubro de 2014

Ainda sobre o desaparecimento de Alpoim Calvão

Foi publicado na edição da revista Sábado de 2 de Outubro um interessante artigo de Rui Hortelão, co-autor do livro Alpoim Calvão: Honra e Dever, a propósito da morte daquele herói da Marinha Portuguesa, falecido no passado dia 30 de Setembro. Para além do texto, gostaríamos ainda destacar a caricatura que ilustra esta notícia, realizada pelo renomado artista espanhol Luis Grañena.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Egas Moniz, realidade e lenda

Portugal é conhecido como uma terra fértil em lendas e mistérios. Não é para menos. Existe apenas uma linha bastante ténue a separar os episódios fantásticos que constituem o fundo colectivo da nossa memória ancestral e a realidade histórica compreendida, exclusivamente, na aridez das perspectivas positivista, materialista e marxista. Neste contexto, os mitos fundacionais assumem uma dupla importância, isto é, mostrando a solidez e antiguidade do nosso fundo identitário, baseado em factores agregadores como o mito, a espiritualidade, a tradição e a História, ou ainda na construção e legitimação do sentido teleológico da Pátria Portuguesa.
Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques, é uma dessas personalidades que habitam a nossa memória e o nosso imaginário, lembrando-nos, a cada momento, os valores da Raça, da bravura e da fidelidade. Particularmente ligado às terras do Sousa e do Tâmega, no Norte de Portugal, é hoje evocado na promoção da Rota do Românico. O documentário Egas Moniz, realidade e lenda materializa esse esforço em recordar a memória deste Ínclito Varão, em sintonia com a promoção de uma rota cujos espaços nos transportam para um outro tempo, no qual o nosso primeiro escol batalhou corajosamente em prol do nascimento e edificação de Portugal.
Conheçamos e revivamos as nossas origens, os nossos mitos!

Egas Moniz, realidade e lenda é um curto documentário produzido no âmbito da
promoção e divulgação da Rota do Românico.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Morreu Alpoim Calvão, o herói da "Operação Mar Verde"

«Os anos que me faltarem viver vou dedicá-los a tentar compreender Portugal: o primeiro sonho, Índia; o segundo, Brasil; o terceiro, tão nosso, África. Qual será o quarto?»
Alpoim Calvão numa carta a um amigo (1966). 

Alpoim Calvão (1937-2014).

O Comandante Alpoim Calvão faleceu hoje no Hospital de Cascais onde estava internado devido a doença prolongada. O herói da Marinha Portuguesa tinha 77 anos. Porém, o seu espírito mantinha a mesma vibra que o fez distinguir durante os anos em que serviu Portugal militarmente.
Foi um dos mais condecorados militares portugueses, tendo recebido a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a do Comportamento Exemplar e ainda duas cruzes de guerra, entre outras distinções. Contudo, o que haveria de o tornar famoso e quase lendário nos anais da nossa História Militar foi o facto de ter sido o comandante das forças portuguesas envolvidas na célebre Operação Mar Verde. Uma missão levada a cabo em 1970, durante a Guerra do Ultramar, no território da Guiné-Conacri.
Esta operação teve lugar em Novembro de 1970, tendo como principal objectivo resgatar um grupo de prisioneiros de guerra portugueses, mas também destruir armamento do grupo terrorista PAIGC, eliminar o ditador marxista Sékou Touré e destruir um conjunto de aviões MIG de fabrico soviético, destinados a atacar posições portuguesas na Província de Guiné Bissau.
Apesar do plano ter sido apenas parcialmente cumprido, o sucesso da operação pautou-se pelo resgate dos soldados portugueses, ali feitos reféns às mãos dos terroristas comunistas. Tão obscura como polémica, a  Operação Mar Verde ainda hoje não é reconhecida pelo Estado Português.
Quanto ao nosso herói, agora desaparecido, serviu sempre a Pátria, cumprindo o seu dever com toda a Honra e Fidelidade. Guardemos e honremos a sua memória!

Documentário sobre a polémica Operação Mar Verde, realizada a 22 de Novembro de 1970.

sábado, 20 de setembro de 2014

IV Festival Internacional de Polifonia Portuguesa

Setembro ficou marcado pelo regresso do Festival Internacional de Polifonia Portuguesa. Organizado pela Fundação Cupertino de Miranda, este evento conhece este ano a sua quarta edição, propondo a continuação de um dos mais interessantes projectos de divulgação daquele que será, provavelmente, o mais esplendoroso dos períodos da produção musical portuguesa.

Coro da Cappella Musical Cupertino de Miranda na companhia de Arianna Savall,
na Igreja de S. Francisco (Porto).

Com a criação em 2009 da Cappella Musical Cupertino de Miranda, a Fundação Cupertino de Miranda, sediada em Vila Nova de Famalicão, dava forma a um ambicioso projecto de recuperação e divulgação da época dourada da Polifonia Portuguesa. Retomando a nossa tradição musical dos séculos XVI e XVII, esta iniciativa foi fomentando o estudo de alguns dos principais compositores portugueses, devolvendo a sua música aos espaços para os quais a mesma havia sido composta, ou seja, os espaços religiosos.
Não obstante a importância para a música europeia de nomes como Pedro Escobar, Pedro de Cristo, Estevão de Brito, Manuel Cardoso, Duarte Lobo, Pedro de Araújo, entre outros, é inegável o esquecimento em que os mesmos se foram precipitando junto do grande público. Esta iniciativa da Fundação Cupertino de Miranda tem vindo por isso a revelar-se de grande importância para a recuperação de uma dimensão algo esquecida e até mesmo negligenciada do nosso património espiritual e artístico.
Tendo iniciado no passado dia 18 de Setembro, o Festival Internacional de Polifonia Portuguesa prolonga-se até ao próximo dia 27 de Setembro. Tal como nas anteriores edições, o festival mantém a sua natureza itinerante, passando este ano pela Igreja de S. Victor (Braga), Igreja de S. Francisco (Porto), Igreja Beneditina de Nossa Senhora do Terço (Barcelos), Igreja Matriz de Vila do Conde, Mosteiro de S. Martinho de Tibães (Braga), Igreja de S. Gonçalo (Amarante), Igreja de S. Lourenço (Porto), Igreja do Bom Jesus (Braga) e Igreja de Sta. Maria de Landim (Vila Nova de Famalicão).
Ao lado do sublime coro da Cappella Musical Cupertino de Miranda actuam, em diferentes datas e locais, John Butt (organista) e Arianna Savall (harpista e cantora), compondo o contingente de músicos estrangeiros convidados para esta edição. Para além do habitual seminário, assegurado este ano pelas intervenções dos investigadores José Manuel Tedim, Gonçalo Vasconcelos e Sousa, José Ferrão Afonso, Eugénio Amorim e José Abreu, o programa do festival prevê ainda uma leitura de um Sermão do Padre António Vieira, lavada a cabo pelo actor Luís Miguel Cintra, já na próxima Quinta-Feira, dia 25 de Setembro, na Igreja de S. Lourenço (Porto).
À semelhança da edição anterior, a organização do Festival Internacional de Polifonia Portuguesa preparou um interessantíssimo catálogo, profusamente ilustrado, do qual não podemos deixar de destacar a grafia pré-acordo ortográfico adoptada na sua edição. Sugerindo uma delicada viagem aos domínios dos sentidos, inspirada por um diálogo interarte e transdisciplinar, este volume contém uma descrição dos espaços por onde passará a edição deste ano do festival, programa de actividades, notas biográficas sobre os músicos, bem como os textos apresentados no seminário integrante do programa do certame.
Com todas as actividades de acesso livre e gratuito, o Festival Internacional de Polifonia Portuguesa assume-se, a cada ano, como um dos mais importantes eventos da alta cultura portuguesa, sendo já uma referência a nível nacional e internacional. Para consultar o programa, ou obter mais informações, recomendamos uma visita à página http://festivalpolifoniafcm.wix.com/ivfipp.

A beleza e o mistério da Polifonia Portuguesa patente no Kyrie et Gloria 
do compositor Manuel Cardoso. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fernando Pessoa no eixo Xangai-Coimbra

De Xangai para Coimbra à procura da língua de Fernando Pessoa é o título de uma breve entrevista com a investigadora chinesa Cristina Zhou Miao, publicada no número 157 da Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua linha de investigação não-conforme é digna de ser conhecida, pois o seu contributo para a desintoxicação materialista da leitura e interpretação da cultura portuguesa apresenta-se como absolutamente pertinente e essencial, sobretudo ao nível dos estudos pessoanos.
Conheçamos o seu trabalho!

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