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domingo, 9 de novembro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (2.ª parte)

O artista português Mário Costa distinguiu-se enquanto ilustrador e publicitário a partir das décadas de 1930 e 1940. Os seus trabalhos constituem em muitos casos verdadeiros marcos da propaganda e publicidade feita em Portugal. A ele se devem, por exemplo, os famosos cartazes do Estado Novo relativos às campanhas do trigo e do vinho que, ainda hoje, povoam o nosso imaginário. 
O seu estilo desenvolveu-se entre o apelo das vanguardas e o fascínio pela tradição. As doze ilustrações que realizou tendo como tema central as danças folclóricas portuguesas são, provavelmente, um dos conjuntos mais marcados por uma certa tradição pré-modernista. Não obstante, parece-nos notório que o autor não se terá conseguido desenvencilhar-se por inteiro da atracção pelas vanguardas do seu tempo.
Na expectativa de podermos estar a contribuir para a recuperação da obra de Mário Costa, retomamos a sua série de ilustrações relativas às danças tradicionais portuguesas, expondo as gravuras que aqui ainda não haviam sido publicadas.  

Dança dos Pauliteiros - Trás-os-Montes.

Fandango - Ribatejo.

Moda de Bailar - Baixo Alentejo.

Tirana - Beira Baixa.

Vira - Minho.

Vira da Nazaré - Estremadura.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (1.ª parte)

A riqueza, diversidade e heterogeneidade do folclore português sempre fascinaram os etnógrafos portugueses e estrangeiros. Este facto foi particularmente notório a partir de meados do século XIX, em pleno domínio do "modo de vida" romântico, tendo ganho uma certa consistência já no século XX, com as contribuições ao nível dos estudos etnográficos perpetrados por alguns importantes vultos da cultura portuguesa como José Leite Vasconcelos, Orlando Ribeiro, Mendes Corrêa, ou Jaime Cortesão
As seguintes ilustrações de Mário Costa (1902-1975) fazem parte de um conjunto de doze trabalhos que retratam episódios folclóricos portugueses, realçando as nossas danças face ao movimento, policromia e enraizamento social que as caracteriza. Cada uma delas é bem representativa de uma dada região de Portugal, atestando a orgânica diversidade que constitui o todo da cultura tradicional nacional. Estas são as primeiras seis ilustrações desta série, sendo que as restantes serão também aqui publicadas na Nova Casa Portuguesa.

A Farrapeira - Beira Alta.

Bailarico Saloio - Estremadura.

Bailinho - Madeira.

Chula Rabela - Douro.

Corridinho - Algarve.

Dança das Saias - Alto Alentejo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Portugal no livro European Folk Dance de Joan Lawson

O nome de Joan Lawson será certamente conhecido de todos os apaixonados pela dança. Para além de bailarina, esta inglesa foi também uma importante professora e investigadora na área da dança, responsável pela criação do National Dance Branch da Imperial Society of Teachers of Dancing, entidade pela qual são anualmente certificados centenas de jovens bailarinos e bailarinas em Portugal a quem, a muito custo, os pais financiam um sonho de um dia vingarem num dos mais duros cenários do mundo das artes. Autora de inúmeros livros, fossem sobre técnica do ballet clássico ou história da dança, clássica ou tradicional, Joan Lawson é tida, sobretudo em Inglaterra, como uma autoridade no domínio da dança.
Contudo, até as grandes autoridades e os maiores especialistas cometem erros, não representando este caso uma excepção.
Em 1953 Joan Lawson aventurou-se no lançamento de um livro intitulado European Folk Dance que, tal como o nome indica, procurava retratar os diversos tipos de dança folclórica espalhados pelo velho continente, fazendo, como seria de esperar, uma breve introdução à cultura de cada país ou povo analisado Ora, conforme poderão facilmente verificar através das duas únicas páginas que a autora dedicou à riqueza do nosso folclore e, neste caso em particular, à dança folclórica, o resultado desse olhar sobre o mais ocidental dos países europeus revelou-se no mínimo desatento. Esse olhar demasiado circunscrito e redundante sobre determinados aspectos da nossa  história, cultura e tradição, mostram um total desconhecimento sobre a realidade portuguesa e o verdadeiro ethos do nosso povo.
Apesar de quase hilariante, a descrição do folclore português em European Folk Dance representa ainda assim um interessante teste de diagnóstico à forma como a cultura portuguesa se apresenta aos olhos dos que de fora nos contemplam, ou seja, desconhecida e distorcida.
Para que todos possam comprovar o que atrás expressámos, deixamos de seguida as duas páginas consagradas a Portugal em European Folk Dance.

(Clicar na imagem para ampliar.)

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