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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Mural de Manuel Lapa restaurado no Tribunal de Torres Novas

Manuel Lapa foi um dos artistas mais conhecidos da chamada segunda geração de artistas modernistas portugueses. Nascido no seio de famílias nobres, não precisou de títulos para se afirmar no seu tempo. Artista e intelectual, destacou-se sobretudo na ilustração e na pintura, tendo-lhe recebido várias encomendadas de parte do Estado Português. Sobretudo murais com motivos históricos e simbólicos, como aquele localizado no Palácio de Justiça de Torres Novas e que está agora em fase de recuperação e restauro. 
O artigo de Cristina Faria Moreira, ilustrado com fotografias de Diogo Ventura, publicado na edição de ontem do Público, dá-nos a conhecer um pouco melhor essa obra, a sua "redescoberta" e os presentes trabalhos de restauro. Vale a pena ler. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 15 de julho de 2017

Meus Olhos Dolorosos

Teixeira de Pascoaes, ilustração de Haylane Rodrigues.

Meus Olhos Dolorosos

A lua sobre um píncaro escalvado,
Teus olhos sob a fronte que os domina;
O sol morrendo, ao longe, aureolado,
Num fundo de pinheiros e neblina;

Um rio manso, lívido, parado
Na concepção da Névoa; cristalina
Veia, onde nunca um raio afogueado
Matou a sede trágica e divina;

Aparições de Deus e da Beleza,
Sb formas de Cousas e Criaturas,
Perseguem os meus olhos que, às escuras,

Choram como as crianças, na Tristeza
Criadora que é a Virgem da Agonia,
A Mãe piedosa e triste da Alegria.

Teixeira de Pascoaes

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aurélia de Sousa: Memórias de uma Exposição

Terminou ontem a exposição Aurélia, Mulher Artista. Uma mostra retrospectiva da obra de Aurélia de Sousa, organizada nos 150 anos do seu nascimento. Distribuída por dois pólos diferentes, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e o Museu da Quinta de Santiago, esta foi a maior exposição da genial pintora portuguesa jamais realizada após a sua morte.
Ao longo dos últimos 5 meses foi possível admirar um vasto conjunto de obras desta artista, muitas delas provenientes de colecções privadas, fomentando-se, uma vez mais, a discussão em torno do presente ocultamento da arte portuguesa. Com efeito, poder-se-á dizer que esta exposição, em conjunto com a de Amadeo de Souza-Cardoso - recentemente realizada em Paris -, prestou um importante contributo para a revalorização da arte portuguesa a nível nacional e internacional. Numa altura em que o Porto é alvo da preferência de turistas de todo o mundo impõem-se, enquanto cidade-berço para várias escolas e gerações de artistas, a promoção deste tipo de iniciativas, tão enriquecedoras como fundamentais para a promoção da cultura portuguesa.
As fotografias que aqui apresentamos remetem-nos para a parte da exposição patente na Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, procurando contribuir para a divulgação da obra de Aurélia de Sousa e a perpetuação da memória do excelente serviço público prestado por esta iniciativa.

Painel de divulgação da exposição de Aurélia de Sousa, colocado à entrada
da Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio.

Sala principal da exposição.

Panorâmica da exposição.

Outra panorâmica da exposição.

Menina num estúdio de pintura (s.d.).

À Sombra (s.d.).

Alguns desenhos de Aurélia de Sousa realizados na sua juventude.

Esboços e estudos de Aurélia de Sousa.

Filósofo (Diógenes) (s.d.).

Auto-Retrato (1889).

Auto-Retrato (s.d.).

Retrato de Natália Rocha (s.d.).

Retrato de Luciana Dias Gaspar (s.d.). Uma obra que revela alguns
traços precursores do nosso primeiro modernismo.

História de Coelhos (Biombo em Tríptico) (s.d.).

terça-feira, 21 de junho de 2016

Aurélia de Sousa, 150 anos

«A pintora Aurélia de Sousa logrou alcançar reconhecimento pela qualidade técnica do seu trabalho, um factor aliado à sua condição de "mulher-artista". Efectivamente, o nome de Aurélia ainda constitui uma excepção dentro da galeria dos grandes pintores portugueses, a par do de Josefa de Óbidos, a pintora do barroco português.»
Adelaide Duarte em Aurélia de Sousa

(Clicar na imagem para ampliar.)

A cidade do Porto foi, na viragem do século XIX para o século XX, um importante farol para a arte e cultura europeias. Da pintura à escultura, passando pela poesia, literatura e filosofia, a Invicta revelou-se berço de génios e ponto congregador de artistas e intelectuais. Em 2016 comemoram-se os 150 anos do nascimento de Aurélia de Sousa, uma das figuras mais relevantes da pintura portuguesa dos últimos 200 anos que, a partir da cidade do Porto, alcançou uma surpreendente notoriedade internacional.
Tendo estudado na Academia de Belas-Artes do Porto, com Marques de Oliveira, e na Académie Julian de Paris, com Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, Aurélia de Sousa destacou-se pelo seu génio e singularidade criativa no meio artístico da sua época. Conhecida como interlocutora da estética naturalista, foi antes de mais uma artista livre de amarras estéticas, sabendo conferir a si mesma uma liberdade definidora dos seus fulgores criativos. Das paisagens aos seus auto-retratos, absorve-se da sua obra pictórica o registo intimista das vivências quotidianas da sociedade do seu tempo. Artista de transição, inspirada e atenta – tanto à tradição como às revoluções artísticas da sua época –, Aurélia de Sousa anunciou a convulsão emergente da modernidade.
Contrariamente ao que se tem vindo a afirmar junto de certos círculos, esta artista portuguesa nascida a 13 de Junho de 1866, em Valparaíso, no Chile, não representa, tal como o conjunto da sua obra, qualquer forma percursora do feminismo em Portugal. Pelo contrário, o que Aurélia de Sousa tão bem conseguiu imortalizar nas suas obras foi a beleza e delicadeza da essência feminina em todo o seu esplendor. Não obstante a existência das possíveis condicionantes e constrangimentos que, naquela época, poderiam advir da sua condição de mulher, esse factor jamais constituiu um obstáculo à consagração do seu génio.
Para além de ter estudado em França, Aurélia de Sousa também expôs naquele país, onde a sua obra foi, tal como em Portugal, aclamada e premiada. Assente numa matriz bem portuguesa, a qualidade do seu trabalho levou a que a sua carreira tomasse uma dimensão internacional, sendo ainda hoje aclamada como a principal pintora lusitana desde Josefa de Óbidos. Viajante inquieta e experimentadora de novas técnicas de pintura, dedicou-se também à ilustração e à fotografia. Desde cedo respeitada e admirada por críticos e colegas, fez da Quinta da China, propriedade adquirida pelos seus pais na cidade do Porto aquando do regresso da América do Sul, o seu espaço de predilecção, instalando aí a sua oficina de pintura.
Tendo em vista a celebração dos 150 anos do seu nascimento, inaugurou-se, no passado dia 13 de Junho, uma exposição intitulada “Aurélia, mulher e artista”. Esta mostra encontra-se dispersa por dois espaços distintos: Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira; Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, no Porto. Esta última instituição – recorde-se –, reúne, juntamente com o Museu Nacional Soares dos Reis, o principal espólio desta artista. Organizada pelas autarquias do Porto e Matosinhos, esta exposição foi comissariada por Filipa Lowndes Vicente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Patente ao público até ao dia 30 de Outubro, esta será, seguramente, a principal exposição póstuma de Aurélia de Sousa. Uma justa homenagem àquela que constitui um dos grandes “génios ocultos” legados por Portugal à arte europeia.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Nossa Senhora, ao luar...

Nossa Senhora e o Menino Jesus, ilustração de Almada Negreiros.

Nossa Senhora, ao luar...

Nossa Senhora, ao luar...
toda cheiinha de luz,
põe-se a embalar, a embalar
o seu Menino Jesus.

A Nossa Senhora canta
para o adormentar;
mas a Mãe, que o mundo espanta, 
tem vontade de chorar.

Entanto o lindo Menino
quer a lua, a rabujar...
Sente que o reino divino
é lá na terra do luar!

Afonso Lopes Vieira em País Lilás, Desterro Azul.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Pseudalopex: Arte e inspirações de Haylane Rodrigues

«Pela via de sempre cada passo é novo.»
Rodrigo Sobral Cunha em Visitação dos sóis

Quando a arte e o talento se aliam ao Amor todas as barreiras e fronteiras parecem esbater-se. Os mundos aproximam-se, até os contíguos, e desta cumplicidade nascem sonhos com um espírito de permanente comunhão, criando-se pontes até ao infinito. Enceta-se assim um caminho para a sublimação e superação da própria individualidade, através do qual a Verdade se manifesta pela seguinte tetralogia portuguesa: Saudade, Paixão, Amor e Glória. De resto, isto foi o que aconteceu com a ilustradora brasileira Haylane Rodrigues que, desde a sua aproximação da cultura portuguesa, em finais de 2013, se viu abraçar com a atávica paixão de quem, por intermédio do espírito e do coração, regressa à sua matriz primordial, redescobrindo-se.
Nascida em 1990, Haylane Rodrigues é natural do Estado da Paraíba, no Nordeste do Brasil. Apesar da precocidade com que se manifestou o seu talento, nunca equacionou a possibilidade de um dia poder enveredar por uma carreira artística. Autodidacta de formação, bebeu fortes influências nos domínios da Filosofia, História, Literatura, Poesia, Mitologia, Zoologia e tradições populares. Fortemente enraizada na tradição nordestina e na ideia de um Sertão ideal, através do qual recebeu claros ecos da cultura clássica e portuguesa, consagrou sempre o seu coração e a sua arte ao mais elevado e puro sentido da beleza. A sua arte, “bela, moral e armorial”, reaviva a centelha da tradição e da virtude incluída naquela simplicidade natural, apenas característica entre os que possuem o talento de bem-fazer.
Entre 2014 e o presente ano, Haylane Rodrigues tem vindo a realizar uma série de trabalhos votados à cultura portuguesa, em particular no âmbito do retrato, revisitando personalidades como Sampaio Bruno, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Dalila Pereira da Costa, Carlos Eduardo de Soveral, entre outras. A sua notoriedade em Portugal advém desde logo das colaborações regulares com algumas publicações periódicas como, por exemplo, os jornais O Diabo e Diário do Minho, ou a revista Nova Águia, onde tem publicado alguns dos seus trabalhos. Tendo já ilustrado dois títulos do catálogo das Edições Réquila, as suas criações têm também figurado em inúmeros cartazes e convites para encontros ou eventos relacionados com a cultura portuguesa, ou o diálogo filosófico-cultural luso-brasileiro.
O crescente interesse desta artista pela cultura portuguesa, correspondido no interesse dos portugueses pela sua arte, abriu a possibilidade de expor a sua obra em Portugal, ainda durante este ano através da realização de duas exposições diferentes, previstas para as cidades do Porto e Lisboa. Até lá, poderemos acompanhar o trabalho de Haylane Rodrigues ou fazer encomendas, através do blogue do seu projecto Pseudalopex, visitável em http://pseuda-lopex.blogspot.com.

Templo de Diana, aguarela (2015). 

Sampaio Bruno, ilustração com arranjo gráfico de André Henriques (2014).

Teixeira de Pascoaes junto à Fonte dos Golfinhos, desenho a lápis (2014).

Fernando Pessoa, retrato em aguarela (2015).

Dalila Pereira da Costa, retrato em aguarela (2015).

Carlos Eduardo Soveral, retrato em aguarela (2015).


Mariana Alcoforado, retrato inacabado a lápis (2014). 

José Almeida, retrato em esferográfica (2014).

domingo, 9 de novembro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (2.ª parte)

O artista português Mário Costa distinguiu-se enquanto ilustrador e publicitário a partir das décadas de 1930 e 1940. Os seus trabalhos constituem em muitos casos verdadeiros marcos da propaganda e publicidade feita em Portugal. A ele se devem, por exemplo, os famosos cartazes do Estado Novo relativos às campanhas do trigo e do vinho que, ainda hoje, povoam o nosso imaginário. 
O seu estilo desenvolveu-se entre o apelo das vanguardas e o fascínio pela tradição. As doze ilustrações que realizou tendo como tema central as danças folclóricas portuguesas são, provavelmente, um dos conjuntos mais marcados por uma certa tradição pré-modernista. Não obstante, parece-nos notório que o autor não se terá conseguido desenvencilhar-se por inteiro da atracção pelas vanguardas do seu tempo.
Na expectativa de podermos estar a contribuir para a recuperação da obra de Mário Costa, retomamos a sua série de ilustrações relativas às danças tradicionais portuguesas, expondo as gravuras que aqui ainda não haviam sido publicadas.  

Dança dos Pauliteiros - Trás-os-Montes.

Fandango - Ribatejo.

Moda de Bailar - Baixo Alentejo.

Tirana - Beira Baixa.

Vira - Minho.

Vira da Nazaré - Estremadura.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Danças portuguesas segundo Mário Costa (1.ª parte)

A riqueza, diversidade e heterogeneidade do folclore português sempre fascinaram os etnógrafos portugueses e estrangeiros. Este facto foi particularmente notório a partir de meados do século XIX, em pleno domínio do "modo de vida" romântico, tendo ganho uma certa consistência já no século XX, com as contribuições ao nível dos estudos etnográficos perpetrados por alguns importantes vultos da cultura portuguesa como José Leite Vasconcelos, Orlando Ribeiro, Mendes Corrêa, ou Jaime Cortesão
As seguintes ilustrações de Mário Costa (1902-1975) fazem parte de um conjunto de doze trabalhos que retratam episódios folclóricos portugueses, realçando as nossas danças face ao movimento, policromia e enraizamento social que as caracteriza. Cada uma delas é bem representativa de uma dada região de Portugal, atestando a orgânica diversidade que constitui o todo da cultura tradicional nacional. Estas são as primeiras seis ilustrações desta série, sendo que as restantes serão também aqui publicadas na Nova Casa Portuguesa.

A Farrapeira - Beira Alta.

Bailarico Saloio - Estremadura.

Bailinho - Madeira.

Chula Rabela - Douro.

Corridinho - Algarve.

Dança das Saias - Alto Alentejo.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Ariano Suassuna (1927-2014): A fantástica vida do último grande sebastianista

Falecido no passado dia 23 de Julho, Ariano Suassuna foi um guardião do inexpugnável bastião da lusitanidade em terras brasileiras. Encontrando uma forma perfeita de ligar a modernidade e a vanguarda à herança ancestral da nossa tradição e seus respectivos mitos e arquétipos, conseguiu não só recuperar o espírito daquela que seria a mais óbvia das extensões ultramarinas da portugalidade, como também contribuir para a definição do ethos e da identidade real do povo brasileiro, em particular dos nordestinos.
Da autoria de José Almeida, o artigo Ariano Suassuna: A fantástica vida do último grande sebastianista, originalmente publicado na edição de 29 de Julho do semanário O Diabo, foi agora reeditado no Suplemento Cultural do Diário do Minho. Uma vez mais acompanhado pela belíssima ilustração da artista brasileira Haylane Rodrigues
Vale a pena ler e conhecer a vida e obra daquele que, seguramente, poderemos considerar o último grande sebastianista.

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

60 anos da História de Portugal em Cromos

«O seu ilustrador é Carlos Alberto Santos, hoje um reputado pintor especializado em temas históricos, estando representado em colecções privadas e museus em Portugal e no estrangeiro. Nascido em 1933, começou o seu percurso artístico muito jovem como desenhador. Em 1953, após três anos de trabalho, completou a História de Portugal para a Agência Portuguesa de Revistas. A publicação constituiu o maior êxito da conhecida editora no campo do cromo e tem hoje um estatuto mítico nas memórias dos que a coleccionaram durante os 20 anos em que foi vendida.»
Excerto do texto de apresentação da mostra dedicada aos
60 anos da História de Portugal em cromos.


Estará patente ao público entre os próximos dias 3 e 31 de Outubro, na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, uma mostra comemorativa dos 60 anos da primeira edição da História de Portugal em Cromos. Uma colecção de 203 cromos com desenhos do Mestre Carlos Alberto Santos, responsável por dar a conhecer a nossa História a muitas gerações de portugueses ao longo de sucessivas edições, todas de grande sucesso.
A organização desta exibição ficou a cargo de Leonardo de Sá, especialista em banda desenhada e ilustração, e João Manuel Mimoso, coleccionador de cadernetas de cromos. A mostra será acompanhada por um catálogo publicado em formato digital e incluirá um encontro com os seus organizadores e o próprio Carlos Alberto Santos, a decorrer no dia 18 de Outubro.
Trata-se de uma oportunidade única para conhecer um dos grandes Mestres da nossa pintura, desenho e ilustração. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

Capa da 1.ª edição da caderneta História de Portugal,
impressa pela Fotogravura Nacional, em Outubro de 1953

quinta-feira, 21 de março de 2013

Os 167 anos de Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Bordalo Pinheiro é provavelmente o artista português do séc. XIX mais presente no nosso imaginário popular. Irmão do grande pintor Columbano Bordalo Pinheiro, foi também ele um génio artístico, responsável pela criação do Zé Povinho, a célebre personagem colectiva que representa ainda hoje de forma satírica a generalidade do povo português. A sua obra distinguiu-se em várias áreas distintas. Da pintura à caricatura, passando o pelo proto-design, ou pela cerâmica, onde deixou um legado absolutamente notável, Rafael Bordalo Pinheiro revolucionou a arte popular portuguesa, elevando-a um nível de erudição bastante raro até então.
Celebrando-se hoje o 167.º aniversário do seu nascimento, a Google decidiu homenagear este importante nome da cultura portuguesa através da criação de mais um dos seus bonitos doodles.

Doodle evocativo do 167.º aniversário do nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro.

domingo, 4 de novembro de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (2.ª parte)

Conforme foi aqui anteriormente referido, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Optámos hoje por partilhar mais algumas dessas gravuras, importantes pela questão estético-artística, mas também pelo seu valor etnográfico e patrimonial, permitindo-nos viajar até a um Portugal de outros tempos, revisitando algumas profissões e actividades económicas hoje já desaparecidas.  

Aguadeiro de Faro.

Alentejano.

Ceifeira da província do Minho.

Estudantes da Universidade de Coimbra.

Homem da Beira vendendo lanifícios das fabricas nacionais.

Lavadeira, mulher dos arrabaldes da cidade do Porto.

Lavrador da Ilha de S. Miguel.

Mulher de Portalegre.

Polícia civil de Lisboa.