terça-feira, 18 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros: In Memoriam

O semanário O Diabo recordou na edição de hoje o seu antigo colaborador Alberto Corrêa de Barros. Num artigo assinado por José Almeida e Jorge Camanho, somos convidados a revisitar o percurso de um dos mais sólidos bastiões da defesa da nossa doutrina nacionalista. Destaque ainda para a publicação de um poema inédito de José Valle de Figueiredo, dedicado à memória do homenageado.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros (1945-2017)

É com profundo pesar que a Nova Casa Portuguesa participa a notícia do falecimento de Alberto Corrêa de Barros. 
Figura singular do nacionalismo português, foi soldado miliciano em Moçambique, onde lutou em missão de soberania na defesa do território nacional, naquela que haveria de ficar conhecida como Guerra do Ultramar. Alberto Corrêa de Barros pertenceu, juntamente, com António José de Brito, Rodrigo Emílio, Goulart Nogueira, entre outros, ao grupo de indefectíveis nacionalistas que sempre se opuseram à chamada “revolução dos cravos”. Homem de vasta cultura e erudição, foi um importante doutrinador junto das hostes nacionalistas, em particular, junto das gerações mais jovens.  
As exéquias fúnebres terão lugar no próximo Domingo, 9 de Abril, às 15h, na igreja paroquial de Vermoim, na Maia. De seguida, o seu corpo será conduzido até ao cemitério de São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, onde será sepultado.
Resta-nos honrar a sua memória com a nossa eterna Saudade! Até sempre, camarada! 

segunda-feira, 13 de março de 2017

António Sardinha e as Aparições de Fátima

António Sardinha, figura seminal do Integralismo Lusitano, foi uma das muitas personalidades da vida política e cultural nacional a sair em defesa das Aparições de Fátima. Em Outubro de 1917, em pleno alvoroço em torno do fenómeno de Fátima, António Sardinha publicou uma interessante reflexão no jornal A Monarquia. Um século depois esse texto ainda se reveste de plena de actualidade, pelo que vale a pena relê-lo, :   
«Não estive em Fátima, mas de longe eu creio na assistência da Virgem à pobre terra de Portugal. Antes que a Igreja o definisse como dogma não fomos nós os primeiros que A adoraram no Mistério da Sua Imaculada Conceição? A minha crença fundamenta-se na voz ponderada da minha consciência. Tão lamentável é a incredibilidade que cega, como a dúvida que escandaliza! O visível não é mais que a expressão bem limitada do invisível. Para além do mundo imediato dos sentidos um mundo há - mais amplo e mais insondável, que a inteligência mal adivinha e de que só a Fé nos entrega o segredo. Como o epitáfio do médico de Pádua, a ciência, de senhora tornada escrava, ensina-nos apenas a não ignorar a nossa ignorância. Por isso, pois que para edificação dos incrédulos e lição dos precavidos a humildade do espírito é o caminho aberto para Deus, repitamos com o velho Renan, ajoelhado nos degraus da Acrópole, que "raison et bons sens ne suffisent pas!".»
Milhares de pessoas acorreram a Fátima para assistir às
Aparições de 13 de Outubro de 1917.