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domingo, 6 de dezembro de 2015

Eduardo Lourenço e a não-clarividência do politicamente correcto no Portugal democrático

A clareza política do Eduardo Lourenço está ao nível do civismo do Mário Soares. Segundo o filósofo português, a França de hoje tem ainda a imagem de Luís XIV e nós, europeus, devemos muito aos americanos que nos salvaram várias vezes ao longo do século XX, a começar pelo "auxílio" dado na I Guerra Mundial.
Portugal, terra de heroísmo e de génio, encontra-se mais do que nunca amordaçado pelas correntes estrangeiristas. Um mal que hoje se torna bem mais nocivo do que outrora face à ditadura do "politicamente correcto", na qual só singram os medíocres e os alinhados com os detractores da Pátria e falsificadores da História.
Deus nos salve dos "democráticos génios portugueses".

Eduardo Lourenço no programa televisivo O Princípio da Incerteza.

sábado, 6 de junho de 2015

Cantar o fado de vivermos o que sonhamos

Saudades

Das janelas da cidade
Amei-te como ninguém
Foram tempos sem idade
Mas quem teve, hoje não tem...

Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades, cantam o fado
É tempo de voltar

Das janelas ao teu lado
Tão antigas, que eu amei,
Vou cantar este meu fado
De viver o que sonhei

Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades, cantam fado
É tempo de voltar

Saudades, triste fado
É tempo de te amar
Saudades que serão fado
Se o tempo nos faltar


Sétima Legião numa apresentação na RTP em 1987.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agostinho da Silva, o capitalismo e o Estado Novo

Certa ocasião, no programa de televisão Conversas Vadias, ao perguntarem a Agostinho da Silva se o capitalismo seria a exploração do Homem pelo homem, a resposta do filósofo português foi tão célere quanto categórica: «É a guerra do Homem contra o Homem.»
Curiosamente, nessa mesma entrevista, conduzida pelo comunista Baptista Bastos, Agostinho da Silva acabou por ser acusado de fazer apologia ao "fascismo", após afirmar que, àquela data, transpostos vários anos desde o 25 de Abril, ele percebia, finalmente, a política do Estado Novo e de Salazar. Era a sua famosa "teoria do gesso", segundo a qual Portugal teria saído cedo demais da ditadura. Não se enganava...

Fotograma extraído da entrevista feita por Baptista Bastos a Agostinho da Silva,
integrada nas doze emissões do programa Conversas Vadias.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Engenheiro José Sousa Veloso (1926-2014)

Engenheiro Sousa Veloso, o rosto do programa TV Rural.

Portugal veste-se de luto. Faleceu hoje, em Lisboa, José Sousa Veloso, engenheiro agrónomo e apresentador do programa de televisão TV Rural. Tinha 88 anos. 
As várias gerações que cresceram acompanhadas pelo seu sorriso aperceberam-se rapidamente da importância dos seus programas, aprendendo a admirar e respeitar aquele que foi o primeiro apresentador português de televisão a citar os técnicos com quem tinha trabalhado, no final de cada reportagem. Excelente comunicador, sempre educado e sorridente, ensinou-nos a valorizar as gentes do campo, a amar a terra e a glorificar o seu trabalho. O programa que apresentava foi um caso raro de longevidade televisiva, tendo sido transmitido entre 1960 e 1990, representando um dos melhores exemplos de serviço público alguma vez levado a cabo pela televisão portuguesa.
A sua partida deixará saudade! Paz à sua alma!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Morreu Alpoim Calvão, o herói da "Operação Mar Verde"

«Os anos que me faltarem viver vou dedicá-los a tentar compreender Portugal: o primeiro sonho, Índia; o segundo, Brasil; o terceiro, tão nosso, África. Qual será o quarto?»
Alpoim Calvão numa carta a um amigo (1966). 

Alpoim Calvão (1937-2014).

O Comandante Alpoim Calvão faleceu hoje no Hospital de Cascais onde estava internado devido a doença prolongada. O herói da Marinha Portuguesa tinha 77 anos. Porém, o seu espírito mantinha a mesma vibra que o fez distinguir durante os anos em que serviu Portugal militarmente.
Foi um dos mais condecorados militares portugueses, tendo recebido a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a do Comportamento Exemplar e ainda duas cruzes de guerra, entre outras distinções. Contudo, o que haveria de o tornar famoso e quase lendário nos anais da nossa História Militar foi o facto de ter sido o comandante das forças portuguesas envolvidas na célebre Operação Mar Verde. Uma missão levada a cabo em 1970, durante a Guerra do Ultramar, no território da Guiné-Conacri.
Esta operação teve lugar em Novembro de 1970, tendo como principal objectivo resgatar um grupo de prisioneiros de guerra portugueses, mas também destruir armamento do grupo terrorista PAIGC, eliminar o ditador marxista Sékou Touré e destruir um conjunto de aviões MIG de fabrico soviético, destinados a atacar posições portuguesas na Província de Guiné Bissau.
Apesar do plano ter sido apenas parcialmente cumprido, o sucesso da operação pautou-se pelo resgate dos soldados portugueses, ali feitos reféns às mãos dos terroristas comunistas. Tão obscura como polémica, a  Operação Mar Verde ainda hoje não é reconhecida pelo Estado Português.
Quanto ao nosso herói, agora desaparecido, serviu sempre a Pátria, cumprindo o seu dever com toda a Honra e Fidelidade. Guardemos e honremos a sua memória!

Documentário sobre a polémica Operação Mar Verde, realizada a 22 de Novembro de 1970.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“E assim, Acontece”

Foi com um profundo pesar e tristeza que recebemos, durante a passada madrugada, a notícia da morte do veterano jornalista Carlos Pinto Coelho.
Ligado durante aproximadamente 26 anos à RTP, a sua actividade jornalística começara no Diário de Notícias nos idos anos de 1968, quando era ainda apenas um simples estagiário. Tornou-se um dos fundadores do Jornal Novo, tendo sido também redactor da Agência de Notícias portuguesa ANI e director executivo da revista Mais. No mundo da rádio representou , enquanto locutor, emissoras como a TSF, Rádio Comercial, Antena1 e Teledifusão de Macau. Contudo, foi na televisão que se notabilizou, tornando-se chefe de redacção do Informação/2, da RTP2, director de Cooperação e Relações Internacionais, director-adjunto de Informação e director de programas da RTP durante 4 anos.
Na sua qualidade de profissional da comunicação e informação, Carlos Pinto Coelho gozou sempre de uma certa polivalência jornalistica, não obstante o facto de se ter destacado nos domínios da divulgação cultural, salientando-se o saudoso programa Acontece, do qual foi apresentador ao longo de 9 anos. Chegando a ser o mais antigo jornal cultural da Europa, até ao seu desaparecimento da grelha televisiva após diferendo com o ex-ministro Morais Sarmento, o Acontece marcou toda uma geração, entre 1994 e 2003, assumindo-se como um verdadeiro serviço público, uma referência no panorama da divulgação cultural.
Autor de vários livros, foi também professor de jornalismo na Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar, onde leccionava desde 2003. Amante da comunicação, tratando o jornalismo sempre com a maior nobreza, como de uma forma de arte se tratasse, Carlos Pinto Coelho deixou-nos ontem, aos 66 anos, vítima de complicações cardíacas. Portugal amanheceu hoje mais pobre.

Excerto da última entrevista do jornalista e professor Carlos Pinto Coelho.