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segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Mural de Manuel Lapa restaurado no Tribunal de Torres Novas

Manuel Lapa foi um dos artistas mais conhecidos da chamada segunda geração de artistas modernistas portugueses. Nascido no seio de famílias nobres, não precisou de títulos para se afirmar no seu tempo. Artista e intelectual, destacou-se sobretudo na ilustração e na pintura, tendo-lhe recebido várias encomendadas de parte do Estado Português. Sobretudo murais com motivos históricos e simbólicos, como aquele localizado no Palácio de Justiça de Torres Novas e que está agora em fase de recuperação e restauro. 
O artigo de Cristina Faria Moreira, ilustrado com fotografias de Diogo Ventura, publicado na edição de ontem do Público, dá-nos a conhecer um pouco melhor essa obra, a sua "redescoberta" e os presentes trabalhos de restauro. Vale a pena ler. 

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Acção judicial popular contra o (des)acordo ortográfico

«É um desastre linguístico, porque foi feito de uma forma inepta. É um desastre jurídico, porque ninguém tem a certeza se está em vigor. É um desastre político, porque cede a interesses espúrios. É um desastre intelectual, porque não é, muito simplesmente, eficaz. E é um desastre do ponto de vista geral, porque consiste em legislar sobre uma coisa que não tolera legislação.»
 Miguel Tamen acerca do (des)acordo ortográfico numa entrevista ao Jornal i.


A resistência e o combate contra a imposição ilegal do (des)acordo ortográfico de 1990 mantêm-se vivos e bastante afoitos no seio da nossa sociedade civil. Uma realidade que, infelizmente, contrasta com o criminoso silêncio a que se remeteram grande parte dos professores portugueses, incluindo os universitários, exceptuando algumas honrosas excepções.
O mais recente acto de contestação, levado a cabo por um grupo de cidadãos conscientes e preocupados com o futuro da Língua Portuguesa, tomou a forma de uma acção judicial popular. Subscrita por várias figuras públicas nacionais, oriundas de várias áreas e quadrantes ideológicos, ela inclui nomes como Manuel Alegre, Diogo Freitas do Amaral, António Arnaut, António Bagão Félix e Isabel Pires de Lima, José Pacheco Pereira e Miguel Sousa Tavares, António Victorino d’Almeida, João Braga, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso ou Rão Kyao, Joaquim Pessoa, Teolinda Gersão, Lídia Franco, Miguel Tamen, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vítor Aguiar e Silva, entre muitos outros.
Conforme pudemos ler na edição online do Público do passado dia 14 de Novembro, esta acção judicial foi patrocinada por Francisco Rodrigues Rocha, docente da Faculdade de Direito da Universidade Lisboa, sendo a respectiva fundamentação preparada a partir de pareceres jurídicos de Ivo Miguel Barroso, docente da mesma faculdade, e do filólogo Fernando Paulo Baptista.
As pessoas interessadas em participar nesta acção judicial conjunta encontram-se desde já convidadas a juntar-se à mesma, sendo que a data limite para o envio do requerimento de adesão termina já no próximo mês. Os documentos deverão chegar ao Supremo Tribunal Administrativo, em carta registada, até ao dia 18 Dezembro.
Para aceder ao modelo do requerimento de adesão, ou para obter mais informações sobre esta acção judicial popular, por favor, visite as seguintes ligações: www.facebook.com/events/1536909156556185http://goo.gl/8lyf53. Não nos demitamos das nossas responsabilidades patrióticas! Não voltemos as costas à nossa Cultura! Salvemos a Língua Portuguesa! 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Cidadãos da Língua Portuguesa

A edição online do Público de 22 de Março publicou um interessante rescaldo do fórum Onde pára e para onde vai a Língua Portuguesa?, intitulado “Cidadãos da língua portuguesa” sentem-se assaltados pelo Acordo Ortográfico. Vale a pena conhecer as opiniões e algumas conclusões a que chegaram os participantes neste fórum sobre a Língua Portuguesa.
Um artigo para ler, reflectir e distribuir.

(Clicar na imagem para aceder ao artigo.)

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chegou a Primavera, há andorinhas entre nós

Hoje, na sua coluna de opinião no Público, Miguel Esteves Cardoso delicia-nos com uma prosa poética, descrevendo a chegada da Primavera e de tudo o que ela representa, com todos os seus signos e metáforas. O regresso das andorinhas, animal totémico da Cultura Portuguesa por excelência, deu mote a uma crónica bem mais profunda do que nos poderá à partida parecer. Vale a pena ler e analisar. Afinal, os mitos e tradições podem transformar-se, mas permanecem perenemente entre nós, tal como os ciclos da natureza, desafiando a imortalidade e o tempo.   

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Colecção "Madredeus - 25 anos"

«Eu nem testemunha consigo ser, do ano do milagre em que nasceram os Madredeus. Ser testemunha foi o meu privilégio: estar ali, a ver e a ouvir, quando tudo aconteceu. Por muito que estimasse o génio de Pedro Ayres de Magalhães sempre o subestimei  Não compreendi que ele estava a mudar a música portuguesa para poder ser portuguesa para quem não era português. Foi esse o trabalho de Amália, sozinha. O Pedro e os Madredeus tornaram-no num trabalho colectivo.»
 Miguel Esteves Cardoso em Madredeus  (1987-1993) - Raízes

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Os Madredeus são provavelmente, a par de Amália Rodrigues, o caso de maior sucesso da música portuguesa dentro do panorama musical internacional. Com mais de 4 milhões de discos vendidos em todo o mundo, este colectivo de origens bastante heterogéneas soube desde o primeiro minuto captar a essência do "ser português", mergulhando fundo nas nossas raízes para a partir delas criar algo de absolutamente novo e único. Iniciada esta aventura em meados de 1987, os Madredeus comemoram este ano 25 anos de carreira, num percurso pleno de conquistas e sucessos. A sua música, intemporal e eterna percorreu o mundo de uma ponta a outra, passando inclusivamente por locais como Pyongyang, na Coreia do Norte, provando que a sua arte ultrapassa de facto barreiras intransponíveis, espalhando a Paz e o Amor através da sua indescritível beleza e sentimento. Por isto e muito mais, os Madredeus são hoje considerados como uns justos embaixadores de Portugal e da Cultura Portuguesa no mundo.
Para celebrar as bodas de prata desta verdadeira instituição da música portuguesa, o jornal Público distribuirá, a partir de amanhã, dia 30 de Outubro, uma colecção antológica composta por 9 volumes de CD + livro intitulada Madredeus - 25 anos. A periodicidade desta colecção será semanal, tendo um preço de 6,96€ por cada unidade. Amanhã, com a primeira entrega, será oferecido um pequeno livro sobre a banda intitulado A Viagem
Uma colecção a não perder!

Madredeus em apresentação ao vivo no início da carreira (1987).

domingo, 28 de outubro de 2012

(Des)acordo Ortográfico Vs. Tradução Técnica

Que o (des)acordo ortográfico é sinónimo de culturicídio por decreto já toda a gente sabe! Mas será que a maioria dos portugueses estará ocorrente dos perigos que esta medida acarreta para a própria saúde pública? Não! Não estamos apenas a falar da saúde mental dos Portugueses, prestes a terem colapsos nervosos cada vez que alguém maltrata a sua Língua-Mãe! Estamos a falar dos vários perigos a que estamos sujeitos quando alguém, a troco de obscuros interesses, decide inconscientemente brincar com a Língua Portuguesa, sobretudo quando se trata de questões ligadas à tradução técnica, nomeadamente, dos casos dos manuais de equipamento médico.
A tradutora Paula Blank convida-nos, através de um artigo publicado na edição de hoje do Público, a conhecer melhor esta surreal realidade com que somos presentemente confrontados!

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terça-feira, 22 de maio de 2012

Vitória "técnica" contra o (des)acordo ortográfico

A plataforma Desacordo Técnico da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) voltou a merecer o destaque da imprensa escrita nacional, face às mais recentes conquistas alcançadas na luta contra o abjecto (des)acordo ortográfico. Num curto espaço de tempo, os estudantes de um dos mais históricos e prestigiados institutos de ensino superior deste país conseguiram organizar-se, debatendo e agindo livremente, em conformidade com as suas consciências e mais firmes convicções, contra um dos maiores crimes alguma vez perpetrados contra a Língua Portuguesa.  
A Nova Casa Portuguesa congratula a AEIST e todos os estudantes que tomaram parte na decisão de revogar oficialmente o (des)acordo ortográfico, levada a cabo na sua última Assembleia Geral de Alunos, sublinhado-se este acontecimento como um exemplo a ser seguido pelas restantes associações estudantis espalhadas pelo país. 
Esta notícia prova uma vez mais que este acordo, imposto à revelia de uma vontade soberana, não é de modo algum inevitável. 

Pequeno artigo publicado na edição de 21 de
Maio de 2012 do jornal Público.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Afinal as boas notícias também podem chegar de Belém...

«O recém-empossado presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), Vasco Graça Moura, fez distribuir ontem à tarde uma circular interna, na qual dá instruções aos serviços do CCB para não aplicarem o Acordo Ortográfico (AO) e para que os conversores – ferramenta informática que adapta os textos ao AO – sejam desinstalados de todos os computadores da instituição.»
Luís Miguel Queirós na edição de 3 de Fevereiro de 2012 do jornal Público.

Nem só de velhos do Restelo ou da incompetência e impotência republicana vive Belém. Habituados às más notícias que dali têm sido consequentemente ecoadas para todo o Portugal, eis que finalmente uma contraria a negativa tendência.  
Essa notícia fez hoje manchete no Público, dando conta da ordem de Vasco Graça Moura dirigida aos serviços do CCB para que estes suprimissem de imediato a aplicação do (des)acordo ortográfico. Depois da polémica que envolveu a sua recente nomeação como presidente daquela instituição, Vasco Graça Moura, uma das principais vozes discordantes face à imposição acéfala de um (des)acordo que ninguém quer e ninguém precisa, deu provas do seu peso e real importância dentro do panorama cultural nacional, mostrando que o CCB está finalmente entregue a boas mãos.
O apoio da Nova Casa Portuguesa é incondicional à luta anti-aborto ortográfico, pelo que desde já louvámos a coragem, o alto sentido patriótico, o discernimento, clareza e nobreza de espírito revelado ao longo destes anos por Vasco Graça Moura. Esperamos apenas que este acto abale definitivamente as consciências entorpecidas, despertando nos portugueses aquele sentimento de vigília e protecção pelo que é nosso e nos caracteriza.
Ânimo! Ainda há Portugueses!

Vasco Graça Moura revela a sua integridade e verticalidade dando ordens aos
serviços do CCB para não aplicarem o (des)acordo ortográfico.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Mais um 'Natal chique' e desumanizado?

Natal Chique

Percorro o dia, que esmorece
nas ruas cheias de rumor; 
minha alma vã desaparece
na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo, 
dos que anunciavam no jornal; 
mas houve um etéreo desarranjo
e o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
a quem são coroas no meio disto,
um moço doente, desanimado...
Só esse pobre me pareceu Cristo.

Vitorino Nemésio em O Pão e a Culpa.

Há muito que o consumismo do mundo moderno colocou em xeque a beleza e simplicidade espiritual da quadra natalícia. O problema não vem de agora, conforme podemos concluir ao ler o poema de Vitorino Nemésio intitulado Noite Chique, publicado em 1955. Hoje, que a crise imposta pelo paradigma especulativo e esclavagista do mundo democrático ocidental parece fazer a sociedade consumista agonizar pela asfixia da morte a crédito, percepcionamos nas pessoas uma maior necessidade de consumir. O diz-me o que tens, dir-te-ei quem és da actual sociedade contemporânea, alimentada pela falsa ideia de conquista da felicidade por via do consumo, transmitida e inspirada pelas fantasias alienantes do mundo mediatizado capitalista, acabam por fragilizar o estado anímico das massas, perdidas numa exaustiva corrida cuja meta estão longe de conhecer.
A impossibilidade do Homem viver num mundo que padece da ausência do mito, numa concepção arcaica e primordial do termo, conforme sugeriu Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa, Dalila L. Pereira da Costa, António Quadros, entre outros pensadores nacionais ou estrangeiros, como Carl Gustav Jung, Henry Corbin ou Mircea Eliade, é hoje mais evidente do que nunca. O êxtase da modernidade é algo permanente e despojado de todo e qualquer contorno místico-meditativo, aprisionando o ser humano na sua condição material e parasitária, em detrimento da sua libertação corpórea e material, responsável pela sua elevação em espírito e pensamento.
A alienação provocada pela natureza consumista, aliada ao sentimento de posse obsessivo-compulsivo, acaba por contribuir de igual modo para a própria desumanização da sociedade, na qual o Homem ocupa, cada vez mais, um lugar dúbio situado algures entre a máquina e a besta.
Chega-se assim ao tempo da redescoberta interior e do realento da alma e do espírito. A necessidade de sacralização do sacro e do despojamento dos interesses materialistas provam por si só o anseio do Homem por um sentimento e vivência de uma liberdade real. Importa por isso não desmobilizar e prosseguir com a disseminação, cultural-espiritual do verdadeiro sentido do Natal... que independentemente do que for festejado, deve sempre celebrar três pontos fundamentais: a sacralidade família, a renovação espiritual e comunhão do espírito! 

A presente foto, publicada na edição de 8 de Dezembro de 2009 do jornal Público,
 ilustra bem o significado da quadra natalícia para o malfadado mundo moderno,
mesmo durante um grave período de crise como o que hoje atravessamos. 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Enterrar o (des)acordo ortográfico no dia dos Fiéis Defuntos

«Sou favorável ao Acordo Ortográfico de 1945, com críticas a opções de pormenor, mas não aos seus princípios gerais. Não sou favorável a um Acordo publicitado como "uma das medidas mais urgentes para a unificação da língua portuguesa", como afirmou Solange Parvaux, em 2004, na Fundação Calouste Gulbenkian , esquecendo que as divergências morfossintácticas e lexicais impedem tal projecto, no mínimo, megalómano. Sou favorável a uma reforma ortográfica que dignifique a minha língua e não a qualquer documento nem a qualquer processo que se baseie exclusivamente em relações de poder, em questões que envolvam "locomotivas" e "inevitabilidade", quando as razões da ortografia são linguísticas, devendo estas ser escutadas e analisadas por quem de direito e não ofuscadas por luzes que do rigor há muito se afastaram.»
Francisco Miguel Valada  no artigo Os ii do Acordo Ortográfico, ponto por ponto,
publicado na edição de 7 de Janeiro de 2010 do Público.

Francisco Miguel Valada, autor da obra Demanda,
Deriva, Desastre – os três dês do Acordo
Ortográfico
, publicada  pela Textiverso.

No dia em que Portugal e todo o mundo católico celebra os Fiéis Defuntos, não poderíamos deixar de lembrar algo que qualquer bom português deveria querer enterrar, não com tristeza, mas com uma enorme alegria. Estamos a falar, como não poderia deixar de ser, do malfadado (des)acordo ortográfico que nos últimos tempos tem vindo a contaminar, tal erva daninha a alastrar, o nosso mercado livreiro e editorial, as nossas Instituições, incluindo o nosso sistema educativo, corroendo e destruindo a Língua e Cultura Portuguesa, a partir de dentro, como se de um cancro se tratasse.
Abraçado pelos obscuros interesses financeiros e comerciais, vendido por uma classe política corrupta e comprometida, como um fruto da inevitabilidade dos tempos modernos, impõe-se agora, mais do que nunca, aos verdadeiros portugueses a revolta contra o culturicídio imposto por estas forças antagonistas dos nossos interesses culturais, patrimoniais e patrióticos, consumado na implantação deste sinistro (des)acordo. É por isso necessário matá-lo e enterrá-lo democraticamente em parte incerta, para que no futuro não possam, os abjectos detractores da nossa Magna Língua, procurar ressuscitá-lo.
E já que o dia é dos finados, correndo um cheiro a morte com a húmida brisa deste chuvoso Outono, aproveitámos a ocasião para divulgar o blogue pessoal de Francisco Miguel Valada, autor do livro Demanda, Deriva, Desastre – os três dês do Acordo Ortográfico, carrasco assumido e declarado da infâmia imposta à nossa Língua-Mãe. No seu blogue, http://fmvalada.blogs.sapo.pt, podemos acompanhar os vários artigos que o autor tem vindo a publicar na imprensa nacional, subordinados à questão do (des)acordo ortográfico. Trata-se de mais uma posição firme, lúcida e consciente, que convidamos a conhecer em prol da Língua Portuguesa.

domingo, 9 de outubro de 2011

Colecção "Arquitectos Portugueses"

«Toda a obra que deva perdurar tem de ser edificada com observância das leis da estática e conhecimento da qualidade dos materiais que nela se empregam; e onde quer que haja desprezo ou ignorância destas condições, logo a matéria se vinga prejudicando o trabalho do Homem ou escarnecendo a sua inépcia. Mas, na construção da casa que nos servirá de moradia, não basta respeitar com rigor o que a ciência apura e prescreve em matéria de conta, peso e medida. A segurança aqui é como certas virtudes que têm o dom de despertar e atrair outras qualidades simpáticas que as vêm reforçar. À estabilidade que o cálculo matemático garante, devemos nós generosamente acrescentar a margem de largueza que reforça a segurança e lhe dá propriedades de duração. A isto chamamos edificar com SOLIDEZ.»
Raul Lino em Alguns apontamentos sobre o 
arquitectar das casas simples

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O Público começou a distribuir na passada Quinta-Feira uma interessante colecção de divulgação cultural dedicada a alguns dos principais nomes da arquitectura portuguesa. São 12 livros que revisitam a vida e obra de personalidades como Raul Lino, Souto Moura, Álvaro Siza Vieira, Marques da Silva, Cassiano Branco, Fernando Távora, João Mendes Ribeiro, entre outros.
Com uma periodicidade semanal, esta colecção encontra-se disponível nas bancas todas as Quintas-Feiras, entre 6 de Outubro e 19 de Dezembro, sendo o preço de cada livro de apenas 6,90€. A primeira entrega, dedicada a Raul Lino, teve um custo de apenas 3€, encontrando-se ainda disponível na maioria dos quiosques e papelarias.

domingo, 5 de junho de 2011

Desvendados os segredos dos cagarros

O jornal Público divulgou há dois dias atrás, numa das suas secções digitais intitulada Ecosfera, a existência de um projecto de investigação científica que visa o desvendamento de alguns segredos relativos a uma das mais características aves marítimas do Arquipélago dos Açores, a calonectris diomedea. Mais conhecido por cagarro ou cagarra, esta ave, outrora abundante em toda a região açoriana, encontra-se hoje protegida em virtude das múltiplas ameaças que enfrenta.
De modo a aprofundar os conhecimentos acerca deste animal, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) anunciou a realização de uma experiência única a nível mundial que consiste na introdução de uma câmara de filmar num ninho de cagarros captando, 24 horas por dia, imagens do seu processo de nidificação. Algo até agora praticamente desconhecido por grande parte da comunidade científica internacional.  
Uma das principais curiosidades desta iniciativa promovida pela SPEA, em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), Câmara Municipal do Corvo e a Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), ao abrigo do programa LIFE - Ilhas Santuário para as Aves Marinhas, destaca-se pelo facto de qualquer pessoa no mundo poder aceder às imagens desse ninho em tempo real, através de uma simples visita a http://cagarro.spea.pt.
Trata-se de uma excelente oportunidade para a comunidade científica promover junto do grande público uma maior sensibilidade e consciência para a protecção ambiental e ecológica, salvaguardando-se de igual modo a enorme biodiversidade existente em Portugal.

Calonectris diomedea, também conhecido por pardela-de-bico-amarelo, cagarro
ou cagarra, é uma ave marítima ameaçada, característica das ilhas dos açorianas.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Hoscar Awards 2011 e algumas 'italianices' turístico-culturais

No dia em que o jornal Público publicou uma notícia alusiva aos três albergues portugueses, normalmente designados por hostels, premiados com os títulos de melhores do mundo, arrecadados numa cerimónia levada a cabo em Inglaterra, promovida pelo maior site de reservas do mundo para este tipo de alojamento, o Hostelworld, chegou-nos de Itália uma outra notícia, sensacional e inédita, mas que obviamente necessita ainda de uma confirmação por parte de investigadores especializados.
Pois vejam bem que, num catálogo promocional de uma agência de viagens italiana, figurava uma oferta de três dias em Lisboa, por apenas 239€ por pessoa, já com viagem e alojamento incluído. Garantindo uma experiência única aos visitantes da capital portuguesa, os italianos realçam na discrição da cidade e dos principais sítios a visitar, duas fantásticas descobertas patrimoniais. Trata-se do belíssimo farol-fortaleza de Belém (até agora conhecido por Baluarte de S. Vicente ou Torre de Belém) e do famoso Padrão dos Descobrimentos que, afinal, descobriram tratar-se de um monumento a Cristóvão Colombo. É ler para crer...

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Aqui escreve-se e sempre se escreverá em Português!

«Eu, porém, não defendo - nem, presumo, defender alguém - o critério de que o Estado, onde tem ingerência, admita variações ortográficas. Como o indivíduo, o Estado - que em certo modo é também um indivíduo - adopta a - e uma só - ortografia, boa ou má, que entende, e impõe-a onde superintende.»
 Fernando Pessoa em A Língua Portuguesa.
«Vamos desobedecer! Nunca foi tão fácil ignorar impunemente um acordo feito atrás das nossas costas, enquanto dormíamos, por quem estava sempre a acordar.»
 Miguel Esteves Cardoso sobre o novo (des)acordo ortográfico.
«A elaboração, aprovação e aplicação do Acordo Ortográfico é um escândalo nacional. Um verdadeiro case study sobre a falta de transparência e democraticidade com que dossiers da Cultura, da Educação e da Ciência são sistematicamente tratados em Portugal.»
António Emiliano em Apologia do Desacordo Ortográfico.

Foi com uma sentida tristeza e um profundo pesar que recebemos hoje a confirmação da sentença de morte da língua portuguesa às mãos do novo (des)acordo ortográfico. A Presidência do Conselho de Ministros determinou a aplicação do novo (des)acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo já  no próximo ano lectivo de 2011-2012. Este culturicídio estender-se-á ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na sua dependência, bem como à publicação do Diário da República, a partir do dia 1 de Janeiro de 2012. Não obstante, a própria Rádio Televisão Portuguesa começou já a contaminar os seus espectadores, pelo que incitamos e apoiamos o seu boicote.
Ao longo do último ano fomos assistindo de uma forma lamentável à gradual adopção da nova ortografia por grande parte dos jornais e revistas portuguesas, com as notáveis excepções de publicações como Público e O Diabo, os únicos periódicos que a partir de hoje passarão a merecer o nosso carinho e respeito pela sua patriótica posição. 
Aos que insistem em classificar esta mudança como irreversível e fruto do progresso, gostaríamos de lembrar que após perdermos todos os resquícios de soberania que ainda detínhamos, a língua era a única riqueza  segura, um tesouro que não nos parecia alienável. Infelizmente, também ela foi vendida aos interesses económicos, por (des)governantes mercenários, incompetentes, vis, sem carácter,  honra ou dignidade, gananciosos, abjectos, obtusos, ignorantes, analfabetos, cornudos, bastardos, brutos, feios, porcos e maus. A este grupo de criaturas inferiores, quase humanas, juntamos autores como Mia Couto ou a gentalha de movimentos como o MIL que, aproveitando-se da confusão, procuram conseguir alguma projecção ou razão de ser para as suas ignóbeis existências. 
Jamais postulámos que o português era uma língua morta e inorgânica, pelo contrário. Sempre defendemos a língua lusíada como um organismo vivo e em constante mutação. Contudo, esta mutação processa-se de forma natural e não de um modo artificial, por decreto político-económico, completamente alheio aos princípios fundamentais da linguística.
É caso para pensar se institucionalmente fará algum sentido continuar-se a celebrar o 10 de Junho como dia de Portugal, em homenagem Luís Vaz de Camões. Quanto à Nossa Alma, desígnio maior desta Pátria mutilada, essa continuará para sempre orgulhosamente Portuguesa. De hoje em diante, mais do que nunca, ou connosco ou contra nós!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Reflexão final de 2010 e votos de um excelente 2011

«Ano novo, vida nova.»
                                                          Ditado popular.

Estimados amigos, leitores assíduos e visitantes casuais, aproveitamos o mote para deixar-vos uma última palavra neste ano de 2010, desejando a todos uma excelente passagem de ano na companhia dos vossos familiares e amigos. Esperamos, sinceramente, que o próximo ano seja para todos recheado de muitos sucessos, felicidade, fortuna e saúde, ao contrário do que tem vindo a ser anunciado pelos nossos famigerados (des)governantes e órgãos de comunicação social.
Façamos jus ao ditado popular, sem nos esquecermos que, para haver mudança, todos devemos contribuir, de forma pro-activa, sobretudo se ambicionarmos uma mudança positiva. 
Ainda antes de passarmos à parte da ceia, espumante e uvas passas, gostaríamos de partilhar uma interessante crónica, do jornalista José Manuel Fernandes, publicada na edição de hoje do Público, convidando-nos à reflexão de dois aspectos nucleares para o nosso bem estar, nomeadamente, a questão identitária da preservação da matriz Cristã na qual assenta a nossa civilização e o futuro político de Portugal. 

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Por agora é tudo, resta-nos apenas lembrar que contamos com a ajuda de todos para tornarmos 2011 num grande ano. Até para o ano.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

A filmografia de Michel Giacometti

«Há uma velha moda alentejana, entre as muitas que ele por cá ouviu e gravou, que diz: Eu sou devedor à terra / A terra me 'stá devendo / A terra paga-m'em vida / Eu pago à terra em morrendo. Deste povo que canta a vida do mesmo modo que canta a morte, como se uma não tivesse sentido sem a outra, guardou Michel a alma antiga já em névoa. E por isso não foi morrendo que ele pagou a sua dívida à terra Portuguesa, foi nela vivendo. (...)
Michel Giacometti é, repete-se, um português que, não por acaso, nasceu um dia na Córsega. Sempre o vimos como tal. E continuaremos a vê-lo, agora que por graças da técnica, ele regressa vivo para nós.
Ouçam-no, vejam-no, admirem o seu trabalho e empenho. O que ele filmou e gravou ter-se-ia perdido para sempre, não fosse a sua teimosia. Giacometti salvou-nos a alma.
»
Nuno Pacheco em Michel Giacometti - filmografia completa vol. 1.

O etnomusicólogo Michel Giacometti.

As palavras acima transcritas de Nuno Pacheco sobre Michel Giacometti, parecem-nos exageradamente exacerbadas, fruto de uma provável emoção perante o peso da obra deste grande nome da etnografia portuguesa, agora finalmente compilada e disponibilizada ao grande público.
Conforme nos relembrou José Alberto Sardinha num artigo publicado na edição do seminário Expresso de 6 de Junho de 1999, as recolhas de Michel Giacometti, não obstante a sua importância e peso, não devem ser olhadas como um resultado exclusivo, cabendo-nos aqui a obrigação de fazer uma  breve nota, salvaguardando trabalhos menos conhecidos, levados a cabo anos antes por etnógrafos e etnomusicólogos como Armando Leça, Kurt Schindler, Virgílio Pereira, Ernesto Veiga de Oliveira ou o próprio Fernando Lopes Graça. Destes, o mais importante foi indubitávelmente Armando Leça, cujos levantamentos de campo, efectuados a pedido da Comissão dos Centenários em meados de 1939, foram pioneiros e extensivos a todo território nacional, ficando apenas conhecidos pelo público em meados de 1983.
Polémicas à parte, o legado de Michel Giacometti constitui um verdadeiro tesouro do património imaterial português. Os seus trabalhos de recolha, desenvolvidos em território nacional a partir da década de 1970, permitiram o registo e a preservação do imaginário rural português, tantas vezes mais duro e árduo do que romântico. Contudo, beleza é o primeiro sentimento que podemos vivenciar ao visualizar os pequenos nadas que formam e constituem o corpo musculado de uma nação, na sua mais profunda essência e tradição. As imagens e sons capturados pelo etnomusicólogo francês natural da ilha de Córsega são no mínimo arrepiantes, permitindo-nos conhecer a força, o carácter, a fibra, o espírito e as vivências mais genuínas do povo português.
As suas recolhas áudio são há muito conhecidas no circuito comercial, em particular as que resultaram de um trabalho conjunto com o compositor Fernando Lopes Graça, tendo estas sido alvo de diversas edições, nos formatos vinil e CD. Contudo, a filmografia de Giacometti permaneceu guardada até hoje em arquivos vários, sendo raramente visualizada em sessões esporádicas, ou através de curtas passagens na televisão enquanto imagens de arquivo. Foi por isso oportuno o lançamento conjunto entre o jornal Público e a editora Tradisom, da obra Michel Giacometti - filmografia completa. Com o primeiro número a chegar às bancas no passado dia 22 de Novembro, esta colecção comemorativa do vigésimo aniversário do desaparecimento de Giacometti, constitui-se por 12 volumes, entre livros DVD e CD, podendo ser adquirido em qualquer quiosque, durante todas as segundas-feiras das próximas 11 semanas.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Professor José Mattoso em entrevista ao Público

Pudemos ler na edição online de ontem do jornal diário Público uma extensa, mas sempre interessante, entrevista ao Professor Doutor José Mattoso, cuja leitura, obviamente, recomendamos. Nela, o reconhecido medievalista português, autor e director de uma da principais obras da historiografia portuguesa, teceu importantes notas de cariz autobiográfico, dando a conhecer um pouco melhor o homem para lá da sua obra.
Destaque especial para a partilha que, o investigador nascido em 1933, fez da sua experiência  de  20 anos como monge beneditino, assim como da sua incessante procura de Deus e do seu significado vivo.

(Clicar na imagem para aceder à entrevista.)