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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cassiano Branco (1897-1970)

«Cassiano, através da sua actividade que procurava manter por balizas racionais (uma outra forma de pensar a poesia), julgava-se, como Breton, capaz de "transfigurar a existência". Breton, através do sonho, do desejo e da imaginação. Cassiano, através do desejo, da imaginação... e da razão. Mas o que é a razão senão o sonho de se possuir a si mesmo?»
Maria Augusta Maia em Cassiano Branco: Um Tempo, uma Obra.

Para além de polémico Cassiano Branco foi também um dos mais prestigiados arquitectos portugueses da primeira metade do século XX. Não obstante ter sido o criador do tão querido parque temático Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, a sua obra caracteriza-se sobretudo pela traça modernista e cosmopolita. Obras como o Hotel Vitória, Éden-Teatro, o plano de urbanização da Exposição do Mundo Português, o Coliseu do Porto, ou o Grande Hotel do Luso, entre outras distribuídas por Portugal continental e províncias ultramarinas, desafiaram os cânones da época, marcando para sempre a imagem da arquitectura portuguesa. 
Amanhã, dia 16 de Dezembro, pelas 18:30, será apresentada na Casa das Artes, no Porto, a obra de Paulo Tormenta Pinto intitulada Cassiano Branco (1897-1970). Editado pela Caleidoscópio, este livro será apresentado por José António Bandeirinha.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Da Citânia ao Mosteiro, uma caminhada pelas nascentes do Rio Ferreira

No próximo Domingo, dia 16 de Novembro, a associação Sentir Património promove mais uma actividade de pedestrianismo na região do Vale do Sousa. Desta feita, a sugestão passa por uma viagem no tempo - entre a Idade do Ferro e a Idade Média -, tendo as nascentes do Rio Ferreira como um fundo natural a contemplar. Durante este percurso o Professor Armando Coelho conduzirá ainda uma visita ao Museu de Arqueologia de Sanfins de Ferreira.
O custo de participação é de apenas 5€, sendo possível juntar a esta actividade um almoço por apenas mais 5€. O valor de inscrição inclui já o seguro pessoal, transporte de regresso ao ponto de partida e apoio alimentar durante a caminhada. As inscrições deverão ser feitas, preferencialmente, através do formulário disponível em http://goo.gl/8DTaz3

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domingo, 9 de setembro de 2012

Más novas da Boa Nova

A Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, representa um dos mais emblemáticos edifícios da chamada Escola de Arquitectura do Porto, devendo-se a autoria deste projecto ao consagrado arquitecto Álvaro de Siza Vieira. Inexplicavelmente, este edifício-monumento encontra-se hoje votado ao abandono e vandalismo pelas entidades responsáveis pela sua guarda e preservação. O elevado grau de degradação a que chegou chamou a atenção dos principais meios de comunicação nacionais, destacando-se aqui um artigo de José Almeida, publicado na edição de 28 de Agosto do semanário O Diabo!
Um artigo para ler e reflectir acerca do nosso património!

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Google lembra os 115 anos do nascimento de Cassiano Branco

Seguindo uma certa tradição de marketing cultural da norte-americana Google, a representação nacional desta empresa resolveu homenagear mais uma importante personalidade da cultura portuguesa com um novo doodle comemorativo. Desta feita o homenageado é Cassiano Branco, um dos grandes arquitectos portugueses do século XX que hoje celebraria 115 anos. 
Nascido em Agosto de 1897, Cassiano Branco assinou projectos bastante relevantes no panorama do nosso património arquitectónico. Algumas das suas obras mais relevantes são, por exemplo, o Éden Teatro e o Cinema Império em Lisboa, o emblemático Portugal dos Pequenitos em Coimbra, o Coliseu do Porto, assim como numerosos prédios de habitação, cafés, uma estação de comboios de Benguela em Angola, várias barragens e hotéis de referência como o Grande Hotel de Luso e o Britânia. Particularmente activo durante as décadas de 1930 e 1940, prolongou a sua actividade até próximo da sua morte, a 24 de Abril de 1970, tornando-se numa das maiores referências da ilustre escola de arquitectura portuguesa.

Doodle comemorativo do 115º aniversário do nascimento de Cassiano Branco, aludindo ao
famoso parque temático de Coimbra conhecido como Portugal dos Pequenitos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Colecção "Arquitectos Portugueses"

«Toda a obra que deva perdurar tem de ser edificada com observância das leis da estática e conhecimento da qualidade dos materiais que nela se empregam; e onde quer que haja desprezo ou ignorância destas condições, logo a matéria se vinga prejudicando o trabalho do Homem ou escarnecendo a sua inépcia. Mas, na construção da casa que nos servirá de moradia, não basta respeitar com rigor o que a ciência apura e prescreve em matéria de conta, peso e medida. A segurança aqui é como certas virtudes que têm o dom de despertar e atrair outras qualidades simpáticas que as vêm reforçar. À estabilidade que o cálculo matemático garante, devemos nós generosamente acrescentar a margem de largueza que reforça a segurança e lhe dá propriedades de duração. A isto chamamos edificar com SOLIDEZ.»
Raul Lino em Alguns apontamentos sobre o 
arquitectar das casas simples

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O Público começou a distribuir na passada Quinta-Feira uma interessante colecção de divulgação cultural dedicada a alguns dos principais nomes da arquitectura portuguesa. São 12 livros que revisitam a vida e obra de personalidades como Raul Lino, Souto Moura, Álvaro Siza Vieira, Marques da Silva, Cassiano Branco, Fernando Távora, João Mendes Ribeiro, entre outros.
Com uma periodicidade semanal, esta colecção encontra-se disponível nas bancas todas as Quintas-Feiras, entre 6 de Outubro e 19 de Dezembro, sendo o preço de cada livro de apenas 6,90€. A primeira entrega, dedicada a Raul Lino, teve um custo de apenas 3€, encontrando-se ainda disponível na maioria dos quiosques e papelarias.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho de 1944! Foi assim...

«No dia 10 de Junho de 1944, "Dia da Raça", foi inaugurado em Lisboa, no vale do Jamor o Estádio Nacional. Mais do que um recinto desportivo, o Estádio assumiu, na época, o papel de uma bandeira propagandística. Era um projecto caro ao recentemente falecido ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco. (...) A ideia de construir um "campo de futebol" com capacidade para 55000 pessoas pareceu a muitos megalómana. (...)
A aposta de Duarte Pacheco ia, no entanto, revelar-se acertada. Logo na inauguração o Estádio Nacional acolheu mais de 60000 pessoas, para uma cerimónia que o DN considerou "uma grande afirmação nacional de optimismo, disciplina e beleza". Presidida por Carmona e Salazar - a quem os "desportistas portugueses" dirigiram um fervoroso agradecimento ("Obrigado pelos séculos fora!"), a festa de inauguração culminaria com um Sporting-Benfica, que os leões ganharam por 3-2, após prolongamento.
Mas a partir daí, o Estádio, enchente atrás de enchente, tornou-se a "casa" da selecção nacional, que aí jogou todos os seus jogos em Lisboa, nos doze anos seguintes. E tal foi a sequência de resultados dos dois primeiros anos que se começou a falar em invencibilidade, e o Jamor passou a ser talismã da selecção.»
Manuel Luís  Mendonça em  Portugal: a história da "equipa de todos nós".

10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional, uma obra documental do cineasta
português António Lopes Ribeiro.

Perfaz hoje exactamente 67 anos sobre a inauguração do então majestoso Estádio Nacional. As cerimónias protocolares investiram características de um verdadeiro acto solene, no sentido da comunhão, união e celebração do Espírito Nacional. Antevia-se com a construção de tal infraestrutura o devir de uma nova época de glórias para o povo português, marcada pela emergência cultural, desportiva e artística. 
Esta foi mais uma prova da força de Portugal, numa época marcada pela devastadora II Guerra Mundial. A tenacidade da empresa desta obra conduziu à materialização de um dos sonhos de um homem que, infelizmente, viveu menos do que seria de esperar. Duarte Pacheco, o grande ministro das Obras Públicas durante os anos de ouro do Estado Novo, projectou nesta obra uma pálida amostra do seu grande sonho de modernização da urbe portuguesa, catapultando o Portugal Imperial para os lugares cimeiros da vanguarda estética e arquitectónica mundial. Infelizmente, a sua morte inesperada acabou por impedir essa revolução artístico-arquitectónica que apenas se viria a concretizar várias décadas mais tarde, seguindo soluções e programas completamente distintos.
A celebração do 10 de Junho, dia de Portugal e da Raça, justamente dedicado Luís Vaz de Camões, um dos nossos maiores, teve em 1944 um sabor particularmente especial e festivo, onde o profano se confundiu com o sagrado e o passado se mostrou férreo no seu apoio à conquista do futuro.
Este momento foi imortalizado pelo nosso grande cineasta António Lopes Ribeiro, responsável pela realização de uma sublime peça documental, hoje elevada ao justo estatuto de obra de arte, tal é a riqueza cinematográfica e fotográfica desta produção. Inspirada pelos grandes filmes de propaganda da altura, 10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional obedece apesar de tudo a um gosto de época, tipicamente português, conferindo-lhe, pela sua singularidade, um lugar exclusivo na história do cinema documental. 

Monumental peça documental da autoria de António Lopes Ribeiro
mostrando a inauguração do Estádio Nacional a 10 de Junho de 1944.

terça-feira, 29 de março de 2011

Souto Moura vence o Prémio Pritzke de 2011

O Prémio Pritzke é um galardão anual criado em 1979 e promovido pela The Hyatt Foundation, tendo como objectivo distinguir o melhor arquitecto vivo da actualidade. Tida como a mais alta distinção internacional na área da arquitectura, esta foi a segunda vez que o galardão foi entregue a um português.
Depois de Álvaro de Siza ter recebido o prémio em 1992, a Nova Casa Portuguesa congratula-se agora por poder partilhar uma nova vitória internacional da Arquitectura Portuguesa, alcançada desta feita por Eduardo Souto de Moura. Ex-discípulo do nosso anterior galardoado, Souto de Moura formou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto em inícios dos anos 1980, inserindo-se na famigerada Escola do Porto, formada por outros nomes de relevo como Alcino Soutinho, Álvaro de Siza, Arménio Losa, Botelho Dias,  Alberto Neves, António Menéres, Fernando Távora ou Viana de Lima.
Do vasto trabalho desenvolvido ao longo de aproximadamente 30 anos de carreira, destacam-se algumas obras como a Casa das Histórias em Cascais, a Casa das Artes no Porto, a Estação de Metro da Trindade, o Centro de Arte Contemporânea de Bragança, o Hotel do Bom Sucesso em Óbidos, o Mercado da Cidade de Braga, a Marginal de Matosinhos-Sul, o Crematório de Kortrijk (Bélgica), o Pavilhão de Portugal na 11ª Bienal de Arquitectura de Veneza (Itália) ou a Casa Llabia (Espanha), entre outras.    
Ao receber aquele que muitos chamam de Nobel da Arquitectura, Eduardo Souto de Moura contribuiu, uma vez mais, para a promoção do admirável património arquitectónico contemporâneo português, acentuando a sua  crescente valorização por parte da comunidade internacional.

Projecto arquitectónico para o Metro do Porto (1997-2005).

Burgo Empreendimento, Porto (1991-2007).

Casa do Cinema Manoel de Oliveira, Porto (1998-2003).

Estádio Municipal de Braga (2000-2003).

Casa no Bom Jesus do Monte, Braga (1989-1994).

Casa na Serra da Arrábida (1994-2002).

Projecto de interiores para a Pousada de Santa Maria do Bouro, Amares (1996-1997).

Casa das Histórias - Museu Paula Rego, Cascais (2009).