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segunda-feira, 27 de julho de 2020

A herança de António de Oliveira Salazar

Neste dia, há 50 anos, a alma de António de Oliveira Salazar repatriava-se em Deus. Para trás deixou-nos um impressionante trabalho de restauração nacional, concretizado graças a um esforço assente em três grandes pilares: inteligência, integridade e dedicação. Último chefe providencial da velha Europa, recuperou a respeitabilidade internacional da Nação Portuguesa, recuperou a contas públicas, industrializou o país, desenvolveu a Saúde e a Educação, criou inúmeras infra-estruturas públicas, desenvolveu as várias redes de transportes, possibilitou o regresso da cultura nacional aos lugares cimeiros das elites europeias, entre inúmeros outras concretizações. Figura incontornável e inexcedível da nossa História, legou-nos, para além da sua obra política, um pensamento pleno de actualidade, do qual qualquer governante contemporâneo poderá ainda hoje retirar os melhores exemplos e ensinamentos.     
A edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo trouxe um excelente artigo de Marcos Pinho de Escobar no qual o investigador analisou, criteriosamente, o legado, material e espiritual, de António de Oliveira Salazar. Um bonita evocação, autêntica, corajosa e descomplexada, capaz de levar a luz da verdade às trevas originárias das mentiras dos delatores hodiernos. 

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Salazar na Argentina

Entre os vários países em que se verifica um aumento do interesse pelo pensamento e a obra de António de Oliveira Salazar, a Argentina destaca-se entre os primeiros. Esta semana, nas vésperas do 50.º aniversário da morte do arquitecto do Estado Novo, ocorrida a 27 de Julho de 1970, o canal de televisão argentino TVL1 evocou a memória do nosso antigo Presidente do Conselho, dedicando-lhe uma merecida homenagem. 
Juan Manuel Soaje Pinto, apresentador do programa Contracara, entrevistou Marcos Pinho de Escobar, doutor em Ciência Política e autor da obra Perfiles Maurrasianos en Oliveira Salazar. Especialista em pensamento contra-revolucionário e temas tradicionalistas, o investigador português analisou a actualidade da obra, pensamento e exemplo de António de Oliveira Salazar. Um testemunho pleno de rigor e saber, capaz de aportar interessantes subsídios à releitura e reinterpretação desta fantástica personagem da História de Portugal.


Programa de homenagem a António de Oliveira Salazar, nos 50 anos da sua morte.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros: In Memoriam

O semanário O Diabo recordou na edição de hoje o seu antigo colaborador Alberto Corrêa de Barros. Num artigo assinado por José Almeida e Jorge Camanho, somos convidados a revisitar o percurso de um dos mais sólidos bastiões da defesa da nossa doutrina nacionalista. Destaque ainda para a publicação de um poema inédito de José Valle de Figueiredo, dedicado à memória do homenageado.

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros (1945-2017)

É com profundo pesar que a Nova Casa Portuguesa participa a notícia do falecimento de Alberto Corrêa de Barros. 
Figura singular do nacionalismo português, foi soldado miliciano em Moçambique, onde lutou em missão de soberania na defesa do território nacional, naquela que haveria de ficar conhecida como Guerra do Ultramar. Alberto Corrêa de Barros pertenceu, juntamente, com António José de Brito, Rodrigo Emílio, Goulart Nogueira, entre outros, ao grupo de indefectíveis nacionalistas que sempre se opuseram à chamada “revolução dos cravos”. Homem de vasta cultura e erudição, foi um importante doutrinador junto das hostes nacionalistas, em particular, junto das gerações mais jovens.  
As exéquias fúnebres terão lugar no próximo Domingo, 9 de Abril, às 15h, na igreja paroquial de Vermoim, na Maia. De seguida, o seu corpo será conduzido até ao cemitério de São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, onde será sepultado.
Resta-nos honrar a sua memória com a nossa eterna Saudade! Até sempre, camarada! 

sábado, 28 de maio de 2016

A Revolução de Maio

O filme para hoje é, inevitavelmente, A Revolução de Maio de António Lopes Ribeiro. Um filme de propaganda produzido em 1937 pelo Secretariado da Propaganda Nacional - órgão dirigido pelo incontornável António Ferro.
O enredo é simples, educativo e definidor de toda uma época. Um agente comunista, envolvido nas malhas do terrorismo internacionalista, chega a Portugal cerca de uma década após a Revolução Nacional de 1926 com o objectivo de organizar uma insurreição contra o Estado Novo. Porém, o agitador encontra em Portugal um país bem diferente daquele apresentado pela propaganda comunista e anarquista. Reina a ordem, a estabilidade e o progresso na Pátria imperial comandada por António de Oliveira Salazar, o derradeiro obreiro do ressurgimento pátrio a que tantos aspiravam desde há largas décadas. Face à indiscutível obra perpetuada desde cedo pela nossa ditadura, o agente ao serviço dos interesses esquerdistas e internacionalistas vê-se obrigado a abandonar os seus pérfidos ideais anti-patriotas, abraçando o espírito pátrio e delatando todos os conspiradores que atentavam contra Portugal e os portugueses.
Um clássico a rever no dia em que se celebram os 90 anos da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926! Um filme com final feliz!

A Revolução de Maio de António Lopes Ribeiro (1937).

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agostinho da Silva, o capitalismo e o Estado Novo

Certa ocasião, no programa de televisão Conversas Vadias, ao perguntarem a Agostinho da Silva se o capitalismo seria a exploração do Homem pelo homem, a resposta do filósofo português foi tão célere quanto categórica: «É a guerra do Homem contra o Homem.»
Curiosamente, nessa mesma entrevista, conduzida pelo comunista Baptista Bastos, Agostinho da Silva acabou por ser acusado de fazer apologia ao "fascismo", após afirmar que, àquela data, transpostos vários anos desde o 25 de Abril, ele percebia, finalmente, a política do Estado Novo e de Salazar. Era a sua famosa "teoria do gesso", segundo a qual Portugal teria saído cedo demais da ditadura. Não se enganava...

Fotograma extraído da entrevista feita por Baptista Bastos a Agostinho da Silva,
integrada nas doze emissões do programa Conversas Vadias.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Salazar e Maurras na Argentina

«Diante de tanta traição, tanta apostasia, tanta ignomínia, tanta passividade e tanta dissolução do carácter nacional, cumpre inquirir se o consulado de Salazar não foi - "somente" - uma barragem temporária contra o declínio inelutável da Nação Portuguesa.»
Marcos Pinho de Escobar em Salazar, Antologia de Depoimentos.

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Perfiles maurrasianos en Oliveira Salazar é o título do último livro de Marcos Pinho de Escobar. Um conhecido investigador português que, recentemente, concluiu na Argentina uma tese de doutoramento dedicada à influência de Charles Maurras no pensamento político de António de Oliveira Salazar. 
No próximo dia 24 de Julho, a poucos dias do 44.º aniversário do falecimento do estadista português, esta obra será apresentada em Buenos Aires, na Argentina. Para além da presença do autor, esta cerimónia de lançamento contará ainda com a participação de Luis María Bandieri, Antonio Caponnetto, Vicente Massot e o convidado de honra, Alfredo Sáenz. 
Resta apenas saber para quando estará agendada a publicação entre nós deste interessante estudo de Marcos Pinho de Escobar. Impõe-se uma edição desta obra na língua de Salazar. 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Conversas em Família" na FLUP

«Marcello Caetano tentou privilegiar, nesses anos tempestuosos, em que era criticado à esquerda e à direita, o contacto com a população através de frequentes deslocações pelo país ou pela televisão, com as "Conversas em Família". Mas o fim do regime aproximava-se.»
António Ventura em História de Portugal Vol. XVII (Dir. João Medina). 

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Realiza-se na próxima Quinta-Feira, dia 26 de Abril, pelas 17:30, no Anfiteatro 2 da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), uma conferência que visa abordar a questão da comunicação política no final do Estado Novo. Intitulada Comunicar no crepúsculo do Estado Novo: Marcello Caetano e as "Conversas em Família", este debate contará com as presenças de Clotilde Cristino e do mediático opinador Marcelo Rebelo de Sousa.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho de 1944! Foi assim...

«No dia 10 de Junho de 1944, "Dia da Raça", foi inaugurado em Lisboa, no vale do Jamor o Estádio Nacional. Mais do que um recinto desportivo, o Estádio assumiu, na época, o papel de uma bandeira propagandística. Era um projecto caro ao recentemente falecido ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco. (...) A ideia de construir um "campo de futebol" com capacidade para 55000 pessoas pareceu a muitos megalómana. (...)
A aposta de Duarte Pacheco ia, no entanto, revelar-se acertada. Logo na inauguração o Estádio Nacional acolheu mais de 60000 pessoas, para uma cerimónia que o DN considerou "uma grande afirmação nacional de optimismo, disciplina e beleza". Presidida por Carmona e Salazar - a quem os "desportistas portugueses" dirigiram um fervoroso agradecimento ("Obrigado pelos séculos fora!"), a festa de inauguração culminaria com um Sporting-Benfica, que os leões ganharam por 3-2, após prolongamento.
Mas a partir daí, o Estádio, enchente atrás de enchente, tornou-se a "casa" da selecção nacional, que aí jogou todos os seus jogos em Lisboa, nos doze anos seguintes. E tal foi a sequência de resultados dos dois primeiros anos que se começou a falar em invencibilidade, e o Jamor passou a ser talismã da selecção.»
Manuel Luís  Mendonça em  Portugal: a história da "equipa de todos nós".

10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional, uma obra documental do cineasta
português António Lopes Ribeiro.

Perfaz hoje exactamente 67 anos sobre a inauguração do então majestoso Estádio Nacional. As cerimónias protocolares investiram características de um verdadeiro acto solene, no sentido da comunhão, união e celebração do Espírito Nacional. Antevia-se com a construção de tal infraestrutura o devir de uma nova época de glórias para o povo português, marcada pela emergência cultural, desportiva e artística. 
Esta foi mais uma prova da força de Portugal, numa época marcada pela devastadora II Guerra Mundial. A tenacidade da empresa desta obra conduziu à materialização de um dos sonhos de um homem que, infelizmente, viveu menos do que seria de esperar. Duarte Pacheco, o grande ministro das Obras Públicas durante os anos de ouro do Estado Novo, projectou nesta obra uma pálida amostra do seu grande sonho de modernização da urbe portuguesa, catapultando o Portugal Imperial para os lugares cimeiros da vanguarda estética e arquitectónica mundial. Infelizmente, a sua morte inesperada acabou por impedir essa revolução artístico-arquitectónica que apenas se viria a concretizar várias décadas mais tarde, seguindo soluções e programas completamente distintos.
A celebração do 10 de Junho, dia de Portugal e da Raça, justamente dedicado Luís Vaz de Camões, um dos nossos maiores, teve em 1944 um sabor particularmente especial e festivo, onde o profano se confundiu com o sagrado e o passado se mostrou férreo no seu apoio à conquista do futuro.
Este momento foi imortalizado pelo nosso grande cineasta António Lopes Ribeiro, responsável pela realização de uma sublime peça documental, hoje elevada ao justo estatuto de obra de arte, tal é a riqueza cinematográfica e fotográfica desta produção. Inspirada pelos grandes filmes de propaganda da altura, 10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional obedece apesar de tudo a um gosto de época, tipicamente português, conferindo-lhe, pela sua singularidade, um lugar exclusivo na história do cinema documental. 

Monumental peça documental da autoria de António Lopes Ribeiro
mostrando a inauguração do Estádio Nacional a 10 de Junho de 1944.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Amanhã com o Público: Fantasia Lusitana

(Clicar no cartaz para ampliar.)

O suplemento Y da edição de hoje do jornal Público, anunciou a distribuição, amanhã, dia 18 de Dezembro, do mais recente sucesso do realizador João Canijo, intitulado Fantasia Lusitana.
Apresentado no Festival IndieLisboa, este filme documentário revelou-se um sucesso de audiências, um pouco por todo o país. A narrativa reporta-nos para um Portugal a braços com os anos de glória do Estado Novo, numa altura em que a Europa mergulhava nas trevas da II Guerra Mundial. Utilizando exclusivamente imagens de arquivo, algumas delas nunca antes divulgadas, este filme, olhado por uns como uma sátira ao regime Salazarista, assume-se para outros como um revivalismo de uma última idade dourada do Império Português.
Fantasia Lusitana estará finalmente disponível em formato DVD, a um preço e 10€. Mais uma excelente proposta para as ofertas deste Natal.


Fantasia Lusitana, um filme do realizador português João Canijo.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Definição da Nação Portuguesa hoje, como há 80 anos

Numa altura de difícil compreensão quotidiana para todos os que ainda merecem ser chamados de Portugueses, devemos relembrar as sábias palavras do último dos líderes providenciais, Dr. António de Oliveira Salazar. Assim, em forma de parábola afirmamos a viva voz nesta época de nevoeiro que, no tempo do nosso saudoso Presidente do Conselho, a Pátria e a sua Essência Sagrada não eram passíveis de discussão, os interesses Nacionais imperavam sobre todo e qualquer tipo de pressões, Portugal responsabilizava-se pela sua Sagrada Missão, o Povo aspirava a viver e realizar os seus sonhos, o Estado era um Bom Pai e não um mau padrasto, existia justiça, rigor, crescimento e desenvolvimento sustentável. Portugal era, acima de tudo, um Estado livre e soberano. 
Hoje, entregues às mãos sujas de mercenários assassinos, ladrões, proxenetas e agiotas de baixo calibre, assistimos à subversão de valores e princípios ancestrais segundo os quais nos edificamos. Acompanhamos em directo a venda de Portugal a retalho, numa tentativa desesperada de encobrir 76 anos de tirânica incompetência governativa, mutilação Pátria e castração do que lhe é mais valoroso, ou seja, as suas gentes.
Chegou o momento derradeiro. Há que calar as venenosas vozes da mentira, despertar o povo adormecido e reerguer Portugal. 

Dr. António de Oliveira Salazar.
«Na nossa ordem política, a primeira realidade é a existência independente da Nação Portuguesa, com o direito de possuir fora do Continente europeu, acrescendo à sua herança peninsular, por um imperativo categórico da História, pela sua acção ultramarina em descobertas e conquistas, e pela conjugação e harmonia dos esforços civilizadores das raças, património marítimo, territorial, político e espiritual abrangido na esfera do seu domínio ou influência.
Desta forte realidade e desta primeira afirmação outras derivam imediatamente: a primeira é que estão subordinados aos supremos objectivos da Nação, com seus interesses próprios, todas as pessoas singulares e colectivas que são elementos constitutivos do seu organismo; em contraposição e garantia da eficácia superior deste sacrifício afirma-se também que a Nação não se confunde com um partido, um partido não se identifica com um Estado, o Estado não é na vida internacional um súbdito mas um colaborador associado. Em palavras mais simples: temos obrigação de sacrificar tudo por todos, não devemos sacrificar-nos todos por alguns.
Tão evidentes e naturais são estes princípios que defini-los pode parecer uma superfluidade. Mas a quem considerar algumas das ideologias que estão tendo o favor do nosso tempo, tais pontos de partida hão-de aparecer como a primeira necessidade do nosso direito público. São-no na vida interna como princípio informador da nossa actividade e clara afirmação de todo o nosso destino, perante nós próprios, enfraquecidos na unidade nacional pelo espírito do partido, roídos nos interesses materiais pelo espírito do parasitismo e de favor. São-no diante do mundo em época de intensa vida e colaboração internacional e eivada de vários internacionalismos e cosmopolitismos, e são-no ao menos nos momentos decisivos em que daí possam provir ameaças, restrições, negações dos nossos títulos jurídicos.
Formou-se o País quase num jacto, desde que se fez a reconquista deste canto da Península, e as nossas fronteiras, inalteráveis desde séculos, não foram fixadas a expensas de qualquer outra nação europeia. Subtrai-nos este facto às competições históricas das conquistas e desforras, permitindo se afirme mais pura a força moral da nossa independência e também da nossa expansão, desde que, firmada a base peninsular, passámos os mares para o alargamento do nosso domínio e manifestação mundial do nosso génio civilizador. Está aí, ingénua, natural, a substância deste nacionalismo, que tem de ser a alma da conservação, renascimento e progresso de Portugal.
» 
Extracto de um discurso de António de Oliveira Salazar, proferido a 30 de Julho de 1930.