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domingo, 28 de maio de 2017

28 de Maio: Revolução Espiritual

A Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926 serviu de exemplo para vários líderes políticos mundiais, tendo sido, provavelmente, ao longo do século XX, o episódio da política portuguesa mais estudado e comentado no plano internacional. Foram vários os intelectuais que, de forma atenta e sistemática, estudaram este nosso acontecimento histórico, analisando as suas consequências e implicações na vida política, económica e social de Portugal. Mircea Eliade - notável autor romeno que viveu entre nós durante quase toda a II Guerra Mundial -, foi uma dessas personalidades que se debruçaram sobre o estudo do 28 de Maio. No seu livro Salazar e a Revolução em Portugal, Mircea Eliade defende que o 28 de Maio foi também uma "Revolução Espiritual", escrevendo:
«Era uma altura favorável para uma reintegração da política portuguesa no espírito da sua tradição e da sua história. Claro que para os militantes da extrema-esquerda, era uma altura muito favorável para a integração da política portuguesa num outro ciclo, supra-histórico: e não restam dúvidas de que, se o movimento de 28 de Maio não tivesse acontecido e se Salazar não tivesse existido, Portugal teria conhecido, com uma duração dificilmente previsível, uma revolução comunista. Era a consequência lógica, necessária, da revolução iniciada no século XIX e que se tinha desenrolado numa contínua oposição para as instituições tradicionais. A revolução comunista que sem dúvida se seguiria à anarquia demagógica do regime de António Maria da Silva, não teria sido senão uma forma apocalíptica do processo de europeização a qualquer custo e de deslusitanização de Portugal, ideal com que sonhara a geração de Coimbra e todos os representantes da vida pública dos últimos anos da Monarquia.
Mas como Salazar era católico e nacionalista e como o movimento de 28 de Maio era essencialmente um movimento de resistência nacional, o momento histórico não podia ser utilizado a não ser num sentido de reintegração da política portuguesa na linha da sua tradição. Isso significa, com certeza, não apenas uma oposição clara ao comunismo, mas, sobretudo, uma acção de liquidação gradual, mas eficaz, dos últimos modelos que ainda sobreviviam, fossilizados ou degenerados, do espírito demoliberal.
»
Exemplares da edição italiana e portuguesa da obra
Salazar e a Revolução em Portugal.

domingo, 23 de outubro de 2016

O Triunfo do Amor Português: A Família Monteiro

No passado dia 21 de Outubro, os atletas João Monteiro e Daniela Monteiro inscreveram os seus nomes em mais uma página de ouro do desporto português. Ao sagrarem-se campeões europeus de ténis de mesa na categoria de pares mistos, os dois atletas fizeram história, tornando-se no primeiro casal a conseguir alcançar um título europeu em conjunto. 
Evocando-se o título de uma das obras do escritor portuense Mário Cláudio, podemos afirmar que este foi, sem sombra de dúvida, mais um triunfo do Amor Português. A comovente beleza plasmada nas imagens desta vitória ficarão para sempre gravadas nas nossas memórias, mostrando o poder do amor, paixão e sacrifício, bem como da alegria, graça e glória alcançadas em momentos de perfeita comunhão, como aquele que trouxe o ouro à família Monteiro.
O Amor tudo conquista! 

Momentos finais da prova que conduziu a família Monteiro à conquista da medalha de 
ouro no Campeonato Europeu de Ténis de Mesa, disputado em Budapeste.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Cinquentenário da morte de Delfim Santos (1966-2016)

«Delfim Santos foi de facto um pensador que deu atenção à tradição filosófica portuguesa, promoveu-a e reconheceu o seu valor intrínseco... Pensador profundo, dialogou com a filosofia do seu tempo dando atenção, simultaneamente, aos autores portugueses e estrangeiros.»
Maria de Lourdes Sirgado Ganho em Dicionário 
Crítico de Filosofia Portuguesa.

Delfim Santos em Berlim (1938).

Passa este ano meio século desde a morte de Delfim Santos. Filósofo, Professor, crítico, homem de cultura integral, deixou-nos um importante legado materializado nas suas obras, artigos e importantes trocas epistolares. Conhecido e aclamado aquém e além-fronteiras, foi um importante vulto da intelectualidade portuguesa do século XX, devendo ser hoje lembrado e celebrado.
Nesse sentido, estão já agendadas algumas iniciativas para o corrente ano, incluindo colóquios, conferências, exposições e várias publicações. Entre estas, destaque para o quarto número da revista Delfim Santos Studies. A programação de todos estes eventos e acontecimentos encontra-se disponível na página Ler Delfim Santos. 
Nascido no Porto, a 6 de Novembro de 1907, Delfim Santos faleceu em Lisboa, a 25 de Setembro de 1966. Tinha apenas 58 anos. Não obstante a monumentalidade da sua obra, assim como o alcance das suas acções, esperava-se ainda muito daquele que foi um dos mais carismáticos interlocutores e divulgadores do pensamento português junto das elites estrangeiras da sua época. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Petição contra a construção da nova mesquita de Lisboa

«Folgara muito Vossa Alteza puder ver Goa e como derribou a fantasia dos mouros...»
Afonso de Albuquerque em carta ao Rei D. Manuel de 1512.

Portugal assiste desde finais do século XVIII à bastardização da sua tradição. A sub-reptícia "protestantização" e "rabinização" das mentalidades das nossas comunidades é, há muito tempo, encabeçada por correntes anti-portuguesas e estrangeiradas, cuja nociva natureza deverá ser combatida de uma forma total.  
Hoje, após as catástrofes da implantação república (1910) e a imposição da democracia (1974), vivemos debaixo do jugo dos princípios modernos da igualdade, ecumenismo e tolerância, ignorando porém que essas supostas conquistas "universais" constituem os grilhões com que nos prendem os predadores da Pátria à nossa degenerescência e ruína. Se em inícios do século XX vivíamos debaixo de um intenso fogo inimigo encabeçado pelas forças judaicas associadas à franco-maçonaria e outros movimentos criminosos que ainda continuam quotidianamente activos, reinventando-se e reorganizando-se sob a máscara do marxismo cultural, hoje um outro perigo alastra-se, não só em Portugal, como em toda a Europa e terras extremas da civilização ocidental. Falamos, obviamente, do islão. Uma religião de conquista, absolutamente, contrária à nossa tradição religiosa, espiritual, histórica e civilizacional. Uma religião que seduz o homem ocidental, doente, descrente da sua missão e do lugar que ocupa no mundo, através do exotismo plasmado num os lados da natureza exotérica daquele credo.
Não obstante sabermos a quem mais interessa a crescente vaga de islamofobia, não podemos deixar de combater, em nossa casa, por aquilo que nos pauta, defendendo a nossa tradição e civilização de matriz pagã-cristã. Importa-nos também saber demarcar dos rebanhos conduzidos pelos maus pastores: capitalistas, liberais e sionistas. Em resumo, há que controlar e combater a destruição do nosso fundo espiritual. Por esse motivo, não podemos deixar de nos opor à construção da nova mesquita de Lisboa que custará cerca de 2,9 milhões de euros aos nossos contribuintes. Numa altura em que são exigidos tantos esforços às famílias portuguesas e quando são conhecidos tantos casos onde é urgente a intervenção do Estado de modo a salvar o nosso património, não nos parece de todo razoável esta obra homologada pelos poderes socialistas que controlam os destinos da antiga capital do Império Português. 
Por este motivo, convidamos os amigos bem como os visitantes esporádicos da Nova Casa Portuguesa a assinarem uma petição, promovida pelo Instituto Santo Condestável (ISC), que visa o impedimento da construção de uma nova mesquita na cidade de Lisboa. Esta encontra-se disponível para ser assinada em http://petit.io/petition/instituto-santo-condestavel/nao-a-nova-mesquita-na-mouraria-de-lisboa.
Saibamos defender a nossa identidade e a nossa tradição de uma forma integral. Num bairro típico como a Mouraria não podemos aceitar nem a construção de uma mesquita, nem de um museu judaico. 

(Clicar na imagem para assinar a petição contra a construção da nova mesquita de Lisboa.)

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Da pura hipocrisia e maldade abrilista, ou como os democratas odeiam Portugal e os Portugueses!

Os que hoje em Portugal defendem o acolhimento de uma massa de "refugiados" são os mesmos que em 1975, após o abandono criminoso dos nossos territórios ultramarinos, renegaram os seus irmãos de sangue, maltratando-os e humilhando-os. Chamavam-lhes "retornados" e exigiam a sua saída de Portugal continental e o seu regresso às terras onde sempre viveram até estas lhes serem espoliadas.
Vítimas da perfídia socialista abrilista, foram considerados um peso para a precária economia portuguesa resultante do desastroso 25 de Abril. Por sua vez, os "refugiados" de hoje são considerados uma "mais valia", enquanto milhares de portugueses são todos os anos constrangidos a abandonar a sua Pátria em busca de uma oportunidade, como se não passassem de um pesado fardo para a Nação.
As conclusões a retirar desta triste história ficarão à responsabilidade e consciência de cada um.

O drama dos retornados constitui um dos mais tristes episódios
do Portugal contemporâneo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O Islão e o Ocidente em debate

A presente invasão de que está a ser alvo o Sul e o Leste da Europa coloca também em risco a própria sobrevivência histórico-cultural de Portugal. Numa época crítica em que a Europa deixou de ter o inimigo controlado às suas portas, passando a conviver com ele intramuros, importa discutir-se sobre o actual choque civilizacional que opõe o Islão ao Ocidente. 
Atendendo à urgência de um debate tantas vezes evitado em Portugal, a Associação de Professores de Filosofia organiza, no próximo dia 7 de Outubro, pelas 21:30, na livraria Ler Devagar, em Lisboa, um encontro subordinado à temática O Islão e o Ocidente, com Jaime Nogueira Pinto e Kalid Jamal. 
Este encontro é de entrada é livre, devendo-se contudo confirmar a presença através da inscrição em: www.apfilosofia.org/programa-e-inscricao-o-islao-e-o-ocidente.

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um exemplo sobre como manipular a História e manter as massas na ignorância

«Se, até aqui, o fanatismo disputou à hipocrisia e à corrupção moral o primeiro plano, vê-lo-emos nessa tela, cuja vastidão duplica, alongar-se para o fundo do quadro.»
Alexandre Herculano em História da Origem e Estabelecimento
da Inquisição em Portugal. 

À esquerda, Árpád Szenes e Vieira da Silva. À direita, uma fotografia de Paris
após os bombardeamentos norte-americanos, em 1944.

A manipulação e falsificação em História representam dois factores que detonam e inviabilizam qualquer possibilidade de vivermos em comunidade de acordo com os princípios da sã convivência e harmonia, em plena preservação da nossa saúde mental. Porém, todos sabemos a forma ardilosa como os poderes instalados depois do trágico desfecho da II Guerra Mundial, em 1945, projectaram nos olhos dos menos vigilantes as fantasias cinematográficas subordinadas a uma determinada opinião política e a um pseudo-conhecimento histórico. A grande golpada, levada a cabo com a ajuda imprescindível da psicanálise e outras democráticas "artes encantatórias", contribuiu desta maneira para a criação de um mundo ocidental doente, triste, revoltado consigo mesmo, auto-destruidor, penitente, alucinado, absolutamente decadente e mergulhado nas mais lúgubres trevas da incultura e profunda imbecilidade.
Ontem, no Forte de S. João Baptista, na Foz do Douro, enquanto assistíamos a uma apresentação de um tal de Renato Santos - sujeito irritante que se auto-denominou por três vezes historiador de arte -, apercebemo-nos até onde se tinha enraizado toda uma decadência alimentada pelos mesmos cancros mal-pensantes de sempre: os democráticos, os liberais e os marxistas. Todo cheio de si, o dito historiador de arte enfadou os presentes com as suas extenuantes masturbações pseudo-intelectuais ao longo de uma penosa apresentação acerca da pintora Vieira da Silva. Patranhada atrás de patranhada, o rapazote de bigodaço catita e trejeitos bastante suspeitos lá foi debitando os seus palpites a propósito do que, do alto da sua douta ignorância, via e lia nos quadros de Vieira da Silva.
Não haveria mal algum caso, inerente à ignorância e a uma sofrível apresentação, não estivesse o figurão desde logo a incorrer em erros históricos gravíssimos, caindo de forma voluntária, ou involuntária, na criação de mais preconceitos e desvios àquilo a que, numa perspectiva positivista da História, poderemos chamar de factos. Assim, interpretando um dos quadros de Vieira da Silva, o douto historiador de arte afirmou ver nele representado o metro de Paris durante os bombardeamentos alemães. Sim, foi mesmo isso que ele afirmou: os bombardeamentos alemães da cidade de Paris. Uma mentira que hoje em dia se cola, facilmente, junto dos mais incautos e mal preparados, contribuindo para a legitimação de mais uma instituição de fundo pró-judeu e sionista como é a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Acontece que, de facto, a capital francesa foi bombardeada em 1944, mas não pelos alemães. Os bombardeamentos foram levados a cabo pelos norte-americanos, entre os dias 20 e 21 de Abril de 1944. E não, os alemães não incendiaram as livrarias de Paris durante o período da ocupação. Curiosamente, aquela cidade conheceu até grande vitalidade cultural durante o período da ocupação nacional-socialista.  
O tal Renato Santos, o historiador de arte, não é propriamente um curioso sobre a obra da pintora Vieira da Silva, nem tampouco alguém não familiarizado com a artista de origem portuguesa. Na verdade, ele trabalha para a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, tendo sido na qualidade de representante daquela instituição que o mesmo se apresentou ontem naquele encontro. Ora, tratando-se estes erros de desconhecimento histórico, ou mera filha da putice, preocupa-nos enquanto portugueses o estado a que chegaram a nossa Educação e Cultura, bem como a incúria e o propositado desmazelo intelectual, notório nas pessoas que são arregimentadas nas fileiras do “politicamente correcto” para ocuparem funções em instituições culturais nesta pérfida e democrática III República.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

A propósito das celebrações do 1.º de Maio

Da pena afiada de Amado Estriga nasceu mais uma interessante e demolidora reflexão. Publicada  na edição desta semana do periódico Dica, esta crónica derrubou, sem grande dificuldade, vários lugares comuns de uma moderna sociedade que, paulatinamente, tem vindo a ocupar o substrato vital da nossa comunidade. Conforme é assaz sabido, os perigosos filo-judaísmo e sionismo, escondidos por detrás de várias máscaras, representam duas das principais ameaças à integridade e sobrevivência de Portugal e da tradição portuguesa. Presentemente, a manutenção de feriados maçónico-internacionalistas como o 25 de Abril e o 1.º de Maio, em detrimento de importantes datas da nossa História e tradição como o dia do Corpo de Deus, Todos os Santos, ou o 1.º de Dezembro, são prova de uma vil maquinação que procura, a partir do controlo da (in)consciência das massas, assenhorar-se da consciência pessoal de cada indivíduo, pervertendo-a.
Felizmente, apesar de haver agendas destruidoras contra as quais nos querem impedir e proibir de lutar, há ainda quem se afoite e não se deixe dominar. É caso para dizer que, de facto, alguns portugueses não se rendem! 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 6 de maio de 2015

João Ameal: Reflexões em torno do seu tempo e do nosso!

Não será nenhuma novidade, mas passamos hoje por tempos bastante conturbados e obscuros. Vivemos aquilo a que muitos chamam de "dias do fim". Passadas quatro décadas desde que findou a última estação do Império Português, vivemos cada vez mais de um modo individualista e egocêntrico sem que, aparentemente, qualquer desígnio maior se manifeste para, por ele, podermos entregar-lhe a nossa vida. Seja por sacrifício, ou mera fidelidade e espiritual dedicação.
A acomodação das últimas gerações, o domínio sobre estas imposto através do controlo da sua força genésica e o arrefecimento do sangue quente aburguesaram, padronizadamente, a nossa juventude. Alienada e sujeitada às evidências em que a obrigam a acreditar, ela resigna-se, deixando-se sobreviver, contentando-se com o pouco que lhe é garantido como seguro. Neste cenário terrível, muitos são os que, entre os mais esclarecidos, acabam também por resignar-se ou soçobrar. A solidão e a desolação são fortes inimigos que, tal como a cegueira dos simples e pobres de espírito, nos empurram a todos para a desistência, o desânimo e, consequentemente, para a mediocridade, fazendo esquecer que viver é afinal um sinónimo de lutar. 
O tempo presente é para cada indivíduo o seu espaço de criação, conquista, amor e paixão. Não devemos por isso de fugir ao nosso destino de soldados, procurando saídas fáceis ou confortáveis. Sejamos heróis, ainda que em sacrifício de nós mesmos, mas nunca desertores ou delatores. Não estando livre de errar, reside no indivíduo a escolha de querer viver no erro, ou de ultrapassá-lo, superando-o com heróica e elegante grandeza.          
No fundo, esta foi uma das intemporais mensagens que João Ameal perpetuou, em 1942, no seu livro Rumo da Juventude. Importa conhecer as suas palavras, carregadas de uma enorme actualidade e amor por uma vida verdadeira:
«Quis a Providência que viéssemos numa hora crítica e ardente, cheia de angústias, de problemas, de conflitos. Será por fazer parte duma geração que já principiou a viver dentro desta atmosfera intensa? Será por não ter chegado a gozar os moles benefícios e as suaves apatias da vida de há cinquenta anos? O certo é que me parece dever a Deus uma graça inestimável por me haver feito conhecer este grande momento da História - em que se abrem caminhos novos e se sentem germinar as seguras promessas de um mundo diferente. 
(...) 
Como não há-de, pois, entristecer-me o saudosismo desses espíritos fracos que lamentam não ter nascido cinquenta anos mais cedo?...Quanto a mim, se me fosse dado a escolher, escolheria ter nascido quando nasci - no limiar deste século agitado, convulso, dramático, renovador. Escolheria assim, justamente por ser um campo de batalha em que todos os homens conscientes se vêem obrigados a defender a sua trincheira. Já o adivinhava Ernesto Hello (e note-se: em plena atmosfera equívoca do liberalismo declinante), ao traçar a frase profética: - "A sociedade em que vivemos obrigará cada homem a definir-se, a pronunciar-se, a ser, mesmo involuntariamente, soldado..." 
(...) 
A vida é luta sem fim. O futuro sai, modelado por nossas mãos, da ígnea tormenta das batalhas. Pobres dos que não sabem afrontar este viril imperativo do Destino!»
João Ameal (1902-1982). 

sábado, 2 de maio de 2015

Torre de Belém, a guardiã do porto de Lisboa

Dedicado ao tema L'Univers Esthétique des Européens, o convénio do passado dia 25 de Abril, organizado em Paris pelo Institut Iliade, contou com a presença de Duarte Branquinho, director do semanário O Diabo. Responsável pela representação portuguesa num dos mais importantes e aguardados encontros de reflexão cultural, estética e filosófica em torno do ideal de Europa, o luso mensageiro participou neste encontro num painel dividido com o italiano Adriano Scianca, fazendo uma apresentação intitulada Haut-lieu de l'Europe, La Tour de Belém, gardienne du port de Lisbonne. 
O vídeo desta conferência foi agora disponibilizado pelo Institut Iliade, podendo e devendo ser visualizado através da sua página de YouTube. A não perder!

(Clicar na imagem para aceder ao vídeo da conferência.)

terça-feira, 28 de abril de 2015

2000 edições d'O Diabo!

Fundado em 1976 pela carismática Vera Lagoa, o semanário O Diabo chegou esta Terça-Feira à sua edição 2000. Um número não só redondo como impressionante, sobretudo se tivermos em conta a presente época que vivemos, bastante complicada para a sobrevivência de todo o tipo de jornais, bem como pela natureza independente deste periódico, absolutamente livre de qualquer pressão de natureza política ou económica. 
Numa época de democracia, O Diabo revela-se um dos últimos bastiões da liberdade de imprensa em Portugal tendo-se tornado, ao longo dos seus quase 40 anos de existência, no principal órgão de desintoxicação cultural, discussão e combate político entre as hostes nacionalistas e patriotas. Perante este cenário resta-nos apenas felicitar O Diabo por esta belíssima marca, pedindo-lhe: venham mais 2000! 

Primeira página da edição n.º 2000 do semanário O Diabo.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre António José de Brito e Slavoj Žižek

Cada vez mais se tem falado na importância e pertinência do valor da intransigência enquanto condição fundamental para uma sobrevivência honrada na sociedade contemporânea. Democratas, liberais, marxistas e pós-marxistas procuram justificar estas suas aparentes novas posições com leituras dedicadas a autores como o filósofo-pop e pós-marxista Slavoj Žižek. Desta maneira, impõe-se a defesa do legado do Professor António José de Brito que, há trinta e nove anos, num momento bastante negro e sensível da nossa História, numa altura muito pouco dada a galanteios face às formas de pensamento totalitárias, corajosamente, do ponto de vista físico e intelectual, fez publicar uma obra fundamental sobre este tema, mas intencionalmente esquecida e abafada pelos interesses então estabelecidos. Referimo-nos, claro está, aos Diálogos de Doutrina Anti-Democrática.
É curioso constatar que em Portugal certos postulados apenas passem a ser considerados universais após receberem o timbre de pensadores estrangeiros de matriz internacionalista. Mais do que um simples acto de má-fé, este parece-me um claro exemplo de ignorância sectária: Reds don’t read!

À esquerda o pensador esloveno Slavoj Žižek, à direita o filósofo português António José de Brito.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Entrevista com Gerhard Hallstatt no seu regresso a Portugal

Em vésperas do seu regresso a Portugal, onde irá participar na edição de 2014 do Festival Entremuralhas, Gerhard Hallstatt, mentor do projecto musical Allerseelen, concedeu uma interessante entrevista ao semanário O Diabo. Entre as memórias das suas viagens por Portugal e das amizades que aqui foi construindo, o austríaco - músico, escritor e aventureiro -, revelou a sua afinidade pela cultura portuguesa, situando-a na sua conhecida mundividência europeia.
Vale a pena ler esta entrevista e assistir ao concerto de Allerseelen que terá lugar já no próximo dia 30 de Agosto, no Castelo de Leiria. Não percam!

(Clicar na imagem.)

sábado, 2 de novembro de 2013

Parque de Monserrate vence o European Garden Award

Foi ontem anunciado que o Parque de Monserrate venceu o European Garden Award deste ano! Este importante galardão foi entregue na Alemanha aos representantes dos Parques de Sintra pela European Garden Heritage Network e a Schloss Dyck Foundation, em nome de um júri constituído por elementos de 10 países europeus. Os critérios de selecção prenderam-se com a inovação, a sustentabilidade, qualidade do restauro e manutenção do espaço, bem como o envolvimento da comunidade em que o mesmo se encontra inserido. 
A distinção internacional em causa premeia, uma vez mais, a beleza e a excelência que caracteriza o nosso património, do qual muito nos devemos orgulhar. A Nova Casa Portuguesa regozija-se assim desta conquista, esperando que a mesma consciencialize os nossos governantes para a necessidade vital de recuperar e preservar o nosso património.
Dada a beleza e singularidade do local, não poderíamos deixar de partilhar algumas fotografias, na esperança que as mesmas justifiquem aos olhos de todos a justiça deste prémio.
Para mais informações sobre o European Garden Award de 2013, consulte-se a seguinte ligação do sítio oficial dos Parques de Sintra: www.parquesdesintra.pt/index.aspx/index.aspx?p=newsDetail&NewsId=566.









quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Daft Punk, Portugal e o Fascismo

«Guillaume Emmanuel "Guy-Manuel" de Homem-Christo (Paris, 8 de Fevereiro de 1974) é um músico francês, celebrizado enquanto elemento dos Daft Punk, juntamente com Thomas Bangalter. É bisneto do escritor português Francisco Manuel Homem Cristo (Lisboa, 5 de Março de 1892 — Roma, 12 de Junho de 1928), mais conhecido por Homem Cristo Filho. Notável intelectual do seu tempo, foi um grande defensor das correntes nacionalistas que conduziram ao fascismo italiano, do qual era fervoroso admirador. Numa entrevista à revista Rolling Stone, Guy-Manuel afirmou que o seu bisavô é descrito pelos historiadores como "o primeiro autêntico e indisputável fascista português" e um amigo pessoal de Benito Mussolini. "Conheço-o apenas de algumas fotografias, naturalmente". Homem Cristo Filho faleceu na sequência de um acidente de automóvel às portas de Roma. Mussolini prestou-lhe um funeral com todas as honras, mandando erigir um pequeno monumento com o epitáfio: "Cidadão de Roma, no espírito e na fé".»
Texto originalmente publicado em Dissidente.Info.


Há já algum tempo que o nome de um dos elementos pertencentes aos mundialmente aclamados Daft Punk levantava algumas suspeitas acerca da sua descendência. Conhecendo-se as raízes portuguesas de Guy-Manuel de Homem-Christo, faltava-nos confirmar se o seu apelido provinha de facto de uma descendência do nosso escritor, polemista e pensador - Homem Cristo Filho. Precocemente desaparecido em 1928, num acidente de viação, este conhecido precursor do fascismo em Portugal, amigo pessoal de Benito Mussolini, foi mesmo, segundo confirmou a equipa do Dissidente.Info através de uma entrevista dada pelo próprio Guy-Manuel de Homem Christo à revista Rolling Stone, seu bisavô.
Esta é apenas uma curiosidade, nada mais do que isso, mas que poderá contribuir para o reavivar da memória de um importante vulto do nosso modernismo que, infelizmente, como quis o destino, partiu cedo demais.


Vídeo do tema Around The World, um clássico dos Daft Punk retirado
do álbum Homework, lançado em Janeiro de 1997. 

domingo, 14 de julho de 2013

1789 e a guilhotina permanente

Sátira de Adolphe Willette denunciando a hipocrisia genocida
da Revolução Francesa.

14 de Julho de 1789 deu-se em Paris a simbólica tomada da Bastilha, iniciando-se a chamada Revolução Francesa. Um movimento jacobino e maçónico integrado nas Revoluções Atlânticas que já antes haveriam dado lugar à independência dos Estados Unidos da América.
Todos os anos inúmeros portugueses, conscientes ou inconscientes do que foi a Revolução Francesa, celebram efusivamente este acontecimento – um dos mais fatídicos da História da Europa. Iludidos através de uma propaganda manipuladora, transvestida pela máxima Liberdade, Igualdade e Fraternidade, ocultando o seu verdadeiro símbolo – a guilhotina –, desconhecem ou, pior ainda, perfilham a brutalidade destruidora, genocida e culturicida da Revolução Francesa.
A tentativa sistemática, quase diária, de destruição da matriz cultural europeia a que assistimos ao longo de toda a Idade Contemporânea começou de forma definitiva nesse dia com a tomada e destruição da Bastilha – que lembrámos, não era uma prisão política conforme nos contam na escola.
A Revolução Francesa insurge-se contra o primeiro elemento estruturante de uma Europa unida, após a queda do Império Romano – o Cristianismo. É importante repor-se a verdade quanto ao que foi de facto a Revolução Francesa, para depois nos debruçarmos sobre a sua influência no nosso trágico século XIX, marcado pelas sanguinárias e pestilentas invasões jacobinas que o português deformado tende a justificar e perdoar. Para além das quatro invasões de que fomos alvo durante a Guerra Peninsular, devemos lembrar ainda as suas pesadas consequências: as fratricidas guerras civis inspiradas pela corja jacobina que se sucederam; a perda do Brasil devido a interesses obscuros disputados pela maçonaria francesa e inglesa; a completa desagregação da sociedade e economia nacionais. Contudo, estes são outros episódios aos quais voltaremos num outro momento, porventura mais oportuno.
Concluindo a questão da Revolução Francesa, resta-nos apenas sugerir uma reflexão a partir das palavras do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho:
«As religiões podem ter-se tornado violentas e opressivas ocasionalmente, mas a anti-religião é totalitária e assassina de nascença. Não é uma coincidência que a Revolução Francesa tenha matado dez vezes mais gente em um ano do que a Inquisição Espanhola em quatro séculos. O genocídio é o estado natural da modernidade ‘iluminada’.»

La Guillotine Permanente, a famosa música do período revolucionário
jacobino numa interpretação da luso-descendente Catherine Ribeiro.

terça-feira, 12 de março de 2013

Os Bárbaros do Ocidente Medieval na FLUL

Uma das principais valências da História é a possibilidade dessa prodigiosa ciência humana nos transmitir um profundo conhecimento relativo à acção e origens materiais da carga genética que carregamos. Hoje, mais do que em qualquer outro momento ou período da História, é absolutamente imperioso conhecer o nosso passado. Num período de choque civilizacional, no fim e uma era, à importância de conhecermos a história nacional acresce também a necessidade de aprofundarmos a raiz da nossa memória ancestral, de forma a podermos reclamar de um modo esclarecido a nossa herança civilizacional, com tudo o que nela nos aproxima e afasta dos restantes povos da velha Europa.
No próximo dia 1 de Abril terá início um curso subordinado ao tema História dos Povos e das Culturas: Os Bárbaros do Ocidente Medieval que se prolongará até 30 de Abril. Dirigido por José Varadas do Centro de História da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este seminário abordará ao longo de 5 sessões os percursos históricos dos seguintes povos responsáveis pelo moldar da Europa medieval: alanos, godos, suevos, vândalos, francos, anglos, saxões, burgúndios, lombardos e vikings. 
A não perder.

(Clicar na imagem para ampliar)       

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os Templários em debate no Convento de Cristo

«O rei Dionísio de Portugal, julgando necessário conservar no meio-dia da Europa uma instituição cavaleiresca tão útil à cristandade como o era a Ordem do Templo, reuniu, após 1312, os Cavaleiros do Templo, pertencentes aos reinos de Portugal e dos Algarves, aos quais se juntaram alguns Cavaleiros espanhóis, e com eles formou a Ordem de Cristo. Esta nova Ordem de Cavalaria outra coisa não é do que a Ordem do Templo: o Hábito, a Regra, a Comenda, o Instituto, são as mesmas, e os Arquivos da Ordem de Cristo, em Tomar, contêm ainda abundante cópia de documentos templários autênticos e curiosos. A Ordem do Templo sempre reconheceu os Cavaleiros de Cristo, não como a própria Ordem, mas como um ramo legítimo da Ordem, e os Estatutos Gerais de DLXXXVI não exigem mais do que uma simples formalidade ou declaração para regularizar esses cavaleiros e admiti-los no templo.»
 Alexandre Ferreira citado por Sampaio Bruno em Plano de um livro a fazer -
Os Cavaleiros do Amor, ou a Religião da Razão.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Os Templários constituem ainda hoje uma das mais misteriosas ordens militares da história. Não obstante o facto de muito o que se conta a seu respeito ser fruto da fantasia, do mito e da imaginação, é incontestável a notoriedade desta instituição medieval e a sua capacidade de suscitar o interesse junto do grande público para a sua história.  
É nessa perspectiva que se realizará no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 10:30, o encontro Os Templários em Debate. O programa compreende a apresentação do centro de estudos Studium Cistercium et Militarium Ordinum e o lançamento do livro A extinção da Ordem do Templo. Trata-se de uma edição comemorativa dos 700 Anos da Extinção da Ordem do Templo, cabendo ao Professor Carlos de Ayala Martínez (Universidade Autónoma de Madrid) a honra desta apresentação. No final, haverá uma mesa-redonda seguida de debate com a presença dos autores.
Este evento terá lugar no Convento de Cristo, em Tomar, sendo a inscrição no mesmo gratuita e acessível a todos os interessados.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

II Conferência Internacional de Tradição Oral

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Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de Novembro, a cidade de Évora irá receber a II Conferência Internacional de Tradição Oral, dedicada ao tema Oralidade e Património Cultural. Este encontro enquadra-se no âmbito do projecto Oralities e tem como objectivos principais reflectir sobre a produção da oralidade, a sua importância como ferramenta de diálogo intercultural e de construção do património, salvaguardando uma realidade social e cultural que deve ser valorizada através da sua visibilidade pública.
Com um comité científico constituído por José Rodrigues dos Santos, Santiago Prado Conde, Cláudia Sousa Pereira, Luísa Tiago Oliveira e Isabel Cardigos, este evento será dedicado às seguintes temáticas: as minorias e a tradição oral (História, Geografia, Etnografia…); memória em crise, oralidades e memória traumática; o conto tradicional como arte performativa; Músicas e tradições, o papel das oralidades; tradições orais e contextos locais; formas e problemas da transmissão da oralidade.
A II Conferência Internacional de Tradição Oral terá lugar no Fórum Eugénio de Almeida, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. Um evento a não perder!