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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Inês de Castro, 666 anos de Saudade!

Inês de Castro, mulher proibida, rainha cadáver, encarnação do primeiro mito da Saudade, a manifestação sublime daquela supervivência do amor que integra as linhas míticas da tradição portuguesa, foi assassinada neste dia, há 666 anos.

Drama de Inês de Castro, pintura de Columbano Bordalo Pinheiro.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Como o Natal nos tece

Natus est nobis Salvador Mundi!

Como o Natal nos tece

Diz-se Natal como poema, 
com versos novos que vão nascendo, 
diz-se como criança
que em nós vai crescendo, 
claridade e saudade, 
esperança de Nova Idade. 
Diz-se Natal como caminho 
por onde vamos, 
como versos que habitamos,
como poema que nos tece.
E se tão claro é o dia
que nos acontece,
é eterno o tempo
que hoje nos aquece.

José Valle de Figueiredo

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Nossa Senhora da Conceição: Padroeira e Rainha de Portugal

«A existência de Portugal é, em si mesma, um milagre, quer na sua fundação por Afonso Henriques, quer no contexto histórico da Península Ibérica ao longo dos séculos. Desde logo, a dedicação do Infante Afonso à Virgem Maria pelo milagre de Nossa Senhora de Cárquere, depois da vitória de Ourique (1139) na qual se levantou a aparição de Jesus Cristo ao rei Fundador. O brasão de Portugal nas suas cinco quinas disso manifesta sinal. Podemos dizer que nesta Terra de Santa Maria, sempre a Virgem foi medianeira excelsa da edificação nacional, da conservação e da recuperação da Independência, enfim, da esperança do Reino dos Céus.»

 Carlos Aurélio em Ó Glória da Nossa Terra

A 8 de Dezembro os portugueses celebram o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. Trata-se de uma data especial que, durante muito tempo, foi também associada às mães portuguesas. Por esse motivo, existem ainda muitas famílias que comemoram o Dia da Mãe nesta data. 
Se a relação do nosso Povo com a Virgem remonta a tempos pré-fundacionais, não podemos esquecer o modo como essa devoção e afinidade se desenvolveram desde os períodos mais remotos da nossa História. Entre nós, a ligação a Nossa Senhora foi sempre tão forte que podemos mesmo afirmar que o dogma da Imaculada Conceição era já dogma entre os portugueses antes que a própria Igreja se posicionasse definitivamente sobre esta matéria.       
A 25 de Março de 1646, D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, com o propósito de agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência. O monarca português foi até a igreja de Nossa Senhora da Conceição, depositando a sua coroa aos pés de Nossa Senhora, aclamando-a padroeira e Rainha de Portugal. Desde então, mais nenhum rei português voltou a usar coroa, reservando esse privilégio apenas para à Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Em Setembro último, o pintor e pensador Carlos Aurélio publicou através da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição um livro intitulado Ó Glória da Nossa Terra. Tendo como objectivo criar um pequeno guia para o Santuário de Vila Viçosa, o autor não pôde deixar de fazer alguns apontamentos sobre esta relação sagrada entre Portugal e a Mãe de Deus. Trata-se de um livro não só importante, como fundamental para a compreensão da História Sagrada de Portugal.
Recorda-se que esta obra tem um custo de apenas 10 euros, sendo que a totalidade do dinheiro reverte para a compra de um paramenteiro que se destina a guardar e conservar as roupas da imagem do Santuário de Vila Viçosa. Os interessados poderão encomendar esta obra através do seguinte endereço de correio-electrónico: regiaconfrariansraconceicao@sapo.pt. 

Capa do livro.

domingo, 6 de dezembro de 2020

Ó Glória da Nossa Terra

Aproxima-se mais um 8 de Dezembro e Portugal prepara-se para prestar a sua homenagem e devoção à sua Rainha e Padroeira. Afinal, Nossa Senhora da Conceição é, desde o reinado de D. João IV, a legítima Rainha de Portugal. Uma consagração que veio perpetuar, definitivamente, a íntima relação do nosso Povo com a Virgem Maria, Mãe de Deus. 
A edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo veio relembrar os portugueses disso mesmo, publicando uma interessante recensão de Joaquim Domingues à obra "Ó Glória da Nossa Terra", da autoria do artista e pensador Carlos Aurélio. Vale a pena ler. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Reflexão para um 13 de Maio invulgar

Perante a presente contingência e respectivas limitações impostas pela mesma, o 13 de Outubro foi este ano vivido de uma forma mais triste, para não dizer vazia. No entanto, nada que desespere os nossos corações, cheios de Amor, certeza e esperança. Afinal, como um dia alguém disse: «No amargo, por vezes o palato descobre o início do doce.» Assim, marcando este dia e relembrando a importante mensagem que lhe está associada, partilhamos um outro excerto da obra Ó Glória da Nossa Terra, de Carlos Aurélio:
«Vila Viçosa, na sua devoção à Imaculada Conceição no Solar da Padroeira, continua a ser cordão umbilical que une a pátria, guia espiritual dos portugueses, àquela que fizemos nossa Rainha desde 1646. Fátima, na sua mensagem universal, desde a Cova da Iria leva ao cume da união salvífica de Jesus Cristo entre a terra e o céu, através daquela a quem desde o Calvário chamamos Mãe. O trono de Portugal e o altar do mundo têm a mesma Rainha: a Mãe Celeste.»
«E por fim o Meu Imaculado Coração Triunfará.»

domingo, 28 de maio de 2017

28 de Maio: Revolução Espiritual

A Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926 serviu de exemplo para vários líderes políticos mundiais, tendo sido, provavelmente, ao longo do século XX, o episódio da política portuguesa mais estudado e comentado no plano internacional. Foram vários os intelectuais que, de forma atenta e sistemática, estudaram este nosso acontecimento histórico, analisando as suas consequências e implicações na vida política, económica e social de Portugal. Mircea Eliade - notável autor romeno que viveu entre nós durante quase toda a II Guerra Mundial -, foi uma dessas personalidades que se debruçaram sobre o estudo do 28 de Maio. No seu livro Salazar e a Revolução em Portugal, Mircea Eliade defende que o 28 de Maio foi também uma "Revolução Espiritual", escrevendo:
«Era uma altura favorável para uma reintegração da política portuguesa no espírito da sua tradição e da sua história. Claro que para os militantes da extrema-esquerda, era uma altura muito favorável para a integração da política portuguesa num outro ciclo, supra-histórico: e não restam dúvidas de que, se o movimento de 28 de Maio não tivesse acontecido e se Salazar não tivesse existido, Portugal teria conhecido, com uma duração dificilmente previsível, uma revolução comunista. Era a consequência lógica, necessária, da revolução iniciada no século XIX e que se tinha desenrolado numa contínua oposição para as instituições tradicionais. A revolução comunista que sem dúvida se seguiria à anarquia demagógica do regime de António Maria da Silva, não teria sido senão uma forma apocalíptica do processo de europeização a qualquer custo e de deslusitanização de Portugal, ideal com que sonhara a geração de Coimbra e todos os representantes da vida pública dos últimos anos da Monarquia.
Mas como Salazar era católico e nacionalista e como o movimento de 28 de Maio era essencialmente um movimento de resistência nacional, o momento histórico não podia ser utilizado a não ser num sentido de reintegração da política portuguesa na linha da sua tradição. Isso significa, com certeza, não apenas uma oposição clara ao comunismo, mas, sobretudo, uma acção de liquidação gradual, mas eficaz, dos últimos modelos que ainda sobreviviam, fossilizados ou degenerados, do espírito demoliberal.
»
Exemplares da edição italiana e portuguesa da obra
Salazar e a Revolução em Portugal.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Nossa Senhora na Literatura Portuguesa

Portugal foi ao longo da sua História uma Pátria marcada pelo signo de Cristo, tendo sido escolhida desde cedo, por vontade Divina, para tornar-se numa terra dedicada à Nossa Senhora. Ao longo dos séculos a presença da Virgem tem marcado os desígnios e os trilhos espirituais da nossa Pátria e do nosso Povo. Esta importante presença, em tudo definidora da Fé dos portugueses, encontra na religião, mas também na poesia, literatura e tradição popular o seu testemunho vivo.
Assim, aproveitando a comemoração do Centenário das Aparições de Fátima, o ciclo Foz Literária, dedica a sua sessão de amanhã à presença de Nossa Senhora nas letras portuguesas. Contando com a as presenças de José Valle de Figueiredo, Cuca Sarmento, Inês Taveira, Irene Costa Marques, Leonor Trigueiros e Rosa Leal, este encontro está marcado para as 18:30, no Forte S. João da Foz, no Porto. 
 A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros: In Memoriam

O semanário O Diabo recordou na edição de hoje o seu antigo colaborador Alberto Corrêa de Barros. Num artigo assinado por José Almeida e Jorge Camanho, somos convidados a revisitar o percurso de um dos mais sólidos bastiões da defesa da nossa doutrina nacionalista. Destaque ainda para a publicação de um poema inédito de José Valle de Figueiredo, dedicado à memória do homenageado.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros (1945-2017)

É com profundo pesar que a Nova Casa Portuguesa participa a notícia do falecimento de Alberto Corrêa de Barros. 
Figura singular do nacionalismo português, foi soldado miliciano em Moçambique, onde lutou em missão de soberania na defesa do território nacional, naquela que haveria de ficar conhecida como Guerra do Ultramar. Alberto Corrêa de Barros pertenceu, juntamente, com António José de Brito, Rodrigo Emílio, Goulart Nogueira, entre outros, ao grupo de indefectíveis nacionalistas que sempre se opuseram à chamada “revolução dos cravos”. Homem de vasta cultura e erudição, foi um importante doutrinador junto das hostes nacionalistas, em particular, junto das gerações mais jovens.  
As exéquias fúnebres terão lugar no próximo Domingo, 9 de Abril, às 15h, na igreja paroquial de Vermoim, na Maia. De seguida, o seu corpo será conduzido até ao cemitério de São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, onde será sepultado.
Resta-nos honrar a sua memória com a nossa eterna Saudade! Até sempre, camarada! 

segunda-feira, 13 de março de 2017

António Sardinha e as Aparições de Fátima

António Sardinha, figura seminal do Integralismo Lusitano, foi uma das muitas personalidades da vida política e cultural nacional a sair em defesa das Aparições de Fátima. Em Outubro de 1917, em pleno alvoroço em torno do fenómeno de Fátima, António Sardinha publicou uma interessante reflexão no jornal A Monarquia. Um século depois esse texto ainda se reveste de plena de actualidade, pelo que vale a pena relê-lo, :   
«Não estive em Fátima, mas de longe eu creio na assistência da Virgem à pobre terra de Portugal. Antes que a Igreja o definisse como dogma não fomos nós os primeiros que A adoraram no Mistério da Sua Imaculada Conceição? A minha crença fundamenta-se na voz ponderada da minha consciência. Tão lamentável é a incredibilidade que cega, como a dúvida que escandaliza! O visível não é mais que a expressão bem limitada do invisível. Para além do mundo imediato dos sentidos um mundo há - mais amplo e mais insondável, que a inteligência mal adivinha e de que só a Fé nos entrega o segredo. Como o epitáfio do médico de Pádua, a ciência, de senhora tornada escrava, ensina-nos apenas a não ignorar a nossa ignorância. Por isso, pois que para edificação dos incrédulos e lição dos precavidos a humildade do espírito é o caminho aberto para Deus, repitamos com o velho Renan, ajoelhado nos degraus da Acrópole, que "raison et bons sens ne suffisent pas!".»
Milhares de pessoas acorreram a Fátima para assistir às
Aparições de 13 de Outubro de 1917.