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terça-feira, 8 de agosto de 2017
sábado, 17 de outubro de 2015
Olhos Negros
A editora discográfica Vidisco começou recentemente a publicar no seu canal de Youtube vários vídeos de bandas que fazem parte do seu extenso catálogo. Entre essas bandas encontram-se os incontornáveis Maio Moço, um grupo que muito se enquadra no espírito da Nova Casa Portuguesa.
Não obstante o longo período de inactividade no qual esta banda mergulhou, a dimensão do seu legado mantém-os sempre vivos na memória e no coração de todos os que amam Portugal e os seus mais belos "romances". O esforço empregue por este colectivo na recuperação e revitalização da nossa música, cultura e tradição histórica é bastante notório no seu longo repertório.
O tema que hoje aqui apresentamos - Olhos Negros - constitui uma excelente transposição musical de um dos mais belos poemas de Almeida Garrett.
O tema que hoje aqui apresentamos - Olhos Negros - constitui uma excelente transposição musical de um dos mais belos poemas de Almeida Garrett.
Por teus olhos negros, negros,
Trago eu negro o coração,
De tanto pedir-lhe amores ...
E eles a dizer que não.
E mais não quero outros olhos,
Negros, negros como são;
Que os azuis dão muita esp'rança,
Mas fiar-me eu neles, não.
Só negros, negros os quero;
Que, em lhes chegando a paixão,
Se um dia disserem sim ...
Nunca mais dizem que não.
Vídeo dos Maio Moço para o tema Olhos Negros.
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domingo, 9 de novembro de 2014
Danças portuguesas segundo Mário Costa (2.ª parte)
O artista português Mário Costa distinguiu-se enquanto ilustrador e publicitário a partir das décadas de 1930 e 1940. Os seus trabalhos constituem em muitos casos verdadeiros marcos da propaganda e publicidade feita em Portugal. A ele se devem, por exemplo, os famosos cartazes do Estado Novo relativos às campanhas do trigo e do vinho que, ainda hoje, povoam o nosso imaginário.
O seu estilo desenvolveu-se entre o apelo das vanguardas e o fascínio pela tradição. As doze ilustrações que realizou tendo como tema central as danças folclóricas portuguesas são, provavelmente, um dos conjuntos mais marcados por uma certa tradição pré-modernista. Não obstante, parece-nos notório que o autor não se terá conseguido desenvencilhar-se por inteiro da atracção pelas vanguardas do seu tempo.
Na expectativa de podermos estar a contribuir para a recuperação da obra de Mário Costa, retomamos a sua série de ilustrações relativas às danças tradicionais portuguesas, expondo as gravuras que aqui ainda não haviam sido publicadas.
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| Dança dos Pauliteiros - Trás-os-Montes. |
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| Fandango - Ribatejo. |
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| Moda de Bailar - Baixo Alentejo. |
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| Tirana - Beira Baixa. |
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| Vira - Minho. |
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| Vira da Nazaré - Estremadura. |
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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Danças portuguesas segundo Mário Costa (1.ª parte)
A riqueza, diversidade e heterogeneidade do folclore português sempre fascinaram os etnógrafos portugueses e estrangeiros. Este facto foi particularmente notório a partir de meados do século XIX, em pleno domínio do "modo de vida" romântico, tendo ganho uma certa consistência já no século XX, com as contribuições ao nível dos estudos etnográficos perpetrados por alguns importantes vultos da cultura portuguesa como José Leite Vasconcelos, Orlando Ribeiro, Mendes Corrêa, ou Jaime Cortesão.
As seguintes ilustrações de Mário Costa (1902-1975) fazem parte de um conjunto de doze trabalhos que retratam episódios folclóricos portugueses, realçando as nossas danças face ao movimento, policromia e enraizamento social que as caracteriza. Cada uma delas é bem representativa de uma dada região de Portugal, atestando a orgânica diversidade que constitui o todo da cultura tradicional nacional. Estas são as primeiras seis ilustrações desta série, sendo que as restantes serão também aqui publicadas na Nova Casa Portuguesa.
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| A Farrapeira - Beira Alta. |
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| Bailarico Saloio - Estremadura. |
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| Bailinho - Madeira. |
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| Chula Rabela - Douro. |
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| Corridinho - Algarve. |
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| Dança das Saias - Alto Alentejo. |
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Um olhar sobre o Portugal dos anos 1950
Portugal é apresentado neste filme de divulgação turística da primeira metade dos anos 1950 como um país que sobreviveu intocado aos horrores da II Guerra Mundial. Num breve registo documental são mostradas algumas cidades como Lisboa, Nazaré e Porto, assim como algumas actividades económicas, outrora fortes e importantes para o desenvolvimento do nosso país, lado a lado com alguns aspectos culturais e etnográficos.
Depois de assistirmos a estas belas imagens de um outro Portugal que urge recuperar, ficam retidas na nossa memória as palavras do narrador que, a certo momento, se refere à nossa Pátria, descrevendo-a: «An orderly and exceptionally clean nation!» Vale a pena ver e relembrar, pois recordar também é viver!
Depois de assistirmos a estas belas imagens de um outro Portugal que urge recuperar, ficam retidas na nossa memória as palavras do narrador que, a certo momento, se refere à nossa Pátria, descrevendo-a: «An orderly and exceptionally clean nation!» Vale a pena ver e relembrar, pois recordar também é viver!
Vídeo de propaganda turística de Portugal utilizado promover
o país nos anos 1950.
o país nos anos 1950.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
II Conferência Internacional de Tradição Oral
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Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de Novembro, a cidade de Évora irá receber a II Conferência Internacional de Tradição Oral, dedicada ao tema Oralidade e Património Cultural. Este encontro enquadra-se no âmbito do projecto Oralities e tem como objectivos principais reflectir sobre a produção da oralidade, a sua importância como ferramenta de diálogo intercultural e de construção do património, salvaguardando uma realidade social e cultural que deve ser valorizada através da sua visibilidade pública.
Com um comité científico constituído por José Rodrigues dos Santos, Santiago Prado Conde, Cláudia Sousa Pereira, Luísa Tiago Oliveira e Isabel Cardigos, este evento será dedicado às seguintes temáticas: as minorias e a tradição oral (História, Geografia, Etnografia…); memória em crise, oralidades e memória traumática; o conto tradicional como arte performativa; Músicas e tradições, o papel das oralidades; tradições orais e contextos locais; formas e problemas da transmissão da oralidade.
A II Conferência Internacional de Tradição Oral terá lugar no Fórum Eugénio de Almeida, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. Um evento a não perder!
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domingo, 4 de novembro de 2012
Costumes portugueses segundo João Palhares (2.ª parte)
Conforme foi aqui anteriormente referido, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Optámos hoje por partilhar mais algumas dessas gravuras, importantes pela questão estético-artística, mas também pelo seu valor etnográfico e patrimonial, permitindo-nos viajar até a um Portugal de outros tempos, revisitando algumas profissões e actividades económicas hoje já desaparecidas.
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| Aguadeiro de Faro. |
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| Alentejano. |
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| Ceifeira da província do Minho. |
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| Estudantes da Universidade de Coimbra. |
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| Homem da Beira vendendo lanifícios das fabricas nacionais. |
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| Lavadeira, mulher dos arrabaldes da cidade do Porto. |
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| Lavrador da Ilha de S. Miguel. |
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| Mulher de Portalegre. |
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| Polícia civil de Lisboa. |
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Jogo do Pau na Quinta da Regaleira
«A origem do Jogo do Pau remonta ao manejo de armas medievais, aparecendo já referenciado por D. Duarte I no seu livro Ensinança de Bem Cavalgar a Toda a Sela. Neste, os nomes usados para designar as técnicas de ataque bem como as suas trajectórias, correspondem aos nomes que nos chegaram pela prática do Jogo do Pau até aos nossos dias. Os combates de Jogo do Pau nas feiras e romarias estiveram presentes na tradição popular desde os finais do século XIX, princípios do século XX, sobretudo na região minhota e chegando a envolver aldeias inteiras. Em certos casos o jogo foi um meio justiceiro eficaz par debelar revoluções populares como a “Maria da Fonte” ou para combate de forças inimigas, como nas invasões Napoleónicas, onde um grupo de lutadores de pau enfrentou e causou pesadas baixas ao exército francês, opondo corajosamente às balas e baionetas, o varapau e o peito aberto.»
Excerto do texto de apresentação do Colóquio de Esgrima
Lusitana da Quinta da Regaleira.
Lusitana da Quinta da Regaleira.
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Sendo actualmente mais conhecido por Esgrima Lusitana, o Jogo do Pau é uma arte marcial que, para além da sua característica de defesa pessoal, se apresenta também como uma modalidade de desporto de competição. A sua recuperação é hoje uma mais valia para o património histórico, etnográfico, folclórico e desportivo português. Outrora integrante do quotidiano nacional de Norte a Sul do país, esta modalidade conhece hoje entre nós um forte crescimento, fazendo inclusivamente parte do programas nacionais de Educação Física dos Ensinos Básico e Secundário.
Nos próximos dias 27 e 28 de Outubro irá realizar-se um encontro nacional deste desporto na Quinta da Regaleira, em Sintra, com oficinas práticas e um colóquio teórico, onde esta modalidade será estudada e elevada culturalmente.
Para inscrições ou mais informações contactar a Fundação CulturSintra através do endereço de correio electrónico regaleira@mail.telepac.pt, ou do telefone 219106650.
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Costumes portugueses segundo João Palhares (1.ª parte)
A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de interessantes gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Trata-se de mais um valioso contributo histórico e etnográfico que nos permite ficar a conhecer um pouco mais acerca da constituição da sociedade portuguesa no século XIX, bem como a sua respectiva evolução.
A série de 9 gravuras que aqui apresentamos constitui apenas uma pequena parte desse fundo João Palhares. Optando-se por mostrar primeiro algumas das gravuras originais existentes no espólio da BNP, serão posteriormente publicadas neste espaço outros conjuntos de ilustrações do mesmo autor, conseguidas através da mesma fonte, mas por via de reproduções mais tardias, já do século XX.
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| Adéla em Lisboa. |
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| Galinheira no Porto. |
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| Romeiros do Senhor de Matosinhos. |
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| Mulher e homem ovarenses. |
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| Policia civil e guarda nocturno lisboetas. |
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| Vendedor de cestos e condeças, em Lisboa. |
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| Peditório para a festa do Espírito Santo, em Lisboa. |
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| Almocreve. |
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| Vaqueiro. |
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domingo, 6 de maio de 2012
Acção de formação e capacitação de jovens folcloristas do Alentejo
«A canção portuguesa é realmente a crónica viva e expressiva da vida do povo português, visto que por Canção Popular Portuguea se deve entender, antes de mais nada, e acima de tudo, a nossa canção rústica. com efeito, só as populações dos campos, serras, lugares e aldeias de Portugal são depositárias de um tesouro inexaurível de melodias, que, na sua pureza, na sua frescura, na sua autenticidade ética, na variedade e naturalidade das suas formas, nas suas surpreendentes características estéticas, enfim, têm jus a ser consideradas como espelhando inequivocamente a nossa psique.»
Fernando Lopes-Graça em A Canção Popular Portuguesa.
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| (Clicar na imagem para ampliar.) |
Portugal continua a ser uma arca do tesouro por explorar no que toca à sua riqueza e diversidade etnográfica e folclórica. País de antiquíssimas tradições, reveste-se de uma singular beleza caracterizada pela heterogeneidade cultural que constitui o seu corpo espiritual, uno e indivisível. O seu património imaterial revela a riqueza da sua História, a têmpera e personalidade das suas gentes, a sua identidade, ou personalidade colectiva.
Cientes da importância de salvaguardar esta riqueza, a Federação do Folclore Português organiza, em parceria com a Associação de Folcloristas do Alto Alentejo, uma acção de formação e capacitação de jovens folcloristas alentejanos. Este encontro realiza-se no próximo dia 12 de Maio, em Sousel. Para mais informações, os interessados deverão contactar a organização através do seguinte endereço de correio electrónico: ctr.alentejo@gmail.com.
domingo, 3 de julho de 2011
Festa dos Tabuleiros
«Para presenciarmos uma forte carga espiritual no Culto do Espírito Santo, teremos de ir aos Açores, onde ainda existem lugares em que a festividade é realizada com grande arcaísmo.
A Festa dos Tabuleiros é diferente, tornou-se uma manifestação identitária da cidade de Tomar e uma representação daquilo que foi no passado: uma festividade de grande religiosidade popular e espírito comunitário. Mas esta adaptação à sociedade moderna, numa cidade que, durante o século XX, viu a sua população quintuplicada de 8000 para 50000 habitantes, não aniquilou a mística e o mistério que muitos tomarenses continuam a sentir pela festividade e pelo Espírito Santo. (...)As raparigas que levam os tabuleiros vão vestidas de branco com uma faixa de cor, normalmente vermelha. A faixa, embora já por vezes utilizada no segundo ciclo da festa, tornou-se um elemento característico do terceiro ciclo. Ainda há fotografias antigas que mostram as mulheres vestidas somente de branco a transportar os tabuleiros. Branco, símbolo da pureza necessária para realizar um ritual de agradecimento à divindade e para receber o fogo do Espírito Santo.»
Paulo Alexandre Loução em Dos Templários à Nova Demanda do Graal.
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| Mulheres carregando os famosos tabuleiros junto do Convento de Cristo, em Tomar. |
A Festa dos Tabuleiros reflecte o forte vínculo espiritual existente entre os portugueses e o culto do Divino Espírito Santo. Segundo a tradição, este terá sido introduzido e disseminado em Portugal durante o reinado de D. Dinis e da Rainha Santa Isabel, remontando assim às célebres festas do imperador. Porém, alguns autores apontam uma data bastante anterior para as origens da Festa dos Tabuleiros, defendendo a sua génese e natureza pré-cristã.
Claramente associada à partilha comunitária e ao agradecimento das graças divinas, a sua origem poderá residir num arcaico culto de fertilidade, associado a alguma divindade como a Deméter grega ou a Ceres romana. Na sua leitura cristã, facilmente associamos o espírito de partilha e igualdade, experenciado na preparação e celebração da Festa dos Tabuleiros, aos princípios basilares da Ordem Franciscana.
Claramente associada à partilha comunitária e ao agradecimento das graças divinas, a sua origem poderá residir num arcaico culto de fertilidade, associado a alguma divindade como a Deméter grega ou a Ceres romana. Na sua leitura cristã, facilmente associamos o espírito de partilha e igualdade, experenciado na preparação e celebração da Festa dos Tabuleiros, aos princípios basilares da Ordem Franciscana.
Realizada de quatro em quatro anos, durante o mês de Julho, a Festa dos Tabuleiros, ao contrário do que acontecia anteriormente, começa a ser preparada com bastante antecedência, envolvendo grande parte da comunidade tomarense.
As ruas são ornamentadas e preparadas para receber os festejos, aos quais assistem milhares de devotos, turistas, ou meros curiosos. Os cestos são agora decorados com flores de papel, em substituição das tradicionais flores naturais que não permitiam uma antecipada preparação de todo o cerimonial. As cores vivas das flores captam a atenção de todos os presentes, pela espectacularidade do belíssimo efeito visual que proporcionam. A coroar cada um dos tabuleiros podemos encontrar um dos seguintes elementos alegóricos: a pomba, simbolizando o Espírito Santo, ou a Cruz de Cristo. A presença simbólica do pão, ao qual são atribuídas particularidades milagrosas, e das espigas, contribuem também para vincar o espírito de comunhão que outrora vingava nesta e outras comunidades portugueses.
As ruas são ornamentadas e preparadas para receber os festejos, aos quais assistem milhares de devotos, turistas, ou meros curiosos. Os cestos são agora decorados com flores de papel, em substituição das tradicionais flores naturais que não permitiam uma antecipada preparação de todo o cerimonial. As cores vivas das flores captam a atenção de todos os presentes, pela espectacularidade do belíssimo efeito visual que proporcionam. A coroar cada um dos tabuleiros podemos encontrar um dos seguintes elementos alegóricos: a pomba, simbolizando o Espírito Santo, ou a Cruz de Cristo. A presença simbólica do pão, ao qual são atribuídas particularidades milagrosas, e das espigas, contribuem também para vincar o espírito de comunhão que outrora vingava nesta e outras comunidades portugueses.
Associada a esta tradição, tão fortemente ligada à identidade da cidade de Tomar, podíamos ainda encontrar, no passado, o sacrifício dos bois, cuja carne era distribuída por todos os participantes. No entanto, os bois têm hoje no cortejo um papel mais simbólico.
Sendo uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas do país, a Festa dos Tabuleiros decorre este ano entre 2 e 11 de Julho. Este ano a celebração redobra a sua importância, uma vez que a autarquia de Tomar pretende candidatar esta festa a Património Imaterial da Humanidade
Sendo uma das manifestações culturais e religiosas mais antigas do país, a Festa dos Tabuleiros decorre este ano entre 2 e 11 de Julho. Este ano a celebração redobra a sua importância, uma vez que a autarquia de Tomar pretende candidatar esta festa a Património Imaterial da Humanidade
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sábado, 4 de junho de 2011
Um olhar sobre os trajes da mulher portuguesa (2ª parte)
Conforme o prometido, publicamos a segunda e última parte deste olhar sobre o traje da mulher portuguesa, feito através do trabalho da nossa grande ilustradora Laura Costa. Relembramos que estas ilustrações provêm de uma colecção de postais publicados com o patrocínio da Oliva, antiga marca portuguesa de máquinas de costura, que os distribuiu pelos seus clientes.
Mostramos mais sete postais que procuram retratar a diversidade do traje feminino nos territórios de Portugal e do Império Português, à luz dos padrões interpretativos e etnográficos do gosto estado novista. Uma verdadeira obra de arte que aqui damos a conhecer e convidamos a partilhar.
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| Madeira. |
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| Minho. |
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| Ribatejo. |
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| Douro Litoral. |
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| Estremadura. |
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| Índia. |
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| Macau. |
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
Um olhar sobre os trajes da mulher portuguesa (1ª parte)
Em tempos a Oliva, reconhecida marca portuguesa de máquinas de costura, patrocinou uma série coleccionável de postais referentes aos diferentes trajes existentes em Portugal e no Império Português. Com ilustrações da autoria de Laura Costa, estes cartões seguiram de perto uma padronização estética, etnográfica e folclórica nascida da Campanha de Bom Gosto de António Ferro, durante o período do Estado Novo. Não obstante esta reinvenção da identidade e das tradições, brilhantemente pensada e levada a cabo por António Ferro, não deixa de ser curiosa a forma como esta perspectiva sobre o nosso património cultural e etnográfico foi assimilada como parte integrante do ethos português.
Por razões de espaço optámos por partilhar apenas oito desses postais, publicando-se posteriormente os restantes sete que integram esta interessante colecção que aqui aproveitamos para dar a conhecer.
Por razões de espaço optámos por partilhar apenas oito desses postais, publicando-se posteriormente os restantes sete que integram esta interessante colecção que aqui aproveitamos para dar a conhecer.
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| Algarve. |
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| Alto Alentejo. |
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| Baixo Alentejo. |
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| Beira Alta. |
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| Beira Baixa. |
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| Beira Litoral. |
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| Açores. |
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| África. |
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