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sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bibliotecas portuguesas entre as mais espectaculares do mundo

O artigo foi recentemente divulgado no sítio oficial do jornal The Telegraph, transformando-se de imediato num fenómeno de popularidade nas redes-sociais. Nele consta uma lista elaborada por aquele periódico, contendo fotografias e breves descrições de 16 das mais espectaculares bibliotecas do mundo. Entre elas encontram-se duas bibliotecas portuguesas: a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio Real de Mafra.
O motivo de orgulho, não sendo de minimizar, deverá servir para consciencializar a nossa comunidade para a beleza, excelência e imperiosa importância do nosso património, tantas vezes negligenciado e esquecido por uma questão de mera incultura.
Temos tudo quando temos Portugal!

(Clicar na imagem para aceder ao artigo na página oficial do The Telegraph.)

domingo, 4 de novembro de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (2.ª parte)

Conforme foi aqui anteriormente referido, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Optámos hoje por partilhar mais algumas dessas gravuras, importantes pela questão estético-artística, mas também pelo seu valor etnográfico e patrimonial, permitindo-nos viajar até a um Portugal de outros tempos, revisitando algumas profissões e actividades económicas hoje já desaparecidas.  

Aguadeiro de Faro.

Alentejano.

Ceifeira da província do Minho.

Estudantes da Universidade de Coimbra.

Homem da Beira vendendo lanifícios das fabricas nacionais.

Lavadeira, mulher dos arrabaldes da cidade do Porto.

Lavrador da Ilha de S. Miguel.

Mulher de Portalegre.

Polícia civil de Lisboa.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (1.ª parte)

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de interessantes gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Trata-se de mais um valioso contributo histórico e etnográfico que nos permite ficar a conhecer um pouco mais acerca da constituição da sociedade portuguesa no século XIX, bem como a sua respectiva evolução. 
A série de 9 gravuras que aqui apresentamos constitui apenas uma pequena parte desse fundo João Palhares. Optando-se por mostrar primeiro algumas das gravuras originais existentes no espólio da BNP, serão posteriormente publicadas neste espaço outros conjuntos de ilustrações do mesmo autor, conseguidas através da mesma fonte, mas por via de reproduções mais tardias, já do século XX. 

Adéla em Lisboa.

Galinheira no Porto.

Romeiros do Senhor de Matosinhos.

Mulher e homem ovarenses.

Policia civil e guarda nocturno lisboetas.

Vendedor de cestos e condeças, em Lisboa.

Peditório para a festa do Espírito Santo, em Lisboa.

Almocreve.

Vaqueiro.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Espólio de Raul de Campos na Biblioteca Nacional de Portugal

Foi assinado, no passado dia 1 de Junho de 2011, o Termo de Doação do Espólio do compositor português Raul de Campos à Biblioteca Nacional de Portugal (BNP). Um acto altruísta de verdadeira cidadania que veio, indubitavelmente, valorizar a colecção de Música daquela instituição, permitindo aos investigadores um aprofundamento do estudo desta personalidade e o meio artístico da sua época.
Nascido em Lisboa no ano de 1883, Raul de Campos destacou-se como músico, maestro e professor, tendo terminado os seus estudos no Conservatório Nacional com 16 anos de idade, onde se especializou em violino. As suas qualidades nos domínios musicais levaram-no a 1º violinista do Teatro de São Carlos e a regente da Orquestra Típica Portuguesa. Inspirado pela música popular portuguesa, compôs várias operetas, canções de Coimbra, fados, peças para coro, autos, música para crianças, entre outros.
Para além de colaborar com os jornais O Diabo e Canção do Sul, foi ainda co-fundador e director da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais e do Sindicato Nacional dos Músicos, tendo organizado as tunas e orfeões do Colégio Militar e da Escola Académica.
Na oficialização desta doação estiveram presentes, em representação das partes, Ana Maria de Campos Mourão, na qualidade de doadora, e o Director-Geral da BNP, Jorge Couto, tendo sido preparada uma uma mostra do espólio do compositor que agora se junta à lista de compositores portugueses, como Augusto Machado, Vianna da Motta, Armando José Fernandes, Luiz de Freitas Branco, Joly Braga Santos, Jorge Croner de Vasconcellos e Ruy Coelho, cujos espólios integravam já a colecção de Música da biblioteca. 
Esta exposição foi inaugurada no passado dia 1 de Junho e estará patente até ao próximo dia 30 de Junho, nas instalações da BNP. A entrada é livre.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 23 de outubro de 2010

Biblioteca Particular de Fernando Pessoa colocada online


A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa foi finalmente colocada online de forma parcial, através do site da Casa Fernando Pessoa. Dizemos de forma parcial uma vez que, ao contrário do que nos foi avançado pela comunicação social e órgãos porta-voz da Casa Fernando Pessoa, nem todas as obras se encontram  disponíveis para consulta online, havendo algumas que, mesmo em formato digital, conservam o estatuto de reservadas. Uma vez mais questionamo-nos sobre o porquê desse medo numa partilha que é também um direito de todos.
Polémicas à parte,  as fontes oficiais informaram que os livros constituintes da biblioteca do autor, estão agora ao alcance do mais comum dos cidadãos, apenas à distância de um clique. 
Num total de 1140 livros e manuscritos pertencentes à colecção privada do autor, esta iniciativa, patrocinada pela Fundação Vodafone Portugal, disponibilizou um importante acervo para os investigadores do universo pessoano espalhados mundo fora. Resta-nos agora esperar que semelhantes iniciativas abranjam brevemente outros importantes autores e pensadores portugueses.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jorge Barradas - representações populares

O site da Biblioteca Nacional de Portugal possibilita, ainda que de forma limitativa, a exploração de parte do valiosíssimo acervo daquela instituição, património de todos os portugueses que a ele deveriam poder aceder, pelo menos digitalmente, sem qualquer tipo de restrições ou reservas.
Foi numa das frequentes “pesquisas turísticas”, habitualmente realizadas naquela plataforma digital, que encontramos as seguintes gravuras do artista português Jorge Barradas. Nelas encontramos representadas algumas das mais típicas personagens da cidade de Lisboa, destacando-se o ardina, a leiteira, a vendedora, a varina, a lavadeira, o saloio e o marujo. Não deixa de ser curiosa a simbiose do traço modernista com a temática popular, tão a gosto do Secretariado de Propaganda Nacional de António Ferro. Estas gravuras datam de 1933 e inserem-se no designado "bom gosto" da época, muito apreciado nesta casa.

Ardina.

Leiteira com o casario popular ao fundo.

A varina entre o casario popular.

As lavadeiras.

Uma jovem leiteira com um marujo.

Saloios.

Retrato de uma varina.

Retrato de uma varina.

Vendedeira de fruta.

Vendedeiras saloias.