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quarta-feira, 17 de maio de 2017

A BNP acolhe em Dezembro um Colóquio comemorativo dos 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda

«Da fonte da pintura e primeira causa será o começo de nossa obra; onde podemos dizer ser Deos pintor evidentissimo, e nas suas obras se conteer todo o exemplo e sustancia de tal arte.»
 Francisco de Holanda em Da Pintura Antiga.

Auto-retrato de Francisco de Holanda retirado
da sua obra De Aetatibus Mundi Imagines.

Comemora-se este ano o quinto centenário do nascimento de Francisco de Holanda, um dos grandes nomes da cultura portuguesa e europeia do século XVI. De modo a celebrar esta efeméride o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira organizará, no final deste ano, o Colóquio Obra e Pensamento de Francisco de Holanda. Este encontro terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal, a 7 de Dezembro, sendo que o prazo para a submissão de propostas de comunicação se encontra aberto até o dia 30 de Setembro. 
Para mais informações visite-se a página oficial do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira em http://iflb.webnode.com.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Nova Águia n.º 18

Há poucos dias atrás foi divulgada a capa do 18.º número da revista Nova Águia, correspondente ao 2.º semestre de 2016. 
Este número inclui uma série de textos dedicados a Ariano Suassuana, resultantes das apresentações levadas a cabo num colóquio promovido em sua homenagem pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em Abril de 2015. Para além das habituais rubricas, destacam-se também dois blocos evocativos. Um dedicado a Vergílio Ferreira, assinalando o centenário do seu nascimento; outro consagrado a Delfim Santos, no cinquentenário da sua morte.
A capa desta edição conta, uma vez mais, com a colaboração da artista brasileira Haylane Rodrigues, autora do desenho de Ariano Suassuna que figura na capa do 18.º número desta publicação.
A apresentação da Nova Águia está agendada para o próximo dia 21 de Outubro, às 18:00, na BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), em Lisboa.

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sábado, 12 de dezembro de 2015

Afonso de Albuquerque: 500 Anos de Memória e Materialidade

«Albuquerque foi o primeiro homem do Ocidente a medir-se com os sultões, vizires e rajás da Pérsia e da Índia. Soube arquitectar estratégias militares e diplomáticas adaptadas a um Oriente em mutação.»
Geneviève Bouchon em Afonso de Albuquerque: 
O Leão dos Mares da Ásia

No mesmo ano em que Nicolau Maquiavel iniciou a redacção do seu célebre tratado intitulado O Príncipe, já Afonso de Albuquerque superava na prática os ensinamentos do famoso pensador renascentista. O "César do Oriente", o "Grande", o "Leão dos Mares", o "Marte Português", o "Terrível", foram vários os cognomes com que a História coroou de glória um dos nossos maiores.
Afonso de Albuquerque, o homem que propôs ao Rei de Portugal destruir o islão, apresentando um arrojado projecto que visava fazer explodir a famosa Caaba de Meca, soube como ninguém defender os interesses do Império Português no Oriente, controlando toda a área do Índico e parte do Golfo Pérsico. Um homem de pensamento e de acção que, infelizmente, como tantos outros na nossa História, foi combatido a partir de dentro por meros motivos de ciúme e inveja. Hoje, passados 500 anos desde a sua morte, a sua heróica gesta perdura, de uma forma inabalável, na memória dos homens e na materialidade do seu legado histórico. 
Celebrando esta alta figura da nossa História, o Movimento Internacional Lusófono (MIL), em parceria com a Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) e o Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), organiza durante o presente mês, em Lisboa, o colóquio Afonso de Albuquerque: 500 Anos de Materialidade. Este encontro com uma comissão organizadora formada por Miguel Castelo Branco, Octávio dos Santos e Renato Epifânio, terá lugar na BNP, dia 16 de Dezembro, e na sede da SHIP, no Palácio da Independência, dia 17 de Dezembro. Paralelamente, estará ainda patente ao público no ANTT, entre os dias 15 de Dezembro e 23 de Janeiro, uma mostra documental subordinada à temática deste encontro.
No decorrer do primeiro dia deste colóquio haverá ainda espaço para a apresentação de algumas obras publicadas sob a chancela do MIL, bem como do 16.º número da revista Nova Águia e o 9.º número da revista Finis Mundi. Para consular o programa detalhado, ou obter mais informações, visite-se a página oficial deste colóquio, disponível em http://albuquerque500.blogspot.pt.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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domingo, 26 de outubro de 2014

As Biografias no Pensamento Português dos séculos XIX e XX

«As cousas da Natureza tiveram, para mim, um grande encanto. Vivi-as, como se vive a dor ou o amor. Agora, só me interessam as almas: daquele campónio, a daquele mendigo, ou Napoleão em Santa Helena, Hamlet, diante de uma caveira, parodiando filosoficamente a atitude religiosa de S. Jerónimo; Lucrécio, primeiro poeta da morte, ou Paulo de Tarso, o maior poeta da vida e da loucura, faminto de Deus, emagrecido até ao esqueleto – esse fantasma que se apoderou da Humanidade.»
Teixeira de Pascoaes em S. Paulo

No corrente ano de 2014 celebram-se os primeiros 80 anos desde a publicação de S. Paulo, um livro que marcou toda uma transformação na obra do poeta amarantino Teixeira de Pascoaes. O seu abandono da poesia, trocado-a pelo texto biográfico e ensaístico, marcou a cultura portuguesa do século XX. Se as suas biografias não obtiveram grande acolhimento junto do público português, o mesmo não poderá ser afirmado em relação à sua aclamação além-fronteiras. De resto, foram as edições estrangeiras de obras como S. Paulo ou S. Jerónimo que levaram o autor português a ser proposto por duas vezes a Prémio Nobel da Literatura. 
Assim, partindo desta efeméride, o Instituto de Ciências da Cultura Pe. Manuel Antunes, em parceria com o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), a Câmara Municipal de Amarante e a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), organiza entre 29 e 31 de Outubro o Congresso Internacional As Biografias do Pensamento Português dos Séculos XIX - XX (por ocasião dos 80 anos da publicação de S. Paulo). A abertura deste encontro terá lugar na Academia das Ciências de Lisboa, sendo que os trabalhos decorrerão na BNP.
Este congresso marca ainda o início das celebrações do triénio pascoalino. Em 2014, celebrando os 80 anos de S. Paulo; em 2015 os 100 anos da obra Arte de Ser Português; e em 2017, aproveitando-se os 140 anos do seu nascimento e os 65 anos da sua exaltação, o pensamento e a missão de Teixeira Pascoaes.    
Para mais informações, ou consultar o programa deste congresso, visite-se a página oficial deste encontro em http://congressobiografias-trieniopascoalino.blogspot.pt. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ruy Coelho: Mostra sobre o espólio de um compositor

«La musique a besoin d'une dictature.»

A mostra Ruy Coelho: o espólio de um compositor encontra-se patente
ao público na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) entre 4 de Julho e
4 de Outubro de 2014.

Conforme o apanágio das sociedades contemporâneas, os génios criadores e outras personagens intemporais das nossas comunidades são muitas vezes incompreendidas e proscritas da História. Ora por se encontrarem além do seu tempo, ora devido às mais abjectas variantes da mesquinhez humana. Em vésperas do centenário da revista Orpheu, importa rever algumas dessas injustiças de que foram alvo os mestres da nossa vanguarda.
Patente ao público na BNP, entre os dias 4 de Julho e 4 de Outubro, a mostra Ruy Coelho (1889-1986): o espólio de um compositor visa recuperar esta singular figura do panorama musical português do século XX. Tão incómodo como genial, Ruy Coelho foi sendo definido historicamente pelos seus antagonistas, quase sempre com recurso à mentira, ocultação, deturpação e desinformação. Esta mostra procura proporcionar, através do espólio do compositor, doado à BNP em meados de 2011, um novo olhar, mais autêntico, sobre a sua vida e obra.
Edward Luiz Ayres d’Abreu, o pianista e investigador responsável por esta mostra, afirmou: «Quanto mais descubro Ruy Coelho, mais vejo como é odiável o que lhe fizeram e o que lhe fazem. Odiável é pouco. O abismo entre a qualidade da sua obra e o quanto é conhecida é o abismo mais infame, grotesco, boçal, pérfido que jamais vi.» De facto, o epíteto de “compositor do regime”, associando-o ao espectro político do Estado Novo e à nossa direita radical, bem como a inveja e a incapacidade do statu quo em lidar com o pioneirismo precursor de grande parte da sua obra, acabaram por condicionar a sua exposição e afirmação nos anais oficiais da História da Música Portuguesa.
Nesta mostra dedicada ao compositor, a segunda promovida pela BNP desde 2011, podemos encontrar vários elementos integrantes do seu espólio, entre manuscritos autografados e cópias, materiais de orquestra, impressos da sua obra musical, bem como programas de sala, recortes de imprensa, fotografias, correspondência, cartazes, entre outros documentos e objectos pessoais. Uma visita a esta pequena exposição permite-nos traçar um rápido itinerário pelas suas ligações aos meios culturais e artísticos de Portugal e do estrangeiro. Da sua passagem pelo Conservatório Nacional, onde foi aluno de António Taborda, Marcos Garin, Tomás Borba e Júlio Neuparth, passado pela sua estadia em Berlim e Paris, onde estudou com Engelbert Humperdinck, Max Bruch, Arnold Schoenberg e conviveu com Paul Vidal. De volta a Portugal sublinham-se os contactos com Teófilo Braga, Alexandre Reys Colaço, a sua cumplicidade com a geração de Orpheu, em particular com Almada Negreiros, José Pacheko e António Ferro, assim como a sua aproximação ao ideário da Renascença Portuguesa ou a personalidades como António Corrêa d’Oliveira, Afonso Lopes Vieira, Eugénio de Castro, Júlio Dantas, entre outros.
O compositor Ruy Coelho representa um dos casos mais assombrosos entre a união da tradição e a precocidade da modernidade no âmbito da música erudita do século XX. Um génio português de expressão mundial à espera de ser redescoberto na BNP.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

60 anos da História de Portugal em Cromos

«O seu ilustrador é Carlos Alberto Santos, hoje um reputado pintor especializado em temas históricos, estando representado em colecções privadas e museus em Portugal e no estrangeiro. Nascido em 1933, começou o seu percurso artístico muito jovem como desenhador. Em 1953, após três anos de trabalho, completou a História de Portugal para a Agência Portuguesa de Revistas. A publicação constituiu o maior êxito da conhecida editora no campo do cromo e tem hoje um estatuto mítico nas memórias dos que a coleccionaram durante os 20 anos em que foi vendida.»
Excerto do texto de apresentação da mostra dedicada aos
60 anos da História de Portugal em cromos.


Estará patente ao público entre os próximos dias 3 e 31 de Outubro, na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, uma mostra comemorativa dos 60 anos da primeira edição da História de Portugal em Cromos. Uma colecção de 203 cromos com desenhos do Mestre Carlos Alberto Santos, responsável por dar a conhecer a nossa História a muitas gerações de portugueses ao longo de sucessivas edições, todas de grande sucesso.
A organização desta exibição ficou a cargo de Leonardo de Sá, especialista em banda desenhada e ilustração, e João Manuel Mimoso, coleccionador de cadernetas de cromos. A mostra será acompanhada por um catálogo publicado em formato digital e incluirá um encontro com os seus organizadores e o próprio Carlos Alberto Santos, a decorrer no dia 18 de Outubro.
Trata-se de uma oportunidade única para conhecer um dos grandes Mestres da nossa pintura, desenho e ilustração. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

Capa da 1.ª edição da caderneta História de Portugal,
impressa pela Fotogravura Nacional, em Outubro de 1953

domingo, 4 de novembro de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (2.ª parte)

Conforme foi aqui anteriormente referido, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Optámos hoje por partilhar mais algumas dessas gravuras, importantes pela questão estético-artística, mas também pelo seu valor etnográfico e patrimonial, permitindo-nos viajar até a um Portugal de outros tempos, revisitando algumas profissões e actividades económicas hoje já desaparecidas.  

Aguadeiro de Faro.

Alentejano.

Ceifeira da província do Minho.

Estudantes da Universidade de Coimbra.

Homem da Beira vendendo lanifícios das fabricas nacionais.

Lavadeira, mulher dos arrabaldes da cidade do Porto.

Lavrador da Ilha de S. Miguel.

Mulher de Portalegre.

Polícia civil de Lisboa.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (1.ª parte)

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de interessantes gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Trata-se de mais um valioso contributo histórico e etnográfico que nos permite ficar a conhecer um pouco mais acerca da constituição da sociedade portuguesa no século XIX, bem como a sua respectiva evolução. 
A série de 9 gravuras que aqui apresentamos constitui apenas uma pequena parte desse fundo João Palhares. Optando-se por mostrar primeiro algumas das gravuras originais existentes no espólio da BNP, serão posteriormente publicadas neste espaço outros conjuntos de ilustrações do mesmo autor, conseguidas através da mesma fonte, mas por via de reproduções mais tardias, já do século XX. 

Adéla em Lisboa.

Galinheira no Porto.

Romeiros do Senhor de Matosinhos.

Mulher e homem ovarenses.

Policia civil e guarda nocturno lisboetas.

Vendedor de cestos e condeças, em Lisboa.

Peditório para a festa do Espírito Santo, em Lisboa.

Almocreve.

Vaqueiro.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Glosas nº4

A revista Glosas é uma publicação semestral da responsabilidade do mpmp (Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa), uma associação sem fins lucrativos que visa a dinamização e revitalização do património musical nacional. O número 4 desta revista especializada em música erudita de origem portuguesa foi dado a conhecer no passado dia 5 de Novembro, na Biblioteca Nacional de Portugal, numa apresentação-concerto que contou com a presença do Quarteto Lopes-Graça e do homenageado desta edição, António Victorino d'Almeida. Apesar do seu público-alvo se constituir essencialmente por músicos, compositores e musicólogos, esta publicação interessará certamente a todos os apaixonados pela música e cultura portuguesa. Assumindo-se como um espaço de divulgação cultural e musical caracterizado pelo rigor e qualidade, a Glosas poderá ser facilmente adquirida através da página oficial do mpmp, por apenas 4€ por exemplar. 

Capa do 4º número da revista Glosas.

Alguns conteúdos da Glosas nº4

Debaixo de olho: o que está a acontecer na música portuguesa / agenda de concertos
- Manuela Paraíso

Entrevista e homenagem a António Victorino d'Almeida (com a participação de Eurico Carrapatoso, Sérgio Azevedo, Carla Seixas, Mário Zambujal, José Fortes, Fernando Rocha, Mariana Calado, Nuno Brito e Júlio Pomar)

Entrevista a Jorge Salgueiro
- Mónica Brito

Efemérides: Dom Diniz e David Perez
- Manuel Pedro Ferreira e João Paulo Janeiro

Joly Braga Santos e Jorge Peixinho: uma amizade invulgar?
- Piedade Braga Santos

Canto de Amor e de Morte de Lopes-Graça
- José Eduardo Martins

Salões Musicais em Lisboa nos sécs. XIX-XX 
- Idalete Giga

A música para piano de Manuel Faria
- André Vaz Pereira

Música nos Açores
- Antero Ávila, Duarte Gonçalves-Rosa e Luís Henriques

Cosmopolitismo na Cidade da Horta; Compositores a Descobrir: Tomás Borba

Glosando: uma peça inédita

Entre outros...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

D. Dinis, o rei trovador revisitado na Biblioteca Nacional

«D. Dinis é um dos autores representado nos Cancioneiros com maior número de composições: são da sua autoria 137 textos, nos vários géneros. Nasceu em Lisboa em 1261, tendo falecido em Santarém, em 1325. É filho de D. Afonso III de Portugal e de D. Beatriz de Castela, sendo neto, por via materna de Afonso X, de quem terá herdado o génio poético. O pai Afonso III, por outro lado, traz consigo a influência da corte borgonhesa, e o gosto pela literatura cavaleiresca, o que terá criado um ambiente favorável a que, na corte  de D. Dinis, que terá tido perceptores de origem provençal como Domingos Jardo, a cultura tivesse encontrado um momento de grande florescimento. A ele se deve a fundação dos Estudos Gerais de Lisboa, embrião da Universidade portuguesa. Também pelo casamento com Isabel de Aragão, a literatura em langue d'oc viu a sua presença reforçada na corte dionisina. Há, na linguagem de D. Dinis, um retomar de muitas fórmulas e lugares comuns da poesia medieval. Tal facto não deve surpreender, já que o conceito de originalidade é algo que não faz parte desta literatura. Não quer isto dizer que não possamos reconhecer elementos próprios e originais, nomeadamente a afirmação da sua arte poética, assim como o reflexo da sua condição real no modo como desenvolve alguns aspectos das Cantigas de Amigo.»
Nuno Júdice em D. Dinis - Cancioneiro.

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Prosseguem, um pouco por todo o país, as celebrações dos 750 anos do nascimento de D. Dinis, multiplicando-se os eventos de homenagem ao nosso sábio rei lavrador. 
Assim, no próximo dia 28 de Outubro, pelas 18:00, no auditório da Biblioteca Nacional de Portugal, poder-se-á assistir a duas conferências de Ângela Correia e Manuel Pedro Ferreira, subordinadas ao tema Dom Dinis, Trovador, seguindo-se a apresentação do Projecto Littera, a cargo da investigadora Graça Videira Lopes. Este evento terminará com um concerto do grupo Vozes Alfonsinas que tratará de executar algumas das cantigas medievais de Dom Dinis e seus contemporâneos. A entrada é livre.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ponto de partida, lugar de encontro! Uma exposição sobre Orlando Ribeiro!

«Em um século, portugueses e espanhóis fecharam um circuito marítimo que passou a fazer-se com a regularidade de um fenómeno natural; as suas datas extremes são a conquista de Ceuta (1415), primeira cidade africana ocupada por um povo europeu, e a primeira viagem de circum-navegação começada por Magalhães e terminada por El Cano, numa estreita colaboração dos dois estados peninsulares (1517). (...) Em um século apenas mudou o futuro do mundo e, pela primeira vez, a história tomou dimensão universal. A Europa entra em contacto directo com todas as grandes sociedades ou civilizações históricas ainda vivas, na África, no Índico, no Pacífico, na América.»
Orlando Ribeiro em  Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico.
  
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O impressionante percurso e contributo de Orlando Ribeiro para o desenvolvimento científico e humano foi já aqui abordado neste espaço, tendo-se enfatizado sobretudo o seu trabalho de fotografo, paralelo à sua actividade sobranceira de geógrafo e investigador. Uma vida dedicada ao progresso da ciência, às humanidades e à arte da fotografia fizeram de Orlando Ribeiro um importante vulto da cultura portuguesa do século XX.
Nesse sentido, de forma a celebrar os 100 anos do nascimento de Orlando Ribeiro, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), conjuntamente com o Centro de Estudos Geográficos (IGOT, Universidade de Lisboa), organiza uma exposição intitulada Orlando Ribeiro (1911-1997): Ponto de partida, lugar de encontro. Esta ficará patente na BNP até 18 de Fevereiro de 2012. A sua inauguração ocorrerá no próximo dia 26 de Outubro, sendo precedida de um pequeno colóquio sobre Orlando Ribeiro que contará com o seguinte programa: 

17h00 - Testemunhos sobre Orlando Ribeiro; 
18h00 - Entrega do Prémio Nacional de Geografia Orlando Ribeiro, atribuído pela Associação Portuguesa de Geógrafos;
18h30 - Inauguração da Exposição.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Espólio de Delfim Santos doado à BNP

«Ao longo da sua carreira Delfim Santos participou e proferiu conferências em diversos congressos nacionais e estrangeiros e colaborou em numerosas publicações periódicas, entre as quais a revista A Águia, de que chegou a ser director, Revista de Portugal, Presença, Revista do Porto, Inquérito, Diário Popular, Revista da Faculdade de Letras, Litoral, O Mundo Literário, Escola Portuguesa, Revista Brasileira de Filosofia, Arquivos da Universidade de Lisboa ou Diário do Norte. Algumas dessas colaborações foram editadas em separatas. Publicou ainda, por exemplo, Linha Geral da Nova Universidade de Coimbra (1934), Situação Valorativa do Positivismo (1938), Da Filosofia (1939), Conhecimento e Realidade (1940), Notes pour une Étude sur Descartes (1944), Fundamentação Existencial da Pedagogia (1946), Meditação sobre a Cultura (1946), A Criança e a Escola (1959), tendo prefaciado e preparado introduções e versões de obras de autores como Friedrich Nietzsche, Régis Jolivet, Hermann Hesse e Karl Jaspers.»
Excerto do comunicado da doação publicado pela Biblioteca Nacional de Portugal.

Delfim Santos em meados de 1953.

É com bastante regozijo que anunciamos, novamente neste espaço e em tão curto espaço tempo, mais uma importante doação feita à Biblioteca Nacional de Portugal (BNP). Desta feita trata-se da doação do espólio do filósofo Delfim Santos, iminente pensador e pedagogo, figura incontornável da cultura portuguesa do séc. XX.
Nascido na cidade do Porto em 1907, onde viria a frequentar a Faculdade de Letras, sendo aluno de mestres como Leonardo Coimbra, Aarão de Lacerda, Teixeira Rego, Newton de Macedo ou Luís Cardim, Delfim Santos acabaria por concluir a sua licenciatura em 1931, tendo partilhado o seu percurso com outros importantes nomes associados à cultura portuguesa, nomeadamente, Agostinho da Silva, Álvaro Ribeiro, Adolfo Casais Monteiro, Sant'Anna Dionísio e José Marinho.
De formação e educação cristã, frequentou, ainda durante os anos do liceu, as actividades culturais e desportivas da Associação Cristã da Mocidade. O seu interesse e dedicação à Educação levaram-no a concluir algumas cadeiras pedagógicas na Universidade de Coimbra, antes de se mudar para a cidade de Lisboa.
Em Outubro de 1935 partiu para Viena de Áustria, onde permaneceu durante dois anos como bolseiro do Instituto para a Alta Cultura, tendo igualmente conhecido a realidade académica de outras importantes cidades europeias como Berlim, Londres e Cambridge. Familiarizando com a Filosofia das Ciências e a Metafísica do Conhecimento, Delfim Santos cedo se começou a destacar nos domínios da Filosofia, tendo acabado por tornar-se Professor Catedrático em Lisboa, no ano de 1950, após uma curta passagem pelos EUA.
O seu espólio de inestimável valor, até agora à guarda da sua família, foi gentilmente doado por esta à BNP, integrando o seu Arquivo de Cultura Portuguesa Contemporânea, o que permitirá aos investigadores estudarem sobre fontes primárias o percurso e pensamento de Delfim Santos.
Este trata-se de mais um gesto patriótico de desinteressada filantropia que certamente potencializará a salvaguarda, estudo e promoção da Cultura Portuguesa.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Espólio de Raul de Campos na Biblioteca Nacional de Portugal

Foi assinado, no passado dia 1 de Junho de 2011, o Termo de Doação do Espólio do compositor português Raul de Campos à Biblioteca Nacional de Portugal (BNP). Um acto altruísta de verdadeira cidadania que veio, indubitavelmente, valorizar a colecção de Música daquela instituição, permitindo aos investigadores um aprofundamento do estudo desta personalidade e o meio artístico da sua época.
Nascido em Lisboa no ano de 1883, Raul de Campos destacou-se como músico, maestro e professor, tendo terminado os seus estudos no Conservatório Nacional com 16 anos de idade, onde se especializou em violino. As suas qualidades nos domínios musicais levaram-no a 1º violinista do Teatro de São Carlos e a regente da Orquestra Típica Portuguesa. Inspirado pela música popular portuguesa, compôs várias operetas, canções de Coimbra, fados, peças para coro, autos, música para crianças, entre outros.
Para além de colaborar com os jornais O Diabo e Canção do Sul, foi ainda co-fundador e director da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais e do Sindicato Nacional dos Músicos, tendo organizado as tunas e orfeões do Colégio Militar e da Escola Académica.
Na oficialização desta doação estiveram presentes, em representação das partes, Ana Maria de Campos Mourão, na qualidade de doadora, e o Director-Geral da BNP, Jorge Couto, tendo sido preparada uma uma mostra do espólio do compositor que agora se junta à lista de compositores portugueses, como Augusto Machado, Vianna da Motta, Armando José Fernandes, Luiz de Freitas Branco, Joly Braga Santos, Jorge Croner de Vasconcellos e Ruy Coelho, cujos espólios integravam já a colecção de Música da biblioteca. 
Esta exposição foi inaugurada no passado dia 1 de Junho e estará patente até ao próximo dia 30 de Junho, nas instalações da BNP. A entrada é livre.

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jorge Barradas - representações populares

O site da Biblioteca Nacional de Portugal possibilita, ainda que de forma limitativa, a exploração de parte do valiosíssimo acervo daquela instituição, património de todos os portugueses que a ele deveriam poder aceder, pelo menos digitalmente, sem qualquer tipo de restrições ou reservas.
Foi numa das frequentes “pesquisas turísticas”, habitualmente realizadas naquela plataforma digital, que encontramos as seguintes gravuras do artista português Jorge Barradas. Nelas encontramos representadas algumas das mais típicas personagens da cidade de Lisboa, destacando-se o ardina, a leiteira, a vendedora, a varina, a lavadeira, o saloio e o marujo. Não deixa de ser curiosa a simbiose do traço modernista com a temática popular, tão a gosto do Secretariado de Propaganda Nacional de António Ferro. Estas gravuras datam de 1933 e inserem-se no designado "bom gosto" da época, muito apreciado nesta casa.

Ardina.

Leiteira com o casario popular ao fundo.

A varina entre o casario popular.

As lavadeiras.

Uma jovem leiteira com um marujo.

Saloios.

Retrato de uma varina.

Retrato de uma varina.

Vendedeira de fruta.

Vendedeiras saloias.