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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade

«Como luar de um sol brilhante, a saudade recebe a magia do amor unitivo e transmite-a a seus componentes, que não são passivos, mas rebeldes, porque, desejo e lembrança, de per si, têm sentidos opostos e são origem de divergentes sistemas interpretativos da vida e do conhecimento.»

Afonso Botelho em Saudade, regresso à origem

Durante a próxima semana, entre 16 e 18 de Dezembro, realiza-se o VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade. À semelhança de outros anos, este encontro nasce do trabalho e esforço do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, Universidade do Porto, Universidade de Santiago de Compostela, Centro Português de Vigo, MIL - Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia.
Em virtude das condicionantes a que estamos sujeitos este ano, a edição de 2020 deste encontro de cultura e pensamento será realizada através da plataforma Zoom. Para consultarem o programa e obterem mais informações basta visitar a página do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.
Recordamos que este Colóquio da Saudade homenageará o pensador galego Carlos Baliñas Fernández e evocará o centenário da revista "Nós", fundada por Vicente Risco, autor da "Teoria do Nacionalismo Galego". Não percam.

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Programa do Colóquio

16 de Dezembro

16h30 | Sessão de Abertura  
- António Braz Teixeira (Instituto de Filosofia Luso-Brasileira) 
- Marcelino Agís Villaverde (Universidade de Santiago de Compostela) 
- Maria Celeste Natário (Universidade do Porto) 
- Jorge Teixeira da Cunha (Universidade Católica Portuguesa) 
- Bernardino Crego Cervantes (Centro Português de Vigo) 
- Renato Epifânio (MIL - Movimento Internacional Lusófono & Revista Nova Águia) 

17h15 | Conferência de Abertura  
- António Braz Teixeira | Introdução ao pensamento filosófico de Vicente Risco 

18h00 | Painel I 
- Rocío Carolo | Tres xeracións vencelladas pola saudade 
- Paulo Samuel | “Renascença Portuguesa” e a revista 'Nós'
- Luis Martinez-Risco | Vicente Risco e a xeração 'Nós' 
- Uxío Breogán Diéguez Cequiel | O imaginário colectivo galego e a revista 'Nós': o celtismo e a saudade  
- Renato Epifânio | Nos 100 anos da Teoria do Nacionalismo Galego de Vicente Risco 


17 de Dezembro

14h30 | Painel II 
- António Braz Teixeira | A reflexão sobre a saudade na revista 'Nós' 
- Luís Lóia | 'Nós' e o habitar: Do Marão à Finisterra
- Duarte Braga | A Saudade em Goa 
- José Almeida | O Mistério da Saudade 
- Samuel Dimas | A Metafísica panteísta da Saudade em Daniel Cortezón 

16h15 | Painel III 
- Paula Oleiro | A temática da saudade na lírica portuguesa 
- Joaquim Pinto | A saudade como sentimento de (In)vastidão – uma leitura a partir de Mariana Alcoforado 
- Isabel Ponce de Leão | Ai que saudades de tudo!... (a propósito de Camilo Pessanha) 
- Rui Lopo | “A religião da saudade”: Wenceslau de Morais 
- Manuel Curado | A Saudade da Ventura em João da Rocha (1868-1921)  

18h00 | Painel IV 
- Alexandre Teixeira Mendes | Leonardo Coimbra: da colaboração na 'Nós' à Galiza reencontrada 
- Alipio Santiago | A saudade de Bernardo Soares (F. Pessoa) xulgada dende o criterio ético do xuíz Wilhelm (S. Kierkegaard) 
- Luísa Borges | Do referencial da Saudade no Saudosismo de Mário Beirão 
- Artur Manso | Miguel Torga e a dorida saudade de um Portugal futurante 
- César Tomé | Divagações em torno do ser poético-filosófico saudoso a propósito dos ritmos bergsonianos de António Telmo


18 de Dezembro

14h30 | Painel V 
- Luís G. Soto | A saudade e as sombras 
- José Catanga | A saudade e o rural 
- Miguel Ángel Martínez Quintanar | Saudade e aprendizaxe  
- Maria Celeste Natário | Tantas saudades… 
- Maruxa Baliñas | El Seminario de Estudos Galegos y la conmemoración del Centenario de la muerte de Beethoven 

16h15 | Conferência de Encerramento 
- Marcelino Agís Villaverde | Carlos Baliñas Fernández : a busca dun novo paradigma hermenêutico 

17h00 | Sessão de Encerramento

terça-feira, 24 de novembro de 2020

IV Encontro Nacional de Literaturismo

No próximo dia 27 de Novembro, a partir das 9:30, decorre no Forte de S. João da Baptista da Foz do Douro, no Porto, o IV Encontro Nacional de Literaturismo. Trata-se de mais uma iniciativa idealizada pelo poeta e ensaísta José Valle de Figueiredo que, desde há várias décadas, se tem interessado e debruçado sobre as chamadas geografias literárias, explorando a partir desse conceito uma série de importantes valências do ponto de vista cultural, social, identitário e comunitário. 
Tal como nas edições anteriores, a participação neste encontro promovido pela União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde será livre e aberta a toda a comunidade. Para acompanhar as sessões de trabalho que contarão com as intervenções de nomes como José Augusto Maia Marques, Isabel Ponce de Leão, Sílvia Quinteiro, Francisco Mesquita Guimarães, Helder Pacheco, ou o próprio José Valle de Figueiredo, bastará enviar uma mensagem de correio electrónico para o secretariado do evento, através do endereço geral@uf-aldoarfoznevogilde.pt, pedindo a ligação para a plataforma Zoom. Não percam! 

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quarta-feira, 17 de maio de 2017

A BNP acolhe em Dezembro um Colóquio comemorativo dos 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda

«Da fonte da pintura e primeira causa será o começo de nossa obra; onde podemos dizer ser Deos pintor evidentissimo, e nas suas obras se conteer todo o exemplo e sustancia de tal arte.»
 Francisco de Holanda em Da Pintura Antiga.

Auto-retrato de Francisco de Holanda retirado
da sua obra De Aetatibus Mundi Imagines.

Comemora-se este ano o quinto centenário do nascimento de Francisco de Holanda, um dos grandes nomes da cultura portuguesa e europeia do século XVI. De modo a celebrar esta efeméride o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira organizará, no final deste ano, o Colóquio Obra e Pensamento de Francisco de Holanda. Este encontro terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal, a 7 de Dezembro, sendo que o prazo para a submissão de propostas de comunicação se encontra aberto até o dia 30 de Setembro. 
Para mais informações visite-se a página oficial do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira em http://iflb.webnode.com.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

I Jornadas de Cultura Portuguesa

Criada em 2006, por iniciativa de Arnaldo de Pinho e Sophia de Mello Breyner Andresen, a Cátedra Poesia e Transcendência tem organizado inúmeros encontros, colóquios e conferências, dinamizando o meio académico e cultural português. Afecta ao Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a Cátedra de Sophia - como também é conhecida -, possui um carácter multidisciplinar, procurando estudar as relações entre a Poesia e o fenómeno da Transcendência, tanto em autores nacionais como estrangeiros.
No próximo Sábado, pelas 10:30, no campus da Foz da Universidade Católica Portuguesa, a Cátedra de Sophia organizará as suas I Jornadas de Cultura Portuguesa. Um evento que se espera poder vir a tomar uma periodicidade anual. Esta primeira edição, dedicada à memória de António Pedro, escritor, encenador e artista plástico falecido em 1966, contará com as participações de Henrique Manuel Pereira, José Rui Teixeira, José Pedro Angélico, Pedro Pereira, Teresa André, Fernando de Castro Branco, Jorge Teixeira da Cunha, entre outros. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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terça-feira, 5 de abril de 2016

A Obra e o Pensamento de Amorim de Carvalho

«Portugal é uma pátria que a vontade dos portugueses dignos deste nome (verdadeiras elites) construiu e sustentou, e que a vontade de uma outra raça moral de portugueses (falsas elites) demoliu.»
Amorim de Carvalho em O Fim Histórico de Portugal

Passaram quatro décadas desde a morte de Amorim de Carvalho. Personalidade de invulgar inteligência e erudição, marcou de forma indelével a cultura portuguesa, deixando um importante legado cujo eco e influência ultrapassou as nossas fronteiras, chegando a França e Brasil. Nos próximos dias 6 e 7 de Abril terá lugar, no Porto e em Lisboa, um colóquio que visa evocar e discutir a obra e o pensamento deste intelectual.
Destacando-se como poeta, filósofo e esteta, Amorim de Carvalho nasceu na cidade do Porto em 1904. Bisneto por via materna do poeta romântico António Pinheiro Caldas, foi educado no seio de uma família católica, apesar de ainda bastante jovem se ter afastado da fé religiosa. Na sua formação foram importantes as figuras de Teixeira Rego e Basílio Teles. O primeiro, Professor na primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto, colaborador da revista Águia, era um homem de grande sabedoria, interessado em filologia, línguas, filosofia, antropologia e outras áreas do conhecimento, igualmente, caras a Amorim de Carvalho. O segundo, amigo de família, foi uma das personalidades de maior destaque intelectual junto da elite republicana, destacado helenista, bem como um português e europeu consciente da sua condição.
Não obstante a presença e proximidade de tão cativantes vultos, Amorim de Carvalho trilhou um caminho próprio, afastando-se em alguns aspectos das linhas filosóficas seguidas por estes dois pensadores de quem absorveu, essencialmente, os exemplos ético e humano. A sua forte personalidade, aliada a um espírito combativo e intransigente, fizeram-no ganhar o respeito intelectual e algumas amizades até junto daqueles que se antagonizavam com o seu pensamento. Lembramos, por exemplo, o caso de Álvaro Ribeiro, de quem foi bastante amigo, apesar das diferenças e divergências de pensamento existentes entre ambos os filósofos.
O seu legado foi construído entre Portugal e França, país onde voluntariamente se exilou, em 1965, em resultado do isolamento intelectual sentido na sua Pátria. Fixando residência em Paris, apresentou aí, em 1970, a sua tese de doutoramento intitulada De la connaissance en général à la connaissance esthétique. L’esthétique de la nature. Para além da obra poética e literária de Amorim de Carvalho, destacam-se estudos e ensaios como Deus e o Homem na Poesia e na Filosofia, O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno, Fidelino: Um Filósofo da Transitoriedade, Guerra Junqueiro e a sua obra poética, ou o seu importante Tratado de Versificação Portuguesa” - obra que o poeta Rodrigo Emílio considerava indispensável.
O seu último livro, publicado postumamente, intitulou-se O Fim Histórico de Portugal, tratando-se de uma obra, marcadamente, política. Amorim de Carvalho, não tendo sido um partidário do Estado Novo, jamais sentiu qualquer sedução por ideários políticos anti-patrióticos. Deste modo, insurgiu-se de imediato contra o golpe de Estado de Abril de 1974, considerando o abandono das Províncias Ultramarinas um atentado à soberania da Pátria e uma traição contra o seu Povo.
Amanhã, às 14:30, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, inicia-se um colóquio de homenagem a este pensador, que termina no dia seguinte, no Palácio da Independência, em Lisboa. Entre os oradores convidados encontra-se Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, bem como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Samuel, José Almeida, Artur Manso, Renato Epifânio, Samuel Dimas, Manuel Cândido Pimentel, Filipe Delfim Santos, entre outros.
Organizado pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e a Casa Amorim de Carvalho, este encontro é de entrada livre e aberto a toda a comunidade.

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domingo, 3 de novembro de 2013

A Guerra em Portugal na Idade Média

A Idade Média foi, para muitos historiadores, uma época de glória e acção genésica para a nossa História. Um período de invulgar fulgor no qual se assistiu à construção de um reino que, em pouco tempo, acabaria por transformar-se no primeiro Império à escala mundial. O imaginário que ainda hoje anima a memória dessa época é por demais vasto e rico. Contudo, entre a cor, a música, a arquitectura, os costumes, vida ou modos de pensar, a guerra e a fantasia belicista destacam-se naquele período enquanto principais factores de sedução face a investigadores e público em geral.  
Durante o dia de amanhã e a manhã de Terça-Feira, dias 4 e 5 de Novembro, terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), na sala do Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória (CITCEM), um seminário organizado pelo Grupo Informal de História Medieval (GIHM), subordinado ao tema: A Guerra em Portugal na Idade Média. Os três painéis constituintes deste encontro serão formados por Mário Barroca, Miguel Gomes Martins e Luís Miguel Duarte.
Este seminário é de entrada livre, estando aberto a toda a comunidade. 

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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

2.º Seminário sobre "Redenção e Escatologia no Pensamento Português"

O Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia (IF) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e o Centro de Estudos de Filosofia (CEFi) da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa organizam amanhã, dia 24 de Outubro, pelas 14h00, no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o 2.º Seminário sobre Redenção e Escatologia no Pensamento Português.
Este encontro integra-se num projecto que tem como objectivo a investigação dos temas da "redenção" e da "escatologia" na Cultura Portuguesa, ao nível da reflexão filosófico-religiosa e da representação artístico-literária, desde o período que antecedeu a formação da nacionalidade até à contemporaneidade. Os objectivos passam ainda por identificar e apresentar sinopticamente alguns dos temas e autores mais significativos do pensamento, da espiritualidade e do imaginário português no âmbito dos temas escatológicos do juízo final, da salvação, da redenção, do inferno e do paraíso.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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:: Programa ::

14h00 - Sessão de abertura

14h20 - I Painel: Filosofia e Espiritualidade
Moderador: Samuel Dimas

- Justino Maciel - Representações do 'Paradeisos' na Antiguidade: "quod significat" e "quod significatur"
- Paula Oliveira e Silva - «Finis Saecula" - As doutrinas de Orósio e Apríngio sobre o fim do mundo em confronto
- Manuel Lázaro Pulido - Redenção e Escatologia na Apocalipsis Nova do Beato Amadeu da Silva
- Gonçalo de Figueiredo - Horas derradeiras do Relógio da Fé de André do Prado

15h40 - Debate

15h50 - Pausa para café

16h00 - II Painel: Literatura hagiográfica
Moderador: José Carlos Ribeiro Miranda

- Ana Maria Machado - Diálogos entre a terra e o céu na hagiografia crúzia e alcobacence 
- Mariana Soares da Cunha Leite - Os fins e os princípios dos tempos: processos de escatologia e redenção política na General Estória de Afonso X
- Maria do Rosário Ferreira - Hagiografia política: obra de D. Pedro Afonso, conde de Barcelos 
- Ana Sofia Laranjinha - Viagens ao Outro Mundo e Visões do Além: origens, estrutura, reconfigurações
- Filipe Moreira - Escatologia, Redenção e Memória no "Tratado da Vida do Infante D. Fernando" e na "Crónica de D. Afonso Henriques"

18h20 - Debate

18h30 - 18h45 - Apresentação de obras e lançamento do 12.º número da Revista Nova Águia, por Renato Epifânio

sábado, 15 de junho de 2013

António Quadros na Casa do Bispo (Sesimbra)

Numa altura em que se comemoram os 20 anos do desaparecimento de António Quadros, o Círculo António Telmo associou-se à Fundação António Quadros numa das muitas iniciativas organizadas ao longo do corrente ano que visam homenagear, lembrar, estudar e promover o pensamento e a obra daquele que foi um dos grandes portugueses do século XX. Alguém que soube amar e ensinou a amar profundamente Portugal e a nossa Cultura. 
Deste modo, no próximo dia 29 de Junho, a partir das 10:30, na Casa do Bispo, em Sesimbra, decorrerá um encontro de homenagem a António Quadros que congregará cerca de 10 investigadores. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

António Quadros.

:: Programa ::

Às 10:30

António Quadros Ferro - Uma visão propedêutica e panorâmica da obra de António Quadros
Luís Paixão - O livro Introdução a uma estética existencial, de António Quadros
Samuel Dimas - António Quadros e Sampaio Bruno
Helder Cortes - António Quadros e Fernando Pessoa

Intervalo para almoço

Às 15:00

António Carlos Carvalho - Deus e os Homens - Interrogação à História
José Almeida - «Valete, Fratres»: Da Ordem do Templo à Ordem de Cristo
Renato Epifânio - A ideia de Pátria em António Quadros
Rui Lopo - António Quadros: Crítica, Teoria ou Filosofia da Literatura?

Intervalo

Rodrigo Sobral Cunha - Filosofia da Paisagem na obra de António Quadros
Abel de Lacerda Botelho - António Quadros, um missionário do Espírito Santo
Pinharanda Gomes - Testemunho

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Colóquio internacional sobre António Quadros

«A cultura portuguesa como tal, isto é, numa originalidade que parte da filosofia para as formas artísticas e poéticas, não é social, académica e universitariamente reconhecida.»
António Quadros em Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade.

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António Quadros foi uma das principais figuras da Cultura Portuguesa do século XX, sendo a sua obra tão vasta como fundamental para compreendermos a nossa História, Cultura e Tradição. Assim, passados 20 anos sobre a data da sua morte, urge recuperar a memória e a obra de um dos nossos maiores, estudando-o e dando-o a conhecer aos portugueses de hoje e de amanhã.
Conscientes da importância do seu pensamento e obra, o Centro de Estudos de Filosofia e o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, a Fundação António Quadros e o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais, organizam o Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos. Colóquio Internacional nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte
Com o Alto Patrocínio da Excelentíssima Senhora Dra. D. Maria Cavaco Silva, este encontro terá lugar nos próximos dias 13, 14 e 15 de Maio em Cascais e Lisboa, terminando a 5 de Junho no Rio de Janeiro, no Brasil.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados.


:: Programa ::

1º Dia - 13 de Maio
Auditório do Centro Cultural de Cascais

Sarau Musical e Literário

18:30 - Apresentação das linhas gerais do Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos, nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte.
18:45 - Mostra de Imagens - Homenagem a António Quadros realizada pela Universidade Autónoma de Lisboa.
19:00 - Leitura Poemática por Manuel Cândido Pimentel e Maria Arriaga.
19:10 - Ó Portugal, Ser Profundo, poema de António Quadros musicado e cantado por Gonçalo da Câmara Pereira e, Quand il est mort le poète!, por Gonçalo Lucena.
19:30 - Porto de Honra.


2º Dia - 14 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

09h15m - Recepção dos participantes
09h30m - Abertura / Autoridades

1º Painel: 10:00 - 11:10
Moderador: Joaquim Domingues

10:00 - António Braz Teixeira - A Estética em António Quadros
10:20 - José Carlos Francisco Pereira - A Dimensão Estética no Pensamento de António Quadros
10:40 - Debate
11:10 - 11:25 - Pausa para Café

2º Painel: 11h25m - 12h55m
Moderador: António Braz Teixeira

11:25 - Teresa Seruya - António Quadros, Tradutor
11:45 - Maria de Lurdes Sirgado Ganho - António Quadros, Leitor de Albert Camus
12:05 - Marta Mendonça - António Quadros e a Crítica ao Existencialismo
12:25 - Norberto Ferreira da Cunha - António Quadros e o Positivismo
12:45 - Debate
13:00 - 14:00 Pausa para Almoço

3º Painel: 14:00 - 15:30
Moderador: Manuel Cândido Pimentel

14:00 - Pinharanda Gomes - António Quadros e o Movimento da Filosofia Portuguesa
14:20 - Renato Epifânio - António Quadros – A Filosofia Portuguesa e a Tradição Joaquimita: em Diálogo com Agostinho da Silva e José Marinho
14:40 - Manuel Gama - António Quadros e o “57 – Movimento de Cultura Portuguesa”
15:00 - Afonso Rocha - Razão e Mistério – uma Leitura Comparada entre Sampaio Bruno e António Quadros
15:20 - Debate
15:30 - 15:40 - Pausa para Café

4º Painel: 15:40 - 16:50
Moderador: José Carlos Francisco Pereira

15:40 - Joaquim Domingues - António Quadros, Filósofo do Movimento
16:00 - Jorge Croce Rivera - Ser e Estar, Ter e Haver, Fazer: Espírito, Língua e Cultura no Pensamento de António Quadros
16:20 - Rodrigo Sobral Cunha - Filosofia da Paisagem na Obra de António Quadros
16:40 - Debate
16:50 - 17:00 - Pausa para Café

5º Painel: 17:00 - 18:00
Moderador: José Eduardo Franco

17:00 - Annabela Rita - António Quadros e a Ficção Nacional
17:20 - João Bigotte Chorão - António Quadros, Crítico Literário
17:40 - Rui Lopo - Debates e Controvérsias Literárias em António Quadros
18:00 - Debate

6º Painel: 18:10 - 19:30
Moderador: Peter Hanenberg

18:10 - Nuno Júdice - António Quadros e o Modernismo
18:30 - Raquel Nobre Guerra de Oliveira - António Quadros, Leitor Integral de Fernando Pessoa
18:50 - José Almeida - A Procura da Verdade Oculta: António Quadros e o Pensamento Esotérico de Fernando Pessoa
19:10 - José Carlos Seabra Pereira - A Antropologia Literária em António Quadros
19:30 - Debate


3º Dia - 15 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

7º Painel: 09:30 - 11:00
Moderador: José Antunes de Sousa

09:30 - Manuel Ferreira Patrício - Linhas de Força de uma Antropagogia Situada na Obra de António Quadros
09:50 - Luísa Leal de Faria - A Universidade em Crise: uma Questão Cultural
10:10 - Abel Lacerda Botelho - António Quadros e a Paideia Lusitana
10:30 - Pedro Cabrera - A Educação que o Futuro Espera
10:50 - Debate
11:00 - 11:15 Pausa para Café

8º Painel: 11:15 - 12:55
Moderador: Pedro Cabrera

11:15 - Samuel Dimas - A Distinção entre o Tempo Mítico Grego (Angústia da Tragédia) e o Tempo Histórico Judaico-Cristão (Esperança Bíblica) no Pensamento Escatológico de António Quadros
11:35 - Sofia A. Carvalho - Mito, Utopia e Ucronia: leituras de António Quadros e Eudoro de Sousa
11:55 - António Carlos Carvalho - Deus e os Homens - Interrogação à História
12:15 - Debate
13:00 - 14:00 - Pausa para Almoço

9º Painel: 14:00 - 15:10
Moderadora: Sofia A. Carvalho

14:00 - José Antunes de Sousa - António Quadros: Cultura e Desocultação
14:20 - Miguel Real - A Exegese do Sebastianismo em António Quadros
14:40 - Pedro Vistas - Saudade e Futuro em António Quadros
15:00 - Debate
15:10 - 15:25 - Pausa para Café

10º Painel: 15:25 - 16:55
Moderador: Manuel Ferreira Patrício

15:25 - Guilherme d’Oliveira Martins - António Quadros – Intérprete do Portugal Moderno
15:45 - Jorge Teixeira da Cunha - A Intuição e o Conceito do Divino na Obra de António Quadros
16:05 - Paulo Borges - Portugal e "o projecto áureo de realização da humanidade" em António Quadros
16:25 - Manuel Cândido Pimentel - A Teologia do Espírito Santo em António Quadros
16:45 - António Cândido Franco - A Poética de António Quadros
17:05 - Debate
17:10 - 17:15 - Pausa para Café

11º Painel: 17:15 - 19:00
Mesa de Testemunhos
Moderadora: Teresa Rita Lopes

- António Braz Teixeira
- António Roquette Ferro
- João Bigotte Chorão
- José António Barreiros
- Mafalda Ferro
- Manuel Cândido Pimentel
- Mário Bigotte Chorão
- Rita Ferro

19:00 - Beberete oferecido pela Herdade do Paço do Conde


4º Dia - 5 de Junho
Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

10:00 - Apresentação

- António Gomes da Costa, Presidente do Real Gabinete Português de Leitura
- Nuno Bello, Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro
- António Quadros Ferro - António Quadros no Brasil 20 anos depois

12º Painel: 11:30

- Mário Sérgio Ribeiro - A Filosofia do Movimento em António Quadros: Prolegômenos Especulativos à Operacionalização da Saudade do Futuro
- Alexandro Souza - Razão e Pátria: António Quadros, o '57' e a Ideia de Filosofia Portuguesa
- Marco Antonio Barroso - Mito, História e Meta-História: um Confronto entre o Pensamento Existencial de António Quadros e Vicente Ferreira da Silva
13:00 - Pausa para almoço

13º Painel: 14:30

- Constança Marcondes César - A Visão do Brasil em António Quadros: Vieira, Canudos, Suassuna
- Loryel Rocha - O Caráter Paraclético e Apocalíptico da Ilha Brasil no Contexto do Mito Sebastianista
- Joel Carlos De Souza Andrade - António Quadros e o Sebastianismo Brasileiro
- Lúcia Helena Sá - António Quadros como Precursor dos Estudos do Sebastianismo na Literatura Brasileira
16:30 - Pausa para café

14º Painel: 17:00

- Ana Maria Moog Rodrigues - António Quadros e o Brasil
- João Ferreira - História, Hermenêutica Esotérica e Filosofia em "Portugal: Razão e Mistério" de - António Quadros
- Maria Isabel de Siqueira - A concepção de História em António Quadros: uma contribuição para o estudo da cultura portuguesa

19:00 - Sessão de Encerramento

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Colóquio sobre a Obra e o Pensamento de Pinharanda Gomes

Ao longo de meio século, Pinharanda Gomes produziu uma obra ímpar nos domínios da historiografia do pensamento português. Desde a Introdução à História da Filosofia Portuguesa, dos sete volumes da série Pensamento Português, A teodiceia portuguesa contemporânea, A filosofia tomista em Portugal ou dos três volumes da seminal obra História da filosofia portuguesa – na qual, pela primeira vez, a contribuição hebraica e árabe foram consideradas de um modo global e sistemático na constituição de uma corrente tradicional do pensamento português –, até ao volume sobre Os Conimbricenses, aos estudos dedicados à Escola Portuense, ou à sua valiosa colaboração em diversos volumes da História do Pensamento Filosófico Português, dirigida por Pedro Calafate, a produção do investigador Pinharanda Gomes, possuidor do cartão de leitor número 1 da Biblioteca Nacional de Portugal, tem-se caracterizado pela seriedade intelectual, rigor hermenêutico, lúcida compreensão reflexiva de obras, autores e correntes, clareza expositiva e qualidade literária, que fazem dela um marco incontornável nos estudos contemporâneos da nosso património filosófico.
Pinharanda Gomes legou-nos também uma importante obra de natureza especulativa, através de livros e ensaios como Exercício da morte, Peregrinação do Absoluto, Teoria do pão e da palavra, Pensamento e movimento ou Saudade ou do mesmo e do outro.
São ainda merecedoras de referência a sua contribuição para o estudo da história e etnografia, bem como os importantes trabalhos que produziu no domínio da história da reflexão teológica portuguesa e da história eclesiástica do nosso país.
Com efeito, de forma a homenagear o nosso decano investigador e hermeneuta, o Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, em parceria com o Instituto de Filosofia Luso-Brasileiro, organiza no próximo dia 9 de Abril, um colóquio subordinado ao tema A Obra e o Pensamento de Pinharanda Gomes. Este encontro terá lugar no Auditório Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a partir das 14:30, sendo a entrada livre e aberta a todos os interessados.
Esta trata-se de uma justa homenagem a um dos mais importantes vultos ainda vivos da cultura nacional que, apesar ter sempre trabalhado à margem das fileiras académicas, há muito merece uma distinção maior por parte da Alma Mater.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências

«A Renascença Portuguesa não é incompatível com as aspirações modernas e de forma alguma também afasta, e, antes, promoverá, no povo português a parte da boa cultura que a Europa lhe possa trazer.»
Jaime Cortesão na revista A Águia, em  Janeiro de 1912. 

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Depois de dois excelentes colóquios integrados nas celebrações do Primeiro Centenário do Movimento da Renascença Portuguesa, realizados no Norte de Portugal em finais de 2012, eis que se encerra na nossa capital o ciclo de comemorações desta efeméride, com um encontro internacional organizado pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) que terá lugar durante os dias 8 e 9 de Janeiro de 2013.
«Neste momento genésico e caótico da nossa pátria, é necessário que todas as forças reconstrutivas se organizem e trabalhem, para que ela atinja rapidamente a sonhada e desejada harmonia.» Assim escrevia Teixeira de Pascoaes no seu manifesto Renascença, publicado em Janeiro de 1912 na revista A Águia, órgão oficial do Movimento da Renascença Portuguesa. Esta reflexão plena de actualidade coloca-nos defronte de duas questões essenciais. Terá a Renascença Portuguesa cumprido os objectivos a que se propôs? Carecerá Portugal de um outro movimento da mesma estirpe? Estas são perguntas complexas, mas não menos pertinentes.
O aparecimento de movimentos como a Renascença Portuguesa e de publicações como A Águia foi, como afirmou recentemente António Braz Teixeira num colóquio no Porto, «fruto de uma geração e de uma época». Uma geração que procurava o seu lugar numa pátria ausente e abandonada durante uma época conturbada e bastante nebulosa da nossa história, quer culturalmente, quer política e economicamente. A Renascença Portuguesa foi desde a sua constituição até à sua extinção um movimento plural, integrando simultaneamente no seu seio diversas personalidades e intelectuais oriundos dos mais variados quadrantes culturais, políticos e estéticos. Sendo um espaço consagrado ao diálogo e à discussão, tendo em vista a criação de um Portugal renascente, saído das cinzas de um século XIX decadente, mergulhado num regime republicano contrário à tradição cultural nacional logo após a viragem para o século XX, é natural que algumas polémicas tenham vindo a lume, destacando-se a célebre questão do saudosimo envolvendo Teixeira de Pascoaes e António Sérgio.
Assim, de modo a celebrar os primeiros 100 anos da Renascença Portuguesa, o Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa resolveu homenagear aquele que se revelou um dos mais importantes movimentos culturais do Portugal da primeira metade do século XX, através da realização do Colóquio Internacional «A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências». Com uma comissão organizadora constituída por Paulo Borges, Bruno Béu de Carvalho, Dirk Hennrich e Rui Lopo, este encontro reunirá investigadores nacionais e estrangeiros, destacando-se as participações de alguns nomes incontornáveis do pensamento filosófico português como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Manuel Cândido Pimentel, António Cândido Franco, ou Jorge Croce Rivera. Este colóquio terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao longo dos dias 8 e 9 de Janeiro, entre as 14:30 e as 20:00. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

Programa

8 de Janeiro

14. 30 | Abertura

António Feijó, Director da Faculdade de Letras

15.00 – 16.40 | 1ª Sessão

Paulo Borges
- A ideia de Renascença na Renascença Portuguesa
Duarte Braga
- O Inquérito Literário, termómetro das tensões na Renascença Portuguesa
Miguel Real
- A Pedagogia na Renascença Portuguesa
Rui Lopo
- O Orientalismo na Renascença Portuguesa


16.40 – 17.00 | Debate


17.00 – 18.40 | 2ª Sessão

João Príncipe
- António Sérgio na Renascença Portuguesa (1912-1919)
Romana Valente Pinho
- António Sérgio e Teixeira de Pascoaes: um conflito cultural na Renascença Portuguesa
Samuel Dimas
- O panteísmo de Teixeira de Pascoaes e o teísmo de Leonardo Coimbra
Manuel Cândido Pimentel
- Sant’Anna Dionísio e António Sérgio a propósito de Leonardo Coimbra
José Almeida
- Mito, Educação e Espaço-Público no espírito da Renascença Portuguesa

18.40 – 19.00 | Debate


19.00 – 19.50 | 3ª Sessão

Julia Alonso Dieguez
- Un pensamiento asistemático ibérico
António Braz Teixeira
- A Renascença Portuguesa, movimento plural

19.50 – 20.05 | Debate

9 de Janeiro

14.30 – 16.10 | 4ª Sessão

António Cândido Franco
- Mitopoese e Filomitia em Teixeira de Pascoaes
Jorge Croce Rivera
- Modos éticos do pensar: afinidades e contrastes entre a “ética-política” de Raul Proença e a “ética-metafísica” de José Marinho
Dirk Hennrich
- Kant, Nietzsche e Schumann — e um mundo a haver. Sobre um depoimento, «Da Liberdade Transcendente», de Raul Leal.
Renato Epifânio
- A estética renascente e a ideia de Pátria

16.10 – 16.30 | Debate

16.30 – 18.10 | 5ª Sessão

Bruno Béu de Carvalho
- Pascoaes, Coimbra e Caeiro-Campos-Soares: as estesias aldeã e citadina nas divergências e (im)possibilidades de uma estética da saudade
Raquel Nobre Guerra
- Singularidades da experiência saudosa em Teixeira de Pascoaes e Álvaro de Campos: do bucolismo ao «futurismo»
Daniel Duarte
- O Pessoa de «A Águia», Nietzsche e a Verdade
Pinharanda Gomes
- O criacionismo visto por alguns discípulos de Leonardo Coimbra: Delfim Santos, Sant’Anna Dionísio e José Marinho

18.10 – 18.30 | Debate

18.30 – 18.40 | Encerramento

19.00 | Bar da Biblioteca

Paulo Borges | Manifesto por uma Renascença integral e universal
Nuno Moura | Leitura de poesia

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Jogo do Pau na Quinta da Regaleira

«A origem do Jogo do Pau remonta ao manejo de armas medievais, aparecendo já referenciado por D. Duarte I no seu livro Ensinança de Bem Cavalgar a Toda a Sela. Neste, os nomes usados para designar as técnicas de ataque bem como as suas trajectórias, correspondem aos nomes que nos chegaram pela prática do Jogo do Pau até aos nossos dias. Os combates de Jogo do Pau nas feiras e romarias estiveram presentes na tradição popular desde os finais do século XIX, princípios do século XX, sobretudo na região minhota e chegando a envolver aldeias inteiras. Em certos casos o jogo foi um meio justiceiro eficaz par debelar revoluções populares como a “Maria da Fonte” ou para combate de forças inimigas, como nas invasões Napoleónicas, onde um grupo de lutadores de pau enfrentou e causou pesadas baixas ao exército francês, opondo corajosamente às balas e baionetas, o varapau e o peito aberto.»
Excerto do texto de apresentação do Colóquio de Esgrima
Lusitana da Quinta da Regaleira

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Sendo actualmente mais conhecido por Esgrima Lusitana, o Jogo do Pau é uma arte marcial que, para além da sua característica de defesa pessoal, se apresenta também como uma modalidade de desporto de competição. A sua recuperação é hoje uma mais valia para o património histórico, etnográfico, folclórico e desportivo português. Outrora integrante do quotidiano nacional de Norte a Sul do país, esta modalidade conhece hoje entre nós um forte crescimento, fazendo inclusivamente parte do programas nacionais de Educação Física dos Ensinos Básico e Secundário.
Nos próximos dias 27 e 28 de Outubro irá realizar-se um encontro nacional deste desporto na Quinta da Regaleira, em Sintra, com oficinas práticas e um colóquio teórico, onde esta modalidade será estudada e elevada culturalmente.
Para inscrições ou mais informações contactar a Fundação CulturSintra através do endereço de correio electrónico regaleira@mail.telepac.pt, ou do telefone 219106650.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Colóquio internacional sobre Fernando Pessoa terá transmissão online

O colóquio internacional Fernando Pessoa en Barcelona, dos próximos dias 8 e 9 de Outubro, será transmitido em directo através do serviço Ustream. Todos os interessados em assistir às comunicações que compõe os vários painéis deste encontro e que não tiverem oportunidade de deslocar-se a Barcelona, poderão desta forma acompanhar as sessões de trabalho!


O canal de Ustream Pessoa BCN en directo transmitirá online todas as sessões
do colóquio Fernando Pessoa en Barcelona.

sábado, 15 de setembro de 2012

Fernando Pessoa em Barcelona: Programa final do Colóquio

Conforme foi anteriormente anunciado neste espaço, a capital da Catalunha irá receber, nos próximos dias 8 e 9 de Outubro, o colóquio internacional Fernando Pessoa en Barcelona, dedicado ao autor e pensador português. Assim, aproveitamos hoje para divulgar o programa final deste evento que se adivinha bastante produtivo no que concerne ao desenvolvimento e divulgação dos estudos pessoanos. 
Relembramos que participação neste encontro é livre e aberta a todos os interessados!

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8 de Outubro
 Faculdade de Filologia da Universidade de Barcelona - Sala de Professores

09:30 - Recepção aos participantes. 
10:00 - Discursos de boas-vindas e cerimónia de abertura.

Sessão 1: Pessoa en la actualidad (Modera Elena Losada) 
10:30 - Perfecto Cuadrado & Jordi Cerdà & Jerónimo Pizarro - La actualidad de Pessoa.

Sessão 2: Pessoa en España, Desasosiego y Fausto (Modera Isabel Soler)
12:30 - María Rosell - Pessoa en su tradición hispánica: los otros heterónimos. 
12:45 - Diego Giménez - Edición y deconstrucción en el Livro del desassosssego. 
13:00 - Gisele Batista Candido - O desdobrar do mistério e o pensar fundo em Fausto - Tragédia Subjetiva. 
13:15 - Debate.

Sessão 3: Pessoa y Oriente (Modera Diego Giménez) 
16:00 - Duarte Braga - Álvaro de Campos chega a Calecute: Opiário e o Sensacionismo. 
16:15 - Fabrizio Boscaglia - Notas sobre a presença arábico-islâmica em Fernando Pessoa. 
16:30 - Rui Lopo - Presenças do budismo na obra em prosa de Fernando Pessoa.
16:45 - Debate.

Sessão 4: Epopeya, Mito, Hermetismo y Libertad en Pessoa (Modera Jordi Cerdà) 
17:30 - Silvia Annavini - “Mensagens Marítimas”: Epic Intertextuality and Intratextuality in Mensagem and Álvaro de Campos’s Odes. 
17:45 - Giancarlo de Aguiar - A Literatura Pessoana e os Arquétipos do Inconsciente Coletivo no Rito e Mito Messiânico.
18:00 - José Almeida - Fernando Pessoa e o «Círculo Hermético». 
18:15 - Antonio Cardiello - Não o prazer, não a glória, não o poder: a liberdade, unicamente a liberdade.
18:30 - Debate.

9 de Outubro
Faculdade de Filosofia da Universidade de Barcelona - Aula Magna

10:00 - Discursos de boas-vindas à Faculdade de Filosofia. 

Sessão 6: Pessoa y la fenomenología y Heidegger (Modera Paulo Borges & Pablo Javier Pérez López) 
10:30 - Anibal Frias - «Meu corpo deitado na realidade»: Pessoa e a fenomenologia.
10:50 - Dirk-Michael Hennrich - Eu e Si mesmo; Deus e Ser. Algumas considerações sobre Heidegger e Pessoa.
11:10 - Debate.

Sessão 7: Pessoa lector (Modera Paulo Borges & Pablo Javier Pérez López) 
12:00 - Pauly Ellen Bothe - El Parnaso de Fernando Pessoa.
12:20 - Maria do Céu Estibeira - A «marginalia» pessoana – «um segundo espólio»?
12:40 - Daniel Moreira Duarte - ¿Pessoa lector de Nietzsche? 
13:00 - Jorge Uribe - La importancia de leer Wilde.
13:20 - Debate.

Sessão 8: Ser o no ser Pessoa (Modera Daniel Moreira Duarte) 
16:00 - Paulo Borges - «O mytho é o nada que é tudo». O poema «Ulysses» na «Mensagem» de Fernando Pessoa.
16:20 - Pablo Javier Pérez López - Fernando Pessoa, Emil Cioran y Carlo Michaelstedter: no haber nacido, no ser, ser nada.
16:40 - Bruno Béu de Carvalho - «More than this»: o discurso tautológico como procedimento apofático na poesia de Alberto Caeiro.
17:00 - Debate.

Sessão 9: Fragmentos y personas de Pessoa (Modera Pablo Javier Pérez López) 
18:00 - Raquel Nobre Guerra - A fragmentariedade como programa estético, modalidades e nexos – aproximações.
18:20 - Miguel Morey - F. Pessoa: Voces, nombres, personas…
18:40 - Debate.

Sessão 10: Cultura Entre Culturas y O Piano em Pessoa (Modera Daniel Moreira Duarte & Pablo Javier Pérez López) 
19:30 - Apresentação da revista Cultura Entre Culturas a cargo de Paulo Borges.
19:50 - Saudação a Álvaro de Campos, anónimo, recitado por Bruno Béu de Carvalho
20:00 - Encerramento do colóquio com a apresentação do recital O Piano em Pessoa.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Fernando Pessoa em Barcelona

Decorrerá nos próximos dias 8 e 9 de Outubro mais um colóquio internacional dedicado a Fernando Pessoa. O prestígio e crescente interesse pelo autor português levam a discussão da sua obra literária e filosófica às Faculdades de Filologia e Filosofia de Barcelona, onde durante dois dias se reunirão investigadores pessoanos de várias nacionalidades. 
Fernando Pessoa en Barcelona é Co-organizado pelo Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, pelo Departamento de História da Filosofia, Estética e Filosofia da Cultura e pelo Departamento de Filologia Românica da Universidade de Barcelona, sendo o comité organizador constituído por Elena Losada, Isabel Soler, Miguel Candel, Paulo Borges, Daniel Duarte, Diego Giménez e Pablo Javier Pérez López. O comité científico, formado por Perfecto Cuadrado, Jerónimo Pizarro, Paulo Borges e Jordi Cerdà, asseguram a qualidade deste colóquio que prevê ainda uma programação cultural paralela, cuja programação será divulgada em breve, juntamente com os nomes de todos os participantes e respectivas comunicações. 
A entrada será livre e aberta a todos os interessados na vida e obra do poeta e pensador português. Para mais informações, recomenda-se uma visita a http://fernandopessoabarcelona.wordpress.com.

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sábado, 19 de maio de 2012

Estranhar Fernando Pessoa em Coimbra

«Um dos malefícios de pensar é ver quando se está pensando. Os que pensam com o raciocínio estão distraídos, os que pensam com a emoção estão dormindo, os que pensam com a vontade estão mortos. Eu, porém, penso com a imaginação, e tudo quanto deveria ser em mim ou razão, ou mágoa, ou impulso, se me reduz a qualquer coisa indiferente e distante, como este lago morto entre os rochedos onde o último do sol paira desalongadamente.»
Bernardo Soares em Livro do Desassossego.
 
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Realiza-se no próximo dia 25 de Maio, na sala do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), o colóquio Estranhar Pessoa com as Materialidades da Literatura. Organizado em parceria com o Laboratório de Estudos Literários Avançados (ELAB), este encontro prevê adiantar novos subsídios aos mais recentes estudos pessoanos, estando ainda agendada a apresentação do projecto Nenhum Problema Tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego.
Este colóquio é livre e aberto a toda a comunidade, sendo facultados certificados de presença a quem os solicitar.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Turismo em Portugal - Passado. Presente. Que Futuro?

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Conforme temos vindo a defender, o turismo apresenta-se como uma das possíveis alternativas de Portugal face à complicada conjuntura económica que atravessamos. Pensar Portugal enquanto destino turístico de excelência não é propriamente uma novidade. A preocupação em preservar e recuperar os vários tipos de património nacional, encetada durante o Estado Novo, sobretudo aquando da passagem de António Ferro pelo Governo Português, mostrava e preparava caminho às gerações futuras, permitindo-lhes receber desde cedo uma herança empírica, capaz de colocar Portugal nos lugares cimeiros do turismo de qualidade. 
A diversidade e a genuinidade da nossa terra, das nossas gentes, da nossa cultura e património proporcionavam, e proporcionam ainda, uma oportunidade de apostarmos no nosso turismo, apresentando Portugal como um destino único e indiscutivelmente singular. Em meados dos anos 1980 e princípios dos anos 1990, cobiçando cegamente os modelos de crescimento rápido implantados no Sul de Espanha, seguimos por caminhos menos brilhantes, apostando num turismo de massas praticamente circunscrito à nossa orla costeira, resultando não poucas vezes na sua própria destruição. Felizmente, nos últimos anos Portugal parece ter voltado a centrar-se em si mesmo, nas suas especificidades, potencialidades e singulares riquezas. Em parte, isso deveu-se a um maior desenvolvimento e sensibilização para a necessidade de voltar a repensar o turismo português, delineando estratégias sérias e sustentáveis, visando o sucesso de Portugal, enquanto destino de excelência, dentro do mercado internacional.
De modo a discutir estas e outras questões subordinadas ao turismo em Portugal a Fundação António Quadros e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril (ESHTE) organizam, no próximo dia 8 de Maio, nas instalações daquele estabelecimento de ensino, o colóquio Turismo em Portugal - Passado. Presente. Que Futuro?. Paralelamente a este encontro, será ainda organizada uma mostra documental e bibliográfica de elementos associados à História do Turismo em Portugal.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade!

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terça-feira, 1 de maio de 2012

Encontro sobre Fernando Pessoa e a experiência esotérica

«O conhecimento foi para Pessoa uma experiência vivida. Conhecer foi para ele uma modalidade de ser, actividade não separável da sua existência, pois que fazendo parte do seu ser integral, e possuindo uma finalidade soteriológica, toda a sua vida e obra são demandadas de redenção pelo conhecimento, poético, contemplativo, os dois assuntos tomados, assumidos, como exemplares exercícios espirituais.»
Dalila L. Pereira da Costa em O Esoterismo de Fernando Pessoa.  

Fernando Pessoa em discussão no European Society for the Study of Western Esotericism.

Fernando Pessoa é unanimemente aceite como um dos principais vultos da literatura do século XX. Após a sua morte em 1935 constatou-se, através do imenso espólio que deixou por publicar, um imenso interesse e envolvimento deste poeta e pensador com o esoterismo. Um aspecto importante do pensamento pessoano que carece ainda de um estudo e sistematização de fundo, indispensáveis para conhecermos um pouco melhor uma das mais intrigantes figuras da cultura portuguesa e europeia da última centúria.
Sendo que o esoterismo pessoano se integra numa tradição ancestral, cuja origem é praticamente impossível de assinalar, mas cujo trajecto acompanha uma série de importantes personalidades em todo o mundo, assiste-se a um crescente interesse no estudo desta dimensão do pensamento do autor português. Assim, o European Society for the Study of Western Esotericism (ESSWE), sediado na Holanda, organiza no próximo dia 23 de Maio um encontro subordinado ao tema Fernando Pessoa and the Esoteric Experience, contando com a participação de vários investigadores, nacionais e internacionais .
Este encontro terá lugar na Sala de Conferências do Instituto Holandês de Estudos Avançados (NIAS), em Wassenaar (www.nias.nl). A entrada é livre, mas condicionada pela lotação do espaço.
Para mais informações sobre este evento, por favor, consulte: http://www.esswe.org/#archief/fernando-pessoa-and-the-esoteric-experience.html.

Participantes 

Onésimo Almeida (Brown University), Pessoa’s conception of myth and truth 

Marco Pasi (NIAS/Universiteit van Amsterdam), Fernando Pessoa and the study of western esotericism: problems and perspectives

Jerónimo Pizarro (NIAS/Universidad de los Andes, Bogotá), Editing the occult

Steffen Dix (ICS/Universidade de Lisboa), Fernando Pessoa between Theosophy and Rosicrucianism 

Pedro Sepúlveda (ELAB/Universidade Nova de Lisboa), May 29, 1928, and Pessoa’s reformulation of his work 

Jorge Uribe (Universidade de Lisboa), Fernando Pessoa’s readings of the shoemaker-prophet: Gonçalo Anes Bandarra 

Patricia Silva McNeill (University of London), Sacred geometry of being: esoteric imagery in Pessoa’s poetic and aesthetic writings 

Pauly Ellen Bothe (Universidade de Lisboa), Mysticism and poetry in Fernando Pessoa

sexta-feira, 9 de março de 2012

Colóquio ERA Arqueologia 2012

Realiza-se amanhã o Colóquio ERA Arqueologia de 2012, a decorrer no Auditório do Metropolitano de Lisboa, a partir das 10:00. Organizado pela e ERA Arqueologia - Conservação e Gestão de Património, este encontro passa revista aos mais recentes estudos e intervenções realizadas por esta empresa, fomentando igualmente a discussão sobre a actual situação e rumos futuros da arqueologia no nosso país.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados. 

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Colóquio: O Estado das Direitas

«Não existe “uma pessoa de direita” visto não existir “uma direita” mas “muitas direitas”.  (...) Em relação ao Estado, há direitas que apelam à centralidade do Estado entendido como comunidade politicamente organizada, mas há também direitas que advogam o Estado mínimo em nome da defesa e primazia do indivíduo face à comunidade.»
Riccardo Marchi  em entrevista à plataforma Dissidente.info.

Radicado em Portugal há já alguns anos, o investigador Riccardo Marchi, autor dos livros Folhas Ultras e Império, Nação Revolução, tem vindo a estudar o fenómeno das direitas em Portugal, destacando-se pelo pioneirismo dos seus trabalhos, sensíveis não só ao lado político, mas também às perspectivas mais históricas, filosóficas e culturais, preenchendo deste modo uma enorme lacuna da academia portuguesa pós-25 de Abril.
Assim, no seguimento do anterior colóquio As raízes profundas não gelam?, Riccardo Marchi promove agora um outro encontro intitulado O Estado das Direitas, a realizar-se em Lisboa, nos próximos dias 1 e 2 de Fevereiro, entre as 10:00 e as 17:00, nas instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL).
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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