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domingo, 26 de outubro de 2014

As Biografias no Pensamento Português dos séculos XIX e XX

«As cousas da Natureza tiveram, para mim, um grande encanto. Vivi-as, como se vive a dor ou o amor. Agora, só me interessam as almas: daquele campónio, a daquele mendigo, ou Napoleão em Santa Helena, Hamlet, diante de uma caveira, parodiando filosoficamente a atitude religiosa de S. Jerónimo; Lucrécio, primeiro poeta da morte, ou Paulo de Tarso, o maior poeta da vida e da loucura, faminto de Deus, emagrecido até ao esqueleto – esse fantasma que se apoderou da Humanidade.»
Teixeira de Pascoaes em S. Paulo. 

No corrente ano de 2014 celebram-se os primeiros 80 anos desde a publicação de S. Paulo, um livro que marcou toda uma transformação na obra do poeta amarantino Teixeira de Pascoaes. O seu abandono da poesia, trocado-a pelo texto biográfico e ensaístico, marcou a cultura portuguesa do século XX. Se as suas biografias não obtiveram grande acolhimento junto do público português, o mesmo não poderá ser afirmado em relação à sua aclamação além-fronteiras. De resto, foram as edições estrangeiras de obras como S. Paulo ou S. Jerónimo que levaram o autor português a ser proposto por duas vezes a Prémio Nobel da Literatura. 
Assim, partindo desta efeméride, o Instituto de Ciências da Cultura Pe. Manuel Antunes, em parceria com o CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), a Câmara Municipal de Amarante e a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), organiza entre 29 e 31 de Outubro o Congresso Internacional As Biografias do Pensamento Português dos Séculos XIX - XX (por ocasião dos 80 anos da publicação de S. Paulo). A abertura deste encontro terá lugar na Academia das Ciências de Lisboa, sendo que os trabalhos decorrerão na BNP.
Este congresso marca ainda o início das celebrações do triénio pascoalino. Em 2014, celebrando os 80 anos de S. Paulo; em 2015 os 100 anos da obra Arte de Ser Português; e em 2017, aproveitando-se os 140 anos do seu nascimento e os 65 anos da sua exaltação, o pensamento e a missão de Teixeira Pascoaes.    
Para mais informações, ou consultar o programa deste congresso, visite-se a página oficial deste encontro em http://congressobiografias-trieniopascoalino.blogspot.pt. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

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terça-feira, 12 de março de 2013

Os Bárbaros do Ocidente Medieval na FLUL

Uma das principais valências da História é a possibilidade dessa prodigiosa ciência humana nos transmitir um profundo conhecimento relativo à acção e origens materiais da carga genética que carregamos. Hoje, mais do que em qualquer outro momento ou período da História, é absolutamente imperioso conhecer o nosso passado. Num período de choque civilizacional, no fim e uma era, à importância de conhecermos a história nacional acresce também a necessidade de aprofundarmos a raiz da nossa memória ancestral, de forma a podermos reclamar de um modo esclarecido a nossa herança civilizacional, com tudo o que nela nos aproxima e afasta dos restantes povos da velha Europa.
No próximo dia 1 de Abril terá início um curso subordinado ao tema História dos Povos e das Culturas: Os Bárbaros do Ocidente Medieval que se prolongará até 30 de Abril. Dirigido por José Varadas do Centro de História da FLUL (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este seminário abordará ao longo de 5 sessões os percursos históricos dos seguintes povos responsáveis pelo moldar da Europa medieval: alanos, godos, suevos, vândalos, francos, anglos, saxões, burgúndios, lombardos e vikings. 
A não perder.

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências

«A Renascença Portuguesa não é incompatível com as aspirações modernas e de forma alguma também afasta, e, antes, promoverá, no povo português a parte da boa cultura que a Europa lhe possa trazer.»
Jaime Cortesão na revista A Águia, em  Janeiro de 1912. 

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Depois de dois excelentes colóquios integrados nas celebrações do Primeiro Centenário do Movimento da Renascença Portuguesa, realizados no Norte de Portugal em finais de 2012, eis que se encerra na nossa capital o ciclo de comemorações desta efeméride, com um encontro internacional organizado pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) que terá lugar durante os dias 8 e 9 de Janeiro de 2013.
«Neste momento genésico e caótico da nossa pátria, é necessário que todas as forças reconstrutivas se organizem e trabalhem, para que ela atinja rapidamente a sonhada e desejada harmonia.» Assim escrevia Teixeira de Pascoaes no seu manifesto Renascença, publicado em Janeiro de 1912 na revista A Águia, órgão oficial do Movimento da Renascença Portuguesa. Esta reflexão plena de actualidade coloca-nos defronte de duas questões essenciais. Terá a Renascença Portuguesa cumprido os objectivos a que se propôs? Carecerá Portugal de um outro movimento da mesma estirpe? Estas são perguntas complexas, mas não menos pertinentes.
O aparecimento de movimentos como a Renascença Portuguesa e de publicações como A Águia foi, como afirmou recentemente António Braz Teixeira num colóquio no Porto, «fruto de uma geração e de uma época». Uma geração que procurava o seu lugar numa pátria ausente e abandonada durante uma época conturbada e bastante nebulosa da nossa história, quer culturalmente, quer política e economicamente. A Renascença Portuguesa foi desde a sua constituição até à sua extinção um movimento plural, integrando simultaneamente no seu seio diversas personalidades e intelectuais oriundos dos mais variados quadrantes culturais, políticos e estéticos. Sendo um espaço consagrado ao diálogo e à discussão, tendo em vista a criação de um Portugal renascente, saído das cinzas de um século XIX decadente, mergulhado num regime republicano contrário à tradição cultural nacional logo após a viragem para o século XX, é natural que algumas polémicas tenham vindo a lume, destacando-se a célebre questão do saudosimo envolvendo Teixeira de Pascoaes e António Sérgio.
Assim, de modo a celebrar os primeiros 100 anos da Renascença Portuguesa, o Centro de Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa resolveu homenagear aquele que se revelou um dos mais importantes movimentos culturais do Portugal da primeira metade do século XX, através da realização do Colóquio Internacional «A Renascença Portuguesa: Tensões e Divergências». Com uma comissão organizadora constituída por Paulo Borges, Bruno Béu de Carvalho, Dirk Hennrich e Rui Lopo, este encontro reunirá investigadores nacionais e estrangeiros, destacando-se as participações de alguns nomes incontornáveis do pensamento filosófico português como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Manuel Cândido Pimentel, António Cândido Franco, ou Jorge Croce Rivera. Este colóquio terá lugar no Anfiteatro III da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ao longo dos dias 8 e 9 de Janeiro, entre as 14:30 e as 20:00. A entrada será livre e aberta a toda a comunidade.

Programa

8 de Janeiro

14. 30 | Abertura

António Feijó, Director da Faculdade de Letras

15.00 – 16.40 | 1ª Sessão

Paulo Borges
- A ideia de Renascença na Renascença Portuguesa
Duarte Braga
- O Inquérito Literário, termómetro das tensões na Renascença Portuguesa
Miguel Real
- A Pedagogia na Renascença Portuguesa
Rui Lopo
- O Orientalismo na Renascença Portuguesa


16.40 – 17.00 | Debate


17.00 – 18.40 | 2ª Sessão

João Príncipe
- António Sérgio na Renascença Portuguesa (1912-1919)
Romana Valente Pinho
- António Sérgio e Teixeira de Pascoaes: um conflito cultural na Renascença Portuguesa
Samuel Dimas
- O panteísmo de Teixeira de Pascoaes e o teísmo de Leonardo Coimbra
Manuel Cândido Pimentel
- Sant’Anna Dionísio e António Sérgio a propósito de Leonardo Coimbra
José Almeida
- Mito, Educação e Espaço-Público no espírito da Renascença Portuguesa

18.40 – 19.00 | Debate


19.00 – 19.50 | 3ª Sessão

Julia Alonso Dieguez
- Un pensamiento asistemático ibérico
António Braz Teixeira
- A Renascença Portuguesa, movimento plural

19.50 – 20.05 | Debate

9 de Janeiro

14.30 – 16.10 | 4ª Sessão

António Cândido Franco
- Mitopoese e Filomitia em Teixeira de Pascoaes
Jorge Croce Rivera
- Modos éticos do pensar: afinidades e contrastes entre a “ética-política” de Raul Proença e a “ética-metafísica” de José Marinho
Dirk Hennrich
- Kant, Nietzsche e Schumann — e um mundo a haver. Sobre um depoimento, «Da Liberdade Transcendente», de Raul Leal.
Renato Epifânio
- A estética renascente e a ideia de Pátria

16.10 – 16.30 | Debate

16.30 – 18.10 | 5ª Sessão

Bruno Béu de Carvalho
- Pascoaes, Coimbra e Caeiro-Campos-Soares: as estesias aldeã e citadina nas divergências e (im)possibilidades de uma estética da saudade
Raquel Nobre Guerra
- Singularidades da experiência saudosa em Teixeira de Pascoaes e Álvaro de Campos: do bucolismo ao «futurismo»
Daniel Duarte
- O Pessoa de «A Águia», Nietzsche e a Verdade
Pinharanda Gomes
- O criacionismo visto por alguns discípulos de Leonardo Coimbra: Delfim Santos, Sant’Anna Dionísio e José Marinho

18.10 – 18.30 | Debate

18.30 – 18.40 | Encerramento

19.00 | Bar da Biblioteca

Paulo Borges | Manifesto por uma Renascença integral e universal
Nuno Moura | Leitura de poesia

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa agora no Facebook

Haverá hoje poucas dúvidas quanto à utilidade do Facebook como ferramenta de divulgação e promoção na sociedade de informação. Ciente desta realidade, o Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa acaba de criar uma página oficial naquela rede social, procurando deste modo dar-se a conhecer, bem como às actividades desenvolvidas pelos seus membros e colaboradores. Criado com o objectivo de promover o estudo, conhecimento e divulgação dos autores e obras de pensamento português, este grupo procura agora conquistar uma outra plataforma que lhe permita chegar a um público interessado mais abrangente, almejando uma maior exposição e alcance das suas actividades.
Ficando desde já feito o convite para se visitar e frequentar esta página, aproveitamos para recordar que para mais informações acerca deste organismo poderão ser contactados via correio electrónico Paulo Borges (pauloaeborges@gmail.com) e Bruno Béu (brunobeu@gmail.com).

(Clicar na imagem para aceder à página no Facebook.)

quinta-feira, 1 de março de 2012

«Teoria do ser e da verdade» de José Marinho - Curso de Leitura e Comentário

«Aquele a quem foi dado ser plenamente como o em que se nega todo o parcial ser, como o que vê e, no ver do que é, infinitamente ultrapassa todo o ver e saber finito, esse, no mesmo instante em que frui a mais pura alegria, sabe para sempre toda a verdade.»
José Marinho em Teoria do ser e da verdade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

O Curso de Leitura e Comentário da obra Teoria do Ser e da Verdade surge no seguimento do Colóquio José Marinho: Do Espírito ao Insubstancial Substante, realizado em Lisboa, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), durante Dezembro de 2011. Ano em que se celebrou o 50.º aniversário da 1.ª edição da principal obra de José Marinho, Teoria do Ser e da Verdade.
Com uma coordenação a cargo de Bruno Béu e Dirk Hennrich, este curso realiza-se nas instalações da FLUL entre 12 de Março e 26 de Abril, contando também com a participação de Paulo Borges, Jorge Croce Rivera, Rui Lopo, Ricardo Ventura e Renato Epifânio.
Mais informações sobre preços e inscrições em www.cursojosemarinho.blogspot.com, ou através do endereço de correio electrónico cursojosemarinho@gmail.com.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Colóquio José Marinho: Do Espírito ao Insubstancial Substante

«Cheguei à filosofia não pelo caminho da ciência, mas pelo da religião e da poesia. São bons, creio todos os caminhos que levam à filosofia, se a ela verdadeiramente levam, mas a mim próprio era mais adequado o que segui. Poderia mostrar, mediante exemplos históricos, que o caminho da ciência, do que os modernos chamam ciência, deixa sempre um vinco do qual é muito difícil sair.»
José Marinho em Aforismos sobre o que mais importa.

José Marinho (1904-1975).

Realiza-se no próximo dia 20 de Dezembro, na Sala Anf. III das instalações da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), o Colóquio José Marinho: Do Espírito ao Insubstancial Substante. 
Com uma comissão organizadora constituída por Paulo Borges, Dirk-Michael Hennrich e Jorge Croce Rivera, este colóquio realiza-se por altura do cinquentenário da obra Teoria do Ser e da Verdade do filósofo português José Marinho. Para além dos membros da comissão organizadora, poder-se-ão ouvir neste encontro as comunicações de Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Mafalda Faria Blanc, Rui Lopo, Afonso Rocha, Joaquim Costa Macedo, Renato Epifânio, Diogo Ferrer, Manuel Cândido, Bruno Beú, Carlos Silva, Cristina Marinho, Luísa Couto Soares e Paulo Santos.
As sessões de trabalho decorrerão entre as 9:15 e as 20:00, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar o programa.)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Homenagem a Pinharanda Gomes

«Enquanto a Nação se move, a Pátria está imóvel, imutável, permanece como o Sol enquanto a Nação caminha segundo os fusos das noites e dos dias. A Nação transporta móveis e trastes, corruptíveis ou destrutíveis. A Pátria é cordial e mental: o que é do coração e da mente não pesa, não incomoda, não é, nem corruptível, nem destrutível.»
Pinharanda  Gomes em Anamnese da ideia de Pátria. 

(Clicar para ampliar.)

O Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) atribuirá, no próximo dia 19 de Novembro, a "Medalha de Mérito Cultural" a Jesué Pinharanda Gomes, um dos mais importantes nomes vivos da Filosofia Portuguesa. A cerimónia de homenagem realiza-se pelas 19:00 na Sociedade da Língua Portuguesa (SLP), em Lisboa. A entrada é livre.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Filosofia Oriental estudada a partir de Lisboa

«O Oriente, na diversidade das suas culturas, civilizações e religiões, sempre surgiu para os ocidentais como uma ideia e imagem ambivalentes, ora como objecto de temor, desconfiança e repulsa, sinónimo de um arcaísmo a ultrapassar pelo progresso racional, científico, histórico e social, ora exercendo um fascínio extremo, como sinónimo de uma fonte de sabedoria perdida ou esquecida, que importaria reencontrar para uma reorientação espiritual da própria consciência e para um verdadeiro renascimento da civilização ocidental, assombrada com a perspectiva da sua decadência. 
Associado ao símbolo do sol nascente e da Origem, a demanda do Oriente geográfico e cultural, tão presente na história e na cultura portuguesas, converteu-se também na de um Oriente interior, como essas “Índias espirituais”, “que não vêm nos mapas”, que no dizer de Fernando Pessoa seriam a descoberta que restaria por fazer, após o desvendamento do mundo físico.»
Excerto retirado do texto introdutório do curso Filosofia no Oriente.

Sendo Portugal uma nação que desde há séculos se constituiu herdeira de uma vasta e profunda tradição universalista, fruto não apenas de uma expansão imperialista, mas também de uma missão espiritual superior e transcendente, destinada a preparar o regresso da humanidade à sua idade de ouro e ao paraíso perdido, parece-nos pertinente questionar o porquê de vivermos constantemente de costas voltadas para o que nos é mais estranho e exotérico. Este factor, de certo modo condicionador da nossa missão civilizadora, impede-nos de alcançar um desejável grau de alteridade, capaz de nos permitir agilizar o intelecto, potencializando a nossa percepção de um todo universal constituído pelo que nele encerra de mais distinto e particular. Não deixa por isso de ser curioso que as elites intelectuais portuguesas tenham descurado tanto, ao longo dos tempos, o fomento de centros de estudos orientais, vocacionados para o aprofundamento do conhecimento relativo às culturas autóctones, em detrimento de um pensamento culturalmente centralista e circunscrito, típico das sociedades colonialistas. Até países como a Inglaterra, França ou Holanda, geralmente apontados como terríveis potências colonizadoras, das quais sempre nos procuramos demarcar historicamente, souberam perceber a importância de compreender e estudar as culturas orientais, fundando inúmeros centros de estudo e investigação. Mesmo países com menos tradição no que toca aos contactos permanentes com o Oriente, como é o caso de Itália ou Alemanha, souberam investir nesse sentido, ficando Portugal algo arredado desse investimento cultural, salvo algumas raras e nobres excepções, responsáveis pela manutenção de uma certa chama que nos ilumina o caminho para as Indías Espirituais.
Assim, surge com a maior das pertinências, no âmbito das actividades de formação da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) previstas para o ano lectivo de 2011-2012, um Curso de Especialização dedicado ao tema Filosofia no Oriente, com a coordenação científica de Paulo Borges, Carlos João Correia, Carlos H. do C. e Bruno Béu. Direccionado a todos os que pretendam compreender o fenómeno de ressurgimento e popularização do interesse pela cultura oriental, de uma forma séria e coesa, este curso demonstra um esforço revelador de uma vontade de recuperar o tempo perdido.

(Clicar na imagem para mais informações sobre este curso.)

Programa geral do curso

1º Semestre

- Introdução ao Budismo.
Paulo Borges
5ª feira, 17h-19h

- Filosofia Clássica Indiana.
Carlos João Correia
6ª feira 17h-19h

2º Semestre

- Mística Cristã e Gnose Oriental. 
Paulo Borges (org.), Carlos H. do C. Silva e Bruno Béu
5ª feira, 17h-19h

- Oriente/Ocidente: diálogos e cruzamentos.
Paulo Borges (org.)
6ª feira, 17h-19h

terça-feira, 26 de abril de 2011

Colóquio Internacional: «Nietzsche, Pessoa e Freud»

Realiza-se em Lisboa, durante os próximos dias 3, 4 e 5 de Maio o I Colóquio Internacional de Filosofia, Literatura e Psicanálise, subordinado ao tema «Nietzsche, Pessoa e Freud». Organizado pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, este encontro internacional pretende, partindo dos autores referenciados, com um enfoque principal colocado sobre Fernando Pessoa, estabelecer um diálogo transdisciplinar entre as áreas da Filosofia, Literatura e Psicanálise.
Com uma Comissão Organizadora constituída por Eduardo Lourenço, Paulo Borges, José Martinho, Nuno Ribeiro, Cláudia Souza, António Cardiello, Fernando Ribeiro e Luís Crespo de Andrade, este colóquio decorrerá em três instituições distintas. Assim, durante o primeiro dia as comunicações serão apresentadas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (3 de Maio), passando-se  no dia seguinte para a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (4 de Maio) e por fim para a Fundação Calouste Gulbenkian (5 de Maio).
Para inscrições ou mais informações, por favor, visite http://conferencenietzschepessoafreud.blogspot.com ou escreva para conferencenietzschepessoafreud@hotmail.com.

(Clicar no cartaz para ampliar.)

Programa do Colóquio

3 de Maio - Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
(Auditório III)

– Manhã

9:30 - 10:00
– Sessão de Abertura – Entidades Oficiais

10: 30 - 11:45
Moderador: Luís Bernardo
– Paulo Borges (Portugal) – As "Ilhas Afortunadas" em Fernando Pessoa ou de como a intencionalidade limita a consciência
– Markus Gabriel (Alemanha)  – “A temporalidade do inconsciente.”

12:00 - 13:15
Moderador: Nuno Ribeiro
– Leyla Perrone-Moisés (Brasil) – Pessoa e Freud: “translação”  e “sublimação”
– Cláudia Souza (Brasil) – «Todos deveríamos ser Freuds» - Freud e a multiplicidade literária em Pessoa

– Tarde

14:30 - 15:45
Moderador: Paulo Borges
– Nuno Venturinha (Portugal) - O Pensamento Dinâmico em Wittgenstein e Pessoa
– Nuno Ribeiro (Portugal) - Pessoa e a Construção do Estilo Filosófico – os textos filosóficos do espólio pessoano

16:00 - 17:15
Moderador: Selma Calazans
– João Constâncio (Portugal) – O 'Sujeito-Multiplicidade' em Nietzsche e Pessoa
– Vânia Dutra de Azeredo (Brasil) - Entre o silêncio e a palavra: a questão do estilo em Nietzsche

17:30 – 19:45
Moderador: Gonçalo Marcelo
–  Jorge Uribe (Colômbia) – A Demonstração do Indemonstrável (Proving the Unprovable): uma tarefa adiada de Thomas Crosse
- Carlos Silva (Portugal) - Pessoa entre o Despudor da Vontade e o Fingimento da Patologia
–  José Almeida (Portugal) – Nos Domínios do Inconsciente Colectivo – Fernando Pessoa e Carl Gustav Jung
– Carla Gago (Alemanha) – “A Natureza tem só uma escrita...” À sombra de Goethe, à luz da revolução científica.

20:00
– Lançamento do Livro: Olhares Europeus sobre Pessoa (Org. Paulo Borges).  


4 de Maio - Universidade Nova de Lisboa – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas
(Sala Multiusos 3, edifício ID)

– Manhã

9:00 - 10:15
Moderador: Fernando Ribeiro
– Lélia Parreira-Duarte (Brasil) – «A arte tem valia, porque nos tira de aqui»
– Jerónimo Pizarro (Colômbia) – «Sobre um caso de internamento»

10: 30 - 11:45
Moderador: Antonio Cardiello
– Fabrizio Boscaglia (Itália) – A influência do «espírito árabe» no pensamento de Fernando Pessoa: o entusiasmo da imaginação.
– Giangiorgio Pasqualotto (Itália) – "Oltre il soggetto:Pessoa, Nietzsche, il Buddha"

12:00 - 13:15
Moderador: Ismahelson Andrade
– Pablo Javier Pérez López (Espanha) – Fernando Pessoa: o autor de Jorge Luis Borges
– Julia Alonso Diéguez (Espanha) – Nietzsche y Pessoa: la voluntad de «Poder ser lo que se es»

– Tarde

14:30 - 15:45
Moderador: Paulo Borges
– Antonio Cardiello (Itália) – (Algumas) Origens exógenas da ontologia pessoana
– Alfonso Cariolato (Itália)– L’abissale brusio della superficie: l’esistenza in Pessoa e Nietzsche

16:00 - 17:15
Moderador: Ismahelson Andrade
– Duarte Braga (Portugal) – Entre a “Índia Nova” e o Atlantismo: O Pensamento de Pessoa entre colonialismo Neo-romântico e Horizonte Pós-Colonial
– Bruno Béu de Carvalho (Portugal) – Fernando Pessoa: o presente saudoso e a infinita distância

17:30 – 19:45
Moderador: António Cardiello
– Daniel Duarte (Portugal) – Pontos de vista nietzschianos sobre a apreciação pessoana do «Freudismo».
– Luís Filipe Teixeira (Portugal) – Pessoa/Mora/Nietzsche: Em defesa do Eterno Retorno/Regresso dos Deuses ou o Filósofo como «Médico da Cultura» 
- Raquel Nobre Guerra (Portugal) – Surrealidade mística em Álvaro de Campos - transcendência, absoluto e subitaneidade
- Rui Lopo (Portugal) - Presenças do Budismo na Obra em Prosa de Fernando Pessoa

20:00
– Lançamento da revista: Cultura ENTRE Culturas


5 de Maio - Fundação Calouste Gulbenkian
(Auditório II)

– Manhã

9:00 - 10:15
Moderador: Selma Calazans
– José Martinho (Portugal) – O nó das personalidades múltiplas
– Filipe Pereirinha (Portugal) – Uma época singular, à luz de Freud e Pessoa

10: 30 - 11:45
Moderador : Paulo Borges
–  Ciprian Valcan (Roménia) – Le cas Nietzsche : folie ou simulation ?
– Teresa Oñate (Espanha) – “Tocados por el rayo del lenguaje divino: F. Nietzsche Y F. Pessoa”

12:00 - 13:15
Moderador: Nuno Ribeiro
– Fernando Ribeiro (Portugal) – «Do Sonho em Pessoa ao Sonho de Pessoa»
– Paulo de Medeiros (Holanda) – Pessoa and Women 

– Tarde

14:30 - 15:15
Moderador: Cláudia Souza
– Audemaro Taranto (Brasil) – “O livro Mensagem de Pessoa: uma obra que avançou no tempo”
– Teresa Rita Lopes  (Portugal) – Pessoa e Nietzsche: “Religião individual”-Metafísica recreativa.

15:30 – 16:15
Moderador: Paulo Borges
– Conferência de Encerramento – Eduardo Lourenço (Portugal)

16:30
      Moderador: João Luís Lisboa
Mesa Redonda de Escritores – “O processo criativo”:

   *
Nuno Júdice (Portugal)
   * Miguel Real (Portugal)
   *
Ismahelson Andrade (Brasil)
   *
Teresa Rita Lopes (Portugal)  
   *
João Pereira de Matos (Portugal)  
   *
António Cândido Franco (Portugal)

17:30
Mesa de apresentação de Livros – BABEL
– O Teatro da Vacuidade ou a impossibilidade de ser eu – Paulo Borges
– Fernando Pessoa e Nietzsche: O pensamento da pluralidade – Nuno Ribeiro