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quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Inês de Castro, 666 anos de Saudade!

Inês de Castro, mulher proibida, rainha cadáver, encarnação do primeiro mito da Saudade, a manifestação sublime daquela supervivência do amor que integra as linhas míticas da tradição portuguesa, foi assassinada neste dia, há 666 anos.

Drama de Inês de Castro, pintura de Columbano Bordalo Pinheiro.

segunda-feira, 28 de setembro de 2020

9 Séculos - Revista da Lusofonia

Em Guimarães, nossa cidade berço, assistiu-se ao nascimento um projecto que visa repensar a nossa cultura e presença no mundo. 9 Séculos é o título de uma nova revista semestral que tem como principal desiderato a celebração da Portugalidade e da Lusofonia. Tendo como seu director Barroso da Fonte, uma ilustre e combativa figura da cultura vimaranense e nacional, este projecto promete afirmar-se no campo da desintoxicação histórica e cultural. 
Pensando Portugal, a Portugalidade e a Lusofonia, esta revista estreou-se no mês passado, num formato de luxo que, certamente, agradará a leitores e coleccionadores. Os conteúdos são vastos e bastante diversificados. Da História à cultura e ao pensamento, esta publicação reserva ainda uma interessante secção de crítica literária e outra de divulgação poética, ou não fosse o seu director o fundador do jornal literário Poetas & Trovadores. 
Para além do já citado Barroso da Fonte, encontram-se entre a lista de colaboradores deste primeiro número da revista 9 Séculos personalidades como Abel de Lacerda Botelho - presidente da Fundação Lusíada -, Paulo Samuel, João Miranda, Milena de Barros, Narciso Machado, Maria da Conceição Falcão Ferreira, Luís Sá Cunha, Armando Palavras, Alberto Ribeiro Soares, entre outros. 
Não deixem de equacionar o apoio a esta nova publicação, tornando-se assinantes. Para o fazer bastará entrar em contacto com a redacção da publicação, através do seguinte endereço de correio electrónico: revista9seculos@gmail.com. Portugal merece.

Capa do primeiro número da revista 9 Séculos.

sábado, 22 de agosto de 2020

Nuno Álvares Pereira: Homem, Herói e Santo

Na edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo, ainda no rescaldo do 635.º aniversário da Batalha de Aljubarrota, celebrado a 14 de Agosto, foi publicado um artigo-recensão de José Almeida sobre o mais recente livro do historiador José de Carvalho. D. Nuno Álvares Pereira: o Homem, o Herói, o Santo, publicado pela Scribe, não só nos relata as diversas facetas do nosso Santo Condestável, como aponta para um itinerário condestabrino, ideal para inspirar e animar os passeios de família. A Nova Casa Portuguesa convida-o a conhecer este livros através deste artigo, evocativo de D. Nuno de Santa Maria, o Galaaz de Portugal.    

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Aljubarrota

Batalha de Aljubarrota representada numa iluminura do séc. XV.

Aljubarrota

I

Vivo perfil da Pátria, na beleza
Da tua austera e cândida expressão,
Vinca-te um jeito amargo de tristeza,
Perturba-te uma estéril comoção…

D'antes, uma alegria andava presa
Ao resplendor da tua perfeição,
E até na hora longa da incerteza
Tinhas a luz do sonho e da ambição!

Via-te o mundo ― sobr'o mundo inteiro...
E a bruma do horizonte se alongava
A inquieta limpidez do teu olhar.

Perfil d`águia num píncaro altaneiro!
― Um rumor de asas fortes perpassava,
De polo a polo, irmão da voz do Mar…

II

Amanheceu a tua eternidade
Na batalha que a história não olvida ―
― Como do fogo surge a majestade
Dum bronze eterno em que se esculpe a vida!

Lágrimas, sangue, dor, gritos, saudade,
― A terra ainda as relembro, comovida!...
Mas rompia mais clara a claridade
Da tua graça heróica ou insofrida!...

― Viessem horas como aquelas horas
Em que o ingénuo sangue nas auroras
de perdida no sangue das acções!

E em que, no beijo que de ti baixava,
O desejo da Pátria exasperava
O puro ardor de nobres corações…

João de Barros

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Fado: uma retrospectiva histórica

Muito discutirão que o Fado não é fenómeno representativo de todo o Portugal, porém a verdade e o coração dizem-nos precisamente o contrário. Para além de um género musical, o Fado é também comunidade, identidade, cultura, literatura e poesia. É a nossa língua em contacto profundo com as nossas esperanças e desesperanças, com os amores e desamores de indivíduos e comunidades que compõem a realidade material do nosso corpo pátrio. Mas, mais do que tudo isso, o Fado é uma «estranha forma de vida», uma evocação da alma colectiva portuguesa. É um mistério que nos acompanha e para o qual muitos procuraram encontrar respostas. 
Este curto vídeo que hoje aqui apresentamos coloca em retrospectiva os últimos 200 anos do Fado. Um exercício de divulgação e sistematização histórica que, por certo, ajudará muitos a descobrir a História do Fado.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Nacionalismo e Populismo em Portugal

«...o nacionalismo é a ética para a qual cada nação, enquanto nação, constitui um valor supremo. Volto a expô-lo agora visto que, sem um entendimento mínimo sobre o conceito de nacionalismo, corremos o risco de o aceitar acriticamente nos termos mesmos em que o entendem os seus inimigos.»
Bruno Oliveira Santos em Nova Frente
 
Na próxima Segunda-Feira, 10 de Agosto, às 21:15, o Grupo Viriatos promove uma palestra subordinada ao tema Nacionalismo e Populismo em Portugal. O orador convidado é Bruno Oliveira Santos, autor de obras como Nova Frente e Histórias Secretas da PIDE/DGS. Esta apresentação será feita através da plataforma digital “Zoom”, pelo que os interessados deverão efectuar a sua inscrição prévia. 
Para o fazer, basta escrever para g.viriatos@gmail.com, enviando o nome e endereço de correio electrónico. Posteriormente, durante a tarde de Segunda-Feira, será enviada uma mensagem a todos os inscritos com a ligação através da qual poderão aceder a esta apresentação. 
A inscrição e participação são gratuitas, mas a sessão tem um limite máximo de apenas 100 pessoas. Garanta já o seu lugar e participe.

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segunda-feira, 27 de julho de 2020

A herança de António de Oliveira Salazar

Neste dia, há 50 anos, a alma de António de Oliveira Salazar repatriava-se em Deus. Para trás deixou-nos um impressionante trabalho de restauração nacional, concretizado graças a um esforço assente em três grandes pilares: inteligência, integridade e dedicação. Último chefe providencial da velha Europa, recuperou a respeitabilidade internacional da Nação Portuguesa, recuperou a contas públicas, industrializou o país, desenvolveu a Saúde e a Educação, criou inúmeras infra-estruturas públicas, desenvolveu as várias redes de transportes, possibilitou o regresso da cultura nacional aos lugares cimeiros das elites europeias, entre inúmeros outras concretizações. Figura incontornável e inexcedível da nossa História, legou-nos, para além da sua obra política, um pensamento pleno de actualidade, do qual qualquer governante contemporâneo poderá ainda hoje retirar os melhores exemplos e ensinamentos.     
A edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo trouxe um excelente artigo de Marcos Pinho de Escobar no qual o investigador analisou, criteriosamente, o legado, material e espiritual, de António de Oliveira Salazar. Um bonita evocação, autêntica, corajosa e descomplexada, capaz de levar a luz da verdade às trevas originárias das mentiras dos delatores hodiernos. 

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Salazar na Argentina

Entre os vários países em que se verifica um aumento do interesse pelo pensamento e a obra de António de Oliveira Salazar, a Argentina destaca-se entre os primeiros. Esta semana, nas vésperas do 50.º aniversário da morte do arquitecto do Estado Novo, ocorrida a 27 de Julho de 1970, o canal de televisão argentino TVL1 evocou a memória do nosso antigo Presidente do Conselho, dedicando-lhe uma merecida homenagem. 
Juan Manuel Soaje Pinto, apresentador do programa Contracara, entrevistou Marcos Pinho de Escobar, doutor em Ciência Política e autor da obra Perfiles Maurrasianos en Oliveira Salazar. Especialista em pensamento contra-revolucionário e temas tradicionalistas, o investigador português analisou a actualidade da obra, pensamento e exemplo de António de Oliveira Salazar. Um testemunho pleno de rigor e saber, capaz de aportar interessantes subsídios à releitura e reinterpretação desta fantástica personagem da História de Portugal.


Programa de homenagem a António de Oliveira Salazar, nos 50 anos da sua morte.

sábado, 13 de junho de 2020

A Guerra da Restauração na blogosfera

Com o regresso à actividade da Nova Casa Portuguesa, não poderíamos deixar de visitar os singulares recantos dos nossos velhos amigos e camaradas da blogosfera. Assim, a primeira dessas visitas não poderia deixar de ser ao mítico Eternas Saudades do Futuro. O seu autor, João Marchante, para além de reconhecido esteta, cultiva uma belíssima prosa, tanto na forma, como no conteúdo. Resiliente e corajoso, ao ponto de manter o seu blogue ininterruptamente activo desde 2007, prossegue com o seu pedagógico labor de divulgação e firmamento da cultura e identidade nacional.
Sempre atendo às movimentações culturais destas trincheiras digitais, publicou há poucos dias uma interessante nota informativa a propósito de um outro fenómeno de longevidade na blogosfera lusa. Referimo-nos ao blogue de História Militar chamado Guerra da Restauração. Um espaço dedicado à divulgação de conteúdos históricos, eventos e publicações consagradas à temática da nossa Guerra Restauração ou da Aclamação,  ocorrida entre 1641 e 1668. Jorge Penim de Freitas, autor desse blogue, é Professor e investigador na área da História Militar, membro do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar e autor de inúmeras obras e artigos relativos ao tema em questão. Por isso, não deixem de conhecer e explorar esta importante fonte de recursos para a compreensão da nossa Guerra da Restauração. 

(Clicar na imagem para aceder ao blogue Guerra da Restauração.)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Livraria Lello, uma jóia que continua a encantar o mundo!

Fundada em 1906, a Livraria Lello é cada vez mais valorizada enquanto espaço nobre da cidade do Porto. Anualmente visitada por mais de um milhão de pessoas, esta livraria foi durante um século baluarte da alta-cultura portuense e portuguesa, tornando-se numa embaixada da cultura nacional. Associada a inúmeros escritores portugueses e estrangeiros, a Lello não é hoje a livraria de qualidade que foi em tempos. Mais comercial na sua oferta livreira, conserva, apesar de tudo, o espírito e a beleza análoga a uma História e tradição materializada na exuberância do seu corpo físico - o belíssimo edifício das ruas das Carmelitas. Noticiada em todo o mundo como uma das mais belas livrarias do mundo, ontem foi a vez do jornal italiano Il Primato Nazionale publicar uma peça sobre a nobre e singular livraria Lello & Irmão. Este artigo, da autoria de Guido Bruno e José Almeida, pode ser consultado através da seguinte ligação: goo.gl/S6GJax.  

(Clicar na imagem para aceder ao artigo.)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aurélia de Sousa: Memórias de uma Exposição

Terminou ontem a exposição Aurélia, Mulher Artista. Uma mostra retrospectiva da obra de Aurélia de Sousa, organizada nos 150 anos do seu nascimento. Distribuída por dois pólos diferentes, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e o Museu da Quinta de Santiago, esta foi a maior exposição da genial pintora portuguesa jamais realizada após a sua morte.
Ao longo dos últimos 5 meses foi possível admirar um vasto conjunto de obras desta artista, muitas delas provenientes de colecções privadas, fomentando-se, uma vez mais, a discussão em torno do presente ocultamento da arte portuguesa. Com efeito, poder-se-á dizer que esta exposição, em conjunto com a de Amadeo de Souza-Cardoso - recentemente realizada em Paris -, prestou um importante contributo para a revalorização da arte portuguesa a nível nacional e internacional. Numa altura em que o Porto é alvo da preferência de turistas de todo o mundo impõem-se, enquanto cidade-berço para várias escolas e gerações de artistas, a promoção deste tipo de iniciativas, tão enriquecedoras como fundamentais para a promoção da cultura portuguesa.
As fotografias que aqui apresentamos remetem-nos para a parte da exposição patente na Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, procurando contribuir para a divulgação da obra de Aurélia de Sousa e a perpetuação da memória do excelente serviço público prestado por esta iniciativa.

Painel de divulgação da exposição de Aurélia de Sousa, colocado à entrada
da Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio.

Sala principal da exposição.

Panorâmica da exposição.

Outra panorâmica da exposição.

Menina num estúdio de pintura (s.d.).

À Sombra (s.d.).

Alguns desenhos de Aurélia de Sousa realizados na sua juventude.

Esboços e estudos de Aurélia de Sousa.

Filósofo (Diógenes) (s.d.).

Auto-Retrato (1889).

Auto-Retrato (s.d.).

Retrato de Natália Rocha (s.d.).

Retrato de Luciana Dias Gaspar (s.d.). Uma obra que revela alguns
traços precursores do nosso primeiro modernismo.

História de Coelhos (Biombo em Tríptico) (s.d.).

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Ainda a homenagem a Fernando Guedes

Pela sua dimensão e impacto causado junto da vida cultural portuguesa, certas figuras jamais são recordadas e evocadas demasiadas vezes. Apesar de já aqui termos publicado uma brevíssima nota sobre o recente falecimento de Fernando Guedes, não poderíamos deixar de partilhar um texto publicado na edição desta semana do semanário O Diabo, sobre este nosso ilustre editor, poeta e intelectual. 
Trata-se de um excelente artigo de Vasco Silva, acompanhado por um testemunho de Miguel Castelo-Branco e uma ilustração de Haylane Rodrigues. Uma bela homenagem a juntar a um outro interessante texto, da autoria de Carlos Maria Bobone, intitulado Fernando Guedes, o homem da cultura vencida, publicado no Observador.

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Fernando Guedes, o Editor (1929-2016)

Custa ver partir os velhos mestres. Faleceu ontem, em Lisboa, Fernando Guedes, um dos principais editores portugueses do século XX. 
Nascido na cidade do Porto, em 1929, foi fundador da Editorial Verbo e esteve ligado ao aparecimento de importantes revistas culturais como a Távola Redonda, com António Manuel Couto Viana, David Mourão-Ferreira, Alberto Lacerda e Fernanda Botelho, ou a Tempo Presente, com António José de Brito, Goulart Nogueira, Caetano de Melo Beirão e, uma vez mais, Couto Viana. Entre outras obras e colecções que marcaram a história da edição em Portugal, Fernando Guedes foi o grande responsável pela criação da Enciclopédia de Cultura Luso-Brasileira, assim como pela famosa colecção económica Biblioteca Básica Verbo - Livros RTP que dotou muitos lares portugueses com algumas obras fundamentais da literatura e da poesia mundiais. 
Homem vertical e integral, foi também poeta, crítico de arte, ensaísta e historiador de destaque. O prestígio alcançado ao longo do seu percurso cultural e profissional levou a sua fama além-fronteiras. Participou em inúmeros encontros internacionais, recebendo vários prémios, galardões, distinções e condecorações. Pensador e intelectual "não-conforme", ocupou internacionalmente os cargos de presidente da Federação de Editores Europeus e de presidente honorário da União Internacional de Editores. Patriota alheio aos "ventos da História", jamais se deixou sujeitar ao suposto monopólio cultural da esquerda, mantendo-se fiel aos seus princípios e ideais, mesmo nos piores momentos. 
A Cultura Portuguesa sentirá a sua falta com saudade e pesar! 

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Memórias da Idade de Ouro do Boxe em Portugal

1929, Lisboa, Portugal. A Praça de Touros do Campo Pequeno enche-se para assistir ao combate entre José Santa "Camarão" e Barrick. O boxe era então um desporto com mística e bastantes entusiastas entre nós. Espaços como o Campo Pequeno e o Parque Mayer, em Lisboa, ou, anos mais tarde, o futuro Pavilhão Rosa Mota, no Porto, enchiam-se de multidões que aí afluíam para assistir aos combates. 
Com o passar dos anos foi-se esmorecendo a grande euforia em torno desta "nobre arte", perdendo-se aos poucos a chama e o entusiasmo. A modalidade acabou por entrar, inevitavelmente, numa situação de marginalidade e esquecimento junto do cidadão comum. 
Recuperar a memória desses tempos idos é prestar uma justa homenagem a vários atletas portugueses que, tal como José Santa "Camarão", elevaram desportivamente Portugal, dignificando as cores nacionais. Por esse motivo, há que restituir ao boxe português a glória de outros tempos. 
Aguardemos pelo futuro! 

Casa cheia na Praça de Touros do Campo Pequeno por ocasião do
combate de boxe entre Santa "Camarão" e Barrick, a 14 de Abril de 1929.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Assinaturas da revista Nova Águia

Fundada em 2008, a revista Nova Águia tem vindo a revitalizar o espírito da histórica revista A Águia que, em inícios do século XX, marcou de forma indelével o panorama cultural e filosófico português.
Assinar a Nova Águia é estar a participar activamente na publicação da «única revista portuguesa de qualidade que, sem se envergonhar nem pedir desculpa, continua a reflectir sobre o pensamento português.» Por esse motivo, a Nova Casa Portuguesa apoia este projecto desde a sua primeira hora, sugerindo aos nossos amigos e habituais visitantes a assinatura desta revista, bem como o apoio incondicional a este importante projecto!
Para mais informações visitem http://novaaguia.blogspot.pt, ou www.zefiro.pt/novaaguia.htm.



(Clicar na imagem para aceder à página de assinaturas da editora Zéfiro.)

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Cinquentenário da morte de Delfim Santos (1966-2016)

«Delfim Santos foi de facto um pensador que deu atenção à tradição filosófica portuguesa, promoveu-a e reconheceu o seu valor intrínseco... Pensador profundo, dialogou com a filosofia do seu tempo dando atenção, simultaneamente, aos autores portugueses e estrangeiros.»
Maria de Lourdes Sirgado Ganho em Dicionário 
Crítico de Filosofia Portuguesa.

Delfim Santos em Berlim (1938).

Passa este ano meio século desde a morte de Delfim Santos. Filósofo, Professor, crítico, homem de cultura integral, deixou-nos um importante legado materializado nas suas obras, artigos e importantes trocas epistolares. Conhecido e aclamado aquém e além-fronteiras, foi um importante vulto da intelectualidade portuguesa do século XX, devendo ser hoje lembrado e celebrado.
Nesse sentido, estão já agendadas algumas iniciativas para o corrente ano, incluindo colóquios, conferências, exposições e várias publicações. Entre estas, destaque para o quarto número da revista Delfim Santos Studies. A programação de todos estes eventos e acontecimentos encontra-se disponível na página Ler Delfim Santos
Nascido no Porto, a 6 de Novembro de 1907, Delfim Santos faleceu em Lisboa, a 25 de Setembro de 1966. Tinha apenas 58 anos. Não obstante a monumentalidade da sua obra, assim como o alcance das suas acções, esperava-se ainda muito daquele que foi um dos mais carismáticos interlocutores e divulgadores do pensamento português junto das elites estrangeiras da sua época. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

Aurélia de Sousa, 150 anos

«A pintora Aurélia de Sousa logrou alcançar reconhecimento pela qualidade técnica do seu trabalho, um factor aliado à sua condição de "mulher-artista". Efectivamente, o nome de Aurélia ainda constitui uma excepção dentro da galeria dos grandes pintores portugueses, a par do de Josefa de Óbidos, a pintora do barroco português.»
Adelaide Duarte em Aurélia de Sousa

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A cidade do Porto foi, na viragem do século XIX para o século XX, um importante farol para a arte e cultura europeias. Da pintura à escultura, passando pela poesia, literatura e filosofia, a Invicta revelou-se berço de génios e ponto congregador de artistas e intelectuais. Em 2016 comemoram-se os 150 anos do nascimento de Aurélia de Sousa, uma das figuras mais relevantes da pintura portuguesa dos últimos 200 anos que, a partir da cidade do Porto, alcançou uma surpreendente notoriedade internacional.
Tendo estudado na Academia de Belas-Artes do Porto, com Marques de Oliveira, e na Académie Julian de Paris, com Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, Aurélia de Sousa destacou-se pelo seu génio e singularidade criativa no meio artístico da sua época. Conhecida como interlocutora da estética naturalista, foi antes de mais uma artista livre de amarras estéticas, sabendo conferir a si mesma uma liberdade definidora dos seus fulgores criativos. Das paisagens aos seus auto-retratos, absorve-se da sua obra pictórica o registo intimista das vivências quotidianas da sociedade do seu tempo. Artista de transição, inspirada e atenta – tanto à tradição como às revoluções artísticas da sua época –, Aurélia de Sousa anunciou a convulsão emergente da modernidade.
Contrariamente ao que se tem vindo a afirmar junto de certos círculos, esta artista portuguesa nascida a 13 de Junho de 1866, em Valparaíso, no Chile, não representa, tal como o conjunto da sua obra, qualquer forma percursora do feminismo em Portugal. Pelo contrário, o que Aurélia de Sousa tão bem conseguiu imortalizar nas suas obras foi a beleza e delicadeza da essência feminina em todo o seu esplendor. Não obstante a existência das possíveis condicionantes e constrangimentos que, naquela época, poderiam advir da sua condição de mulher, esse factor jamais constituiu um obstáculo à consagração do seu génio.
Para além de ter estudado em França, Aurélia de Sousa também expôs naquele país, onde a sua obra foi, tal como em Portugal, aclamada e premiada. Assente numa matriz bem portuguesa, a qualidade do seu trabalho levou a que a sua carreira tomasse uma dimensão internacional, sendo ainda hoje aclamada como a principal pintora lusitana desde Josefa de Óbidos. Viajante inquieta e experimentadora de novas técnicas de pintura, dedicou-se também à ilustração e à fotografia. Desde cedo respeitada e admirada por críticos e colegas, fez da Quinta da China, propriedade adquirida pelos seus pais na cidade do Porto aquando do regresso da América do Sul, o seu espaço de predilecção, instalando aí a sua oficina de pintura.
Tendo em vista a celebração dos 150 anos do seu nascimento, inaugurou-se, no passado dia 13 de Junho, uma exposição intitulada “Aurélia, mulher e artista”. Esta mostra encontra-se dispersa por dois espaços distintos: Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira; Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, no Porto. Esta última instituição – recorde-se –, reúne, juntamente com o Museu Nacional Soares dos Reis, o principal espólio desta artista. Organizada pelas autarquias do Porto e Matosinhos, esta exposição foi comissariada por Filipa Lowndes Vicente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Patente ao público até ao dia 30 de Outubro, esta será, seguramente, a principal exposição póstuma de Aurélia de Sousa. Uma justa homenagem àquela que constitui um dos grandes “génios ocultos” legados por Portugal à arte europeia.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós

«Importa saber (ou melhor: importa crer) que entre Isabel, a rainha que foi Santa, Dom Dinis, o rei que foi Poeta, - e o Quinto Império, - existem, sem dúvida, ligações herméticas.»
Vicente Sanches em A Rainha Santa e o Rei Poeta.

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Personalidade de imensa devoção junto do povo português, a Rainha Santa Isabel constitui um símbolo da nossa identidade histórica e espiritual. A sua bondade, os seus milagres e a sua acção junto dos mais pobres jamais foi esquecida pelo povo que tanto amou e procurou cuidar, sobretudo nos momentos de maior aflição. A sua ligação ao culto do Espírito Santo, bem como à criação da Ordem de Cristo, conferem-lhe um papel fundamental na nossa História e projecção no mundo.
Integrado no V Centenário da Beatificação da Rainha Santa Isabel, celebrado em 2016, o pensador e ensaísta Pedro Teixeira da Mota irá apresentar, no Porto, uma comunicação intitulada O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós. Esta conferência terá lugar no dia 22 de Junho, pelas 21:30, no Espaço Artes.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Google evoca o 10 de Junho

Na sequência das habituais comemorações de efemérides levadas a cabo pela Google, a empresa norte-americana levou a cabo hoje uma nova homenagem a Portugal. Celebrando o nosso 10 de Junho, Dia de Portugal, Dia de Luís Vaz de Camões, Dia da Raça e Dia das Comunidades Portuguesas, o doodle que figurará entre nós durante este dia no mais popular motor de busca do mundo será uma ilustração da artista Alyssa Winans. Contendo as cores da bandeira nacional e uma representação do Castelo de Guimarães ao centro, esta ilustração capta o sentido estético do espírito pátrio conforme era celebrado durante o Estado Novo. Uma belíssima síntese entre a tradição e a estética de gosto modernista.   

Doodle evocativo do Dia de Portugal. Um trabalho gráfico da ilustradora
norte-americana Alyssa Winans.