Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 24 de novembro de 2020

IV Encontro Nacional de Literaturismo

No próximo dia 27 de Novembro, a partir das 9:30, decorre no Forte de S. João da Baptista da Foz do Douro, no Porto, o IV Encontro Nacional de Literaturismo. Trata-se de mais uma iniciativa idealizada pelo poeta e ensaísta José Valle de Figueiredo que, desde há várias décadas, se tem interessado e debruçado sobre as chamadas geografias literárias, explorando a partir desse conceito uma série de importantes valências do ponto de vista cultural, social, identitário e comunitário. 
Tal como nas edições anteriores, a participação neste encontro promovido pela União de Freguesias de Aldoar, Foz e Nevogilde será livre e aberta a toda a comunidade. Para acompanhar as sessões de trabalho que contarão com as intervenções de nomes como José Augusto Maia Marques, Isabel Ponce de Leão, Sílvia Quinteiro, Francisco Mesquita Guimarães, Helder Pacheco, ou o próprio José Valle de Figueiredo, bastará enviar uma mensagem de correio electrónico para o secretariado do evento, através do endereço geral@uf-aldoarfoznevogilde.pt, pedindo a ligação para a plataforma Zoom. Não percam! 

(Clicar na imagem para consultar o programa.)

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A "Renascença Portuguesa": Pensamento, Memória e Criação

Após largos anos de espera, será finalmente apresentada a obra A "Renascença Portuguesa": Pensamento, Memória e Criação, publicada pela U.Porto Edições. A sessão de lançamento terá lugar no próximo dia 22 de Fevereiro, pelas 18:00, na Biblioteca do Fundo Antigo da Reitoria da Universidade do Porto. Este livro compila os textos apresentados no Colóquio Internacional Pensamento, Memória e Criação no Primeiro Centenário da ‘Renascença Portuguesa’ (1912-2012), realizado entre 29 Novembro e 1 de Dezembro de 2012, nas cidades do Porto e Amarante.  
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar para ampliar.)

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Tertúlias de Cultura Portuguesa de 2018

As Tertúlias de Cultura Portuguesa estão de regresso à cidade do Porto. No ano em que se celebra o centenário do nascimento de Dalila Pereira da Costa (1918-2012), personagem incontornável da cultura e do pensamento português - autora de obras como O Esoterismo de Fernando Pessoa, A Força do Mundo, A Nau e o Graal, Da Serpente à Imaculada, Introdução à Saudade, Portugal Renascido, Corografia Sagrada, As Margens Sacralizadas do Douro Através dos Vários Cultos, entre outras -, este ciclo de encontros não poderia deixar de lhe ser dedicado.
Organizadas por Joaquim Domingues, José Almeida e Pedro Sinde, através do MIL - Movimento Internacional Lusófono e da revista Nova Águia, as Tertúlias de Cultura Portuguesa têm uma periodicidade mensal, decorrendo entre os meses de Fevereiro e Novembro, no auditório do Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto. 
À imagem das edições passadas, estes encontros reunirão alguns dos principais exegetas e pensadores da Cultura Portuguesa. Deste modo, entre a lista dos convidados poderemos encontrar os nomes de Abel de Lacerda Botelho, Alexandre Teixeira Mendes, Brunello Natale De Cusatis, Cynthia Taveira, Elísio Gala, Henrique Manuel Pereira, Joaquim Domingues, José Almeida, José Carlos Seabra Pereira, José Manuel Lello, José Rui Teixeira, José Valle de Figueiredo, Mafalda Ferro, Manuel Rezende, Maria João Pinto, Maria José Leal, Paulo Borges, Paulo Samuel, Pedro Jacob Morais, Pedro Sinde, Pedro Teixeira da Mota, Pinharanda Gomes, Renato Epifânio, Rodrigo Sobral Cunha, Rui Lopo, entre outros.
A primeira sessão terá lugar no próximo dia 17 de Fevereiro, às 14:30, no Palacete dos Viscondes de Balsemão. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Livraria Lello, uma jóia que continua a encantar o mundo!

Fundada em 1906, a Livraria Lello é cada vez mais valorizada enquanto espaço nobre da cidade do Porto. Anualmente visitada por mais de um milhão de pessoas, esta livraria foi durante um século baluarte da alta-cultura portuense e portuguesa, tornando-se numa embaixada da cultura nacional. Associada a inúmeros escritores portugueses e estrangeiros, a Lello não é hoje a livraria de qualidade que foi em tempos. Mais comercial na sua oferta livreira, conserva, apesar de tudo, o espírito e a beleza análoga a uma História e tradição materializada na exuberância do seu corpo físico - o belíssimo edifício das ruas das Carmelitas. Noticiada em todo o mundo como uma das mais belas livrarias do mundo, ontem foi a vez do jornal italiano Il Primato Nazionale publicar uma peça sobre a nobre e singular livraria Lello & Irmão. Este artigo, da autoria de Guido Bruno e José Almeida, pode ser consultado através da seguinte ligação: goo.gl/S6GJax.  

(Clicar na imagem para aceder ao artigo.)

terça-feira, 23 de maio de 2017

Nossa Senhora na Literatura Portuguesa

Portugal foi ao longo da sua História uma Pátria marcada pelo signo de Cristo, tendo sido escolhida desde cedo, por vontade Divina, para tornar-se numa terra dedicada à Nossa Senhora. Ao longo dos séculos a presença da Virgem tem marcado os desígnios e os trilhos espirituais da nossa Pátria e do nosso Povo. Esta importante presença, em tudo definidora da Fé dos portugueses, encontra na religião, mas também na poesia, literatura e tradição popular o seu testemunho vivo.
Assim, aproveitando a comemoração do Centenário das Aparições de Fátima, o ciclo Foz Literária, dedica a sua sessão de amanhã à presença de Nossa Senhora nas letras portuguesas. Contando com a as presenças de José Valle de Figueiredo, Cuca Sarmento, Inês Taveira, Irene Costa Marques, Leonor Trigueiros e Rosa Leal, este encontro está marcado para as 18:30, no Forte S. João da Foz, no Porto. 
 A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

I Jornadas de Cultura Portuguesa

Criada em 2006, por iniciativa de Arnaldo de Pinho e Sophia de Mello Breyner Andresen, a Cátedra Poesia e Transcendência tem organizado inúmeros encontros, colóquios e conferências, dinamizando o meio académico e cultural português. Afecta ao Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa, a Cátedra de Sophia - como também é conhecida -, possui um carácter multidisciplinar, procurando estudar as relações entre a Poesia e o fenómeno da Transcendência, tanto em autores nacionais como estrangeiros.
No próximo Sábado, pelas 10:30, no campus da Foz da Universidade Católica Portuguesa, a Cátedra de Sophia organizará as suas I Jornadas de Cultura Portuguesa. Um evento que se espera poder vir a tomar uma periodicidade anual. Esta primeira edição, dedicada à memória de António Pedro, escritor, encenador e artista plástico falecido em 1966, contará com as participações de Henrique Manuel Pereira, José Rui Teixeira, José Pedro Angélico, Pedro Pereira, Teresa André, Fernando de Castro Branco, Jorge Teixeira da Cunha, entre outros. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para consultar o programa.)

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Viajar com Ramalho Ortigão

«Pioneiro das travessias de Portugal, amador enternecido da Alma, das Terras e das Gentes Portuguesas, melhor que ninguém soube trespassar-nos numa volta que nos envolve a todos, caminhantes desta terra, mas sobretudo, caminhantes dentro de nós próprios, num tempo em que é por dentro de cada um que a viagem por Portugal tem de principiar.»
José Valle de Figueiredo em Viajar com Ramalho Ortigão

Crítico e visionário, Ramalho Ortigão foi um autor de génio que soube colocar-se ao lado dos que, no seu tempo, amavam e se preocupavam com a actualidade e futuro de Portugal. A sua obra reflecte o modo como viveu, a sua forma de pensar, as suas paixões e os seus ódios. Podemos por isso afirmar que Ramalho Ortigão, à semelhança de outras personalidades coevas como Eça de Queirós, Sampaio Bruno, ou Guerra Junqueiro, encarnou o espírito de uma época inquieta e inquietante, na qual se jogava a própria existência histórica de Portugal. 
Na próxima Quinta-Feira, dia 24 de Novembro, pelas 18:30, no Forte de S. João Baptista, na Foz do Douro, será apresentada a mais recente obra de José Valle de Figueiredo, intitulada Viajar com Ramalho Ortigão. Esta sessão servirá também de mote a uma justa evocação de Ramalho Ortigão, cujas ligações à cidade do Porto são também bastante fortes.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Aurélia de Sousa: Memórias de uma Exposição

Terminou ontem a exposição Aurélia, Mulher Artista. Uma mostra retrospectiva da obra de Aurélia de Sousa, organizada nos 150 anos do seu nascimento. Distribuída por dois pólos diferentes, Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio e o Museu da Quinta de Santiago, esta foi a maior exposição da genial pintora portuguesa jamais realizada após a sua morte.
Ao longo dos últimos 5 meses foi possível admirar um vasto conjunto de obras desta artista, muitas delas provenientes de colecções privadas, fomentando-se, uma vez mais, a discussão em torno do presente ocultamento da arte portuguesa. Com efeito, poder-se-á dizer que esta exposição, em conjunto com a de Amadeo de Souza-Cardoso - recentemente realizada em Paris -, prestou um importante contributo para a revalorização da arte portuguesa a nível nacional e internacional. Numa altura em que o Porto é alvo da preferência de turistas de todo o mundo impõem-se, enquanto cidade-berço para várias escolas e gerações de artistas, a promoção deste tipo de iniciativas, tão enriquecedoras como fundamentais para a promoção da cultura portuguesa.
As fotografias que aqui apresentamos remetem-nos para a parte da exposição patente na Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, procurando contribuir para a divulgação da obra de Aurélia de Sousa e a perpetuação da memória do excelente serviço público prestado por esta iniciativa.

Painel de divulgação da exposição de Aurélia de Sousa, colocado à entrada
da Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio.

Sala principal da exposição.

Panorâmica da exposição.

Outra panorâmica da exposição.

Menina num estúdio de pintura (s.d.).

À Sombra (s.d.).

Alguns desenhos de Aurélia de Sousa realizados na sua juventude.

Esboços e estudos de Aurélia de Sousa.

Filósofo (Diógenes) (s.d.).

Auto-Retrato (1889).

Auto-Retrato (s.d.).

Retrato de Natália Rocha (s.d.).

Retrato de Luciana Dias Gaspar (s.d.). Uma obra que revela alguns
traços precursores do nosso primeiro modernismo.

História de Coelhos (Biombo em Tríptico) (s.d.).

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Ideia e Ritmo na Poesia de Junqueiro

«Poeta fortemente emocionado pelo momento que vive, a sua obra não podia deixar de ter uma larga expressão social e revolucionária e a expressão filosófica que se continha no pensamento social e revolucionário do seu tempo, simultaneamente romântico e realista. Quando toma bem consciência de tudo isso, é que Junqueiro surge e domina todas as possíveis influências, elaborando-as com o poder admirável do seu génio; e acaba por ser ele mesmo o poeta, entre todos os seus contemporâneos, que maiores influências exerceu na poesia portuguesa.»
Amorim de Carvalho em Guerra Junqueiro e a sua obra poética. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho irá apresentar na próxima Terça-Feira, dia 18 de Outubro, no Porto, uma conferência subordinada ao tema Ideia de Ritmo na Poesia de Junqueiro.
Nesta avaliação estética da obra de um dos principais poetas da História da Literatura Portuguesa, serão abordados temas como: o “século poético português”, a contextualização mental da crítica modernista, a transmutação do pensamento discursivo para o poético, a simbolização e o simbolismo junqueirianos, a métrica na poesia de Junqueiro, entre outros. No final desta sessão, haverá ainda espaço para se discutir sobre o que fazer no centenário da morte do poeta.
A apresentação terá lugar no auditório da Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto Mesquita Carvalho, situado na Rua de Dom Hugo 15, junto à Sé do Porto, às 18h. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Aurélia de Sousa, 150 anos

«A pintora Aurélia de Sousa logrou alcançar reconhecimento pela qualidade técnica do seu trabalho, um factor aliado à sua condição de "mulher-artista". Efectivamente, o nome de Aurélia ainda constitui uma excepção dentro da galeria dos grandes pintores portugueses, a par do de Josefa de Óbidos, a pintora do barroco português.»
Adelaide Duarte em Aurélia de Sousa. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

A cidade do Porto foi, na viragem do século XIX para o século XX, um importante farol para a arte e cultura europeias. Da pintura à escultura, passando pela poesia, literatura e filosofia, a Invicta revelou-se berço de génios e ponto congregador de artistas e intelectuais. Em 2016 comemoram-se os 150 anos do nascimento de Aurélia de Sousa, uma das figuras mais relevantes da pintura portuguesa dos últimos 200 anos que, a partir da cidade do Porto, alcançou uma surpreendente notoriedade internacional.
Tendo estudado na Academia de Belas-Artes do Porto, com Marques de Oliveira, e na Académie Julian de Paris, com Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, Aurélia de Sousa destacou-se pelo seu génio e singularidade criativa no meio artístico da sua época. Conhecida como interlocutora da estética naturalista, foi antes de mais uma artista livre de amarras estéticas, sabendo conferir a si mesma uma liberdade definidora dos seus fulgores criativos. Das paisagens aos seus auto-retratos, absorve-se da sua obra pictórica o registo intimista das vivências quotidianas da sociedade do seu tempo. Artista de transição, inspirada e atenta – tanto à tradição como às revoluções artísticas da sua época –, Aurélia de Sousa anunciou a convulsão emergente da modernidade.
Contrariamente ao que se tem vindo a afirmar junto de certos círculos, esta artista portuguesa nascida a 13 de Junho de 1866, em Valparaíso, no Chile, não representa, tal como o conjunto da sua obra, qualquer forma percursora do feminismo em Portugal. Pelo contrário, o que Aurélia de Sousa tão bem conseguiu imortalizar nas suas obras foi a beleza e delicadeza da essência feminina em todo o seu esplendor. Não obstante a existência das possíveis condicionantes e constrangimentos que, naquela época, poderiam advir da sua condição de mulher, esse factor jamais constituiu um obstáculo à consagração do seu génio.
Para além de ter estudado em França, Aurélia de Sousa também expôs naquele país, onde a sua obra foi, tal como em Portugal, aclamada e premiada. Assente numa matriz bem portuguesa, a qualidade do seu trabalho levou a que a sua carreira tomasse uma dimensão internacional, sendo ainda hoje aclamada como a principal pintora lusitana desde Josefa de Óbidos. Viajante inquieta e experimentadora de novas técnicas de pintura, dedicou-se também à ilustração e à fotografia. Desde cedo respeitada e admirada por críticos e colegas, fez da Quinta da China, propriedade adquirida pelos seus pais na cidade do Porto aquando do regresso da América do Sul, o seu espaço de predilecção, instalando aí a sua oficina de pintura.
Tendo em vista a celebração dos 150 anos do seu nascimento, inaugurou-se, no passado dia 13 de Junho, uma exposição intitulada “Aurélia, mulher e artista”. Esta mostra encontra-se dispersa por dois espaços distintos: Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira; Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, no Porto. Esta última instituição – recorde-se –, reúne, juntamente com o Museu Nacional Soares dos Reis, o principal espólio desta artista. Organizada pelas autarquias do Porto e Matosinhos, esta exposição foi comissariada por Filipa Lowndes Vicente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Patente ao público até ao dia 30 de Outubro, esta será, seguramente, a principal exposição póstuma de Aurélia de Sousa. Uma justa homenagem àquela que constitui um dos grandes “génios ocultos” legados por Portugal à arte europeia.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós

«Importa saber (ou melhor: importa crer) que entre Isabel, a rainha que foi Santa, Dom Dinis, o rei que foi Poeta, - e o Quinto Império, - existem, sem dúvida, ligações herméticas.»
Vicente Sanches em A Rainha Santa e o Rei Poeta.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Personalidade de imensa devoção junto do povo português, a Rainha Santa Isabel constitui um símbolo da nossa identidade histórica e espiritual. A sua bondade, os seus milagres e a sua acção junto dos mais pobres jamais foi esquecida pelo povo que tanto amou e procurou cuidar, sobretudo nos momentos de maior aflição. A sua ligação ao culto do Espírito Santo, bem como à criação da Ordem de Cristo, conferem-lhe um papel fundamental na nossa História e projecção no mundo.
Integrado no V Centenário da Beatificação da Rainha Santa Isabel, celebrado em 2016, o pensador e ensaísta Pedro Teixeira da Mota irá apresentar, no Porto, uma comunicação intitulada O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós. Esta conferência terá lugar no dia 22 de Junho, pelas 21:30, no Espaço Artes.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Os 90 anos da Revolução Nacional de 28 de Maio

No próximo Sábado celebram-se os 90 anos da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926. Uma data na qual se evoca também a memória de todos aqueles que, antes e após essa data, se bateram pelos mesmos princípios, valores e ideais inerentes à nossa tradição espiritual, histórica e política. Este ano, para além dos habituais encontros de celebração desta efeméride, serão ainda apresentados dois ensaios publicados pela editora Contra-Corrente.
Ano após ano, a cada 28 de Maio, um conjunto de patriotas e nacionalistas congrega-se em torno de um esforço conjunto de preservação e manutenção de tudo o que constitui o sagrado ideal pátrio. Não o fazem por mera expressão nostálgica do passado, mas pela consciência da importância da sua missão que visa transmitir aos vindouros a chama de uma tradição viva. Neste ponto, não podemos deixar de evocar a memória de António José de Brito que, há quatro décadas, começou a organizar, no Porto, os célebres jantares do 28 de Maio. Encontros que, perpetuando-se no tempo, começam agora a conhecer outras réplicas espalhadas pelo país, nomeadamente, em Lisboa.
Entender o espírito de 1926 implica a compreensão de uma época que antecede os fatídicos marcos de 1789 e 1820, ajudando-nos a perceber o período que precede os trágicos acontecimentos de 1974. À data da Revolução de Maio, Portugal concluía triunfalmente a sua guerra dos cem anos. O esforço e a vontade empregues nessa movimentação política e social
pró-Portugal impôs a derrota a um século de liberalismo estrangeirado e invasor. Uma vitória apenas conseguida graças ao empenho de inúmeros sectores da comunidade patriótico-nacionalista portuguesa. Militares, monárquicos, republicanos, católicos, ateus, integralistas, fascistas e partidários vários de um nacionalismo autêntico, supra-ideológico, consagrado a um amor incondicional à Pátria, todos eles tomaram parte activa na Revolução de Maio.
Despertos para os erros do passado e a necessidade de garantir o futuro, souberam os heróis de 1926 manter o espírito de união que tantas vezes tem fugido ao nosso Povo. Foi graças ao espírito saído da Revolução Nacional que, até hoje, não se conseguiu, entre nós, extinguir o facho que ilumina a chama do altar da Pátria.
Por este motivo, face aos conturbados dias em que vivemos, celebrar o 28 de Maio reveste-se, a cada ano, de uma crescente importância, pelo que a editora Contra-Corrente preparou um duplo lançamento para marcar essa data. Trata-se da reedição de Os que arrancaram em 28 de Maio, de Óscar Paxeco, e da edição de Salazar, António Ferro e Franco Nogueira: Proas e Mastros do Estado Novo, obra póstuma de Rodrigo Emílio. A apresentação deste último livro, a cargo do historiador Humberto Nuno de Oliveira, decorrerá no próximo Sábado, 28 de Maio, pelas 15:00, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto.

Frontispícios das duas recém publicadas obras da editora Contra Corrente,
disponíveis ao público a partir do próximo dia 28 de Maio.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A Obra e o Pensamento de Amorim de Carvalho

«Portugal é uma pátria que a vontade dos portugueses dignos deste nome (verdadeiras elites) construiu e sustentou, e que a vontade de uma outra raça moral de portugueses (falsas elites) demoliu.»
Amorim de Carvalho em O Fim Histórico de Portugal. 

Passaram quatro décadas desde a morte de Amorim de Carvalho. Personalidade de invulgar inteligência e erudição, marcou de forma indelével a cultura portuguesa, deixando um importante legado cujo eco e influência ultrapassou as nossas fronteiras, chegando a França e Brasil. Nos próximos dias 6 e 7 de Abril terá lugar, no Porto e em Lisboa, um colóquio que visa evocar e discutir a obra e o pensamento deste intelectual.
Destacando-se como poeta, filósofo e esteta, Amorim de Carvalho nasceu na cidade do Porto em 1904. Bisneto por via materna do poeta romântico António Pinheiro Caldas, foi educado no seio de uma família católica, apesar de ainda bastante jovem se ter afastado da fé religiosa. Na sua formação foram importantes as figuras de Teixeira Rego e Basílio Teles. O primeiro, Professor na primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto, colaborador da revista Águia, era um homem de grande sabedoria, interessado em filologia, línguas, filosofia, antropologia e outras áreas do conhecimento, igualmente, caras a Amorim de Carvalho. O segundo, amigo de família, foi uma das personalidades de maior destaque intelectual junto da elite republicana, destacado helenista, bem como um português e europeu consciente da sua condição.
Não obstante a presença e proximidade de tão cativantes vultos, Amorim de Carvalho trilhou um caminho próprio, afastando-se em alguns aspectos das linhas filosóficas seguidas por estes dois pensadores de quem absorveu, essencialmente, os exemplos ético e humano. A sua forte personalidade, aliada a um espírito combativo e intransigente, fizeram-no ganhar o respeito intelectual e algumas amizades até junto daqueles que se antagonizavam com o seu pensamento. Lembramos, por exemplo, o caso de Álvaro Ribeiro, de quem foi bastante amigo, apesar das diferenças e divergências de pensamento existentes entre ambos os filósofos.
O seu legado foi construído entre Portugal e França, país onde voluntariamente se exilou, em 1965, em resultado do isolamento intelectual sentido na sua Pátria. Fixando residência em Paris, apresentou aí, em 1970, a sua tese de doutoramento intitulada De la connaissance en général à la connaissance esthétique. L’esthétique de la nature. Para além da obra poética e literária de Amorim de Carvalho, destacam-se estudos e ensaios como Deus e o Homem na Poesia e na Filosofia, O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno, Fidelino: Um Filósofo da Transitoriedade, Guerra Junqueiro e a sua obra poética, ou o seu importante Tratado de Versificação Portuguesa” - obra que o poeta Rodrigo Emílio considerava indispensável.
O seu último livro, publicado postumamente, intitulou-se O Fim Histórico de Portugal, tratando-se de uma obra, marcadamente, política. Amorim de Carvalho, não tendo sido um partidário do Estado Novo, jamais sentiu qualquer sedução por ideários políticos anti-patrióticos. Deste modo, insurgiu-se de imediato contra o golpe de Estado de Abril de 1974, considerando o abandono das Províncias Ultramarinas um atentado à soberania da Pátria e uma traição contra o seu Povo.
Amanhã, às 14:30, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, inicia-se um colóquio de homenagem a este pensador, que termina no dia seguinte, no Palácio da Independência, em Lisboa. Entre os oradores convidados encontra-se Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, bem como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Samuel, José Almeida, Artur Manso, Renato Epifânio, Samuel Dimas, Manuel Cândido Pimentel, Filipe Delfim Santos, entre outros.
Organizado pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e a Casa Amorim de Carvalho, este encontro é de entrada livre e aberto a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 23 de janeiro de 2016

Junqueiriana - Ciclo de tertúlias sobre Guerra Junqueiro

«Guerra Junqueiro não é apenas poeta, é também pensador, e foi igualmente político e diplomata, homem de ciência, coleccionador de arte e agricultor. Em todas essas dimensões, se bem que em escala diversa, deixou marca. Para o entender, haveria que estabelecer conexões mais vastas que as cingidas ao universo literário.»
Henrique Manuel Pereira em Fragmentos de Unidade Polifónica.

Após ter-se assinalado em 2015 o centenário da exaltação do filósofo português José Pereira de Sampaio (Bruno) através de um ciclo de tertúlias que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, o MIL - Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia aliam-se, uma vez mais, àquela centenária instituição da cidade Invicta para animar um novo conjunto de encontros dedicados à cultura nacional e ao pensamento português.
Deste modo, obedecendo a uma continuação lógica do ciclo anterior, pretende-se com a Junqueiriana homenagear um outro importante intelectual português: Guerra Junqueiro. Poeta, filósofo, polemista e político, esta incontornável personalidade da cultura portuguesa será o patrono de um novo ciclo de tertúlias a realizar mensalmente no Ateneu Comercial do Porto, entre os meses de Janeiro e Junho do corrente ano. Dinamizados por Joaquim Domingues, Pedro Sinde e José Almeida, estes encontros contarão ainda com as participações de Henrique Manuel Pereira, Ângelo Alves, José Valle de Figueiredo, Júlio Amorim de Carvalho, Renato Epifânio, entre outros. 
A primeira sessão terá lugar já no próximo Sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 17:00, sendo uma iniciativa de entrada livre e aberta a toda a comunidade. Para informações revistas e actualizadas visite-se a página junqueiriana.tumblr.com. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pequenos Heróis em Milhões

No próximo Sábado, dia 19 de Dezembro, terá lugar no Porto, na loja da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), um workshop de escrita criativa destinado a crianças entre os 8 e os 14 anos. Orientada por Nuno Meireles, esta sessão de trabalho decorrerá entre as 11:00 e as 12:00, estando a temática subordinada ao famoso herói português da I Guerra Mundial: Soldado Milhões.
A participação é gratuita, mas sujeita a uma inscrição prévia que deverá ser feita através do número de telefone 223395820, ou do seguinte endereço de correio-electrónico: livraria.porto@incm.pt. Este workshop está limitado a um número máximo de 15 inscrições.
Trata-se de uma excelente iniciativa, na qual a imaginação e criatividade das crianças será por certo estimulada através desta importante figura do imaginário heróico português da I Guerra Mundial. Não percam!

(Clicar na imagem para conhecer um pouco mais da obra que servirá como
pano de fundo a este workshop.)

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cassiano Branco (1897-1970)

«Cassiano, através da sua actividade que procurava manter por balizas racionais (uma outra forma de pensar a poesia), julgava-se, como Breton, capaz de "transfigurar a existência". Breton, através do sonho, do desejo e da imaginação. Cassiano, através do desejo, da imaginação... e da razão. Mas o que é a razão senão o sonho de se possuir a si mesmo?»
Maria Augusta Maia em Cassiano Branco: Um Tempo, uma Obra.

Para além de polémico Cassiano Branco foi também um dos mais prestigiados arquitectos portugueses da primeira metade do século XX. Não obstante ter sido o criador do tão querido parque temático Portugal dos Pequenitos, em Coimbra, a sua obra caracteriza-se sobretudo pela traça modernista e cosmopolita. Obras como o Hotel Vitória, Éden-Teatro, o plano de urbanização da Exposição do Mundo Português, o Coliseu do Porto, ou o Grande Hotel do Luso, entre outras distribuídas por Portugal continental e províncias ultramarinas, desafiaram os cânones da época, marcando para sempre a imagem da arquitectura portuguesa. 
Amanhã, dia 16 de Dezembro, pelas 18:30, será apresentada na Casa das Artes, no Porto, a obra de Paulo Tormenta Pinto intitulada Cassiano Branco (1897-1970). Editado pela Caleidoscópio, este livro será apresentado por José António Bandeirinha.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sampaio Bruno na Fundação Eng. António de Almeida

No próximo dia 11 de Dezembro a cidade do Porto assiste a mais uma homenagem feita àquele que foi um dos seus filhos mais ilustres: Sampaio Bruno. Cumprindo-se o primeiro centenário do desaparecimento do filósofo português, a Fundação Eng. António de Almeida associou-se à evocação desta histórica efeméride, acolhendo um encontro organizado por Paulo Samuel e que contará com as intervenções de Manuel Gama, José Esteves Pereira e Francisco Duarte Mangas.
O início dos trabalhos está marcado para as 18:00 e será precedido pela inauguração de uma exposição documental e biblio-iconográfica consagrada à figura de Sampaio Bruno. No final será ainda distribuído o catálogo dessa mesma exposição que, por certo, constituirá uma mais valia para a preservação da memória do nosso filósofo e respectivo legado. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 24 de outubro de 2015

Centenário da Morte de Ramalho Ortigão

«O modo mais eficaz de seres útil à tua pátria é educares o teu filho.»
Ramalho Ortigão em As Farpas. 

Figura incontornável da famosa Geração de 70, Ramalho Ortigão pautou-se sempre por uma verticalidade e moral correspondente à grandeza do seu génio. Não será por isso de estranhar as sucessivas gerações que o autor e pensador portuense foi influenciando, tanto em vida, como já após a sua morte, em 1915. 
Recordando o centenário do seu falecimento, a Universidade do Porto, juntamente com a Fundação Eng. António de Almeida, a Irmandade da Lapa e a Câmara Municipal do Porto, promove entre 29 de Outubro e 14 de Janeiro um ciclo de quatro conferências dedicadas a alguns aspectos da vida e obra de Ramalho Ortigão. Os oradores convidados para este ciclo são José Carlos Seabra Pereira, Jorge Fernandes Alves, Pedro Tavares e Isabel Pires de Lima. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 5 de setembro de 2015

O Modernismo Brasileiro e o Modernismo Português

No ano em que se comemora o centenário da histórica revista Orpheu a INCM (Imprensa Nacional - Casa da Moeda) publica O Modernismo Brasileiro e o Modernismo Português. Uma importante obra da autoria de Arnaldo Saraiva consagrada à análise dos movimentos modernistas português e brasileiro, tendo em consideração todas as suas diferenças e semelhanças. 
Esta obra será apresentada no próximo dia 12 de Setembro, pelas 19:00, na Galeria da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto. Esta apresentação, incluída no programa de actividades da Feira do Livro do Porto, integrará ainda um debate subordinado à temática desta obra e às comemorações do primeiro centenário da revista Orpheu, contado com as presenças e intervenções de Arnaldo Saraiva, Francisco Guimarães, Francisco Topa e Maria Luísa Malato.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)