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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Marcelino da Mata: Presente!

Faleceu na passada madrugada o Tenente-Coronel Marcelino da Mata (1940-2021). Herói da Guerra do Ultramar, foi operacional em milhares de missões, inclusive da famosa Operação "Mar Verde", tornando-se numa lenda dentro das Forças Armadas, em particular entre as tropas especiais a operar na Guiné Portuguesa. A sua lealdade, coragem e valor demostrados em combate fizeram dele o mais condecorado militar português de sempre. 
Indefectível defensor do Império Português, pôde chamar sempre a sua honra de fidelidade. Fidelidade a uma nação que nem sempre o soube merecer e estimar. A Nova Casa Portuguesa presta e prestará sempre a homenagem a Marcelino da Mata, bem como a outros portugueses que, ontem, como hoje, representam a excelência e nobreza de um modelo arquetípico a seguir. 
Há sua família, amigos e camaradas de sempre, apresentamos as mais profundas condolências, sabendo de antemão que nem a morte mata os heróis.
Marcelino da Mata: Presente!

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

"Saudade" eleita como a palavra do ano em Portugal

Inesperadamente, "Saudade" foi eleita como a palavra do ano pelo habitual inquérito realizado pela Porto Editora. Esta palavra tão portuguesa que encerra em si um mistério tremendo, desafiador da História e do próprio tempo, tem uma origem que remonta à génese da nossa língua. Intraduzível noutros idiomas, destaca-se como um elemento definidor do ethos nacional. Por isso mesmo, continua a intrigar pensadores nacionais e estrangeiros que se debruçam sobre o estudo das suas diferentes manifestações, vivências, planos e significações. 
A Nova Casa Portuguesa congratula esta escolha que revela o facto de Portugal estar a querer voltar-se para a busca de si.
Conforme tivemos oportunidade de anunciar, em 2020 realizou-se o VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade que congregou durante três dias inúmeros participantes, tendo ainda havido, em Julho, uma edição do programa Extremo Ocidente, da Radio Bandiera Nera, dedicada a esse tema. Em jeito de celebração, pensando naqueles que ainda não tiveram oportunidade de ouvir esse episódio em que José Almeida fez uma breve exposição sobre a Saudade, aproveitamos para deixar-vos a ligação para o respectivo podcast.    
Temos tudo quando temos Portugal!

Clicar na imagem para aceder ao podcast.

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Nossa Senhora da Conceição: Padroeira e Rainha de Portugal

«A existência de Portugal é, em si mesma, um milagre, quer na sua fundação por Afonso Henriques, quer no contexto histórico da Península Ibérica ao longo dos séculos. Desde logo, a dedicação do Infante Afonso à Virgem Maria pelo milagre de Nossa Senhora de Cárquere, depois da vitória de Ourique (1139) na qual se levantou a aparição de Jesus Cristo ao rei Fundador. O brasão de Portugal nas suas cinco quinas disso manifesta sinal. Podemos dizer que nesta Terra de Santa Maria, sempre a Virgem foi medianeira excelsa da edificação nacional, da conservação e da recuperação da Independência, enfim, da esperança do Reino dos Céus.»

 Carlos Aurélio em Ó Glória da Nossa Terra

A 8 de Dezembro os portugueses celebram o Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. Trata-se de uma data especial que, durante muito tempo, foi também associada às mães portuguesas. Por esse motivo, existem ainda muitas famílias que comemoram o Dia da Mãe nesta data. 
Se a relação do nosso Povo com a Virgem remonta a tempos pré-fundacionais, não podemos esquecer o modo como essa devoção e afinidade se desenvolveram desde os períodos mais remotos da nossa História. Entre nós, a ligação a Nossa Senhora foi sempre tão forte que podemos mesmo afirmar que o dogma da Imaculada Conceição era já dogma entre os portugueses antes que a própria Igreja se posicionasse definitivamente sobre esta matéria.       
A 25 de Março de 1646, D. João IV organizou uma cerimónia solene, em Vila Viçosa, com o propósito de agradecer a Nossa Senhora a Restauração da Independência. O monarca português foi até a igreja de Nossa Senhora da Conceição, depositando a sua coroa aos pés de Nossa Senhora, aclamando-a padroeira e Rainha de Portugal. Desde então, mais nenhum rei português voltou a usar coroa, reservando esse privilégio apenas para à Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
Em Setembro último, o pintor e pensador Carlos Aurélio publicou através da Régia Confraria de Nossa Senhora da Conceição um livro intitulado Ó Glória da Nossa Terra. Tendo como objectivo criar um pequeno guia para o Santuário de Vila Viçosa, o autor não pôde deixar de fazer alguns apontamentos sobre esta relação sagrada entre Portugal e a Mãe de Deus. Trata-se de um livro não só importante, como fundamental para a compreensão da História Sagrada de Portugal.
Recorda-se que esta obra tem um custo de apenas 10 euros, sendo que a totalidade do dinheiro reverte para a compra de um paramenteiro que se destina a guardar e conservar as roupas da imagem do Santuário de Vila Viçosa. Os interessados poderão encomendar esta obra através do seguinte endereço de correio-electrónico: regiaconfrariansraconceicao@sapo.pt

Capa do livro.

Temos tudo quando temos Portugal!

domingo, 6 de dezembro de 2020

Ó Glória da Nossa Terra

Aproxima-se mais um 8 de Dezembro e Portugal prepara-se para prestar a sua homenagem e devoção à sua Rainha e Padroeira. Afinal, Nossa Senhora da Conceição é, desde o reinado de D. João IV, a legítima Rainha de Portugal. Uma consagração que veio perpetuar, definitivamente, a íntima relação do nosso Povo com a Virgem Maria, Mãe de Deus. 
A edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo veio relembrar os portugueses disso mesmo, publicando uma interessante recensão de Joaquim Domingues à obra "Ó Glória da Nossa Terra", da autoria do artista e pensador Carlos Aurélio. Vale a pena ler. 

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Reflexão para um 13 de Maio invulgar

Perante a presente contingência e respectivas limitações impostas pela mesma, o 13 de Outubro foi este ano vivido de uma forma mais triste, para não dizer vazia. No entanto, nada que desespere os nossos corações, cheios de Amor, certeza e esperança. Afinal, como um dia alguém disse: «No amargo, por vezes o palato descobre o início do doce.» Assim, marcando este dia e relembrando a importante mensagem que lhe está associada, partilhamos um outro excerto da obra Ó Glória da Nossa Terra, de Carlos Aurélio:
«Vila Viçosa, na sua devoção à Imaculada Conceição no Solar da Padroeira, continua a ser cordão umbilical que une a pátria, guia espiritual dos portugueses, àquela que fizemos nossa Rainha desde 1646. Fátima, na sua mensagem universal, desde a Cova da Iria leva ao cume da união salvífica de Jesus Cristo entre a terra e o céu, através daquela a quem desde o Calvário chamamos Mãe. O trono de Portugal e o altar do mundo têm a mesma Rainha: a Mãe Celeste.»
«E por fim o Meu Imaculado Coração Triunfará.»

sábado, 22 de agosto de 2020

Nuno Álvares Pereira: Homem, Herói e Santo

Na edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo, ainda no rescaldo do 635.º aniversário da Batalha de Aljubarrota, celebrado a 14 de Agosto, foi publicado um artigo-recensão de José Almeida sobre o mais recente livro do historiador José de Carvalho. D. Nuno Álvares Pereira: o Homem, o Herói, o Santo, publicado pela Scribe, não só nos relata as diversas facetas do nosso Santo Condestável, como aponta para um itinerário condestabrino, ideal para inspirar e animar os passeios de família. A Nova Casa Portuguesa convida-o a conhecer este livros através deste artigo, evocativo de D. Nuno de Santa Maria, o Galaaz de Portugal.    

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Aljubarrota

Batalha de Aljubarrota representada numa iluminura do séc. XV.

Aljubarrota

I

Vivo perfil da Pátria, na beleza
Da tua austera e cândida expressão,
Vinca-te um jeito amargo de tristeza,
Perturba-te uma estéril comoção…

D'antes, uma alegria andava presa
Ao resplendor da tua perfeição,
E até na hora longa da incerteza
Tinhas a luz do sonho e da ambição!

Via-te o mundo ― sobr'o mundo inteiro...
E a bruma do horizonte se alongava
A inquieta limpidez do teu olhar.

Perfil d`águia num píncaro altaneiro!
― Um rumor de asas fortes perpassava,
De polo a polo, irmão da voz do Mar…

II

Amanheceu a tua eternidade
Na batalha que a história não olvida ―
― Como do fogo surge a majestade
Dum bronze eterno em que se esculpe a vida!

Lágrimas, sangue, dor, gritos, saudade,
― A terra ainda as relembro, comovida!...
Mas rompia mais clara a claridade
Da tua graça heróica ou insofrida!...

― Viessem horas como aquelas horas
Em que o ingénuo sangue nas auroras
de perdida no sangue das acções!

E em que, no beijo que de ti baixava,
O desejo da Pátria exasperava
O puro ardor de nobres corações…

João de Barros

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Fado: uma retrospectiva histórica

Muito discutirão que o Fado não é fenómeno representativo de todo o Portugal, porém a verdade e o coração dizem-nos precisamente o contrário. Para além de um género musical, o Fado é também comunidade, identidade, cultura, literatura e poesia. É a nossa língua em contacto profundo com as nossas esperanças e desesperanças, com os amores e desamores de indivíduos e comunidades que compõem a realidade material do nosso corpo pátrio. Mas, mais do que tudo isso, o Fado é uma «estranha forma de vida», uma evocação da alma colectiva portuguesa. É um mistério que nos acompanha e para o qual muitos procuraram encontrar respostas. 
Este curto vídeo que hoje aqui apresentamos coloca em retrospectiva os últimos 200 anos do Fado. Um exercício de divulgação e sistematização histórica que, por certo, ajudará muitos a descobrir a História do Fado.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A herança de António de Oliveira Salazar

Neste dia, há 50 anos, a alma de António de Oliveira Salazar repatriava-se em Deus. Para trás deixou-nos um impressionante trabalho de restauração nacional, concretizado graças a um esforço assente em três grandes pilares: inteligência, integridade e dedicação. Último chefe providencial da velha Europa, recuperou a respeitabilidade internacional da Nação Portuguesa, recuperou a contas públicas, industrializou o país, desenvolveu a Saúde e a Educação, criou inúmeras infra-estruturas públicas, desenvolveu as várias redes de transportes, possibilitou o regresso da cultura nacional aos lugares cimeiros das elites europeias, entre inúmeros outras concretizações. Figura incontornável e inexcedível da nossa História, legou-nos, para além da sua obra política, um pensamento pleno de actualidade, do qual qualquer governante contemporâneo poderá ainda hoje retirar os melhores exemplos e ensinamentos.     
A edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo trouxe um excelente artigo de Marcos Pinho de Escobar no qual o investigador analisou, criteriosamente, o legado, material e espiritual, de António de Oliveira Salazar. Um bonita evocação, autêntica, corajosa e descomplexada, capaz de levar a luz da verdade às trevas originárias das mentiras dos delatores hodiernos. 

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Salazar na Argentina

Entre os vários países em que se verifica um aumento do interesse pelo pensamento e a obra de António de Oliveira Salazar, a Argentina destaca-se entre os primeiros. Esta semana, nas vésperas do 50.º aniversário da morte do arquitecto do Estado Novo, ocorrida a 27 de Julho de 1970, o canal de televisão argentino TVL1 evocou a memória do nosso antigo Presidente do Conselho, dedicando-lhe uma merecida homenagem. 
Juan Manuel Soaje Pinto, apresentador do programa Contracara, entrevistou Marcos Pinho de Escobar, doutor em Ciência Política e autor da obra Perfiles Maurrasianos en Oliveira Salazar. Especialista em pensamento contra-revolucionário e temas tradicionalistas, o investigador português analisou a actualidade da obra, pensamento e exemplo de António de Oliveira Salazar. Um testemunho pleno de rigor e saber, capaz de aportar interessantes subsídios à releitura e reinterpretação desta fantástica personagem da História de Portugal.


Programa de homenagem a António de Oliveira Salazar, nos 50 anos da sua morte.