Mostrar mensagens com a etiqueta Guerra do Ultramar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guerra do Ultramar. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Marcelino da Mata: Presente!

Faleceu na passada madrugada o Tenente-Coronel Marcelino da Mata (1940-2021). Herói da Guerra do Ultramar, foi operacional em milhares de missões, inclusive da famosa Operação "Mar Verde", tornando-se numa lenda dentro das Forças Armadas, em particular entre as tropas especiais a operar na Guiné Portuguesa. A sua lealdade, coragem e valor demostrados em combate fizeram dele o mais condecorado militar português de sempre. 
Indefectível defensor do Império Português, pôde chamar sempre a sua honra de fidelidade. Fidelidade a uma nação que nem sempre o soube merecer e estimar. A Nova Casa Portuguesa presta e prestará sempre a homenagem a Marcelino da Mata, bem como a outros portugueses que, ontem, como hoje, representam a excelência e nobreza de um modelo arquetípico a seguir. 
Há sua família, amigos e camaradas de sempre, apresentamos as mais profundas condolências, sabendo de antemão que nem a morte mata os heróis.
Marcelino da Mata: Presente!

(Clicar na imagem para ampliar.)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Da Guerra de África ao 25 de Abril

«O Poder caiu na rua de onde foi dirigido pelo PCP (única força organizada que sabia o que andava a fazer), e demais forças de esquerda e toda a sorte de arruaceiros.
Entrou-se numa espiral de loucura e desagregação com os resultados já mencionados a nível militar e nas parcelas espalhadas pelo mundo.
Observadores estrangeiros mais atentos classificavam o país de "manicómio em auto-gestão". Não estiveram longe da verdade.
»

Hoje, durante o lançamento no Porto do livro Guerra d'África 1961-1974 - Estava a Guerra Perdida?, tanto os autores Humberto Nuno de OliveiraBrandão Ferreira, como o apresentador da obra, Alexandre Lafayette, levantaram o véu da vergonha que procura ocultar uma das maiores traições e demissões patrióticas da História. Lembrando que a nossa Guerra de África assentava na defesa do território português e das suas populações contra as agressões internacionalistas lideradas pela União Soviética e os EUA, os interlocutores desconstruíram factualmente a visão histórico-retórica do regime abrilista, confrontando e aniquilando o delírio dos traidores da Pátria com uma lição de História imbuída de um elevado sentido patriótico. Afinal, para além de justa e legítima aos olhos da História e da política internacional, a guerra estava ganha e os territórios ultramarinos controlados, não tivesse esta missão de mobilização nacional sido usada e manipulada politicamente pelos opositores do regime e os habituais detractores dos interesses pátrios.
Reflectindo-se acerca da natureza e missão das Forças Armadas, concluiu-se que quem envereda por uma carreira de armas abraça desde logo um modo de morrer. Porém, confrontando esses princípios com o papel das Forças Armadas no desfecho da Guerra de África e do golpe de 1974, somos obrigados a constatar que muitos dos que na altura fizeram juramento de bandeira fizeram-no com reservas mentais, abraçando a carreira militar como um modo de vida. Daí à traição de 25 de Abril foi apenas um pequeno salto.
De facto, pegando nas palavras de Brandão Ferreira, a guerra é uma coisa horrível, mas perdê-la é ainda pior. Sobretudo quando a perdemos intramuros, sub-repticiamente, no Terreiro do Paço, em Lisboa, na capital do Império Português, por falta de fé na vitória. Assim, aos militares de Abril devemos imputar os crimes de traição à Pátria e de genocídio levado a cabo contra as populações portuguesas espalhadas pelos diversos cenários de guerra. Independentemente das suas raças e credos, estas foram abandonadas por quem tinha a obrigação sagrada de as proteger, importando por isso encontrar-se os culpados para que estes possam ser julgados à luz da História.
Com a vitória desta guerra nas mãos, Portugal viu-se traído, perdendo de uma só vez 95% do seu território e 60% da sua população. Há quem ainda hoje, deslumbrado pela voz dos que apunhalaram a Pátria, insista em falar nos “ventos da história” e na inevitabilidade de uma outra ficção chamada descolonização. Ora, são exactamente essas vozes “politicamente correctas” que devemos silenciar, mostrando às novas gerações, obreiras de um Portugal a fazer, o que realmente aconteceu nessas tristes páginas da História de Portugal. Só assim poderemos evitar o branqueamento histórico e o esquecimento das nossas vítimas, dos nossos mártires, dos nossos heróis e das nossas gentes.

Sessão de apresentação da obra Guerra d'África 1961-1974 - Estava a Guerra
Perdida?
, decorrida no Palácio dos Viscondes de Balsemão (Porto), com as
presenças de Alexandre Lafayette, Humberto Nuno de Oliveira e Brandão Ferreira.

sábado, 4 de outubro de 2014

Ainda sobre o desaparecimento de Alpoim Calvão

Foi publicado na edição da revista Sábado de 2 de Outubro um interessante artigo de Rui Hortelão, co-autor do livro Alpoim Calvão: Honra e Dever, a propósito da morte daquele herói da Marinha Portuguesa, falecido no passado dia 30 de Setembro. Para além do texto, gostaríamos ainda destacar a caricatura que ilustra esta notícia, realizada pelo renomado artista espanhol Luis Grañena.

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Morreu Alpoim Calvão, o herói da "Operação Mar Verde"

«Os anos que me faltarem viver vou dedicá-los a tentar compreender Portugal: o primeiro sonho, Índia; o segundo, Brasil; o terceiro, tão nosso, África. Qual será o quarto?»
Alpoim Calvão numa carta a um amigo (1966). 

Alpoim Calvão (1937-2014).

O Comandante Alpoim Calvão faleceu hoje no Hospital de Cascais onde estava internado devido a doença prolongada. O herói da Marinha Portuguesa tinha 77 anos. Porém, o seu espírito mantinha a mesma vibra que o fez distinguir durante os anos em que serviu Portugal militarmente.
Foi um dos mais condecorados militares portugueses, tendo recebido a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, a do Comportamento Exemplar e ainda duas cruzes de guerra, entre outras distinções. Contudo, o que haveria de o tornar famoso e quase lendário nos anais da nossa História Militar foi o facto de ter sido o comandante das forças portuguesas envolvidas na célebre Operação Mar Verde. Uma missão levada a cabo em 1970, durante a Guerra do Ultramar, no território da Guiné-Conacri.
Esta operação teve lugar em Novembro de 1970, tendo como principal objectivo resgatar um grupo de prisioneiros de guerra portugueses, mas também destruir armamento do grupo terrorista PAIGC, eliminar o ditador marxista Sékou Touré e destruir um conjunto de aviões MIG de fabrico soviético, destinados a atacar posições portuguesas na Província de Guiné Bissau.
Apesar do plano ter sido apenas parcialmente cumprido, o sucesso da operação pautou-se pelo resgate dos soldados portugueses, ali feitos reféns às mãos dos terroristas comunistas. Tão obscura como polémica, a  Operação Mar Verde ainda hoje não é reconhecida pelo Estado Português.
Quanto ao nosso herói, agora desaparecido, serviu sempre a Pátria, cumprindo o seu dever com toda a Honra e Fidelidade. Guardemos e honremos a sua memória!

Documentário sobre a polémica Operação Mar Verde, realizada a 22 de Novembro de 1970.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Feira do livro subordinada à temática da Guerra do Ultramar

(Clicar na imagem para ampliar.)

O Museu Militar do Porto e a Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto organizam de 22 de Fevereiro a 06 de Março, com o apoio da Direcção de História e Cultura Militar, uma feira do livro subordinada à temática da Guerra do Ultramar.
A sessão de abertura deste evento decorrerá amanhã, pelas 15:00, nas instalações do Museu Militar do Porto, contando com as seguintes intervenções:
- Palestra introdutória alusiva à temática do evento, proferida pelo Coronel David Martelo;
- Apresentação da obra Os Anos da Guerra Colonial por um dos seus autores, o Coronel Aniceto Afonso;
- Apresentação da obra A Última Missão pelo seu autor, o Coronel José de Moura Calheiros.
No final desta sessão de abertura será servido um Porto de Honra a todos os presentes.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aos nossos Heróis esquecidos

No dia em que se completaram 50 anos sobre o início das actividades terroristas perpetradas contra Portugal, em particular na antiga província ultramarina de Angola, onde tudo começou, não podíamos deixar de lembrar os mártires vitimados por um mal que hoje um regime ilegítimo nos obriga a idolatrar. Desse modo, sem esquecermos todas as vítimas civis, gostaríamos de homenagear a memória dos nossos heróis que, lutando estoicamente contra terroristas armados e treinados pelas duas principais potências que na altura competiam entre si pela hegemonia mundial, os EUA e a União Soviética, pereceram em defesa da Pátria. Essa Mãe vergada e derrubada, por bastardos humilhada. Os mesmos que após tomarem o país de assalto, nos conduziram, tal como hoje, pelos caminhos da (des)governança, em direcção a uma trágica inexistência do amanhã.
O reprovável comportamento da III República, edificada sobre o insalubre e pantanoso terreno da ilegitimidade, traição e tirania é aqui uma vez mais denunciado, aproveitando-se a ocasião para partilhar a seguinte reportagem da SIC, emitida oportunamente no passado dia 1 de Novembro de 2010, sobre o abandono e esquecimento a que os Heróis Portugueses tombados em Moçambique estão condenados pelos mesmos que os sentenciaram a uma guerra por eles convocada e orquestrada. Dividir para reinar era e é o mote de uma classe política sem classe, semelhante a simiescos mercenários e salteadores de ocasião. O seu silêncio associado a este cómodo esquecimento dos nossos Heróis representa, inequivocamente, uma tentativa de branquear e falsear a história, legitimando o que nunca deixará de ser um levantamento de repugnantes e execráveis vermes parasitários. A memória é parte constituinte da Alma Portuguesa, talvez por isso os verdadeiros saibam distinguir os puros dos degenerados.

Esquecidos, uma reportagem da SIC sobre o cemitério militar português 
abandonado em Mueda, Moçambique.