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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

"Saudade" eleita como a palavra do ano em Portugal

Inesperadamente, "Saudade" foi eleita como a palavra do ano pelo habitual inquérito realizado pela Porto Editora. Esta palavra tão portuguesa que encerra em si um mistério tremendo, desafiador da História e do próprio tempo, tem uma origem que remonta à génese da nossa língua. Intraduzível noutros idiomas, destaca-se como um elemento definidor do ethos nacional. Por isso mesmo, continua a intrigar pensadores nacionais e estrangeiros que se debruçam sobre o estudo das suas diferentes manifestações, vivências, planos e significações. 
A Nova Casa Portuguesa congratula esta escolha que revela o facto de Portugal estar a querer voltar-se para a busca de si.
Conforme tivemos oportunidade de anunciar, em 2020 realizou-se o VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade que congregou durante três dias inúmeros participantes, tendo ainda havido, em Julho, uma edição do programa Extremo Ocidente, da Radio Bandiera Nera, dedicada a esse tema. Em jeito de celebração, pensando naqueles que ainda não tiveram oportunidade de ouvir esse episódio em que José Almeida fez uma breve exposição sobre a Saudade, aproveitamos para deixar-vos a ligação para o respectivo podcast.    
Temos tudo quando temos Portugal!

Clicar na imagem para aceder ao podcast.

sábado, 20 de maio de 2017

A luta contra o AO90 como desígnio do amor por Portugal

José Pacheco Pereira, junto com Jorge Coelho, voltou à carga contra o AO90. As suas duras críticas contra este desastroso acto da diplomacia nacional que, como sabemos, nasceu de um triste acto administrativo do Estado português, não são de agora. Da óbvia bastardização da língua portuguesa, passando pelo empobrecimento desta numa perspectiva de futuro, Pacheco Pereira referiu numa das últimas edições do programa "Quadratura do Círculo", na SIC Notícias, o perigo da imposição do AO90 nas escolas e a sua directa relação com destruição de um património ligado às raízes latinas da nossa língua. O comentador teve ainda muita razão quando associou o AO90 ao fenómeno de decadência e degenerescência cultural da actual sociedade portuguesa, onde os próprios naturais de Portugal apresentam dificuldades notórias na aprendizagem da sua língua materna. 
O discurso, obviamente, agrada aos defensores da língua portuguesa que, de forma heróica e abnegada, combatem o (des)acordo ortográfico. No entanto, convém recordar que, para além das palavras, nos devem também interessar os actos. Neste capítulo, José Pacheco Pereira portou-se mal ao aceder à publicação de algumas das suas mais recentes obras segundo o malfadado (des)acordo ortográfico.
De resto, este não é um caso único de incoerência. Recordemos, por exemplo, Francisco José Viegas, outro opositor do AO90, que depois de tornar-se Secretário de Estado da Cultura, durante o XIX Governo Constitucional, se remeteu ao silêncio e à inacção quando poderia, efectivamente, ter feito algo para contrariar esta mentira de Estado. 
São estas incongruências e fragilidades de carácter que, infelizmente, definem os homens da nossa época. É por estes motivos que certos combates devem prosseguir norteados pela força das causas que nos movem e não pelas figuras públicas que delas se apossam. Portugal vale bem mais do que a fama e a vaidade dos homens.

Pacheco Pereira e Jorge Coelho criticam de forma dura e 
fundamentada o AO90 e a sua aplicação. 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A Língua Portuguesa vista no estrangeiro

Atentos à projecção portuguesa no mundo, não deixa de nos parecer curiosa a análise comparativa entre o modo como a nossa língua nos é apresentada hoje - enquanto uma mercadoria sintética -, e a forma como a mesma é vista no estrangeiro. Contrariamente ao que nos procuram incutir, a não homogeneidade da Língua Portuguesa não representa um factor de empobrecimento ou de desinteresse. Pelo contrário, a pluralidade da nossa língua-mãe, espalhada pelos quatro cantos do mundo, torna-a nessas condições mais atractiva aos olhos dos estrangeiros que assim se apercebem da sua importância, riqueza e vitalidade orgânica.
Numa altura em que o actual Presidente da República equaciona um regresso à discussão pública oficial em torno do polémico (des)acordo ortográfico, importa perceber e esclarecer de que as tentativas de homogeneizar a língua não trará qualquer tipo de proveito na sua promoção e projecção a nível global. Alterar a Língua Portuguesa por decreto, tendo em vista motivos meramente económicos, constitui um claro genocídio cultural, perpetrado contra Portugal e todos os países lusófonos. O (des)acordo ortográfico é uma aberração que precisa ser travada. 
O vídeo que aqui partilhamos, analisando o percurso e natureza evolutiva da Língua Portuguesa, mostra de um modo claro o porquê de um acordo ortográfico não representar qualquer tipo de mais valia para a sua promoção e expansão. 
   
Vídeo sobre a História da Língua Portuguesa e algumas das suas especificidades,
publicado pela página canadiana LangFocus. 

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os Bonecos contra o (des)acordo ortográfico

A produtora Mandala, que durante mais de 15 anos animou os serões da RTP 1 com programas de entretenimento como o Contra-Informação, chegou agora à internet e à televisão digital com novos conteúdos. Como não poderia deixar de ser, um dos seus últimos vídeos denuncia, com o humor que lhe é característico, o (des)acordo ortográfico de 1990, expondo a asneira que o constitui e o ridículo de quem o defende. Vale a pena ver e partilhar! 

Os Bonecos que animaram várias séries humorísticas como
o Contra-Informação também se opõem ao AO90.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Acção judicial popular contra o (des)acordo ortográfico

«É um desastre linguístico, porque foi feito de uma forma inepta. É um desastre jurídico, porque ninguém tem a certeza se está em vigor. É um desastre político, porque cede a interesses espúrios. É um desastre intelectual, porque não é, muito simplesmente, eficaz. E é um desastre do ponto de vista geral, porque consiste em legislar sobre uma coisa que não tolera legislação.»
 Miguel Tamen acerca do (des)acordo ortográfico numa entrevista ao Jornal i.


A resistência e o combate contra a imposição ilegal do (des)acordo ortográfico de 1990 mantêm-se vivos e bastante afoitos no seio da nossa sociedade civil. Uma realidade que, infelizmente, contrasta com o criminoso silêncio a que se remeteram grande parte dos professores portugueses, incluindo os universitários, exceptuando algumas honrosas excepções.
O mais recente acto de contestação, levado a cabo por um grupo de cidadãos conscientes e preocupados com o futuro da Língua Portuguesa, tomou a forma de uma acção judicial popular. Subscrita por várias figuras públicas nacionais, oriundas de várias áreas e quadrantes ideológicos, ela inclui nomes como Manuel Alegre, Diogo Freitas do Amaral, António Arnaut, António Bagão Félix e Isabel Pires de Lima, José Pacheco Pereira e Miguel Sousa Tavares, António Victorino d’Almeida, João Braga, Pedro Abrunhosa, Pedro Barroso ou Rão Kyao, Joaquim Pessoa, Teolinda Gersão, Lídia Franco, Miguel Tamen, Raul Miguel Rosado Fernandes, Vítor Aguiar e Silva, entre muitos outros.
Conforme pudemos ler na edição online do Público do passado dia 14 de Novembro, esta acção judicial foi patrocinada por Francisco Rodrigues Rocha, docente da Faculdade de Direito da Universidade Lisboa, sendo a respectiva fundamentação preparada a partir de pareceres jurídicos de Ivo Miguel Barroso, docente da mesma faculdade, e do filólogo Fernando Paulo Baptista.
As pessoas interessadas em participar nesta acção judicial conjunta encontram-se desde já convidadas a juntar-se à mesma, sendo que a data limite para o envio do requerimento de adesão termina já no próximo mês. Os documentos deverão chegar ao Supremo Tribunal Administrativo, em carta registada, até ao dia 18 Dezembro.
Para aceder ao modelo do requerimento de adesão, ou para obter mais informações sobre esta acção judicial popular, por favor, visite as seguintes ligações: www.facebook.com/events/1536909156556185 e http://goo.gl/8lyf53. Não nos demitamos das nossas responsabilidades patrióticas! Não voltemos as costas à nossa Cultura! Salvemos a Língua Portuguesa! 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fernando Pessoa no eixo Xangai-Coimbra

De Xangai para Coimbra à procura da língua de Fernando Pessoa é o título de uma breve entrevista com a investigadora chinesa Cristina Zhou Miao, publicada no número 157 da Newsletter da Fundação Calouste Gulbenkian. A sua linha de investigação não-conforme é digna de ser conhecida, pois o seu contributo para a desintoxicação materialista da leitura e interpretação da cultura portuguesa apresenta-se como absolutamente pertinente e essencial, sobretudo ao nível dos estudos pessoanos.
Conheçamos o seu trabalho!

(Clicar na imagem para ampliar.)

domingo, 27 de abril de 2014

Vasco Graça Moura (1942-2014)

«não és mais do que as outras, mas és nossa,
e crescemos em ti. nem se imagina
que alguma vez uma outra língua possa
pôr-te incolor, ou inodora, insossa,
ser remédio brutal, mera aspirina,
ou tirar-nos de vez de alguma fossa,
ou dar-nos vida nova e repentina.
mas é o teu país que te destroça,
o teu próprio país quer-te esquecer
e a sua condição te contamina
e no seu dia-a-dia te assassina.»

Excerto do poema Lamento para a língua portuguesa de Vasco Graça Moura.


Por certo, Vasco Graça Moura fará a sua ascensão aos céus na companhia do Anjo de Portugal! Merece-o por todo o amor e dedicação consagrados à Pátria.
A nós, portugueses e europeus, resta-nos agradecer o trabalho que nos legou, bem como o esforço e dedicação que empregou na preservação do nosso património cultural e civilizacional. Honremos a sua memória e saibamos prosseguir vitoriosamente as suas lutas, em particular, aquela que nos move em prol da defesa e preservação da Língua Portuguesa!

domingo, 7 de abril de 2013

Ortografia e Aristocracia


Disse-nos Fernando Pessoa acerca das diferenças entre a linguagem falada e a linguagem escrita, num texto inédito publicado por Teresa Rita Lopes na obra Pessoa Inédito de 1993: 
A linguagem falada é popular. A linguagem escrita é aristocrática. Quem aprendeu a ler e a escrever deve conformar-se com as normas aristocráticas que vigoram n'aquele campo aristocrático.
A linguagem falada é nacional e deve ser o mais nacional possível. A linguagem escrita é — ou deve ser — o mais cosmopolita possível. Philosopho deve escrever-se com 2 vezes PH porque tal é a norma da maioria das nações da Europa, cuja ortografia assenta nas bases clássicas ou pseudo-clássicas.

segunda-feira, 25 de março de 2013

De acordo com o desacordo das Caldas

Ainda em relação à deliberação da Câmara Municipal de Caldas da Rainha que, a partir do corrente mês, deixará de obedecer ao (des)acordo ortográfico nos seus ofícios e publicações, também o semanário O Diabo fez questão de felicitar os responsáveis por esta medida na passada edição do dia 19 de Março.
Convém recordar que esta não é a primeira autarquia a tomar esta sábia e patriótica resolução, esperando-se que nos próximos tempos outras mais se possam vir a juntar ao leque de municípios que se negam a pactuar com a enorme "mentira de Estado" que o (des)acordo ortográfico representa.

Notícia retirada da edição d'O Diabo
de 19 de Março de 2013.

domingo, 24 de março de 2013

Câmara das Caldas abandona o (des)acordo ortográfico

É com uma enorme alegria que a Nova Casa Portuguesa partilha uma notícia do passado dia 6 de Março, publicada no Diário de Leiria, dando conta da revogação da aplicação do (des)acordo ortográfico por parte da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. À imagem do que fizemos há uns meses atrás em relação ao município da Covilhã, saudámos agora os líderes autárquicos e restantes deputados que patrioticamente votaram em favor desta medida. 
A luta contra a destruição e bastardização da Língua Portuguesa é uma obrigação de todos os portugueses.

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 20 de março de 2013

Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa II

«Portugal é, nos seus trabalhos, antes de mais nada, a língua portuguesa e seus valores; a pátria para Agostinho, como para Fernando Pessoa, é a língua portuguesa. (...)
É através da língua que Portugal constrói o reino; o reino do Espírito, que sopra através da palavra...»
Constança Marcondes César em O Grupo de S. Paulo.

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No seguimento das actividades encetadas no passado dia 20 de Fevereiro, o Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) promove já amanhã, pelas 17:30, nas instalações da faculdade, a segunda sessão do Seminário Permanente dedicado à Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa.
Este novo encontro contará com as intervenções de Maria Celeste Natário - Entre Portugal e Cabo-Verde: Pensamento, Poesia e Insularidade - e da Professora brasileira Constança Marcondes César - Entre Brasil e Portugal: Aportações Filosófico-Poéticas.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

domingo, 17 de março de 2013

Onde pára e para onde vai a Língua Portuguesa?

Desde a sua obscura origem, até ao início da sua ilegal e criminosa aplicação, o novo acordo ortográfico tem vindo a revelar-se um pomo de constante discórdia quanto ao futuro da Língua Portuguesa, aquém e além-mar. Aos que se preocupam com a sua preservação e defesa opõem-se, grosso modo, aqueles que a pretendem bastardizar, corromper e vender em nome de conspurcados interesses pessoais ou outros, igualmente pouco honrosos, de âmbito político-económico. Não estranhamente, tendo em conta os ventos contrários à razão que tristemente predominam durante os últimos tempos na nossa sociedade, têm sido os segundos a aparentemente levar a melhor, do ponto de vista institucional, face aos primeiros. Esta razão prende-se com aquilo a que António Emiliano chamou de “mentira de Estado”, um conjunto de ardilosos endrominanços políticos responsáveis pela condução do actual rumo dos acontecimentos, encobrindo um já proclamado culturicídio, caracterizado pela destruição a partir de dentro da Língua Portuguesa.
Pensando neste grave problema e atendendo à necessidade vital de o discutir para o resolver, Ana Isabel Buescu (FCSH-UNL), Maria Filomena Molder (FCSH-UNL) e Teresa Cadete (FLUL) organizam no próximo dia 20 de Março, pelas 18:00, Onde pára e para onde vai a Língua Portuguesa?, um importante encontro de discussão acerca da nossa língua. Este terá lugar no Auditório 1 da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, localizada na Av. de Berna, em Lisboa, contando com as participações de Abel Barros Baptista, Ana Silva, António Guerreiro, Hermínia Castro, João Bosco Mota Amaral, Jorge Buescu, José Luís Porfírio, José Pedro Serra, Maria Alzira Seixo, Miguel Sousa Tavares, Nuno Pacheco e Pedro Afonso.
Este Fórum sobre a Língua Portuguesa é de entrada livre e, pela importância que a temática encerra, exige-se a presença crítica e consciente de todos nós.

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa

«Uma das características maiores de algum do mas singular pensamento português parece ser a visão de que o pleno sentido e realização das supremas possibilidades do mundo, do homem e da história é indissociável da sua transfiguração no divino ou no absoluto.»
Paulo Borges em Pensamento Atlântico.

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O Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) promove, a partir desta semana, um Seminário Permanente dedicado à Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa. Criado com o objectivo de estabelecer pontes entre os diversos espaços filosófico-culturais do mundo de língua portuguesa, promovendo o diálogo transdisciplinar entre a Filosofia e outras formas de expressão cultural, as diversas sessões deste seminário contarão com a colaboração dos membros do Grupo de Investigação e do Instituto de Filosofia, bem como com alguns ilustres convidados.
A primeira sessão terá lugar já no próximo dia 20 de Fevereiro, pelas 15:30, na sala 201 da FLUP, contando com as intervenções de Celeste Natário, Renato Epifânio e António Braz Teixeira. No final deste encontro será ainda apresentada a mais recente obra de António José de Brito – Aporias do Ponto de Partida da Filosofia – editada na colecção Nova Águia da editora Zéfiro. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Deputados açorianos contra o (des)acordo ortográfico

Na edição do passado dia 22 de Dezembro do Diário dos Açores publicou-se uma notícia dando conta de um grupo de deputados do PSD naturais dos Açores que fizeram chegar um documento a Pedro Passos Coelho - actual Primeiro Ministro de alguns sociais democratas e outros tantos pseudo-portugueses - questionando-o acerca das suas intenções relativas ao recente recuo do Brasil face ao (des)acordo ortográfico. Salientando os malefícios pestilentos deste suicídio cultural, o requerimento enviado à cabeça do nosso (des)governo defende a suspensão imediata desta "mentira de Estado" - conforme foi já chamado este hediondo diploma.   
Não podemos deixar de salutar o facto de se tratarem de deputados do PSD no activo e não um outro caso semelhante ao do ex-Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, inicialmente opositor do (des)acordo ortográfico que, quanto indigitado nas suas funções, podendo fazer algo face a esta situação, acabou por esquivar-se deste urgente problema. Esta iniciativa particular, de importância supra-partidária, constitui uma das principais medidas nascidas no seio dos sociais democratas durante os últimos tempos. Esperemos que o senhor Pedro Passos Coelho, coadjuvado pela restante pandilha de salafrários, possa ao menos uma vez durante a sua legislatura tomar uma decisão acertada, em prol de Portugal e do nosso bem comum. 

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sábado, 22 de dezembro de 2012

Guerrilha Cultural Electrónica

Esta não é a primeira vez que fazemos alusão ao blogue Eternas Saudades do Futuro. Um espaço na blogosfera que faz jus ao seu epíteto: «Um dia em que não se aprende nada é um dia perdido». Ora, não existe nenhuma publicação neste espaço em que possamos acusar o seu mentor de demissão das responsabilidades assumidas enquanto educador. Prestes a fazer seis anos à frente do seu blogue João Marchante continua, publicação após publicação, a dar razões mais do que suficientes aos seus leitores e visitantes para voltarem ao seu reduto virtual. A simplicidade das suas mensagens encerram pensamentos muito mais profundos do que quaisquer pseudo-tratados como os que abundam na blogosfera e redes sociais procurando evidenciar os seus míseros autores. Sucinto e directo, Marchante marca a sua posição e transmite-a de forma tão natural, sendo praticamente impossível não a absorver e assimila-la.
No passado dia 12 de Dezembro de 2012, num texto publicado naquele blogue o seu autor referiu não só a possibilidade, mas também a obrigação, de cada um de nós prestar um serviço cívico militante de defesa da Pátria através da rede electrónica. O exemplo usado não podia ser mais significativo, sublinhando a urgência de lutar-se pela Língua Portuguesa, combatendo-se o (des)acordo ortográfico, seu terrível algoz mutilador, oferecendo-lhe resistência férrea e feroz. Conforme afirmou João Marchante, «a resistência cultural é a primeira forma de identidade nacional dos povos.» Vale a pena ler a sua mensagem...   

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Brasil mete o (des)acordo ortográfico na gaveta

Como todos nós sabemos, sem excepção, o (des)acordo ortográfico é antes de tudo um veneno perigosíssimo que tem vindo a corromper e destruir a nossa língua, colocando em risco o mais longo período de estabilidade ortográfica da história da cultura lusíada - tudo em nome dos interesses económicos e pessoais de certas e determinadas criaturinhas da nossa praça. Se por breves momentos conseguiram atirar areia aos olhos dos milhões de pessoas afectadas por esta enorme farsa, hoje a grande maioria dessas pessoas já se apercebeu de mais uma golpada levada a cabo pela corja política e empresarial. Mas como a verdade acaba sempre por vir ao de cima, tal como a força da nossa cultura, as coisas parecem começar a mudar, renovando-se a esperança da salvação da nossa língua.
No passado dia 4 de Dezembro o semanário O Diabo destacou o recuo do Brasil face à aplicação do dito (des)acordo, deixando os (des)governantes portugueses sozinhos na sua idiota e perigosa demanda pela (des)unificação da Língua Portuguesa. Como é sabido, este pseudo-tratado tem vindo a encontrar uma forte oposição por parte dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), em particular de Angola. Resta apenas saber o que farão os mente-captos mercenários políticos que ocuparam o nosso Portugal, tomando pela força as rédeas do poder.  

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um quebra-cabeças chamado (des)acordo ortográfico

Volvida mais de uma década sobre a introdução em Portugal das imbecilidades televisivas conhecidas por reality shows, eis que pela primeira vez um desses programas degenerativos mostra algo de interessante e útil a toda a comunidade. Ainda que breve, durando menos de dois minutos, este histórico momento de lixo-televisivo contemporâneo aconteceu no programa Secret Story 3, quando quatro dos seus concorrentes resolveram discutir o malfadado (des)acordo ortográfico. A desenvoltura intelectual dos participantes do concurso televisivo, praticamente nula, parece ainda assim sobrepor-se à dos "doutos senhores da língua", vendilhões do templo, infiéis pregadores do culturicídio linguístico levado a cabo por este (des)acordo ortográfico. Vale a pena ver e partilhar. 
Agradecemos à plataforma Desacordo Técnico pela divulgação deste vídeo. 

Secret Story 3, um quebra-cabeças chamado (des)acordo ortográfico.

domingo, 28 de outubro de 2012

(Des)acordo Ortográfico Vs. Tradução Técnica

Que o (des)acordo ortográfico é sinónimo de culturicídio por decreto já toda a gente sabe! Mas será que a maioria dos portugueses estará ocorrente dos perigos que esta medida acarreta para a própria saúde pública? Não! Não estamos apenas a falar da saúde mental dos Portugueses, prestes a terem colapsos nervosos cada vez que alguém maltrata a sua Língua-Mãe! Estamos a falar dos vários perigos a que estamos sujeitos quando alguém, a troco de obscuros interesses, decide inconscientemente brincar com a Língua Portuguesa, sobretudo quando se trata de questões ligadas à tradução técnica, nomeadamente, dos casos dos manuais de equipamento médico.
A tradutora Paula Blank convida-nos, através de um artigo publicado na edição de hoje do Público, a conhecer melhor esta surreal realidade com que somos presentemente confrontados!

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O futuro da Língua Portuguesa

Na edição de ontem d'O Diabo podemos encontrar nas páginas centrais um interessante de artigo de Duarte Branquinho dedicado ao futuro da Língua Portuguesa. Abordando o destaque dado à nossa Língua-Mãe pela conceituada revista Monocle, este texto de reflexão aborda ainda a inutilidade do (des)acordo ortográfico, denunciando as mentiras e os argumentos falaciosos dos que o defendem. 
Tratando-se de um texto fundamental, pertinente para a síntese deste problema atendendo às últimas notícias relativas a esta polémica, resolvemos partilhá-lo neste espaço, convidando os nossos leitores a fazerem o mesmo noutras plataformas digitais ou nas redes sociais. A nossa Língua e a nossa Cultura agradecem!  

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