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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pequeno breviário de sobrevivência à decadência reinante

Nestes tempos de dissolução e massivo desmembramento, dominados por gente aleivosa e sem carácter, impõe-se a construção e o fortalecimento dos nossos baluartes interiores. Assim, partilhamos 7 conselhos que visam impedir qualquer contributo ao firmamento da mediocridade circundante:

1 - Permanece em harmonia com a natureza e fervoroso na nossa Fé;
2 - Corta com a televisão, os mass media e todas as formas de alienação;
3 - Rejeita a igualdade e a tolerância;
4 - Conquista a liberdade e o respeito;
5 - Reconhece que todos nós temos uma missão de amor e de conquista;
6 - Recorda-te que Portugal já caiu ao nível "mais baixo possível";
7 - Consciencializa-te para a necessidade de uma acção refundacional da Pátria.

Só a acção nos poderá voltar a unir enquanto portugueses! 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Homem Cristo Filho e os "Cavaleiros do Resgate"

Homem Cristo Filho foi uma das mais inquietantes figuras do panorama cultural europeu de inícios do século XX. De pena livre e insurgente foi, tal como o seu pai, temido pelos seus inimigos e adversários. Nacionalista radical, amou a sua Pátria - Portugal -, onde nunca foi feliz ou, pelo menos onde nunca foi compreendido. Três vezes exilado, em momentos e circunstâncias políticas e históricas bastante distintas, Homem Cristo Filho foi um dos mais importantes nomes do jornalismo mundial. 
Num dos seus regressos do exílio, já após o 28 de Maio de 1926, abraçou um projecto ligado à imprensa nacional criando o jornal A Informação. Constantemente preocupado com os destinos da Pátria portuguesa, bem como com a decadência e degeneração moral dos portugueses que, segundo ele, estavam já naquela altura muito longe da natureza exemplar dos heróis fundacionais, ou do génio desbravador de novos mundos, este intelectual português jamais desistiu de lutar pelos interesses nacionais. Por esse motivo, Homem Cristo Filho exigia aos nacionalistas portugueses que tomaram o poder com o golpe de 28 de Maio nada mais do que a excelência do bem fazer e do bem governar. Como se de excelsos cavaleiros se tratassem, pedia-lhes o resgate da Pátria, a restauração do Estado e o renascimento da grandeza do nosso Povo.
Transpondo para hoje a ideia de "resgate" perfilhada por Homem Cristo Filho apercebemo-nos o quão distante está o significado dessa expressão para os políticos de hoje que, ignorando o essencial, apenas se concentram naquilo que menos importa, ou seja, o "resgate financeiro". Uma vez mais o nosso problema nuclear parece relacionar-se de perto com a questão da Educação Nacional e com aquela mesma incapacidade, já apontada por Fernando Pessoa, de criarmos um escol. Afinal, não é possível existir cidadania sem a existência de verdadeiros cidadãos. 
Por conseguinte, vale a pena ler-se o que escreveu Homem Cristo Filho no editorial de A Informação, de 4 de Agosto de 1926. Uma crítica plena de actualidade que não poupa sequer os correlegionários políticos do seu autor, sejam eles coevos ou nossos contemporâneos.
«Ignoramos qual foi o vil micróbio que atacou o organismo português, envenenando-lhe o sangue e destruindo-lhe cruelmente todas as faculdades e virtudes. Mas fosse qual fosse, desde que o micróbio há, desde que a intoxicação se produziu, é urgente destruir o elemento daninho e purificar as veias da nação.(...) Já lá vai o tempo em que os portugueses sabiam entrar, sem temor, na ante-câmara da morte. Hoje o medo verga-lhes as pernas, dobra-lhes a consciência, comprime-lhes o coração como se o perigo não fosse, como diz d'Annunzio, o eixo da vida sublime. O medo da morte é o estigma ignominioso dos fracos, dos condenados, dos escravos; o sintoma da degenerescência moral e física dos homens e dos povos; a negação do direito à vida que só se ganha lutando e vencendo, quando se sabe olhar de frente, sem tremer e sem pestanejar, a porta misteriosa que todos, inexoravelmente, devemos transpor. Eduquemos os rapazes que hoje frequentam as escolas e serão amanhã os árbitros dos nossos destinos, no culto do heroísmo, no culto do passado e das virtudes seculares da Raça. Ensinemos-lhes a desprezar o perigo a correr todos os riscos, a afrontar todas as catástrofes de ânimo sereno. Demos-lhes, por uma sã educação desportiva, músculos de aço, sangue ardente e fecundo. Arranquemos o algodão em rama com que as mães lhes envolvem o peito e a alma, expunhamo-los, na nudez gloriosa da sua força, às intempéries do tempo e às convulsões revigoradoras do destino. E daqui a uns anos, em lugar da mocidade indolente e corrompida de Atenas, Esparta ressurgirá triunfante, e invencível, nas margens do Atlântico, onde não deve haver limites para o espírito e a ambição dos homens, como os não há para as profundezas deste mar e a extensão deste horizonte imenso. Se ainda há neste país trinta homens de coragem e de fé, juntem-se sem tardança, toquem os sinos a rebate, toquem os clarins a reunir e dêem-lhe batalha, em campo raso, à cobardia nacional, à mentira nacional, à indisciplina nacional. Falem menos em Pátria e sejam mais patriotas; falem menos em honra e sejam mais honrados; falem menos em coragem e sejam mais corajosos! Em nome dos interesses supremos e sagrados da Pátria em perigo, surjam, apareçam, os Cavaleiros do Resgate.»
Homem Cristo Filho (1892 - 1928).

domingo, 6 de dezembro de 2015

Eduardo Lourenço e a não-clarividência do politicamente correcto no Portugal democrático

A clareza política do Eduardo Lourenço está ao nível do civismo do Mário Soares. Segundo o filósofo português, a França de hoje tem ainda a imagem de Luís XIV e nós, europeus, devemos muito aos americanos que nos salvaram várias vezes ao longo do século XX, a começar pelo "auxílio" dado na I Guerra Mundial.
Portugal, terra de heroísmo e de génio, encontra-se mais do que nunca amordaçado pelas correntes estrangeiristas. Um mal que hoje se torna bem mais nocivo do que outrora face à ditadura do "politicamente correcto", na qual só singram os medíocres e os alinhados com os detractores da Pátria e falsificadores da História.
Deus nos salve dos "democráticos génios portugueses".

Eduardo Lourenço no programa televisivo O Princípio da Incerteza.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mais um 1.º de Dezembro...

1.º de Dezembro de 1640. Uma época em que as palavras de ordem dizendo "morte aos traidores" não representavam apenas mais um estéril slogan político lançado ao acaso da campanha eleitoral por um partidozeco de esquerda criado pela CIA!
Portugueses verdadeiros, de corpo e alma, ainda existem! Poucos, porém fiéis à sua Pátria, à sua bandeira, à sua História, ao seu Povo e respectiva tradição!

Viva Portugal! Morte aos traidores!

Ilustração de Carlos Alberto Santos mostrando o episódio da morte do
traidor Miguel de Vasconcelos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Da pura hipocrisia e maldade abrilista, ou como os democratas odeiam Portugal e os Portugueses!

Os que hoje em Portugal defendem o acolhimento de uma massa de "refugiados" são os mesmos que em 1975, após o abandono criminoso dos nossos territórios ultramarinos, renegaram os seus irmãos de sangue, maltratando-os e humilhando-os. Chamavam-lhes "retornados" e exigiam a sua saída de Portugal continental e o seu regresso às terras onde sempre viveram até estas lhes serem espoliadas.
Vítimas da perfídia socialista abrilista, foram considerados um peso para a precária economia portuguesa resultante do desastroso 25 de Abril. Por sua vez, os "refugiados" de hoje são considerados uma "mais valia", enquanto milhares de portugueses são todos os anos constrangidos a abandonar a sua Pátria em busca de uma oportunidade, como se não passassem de um pesado fardo para a Nação.
As conclusões a retirar desta triste história ficarão à responsabilidade e consciência de cada um.

O drama dos retornados constitui um dos mais tristes episódios
do Portugal contemporâneo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Gangs de Lisboa

Nunca é demais relembrar a pérfida natureza maçónica e jacobina dos criminosos do 5 de Outubro de 1910. Foi neste dia que, há 105 anos, saíram dos esgotos as ratazanas que infestaram Portugal. 
É a peste! É a peste!

domingo, 27 de setembro de 2015

O endeusamento da opinião e a entronização das urnas

Em vésperas de mais umas eleições legislativas, os portugueses parecem encontrar-se novamente mergulhados na dúvida e incerteza sobre quem melhor poderá liderar os destinos da Pátria. Presentemente, apenas podemos falar em liderança e jamais em chefia. Há muito destituída de um chefe capaz de zelar e fazer confluir os seus interesses, comuns aos destinos de todos os verdadeiros portugueses, a Pátria encontra-se aprisionada pelo banditismo destruidor e usurpador de uma partidocracia republicana, mais interessada em dividir para reinar, do que em cuidar pelo nosso bem-comum. 
Ostracizados de forma mais ou menos consciente por um regime votado à analfabetização funcional de cada indivíduo, os portugueses são novamente chamados a assinar de cruz. Um gesto de ilusória liberdade e consciente responsabilização por parte de uma máquina opressora que se sabe legitimar. 
Lúcido e incisivo, Álvaro Ribeiro alertou-nos logo em inícios da década de 1980 para o que se estava a passar no Portugal pós-25 de Abril de 1974, sabendo também apontar a raiz do problema, conforme podemos ler neste interessante excerto retirado do 3.º volume da sua obra Memórias de um Letrado:
«Destituídos de verdadeira educação cívica, nem os adolescentes nem os adultos se encontram filosoficamente aptos a votar, a escolher e a decidir sobre cada um dos diferentes e diferenciados problemas de que se ocupam quantos exercem as mais altas funções na administração de República. A instrução recebida, a parcialidade, da ciência ou da técnica, no dizer de Spencer, habilita-os muito mais a negar do que a afirmar, a destruir do que a construir, a actuar em massa do que a reflectir em solidão. A doutrina platónica, vigente na Idade Média, primava em estabelecer que só a educação filosófica poderia garantir ao príncipe o direito de ser corado rei, mas na Idade Moderna a luta contra a monarquia foi tomando aspectos de luta contra a filosofia até culminar no paradoxal endeusamento da opinião e no ritual absurdo de entronização das urnas ou das armas.»
Capa do 3.º volume da obra Memórias de um
Letrado
, do filósofo português Álvaro Ribeiro. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Um exemplo sobre como manipular a História e manter as massas na ignorância

«Se, até aqui, o fanatismo disputou à hipocrisia e à corrupção moral o primeiro plano, vê-lo-emos nessa tela, cuja vastidão duplica, alongar-se para o fundo do quadro.»
Alexandre Herculano em História da Origem e Estabelecimento
da Inquisição em Portugal. 

À esquerda, Árpád Szenes e Vieira da Silva. À direita, uma fotografia de Paris
após os bombardeamentos norte-americanos, em 1944.

A manipulação e falsificação em História representam dois factores que detonam e inviabilizam qualquer possibilidade de vivermos em comunidade de acordo com os princípios da sã convivência e harmonia, em plena preservação da nossa saúde mental. Porém, todos sabemos a forma ardilosa como os poderes instalados depois do trágico desfecho da II Guerra Mundial, em 1945, projectaram nos olhos dos menos vigilantes as fantasias cinematográficas subordinadas a uma determinada opinião política e a um pseudo-conhecimento histórico. A grande golpada, levada a cabo com a ajuda imprescindível da psicanálise e outras democráticas "artes encantatórias", contribuiu desta maneira para a criação de um mundo ocidental doente, triste, revoltado consigo mesmo, auto-destruidor, penitente, alucinado, absolutamente decadente e mergulhado nas mais lúgubres trevas da incultura e profunda imbecilidade.
Ontem, no Forte de S. João Baptista, na Foz do Douro, enquanto assistíamos a uma apresentação de um tal de Renato Santos - sujeito irritante que se auto-denominou por três vezes historiador de arte -, apercebemo-nos até onde se tinha enraizado toda uma decadência alimentada pelos mesmos cancros mal-pensantes de sempre: os democráticos, os liberais e os marxistas. Todo cheio de si, o dito historiador de arte enfadou os presentes com as suas extenuantes masturbações pseudo-intelectuais ao longo de uma penosa apresentação acerca da pintora Vieira da Silva. Patranhada atrás de patranhada, o rapazote de bigodaço catita e trejeitos bastante suspeitos lá foi debitando os seus palpites a propósito do que, do alto da sua douta ignorância, via e lia nos quadros de Vieira da Silva.
Não haveria mal algum caso, inerente à ignorância e a uma sofrível apresentação, não estivesse o figurão desde logo a incorrer em erros históricos gravíssimos, caindo de forma voluntária, ou involuntária, na criação de mais preconceitos e desvios àquilo a que, numa perspectiva positivista da História, poderemos chamar de factos. Assim, interpretando um dos quadros de Vieira da Silva, o douto historiador de arte afirmou ver nele representado o metro de Paris durante os bombardeamentos alemães. Sim, foi mesmo isso que ele afirmou: os bombardeamentos alemães da cidade de Paris. Uma mentira que hoje em dia se cola, facilmente, junto dos mais incautos e mal preparados, contribuindo para a legitimação de mais uma instituição de fundo pró-judeu e sionista como é a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva.
Acontece que, de facto, a capital francesa foi bombardeada em 1944, mas não pelos alemães. Os bombardeamentos foram levados a cabo pelos norte-americanos, entre os dias 20 e 21 de Abril de 1944. E não, os alemães não incendiaram as livrarias de Paris durante o período da ocupação. Curiosamente, aquela cidade conheceu até grande vitalidade cultural durante o período da ocupação nacional-socialista.  
O tal Renato Santos, o historiador de arte, não é propriamente um curioso sobre a obra da pintora Vieira da Silva, nem tampouco alguém não familiarizado com a artista de origem portuguesa. Na verdade, ele trabalha para a Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, tendo sido na qualidade de representante daquela instituição que o mesmo se apresentou ontem naquele encontro. Ora, tratando-se estes erros de desconhecimento histórico, ou mera filha da putice, preocupa-nos enquanto portugueses o estado a que chegaram a nossa Educação e Cultura, bem como a incúria e o propositado desmazelo intelectual, notório nas pessoas que são arregimentadas nas fileiras do “politicamente correcto” para ocuparem funções em instituições culturais nesta pérfida e democrática III República.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Preparar 2015 entre Évora e o Tarrafal!

O final do ano constitui sempre um momento de pausa e reflexão. Entre as resoluções a que nos propusemos há cerca de um ano atrás temos aquelas que cumprimos e outras que ficaram por cumprir, não se podendo negligenciar também os acontecimentos externos que de alguma forma nos surpreenderam de um modo parcial ou completo. 
Como é óbvio, não nos referimos aos resultados desportivos ou outras sortes do género. Falamos antes de acontecimentos que de alguma maneira alteraram ou marcaram, profundamente, o decurso da nossa História recente. Como tal, não podíamos deixar de eleger como caso do ano a prisão do ex-primeiro ministro socialista José Sócrates. Seja a sua prisão uma mera acção de diversão ou o simples fruto de discordâncias no seio da máfia maçónica, acreditamos tratar-se de um importante passo dado em direcção ao fim da impunidade reinante entre a nossa corrupta classe política. Importa por isso que esta acção se alargue à totalidade do chamado espectro político, declarando-se uma guerra sem quartel à actividade criminosa institucionalizada por esta pérfida III República. Importa pois julgar e condenar todos os responsáveis pelo saque e destruição de que Portugal tem vindo a ser vítima desde 1974.  
Nesse sentido, com saudade, mas sem nostalgia, não poderíamos deixar de recuperar um símbolo de um Portugal justo, livre e soberano. Um Portugal que existia há 40 anos atrás antes de uma vil traição que, de forma muito pouco "democrática", para utilizarmos a linguagem inimiga, nos amordaçou e tem vindo a sufocar. Tanto pelas traições internas, como pelos assédios externos. 
Assim, o símbolo a que nos referimos é o próprio Tarrafal. Mais do que um presídio para traidores, aquela importante instituição representava uma espécie de "martelo contra a anti-portugalidade". Hoje, mais do que nunca, é necessário recuperar certos valores intemporais que moldaram o carácter e a fé dos nossos antepassados. Façamos dessa demanda uma das conquistas de 2015, pois acima de Portugal, só Deus!
Temos tudo quando temos Portugal! 

Tarrafal, um símbolo do combate contra a anti-portugalidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O regresso das tertúlias do Café Odisseia

A próxima Sexta-Feira, dia 19 de Dezembro, ficará marcada pelo regresso dos encontros tertulianos do Café Odisseia. Manuel Rezende e Pedro Jacob Morais animarão um encontro subordinado ao tema A Identidade Perante o Inimigo. Um assunto cuja importância e actualidade impõe uma reflexão urgente e imperativa. 
Buscando uma segunda vida do projecto Café Odisseia, esta reunião propõe o reinício dos encontros culturais incómodos e politicamente incorrectos começados anos antes na FDUP (Faculdade de Direito da Universidade do Porto). Direito, História, Política, Cultura, Arte, serão apenas algumas das áreas abrangidas naquilo que se espera ser um banquete platónico entre ávidos apreciadores de momentos de grande intensidade e profundidade intelectual. 
Este encontro terá lugar na FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), sala 102, estando o início da sessão marcado para as 17:30. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.  

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Os Bonecos contra o (des)acordo ortográfico

A produtora Mandala, que durante mais de 15 anos animou os serões da RTP 1 com programas de entretenimento como o Contra-Informação, chegou agora à internet e à televisão digital com novos conteúdos. Como não poderia deixar de ser, um dos seus últimos vídeos denuncia, com o humor que lhe é característico, o (des)acordo ortográfico de 1990, expondo a asneira que o constitui e o ridículo de quem o defende. Vale a pena ver e partilhar! 

Os Bonecos que animaram várias séries humorísticas como
o Contra-Informação também se opõem ao AO90.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agostinho da Silva, o capitalismo e o Estado Novo

Certa ocasião, no programa de televisão Conversas Vadias, ao perguntarem a Agostinho da Silva se o capitalismo seria a exploração do Homem pelo homem, a resposta do filósofo português foi tão célere quanto categórica: «É a guerra do Homem contra o Homem.»
Curiosamente, nessa mesma entrevista, conduzida pelo comunista Baptista Bastos, Agostinho da Silva acabou por ser acusado de fazer apologia ao "fascismo", após afirmar que, àquela data, transpostos vários anos desde o 25 de Abril, ele percebia, finalmente, a política do Estado Novo e de Salazar. Era a sua famosa "teoria do gesso", segundo a qual Portugal teria saído cedo demais da ditadura. Não se enganava...

Fotograma extraído da entrevista feita por Baptista Bastos a Agostinho da Silva,
integrada nas doze emissões do programa Conversas Vadias.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Exortação a uma nova Restauração

Dois anos após a traidora supressão do feriado nacional de 1 de Dezembro, data em que se comemora a Restauração de 1640, o Hino da Restauração renova a sua força e o seu significado. Mais do que tornar-se numa música de intervenção, este hino impõe-se hoje como um grito colectivo de um povo que procura celebrar a sua Raça e a sua Identidade, contra todos os seus inimigos - tanto os internos, como os externos. 
Neste apelo à união dos portugueses em torno do que neste mundo mais nos importa - Portugal -, deixamos uma nota especial dirigida aos jovens, pois só com o seu sangue quente será possível a construção do amanhã. A mocidade, apoiada pela sabedoria dos anciãos, é o motor de toda a vitalidade de um povo. Urge por isso despertá-la para a sua sacra missão de, uma vez mais, devolver o esplendor à nossa Pátria. Recupere-se o espírito do 1.º de Dezembro de 1640. Sejamos nós os conjurados do século XXI.

Hino da Restauração

Portugueses celebremos
O dia da redenção,
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A fé dos campos de Ourique,
Coragem deu e valor,
Aos famosos de quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá Frente! P'rá Frente!
Repetir saberemos as proezas Portuguesas
Avante, Avante,
É voz que soará triunfal,
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal.

Hino da Restauração.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entre António José de Brito e Slavoj Žižek

Cada vez mais se tem falado na importância e pertinência do valor da intransigência enquanto condição fundamental para uma sobrevivência honrada na sociedade contemporânea. Democratas, liberais, marxistas e pós-marxistas procuram justificar estas suas aparentes novas posições com leituras dedicadas a autores como o filósofo-pop e pós-marxista Slavoj Žižek. Desta maneira, impõe-se a defesa do legado do Professor António José de Brito que, há trinta e nove anos, num momento bastante negro e sensível da nossa História, numa altura muito pouco dada a galanteios face às formas de pensamento totalitárias, corajosamente, do ponto de vista físico e intelectual, fez publicar uma obra fundamental sobre este tema, mas intencionalmente esquecida e abafada pelos interesses então estabelecidos. Referimo-nos, claro está, aos Diálogos de Doutrina Anti-Democrática.
É curioso constatar que em Portugal certos postulados apenas passem a ser considerados universais após receberem o timbre de pensadores estrangeiros de matriz internacionalista. Mais do que um simples acto de má-fé, este parece-me um claro exemplo de ignorância sectária: Reds don’t read!

À esquerda o pensador esloveno Slavoj Žižek, à direita o filósofo português António José de Brito.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Antes um todavia nunca que um jamais talvez...

Poucas terão sido as pessoas a aperceber-se das mordazes crónicas que Amado Estriga, religiosamente, publica no semanário Dica. Uma publicação semi-publicitária que todas as semanas invade as caixas de correio de milhares de portugueses. Semana após semana, o ilustre cronista vai levantando celeuma atrás de celeuma, escarafunchando as feridas do sistema com mãos carregadas de sal. 
Recentemente, graças à fina gentileza de um amigo e leitor, ficamos a saber que o cronista Amado Estriga estende as suas viperinas farpas à blogosfera num espaço denominado Antes um todavia nunca que um jamais talvez... Vale a pena ler e adicionar aos favoritos! 

(Clicar na imagem para aceder ao blogue.)

domingo, 27 de outubro de 2013

Comer o que se cultiva

A maquinação da presente crise económica precipitou a falência do paradigma consumista e tecnológico, definidor do chamado mundo moderno. A época do consumo em massa e das ilusões cosméticas, capazes de travestir a felicidade num mero sinónimo de abundância, parece estar, finalmente, a chegar ao fim. Porém, numa sociedade tendencialmente urbana e à espera da sua queda, urge preparar as nossas comunidades para o regresso à terra.
De alguns anos a esta parte têm surgido diversas comunidades e publicações que defendem e promovem um regresso sustentado à terra, apontando alternativas às artificiais tendências “industrializadoras” das políticas agro-alimentares. O desrespeito pela natureza, em nome dos mais obscuros interesses económicos, por norma encapotados por facciosos “estudos científicos” e uma nociva noção de “progresso”, têm paulatinamente “persuadido” vários governos mundiais a conceder uma primazia sobre o uso dos transgénicos, incluindo a manipulação e patenteação de sementes por parte de várias empresas, numa crescente e turbulenta espiral de loucura, coroada pela privatização de outros recursos naturais, tão fundamentais como, por exemplo, a água. Já no século XIX, um célebre livro denunciava o domínio sobre a fome, como um instrumento fundamental para o controlo do poder sobre as massas. Nessa medida, dada a inexistência de uma auto-suficiência alimentar em países como Portugal, estimular a produção de uma forma natural e sustentada equivale a um reassumir da liberdade, ou a uma nova presúria, lembrando as sapientes palavras de Adriano Moreira, proferidas a 28 de Maio de 2012 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto: «Terra que não cultivamos e que não pisamos não nos pertence.»
Teorizações à parte, o livro Faça a sua horta biológica de Gayla Trail, recentemente publicado pelo Círculo de Leitores, revela-se um interessante manual prático de introdução à horticultura biológica, abordando de um modo simples e esclarecedor a simplicidade da permacultura, bem como da possibilidade do seu incremento em pequenos espaços urbanos. Na verdade, este livro, aparentemente inocente, pode ser de igual modo tomado como um manual de sobrevivência e reaprendizagem para o homem urbano, cada vez mais consciencializado para a necessidade do regresso ao campo. A sua autora, responsável pelo conhecido sítio de Internet yougrowgirl.com e colaboradora de alguns periódicos como o New York Times, Newsweek, Budget Living e Ready Made, é, há mais de uma década, uma entusiasta da horticultura biológica desenvolvida nos espaços urbanos, estimulando não só a auto-suficiência, mas também a criatividade.

Gayla Trail, autora da obra.

Profusamente ilustrada, esta obra contém não só dicas práticas quanto ao cultivo e manutenção da terra e respectivas sementes, como avança com algumas explicações primárias, mas absolutamente indispensáveis, para quem nunca plantou qualquer tipo de plantas, sejam elas legumes, frutos, ervas aromáticas ou flores comestíveis. Outro aspecto curioso que não foi esquecido pela autora prende-se com o problema do armazenamento e conservação dos produtos após a sua colheita, ou as considerações que a mesma teceu quanto ao modo de confeccionar determinados pratos, recorrendo apenas ao que se cultivou na exiguidade das actuais habitações urbanas.
A publicação de Faça a sua horta biológica segundo o novo acordo ortográfico revela-se o único ponto negativo deste livro que, caso seja lido com o devido cuidado, poderá finalmente impelir muitos dos seus leitores ao início de uma actividade auto-sustentável, a partir dos pequenos espaços das suas casas, sem que haja sequer necessidade da existência de um quintal. O terraço, a varanda, o telhado, o alpendre, o parapeito da janela, ou a simples floreira são aqui apresentados como verdadeiras hortas biológicas em potência. Para além da rentabilização económica, deve-se ainda considerar os vários benefícios para a saúde resultantes das práticas abordadas nesta obra que, definitivamente, reaproximam o homem da terra, das suas raízes e, consequentemente, da sua própria natureza.

Capa do livro Faça a sua horta biológica.

domingo, 7 de abril de 2013

Ortografia e Aristocracia


Disse-nos Fernando Pessoa acerca das diferenças entre a linguagem falada e a linguagem escrita, num texto inédito publicado por Teresa Rita Lopes na obra Pessoa Inédito de 1993: 
A linguagem falada é popular. A linguagem escrita é aristocrática. Quem aprendeu a ler e a escrever deve conformar-se com as normas aristocráticas que vigoram n'aquele campo aristocrático.
A linguagem falada é nacional e deve ser o mais nacional possível. A linguagem escrita é — ou deve ser — o mais cosmopolita possível. Philosopho deve escrever-se com 2 vezes PH porque tal é a norma da maioria das nações da Europa, cuja ortografia assenta nas bases clássicas ou pseudo-clássicas.