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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Mais um 1.º de Dezembro...

1.º de Dezembro de 1640. Uma época em que as palavras de ordem dizendo "morte aos traidores" não representavam apenas mais um estéril slogan político lançado ao acaso da campanha eleitoral por um partidozeco de esquerda criado pela CIA!
Portugueses verdadeiros, de corpo e alma, ainda existem! Poucos, porém fiéis à sua Pátria, à sua bandeira, à sua História, ao seu Povo e respectiva tradição!

Viva Portugal! Morte aos traidores!

Ilustração de Carlos Alberto Santos mostrando o episódio da morte do
traidor Miguel de Vasconcelos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Exortação a uma nova Restauração

Dois anos após a traidora supressão do feriado nacional de 1 de Dezembro, data em que se comemora a Restauração de 1640, o Hino da Restauração renova a sua força e o seu significado. Mais do que tornar-se numa música de intervenção, este hino impõe-se hoje como um grito colectivo de um povo que procura celebrar a sua Raça e a sua Identidade, contra todos os seus inimigos - tanto os internos, como os externos. 
Neste apelo à união dos portugueses em torno do que neste mundo mais nos importa - Portugal -, deixamos uma nota especial dirigida aos jovens, pois só com o seu sangue quente será possível a construção do amanhã. A mocidade, apoiada pela sabedoria dos anciãos, é o motor de toda a vitalidade de um povo. Urge por isso despertá-la para a sua sacra missão de, uma vez mais, devolver o esplendor à nossa Pátria. Recupere-se o espírito do 1.º de Dezembro de 1640. Sejamos nós os conjurados do século XXI.

Hino da Restauração

Portugueses celebremos
O dia da redenção,
Em que valentes guerreiros
Nos deram livre a Nação.

A fé dos campos de Ourique,
Coragem deu e valor,
Aos famosos de quarenta,
Que lutaram com ardor.

P'rá Frente! P'rá Frente!
Repetir saberemos as proezas Portuguesas
Avante, Avante,
É voz que soará triunfal,
Vá avante mocidade de Portugal,
Vá avante mocidade de Portugal.

Hino da Restauração.

domingo, 30 de novembro de 2014

Velhas polémicas entre terras de Portugal e de Espanha

Tomamos recentemente conhecimento que no seio de uma organização político-identitária espanhola sediada na Catalunha, um membro mais velho, provavelmente, ainda saudoso do espírito falangista, terá afirmado que os identitários portugueses quereriam ser espanhóis. Facto que não deixa de ser irónico, dado que estamos nas vésperas de mais um 1.º de Dezembro, ou seja, data em que os portugueses celebram a Restauração de 1640.
Sentindo-nos afrontados com tamanha mentira, prontamente nos organizarmos no sentido de repudiar tais indecorosas e falsas afirmações. Porém, tal reacção que seria, com certeza, bastante violenta, acabou por ser antecipada por outra pessoa, oriunda do outro lado da fronteira. Alguém dotado de uma visão e sensibilidade superior. Vale a pena lermos as suas palavras com o coração e a alma abertos, pois sabemos de antemão o quanto são verdadeiras e sentidas as seguintes palavras da nossa amiga e camarada Anna Foix:
«Cada vez que oigo a alguien decir "los portugueses, quieren o deben ser españoles" se me revuelve el Alma. ¿Qué narices se han creido algunos para alegar en nombre de la voluntad de tantísimos portugueses? Esa soberbia y esos aires de grandilocuencia, solo tienen un nombre: Complejos. Portugal es una tierra bellísima, que nada tiene que envidiarle a nadie. Una tierra llena de tradición y lugares preciosos dónde perderse. ¡Estoy cansada de que la gente sin conocimiento de causa, se crea con derecho a decidir que es mejor por otros! Grande Portugal, ¡Qué bello eres! Nunca una tierra bebío de una tradición tan hermosa. Portugal, es y será de los portugueses. Que nadie le quepa la menor duda, pues el tamaño de su país no have justicia a la de su corazón. Eu te amo, Portugal!»

sábado, 1 de dezembro de 2012

Portugal, a terra e a sua beleza primordial

Em dia de Restauração, nós que amámos incondicionalmente Portugal, propomos uma redescoberta das nossas raízes mais profundas e matriciais. Aquelas que nos alimentaram através dos tempos, permitindo-nos endurecer e fortalecer o carácter, as vontades e o querer de sermos um povo, uma cultura, uma civilização. 
Portugal teve um berço esculpido pela mão do Criador. A natureza. Por isso mesmo, devemos hoje redescobrir esse legado, preservando-o e tomando-o como o mais sagrado de todos.
No vídeo que partilhamos podemos observar a beleza natural de alguns locais do nosso Portugal. Em particular a Serra de Sintra, Serra da Lousã, Serra de Montesinho, Serra da Estrela, Rio Zêzere, Rio Tuela, Rio Douro, Tejo Internacional, Reserva da Faia Brava, Estuário do Tejo e Costa Vicentina. Esta é obviamente apenas uma pequena amostra da nossa diversidade, beleza e riqueza natural, ficando muito mais ainda por mostrar. Ainda assim, estas imagens permitem-nos redespertar para a nossa maior riqueza e o nosso mais valioso património - a nossa terra. 

Vídeo promocional do património natural português realizado
pelo colectivo aidnature.org.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

1 de Dezembro - Dia de Portugal

«Já a I República recém instituída, atribuiu maior relevância ao 1.º de Dezembro, associando-o a um símbolo nacional de grande visibilidade – a bandeira. Logo em 15 de Outubro de 1910, o regime constituiu por decreto uma comissão encarregada de estudar a nova bandeira e hino nacionais. E em 29 de Novembro, o governo aprovava o projecto proposto pela referida comissão e instituía o 1.º de Dezembro como dia de Festa da Bandeira 16. Fazia-se assim coincidir a Festa da Bandeira – a nova bandeira republicana, sublinhe-se - com a data do 1.º de Dezembro, agora consagrada como feriado nacional. Associava-se pois um dos emblemas mais significativos da nação com uma data histórica relevante – a recuperação da independência nacional em 1640.»

Como sabemos, o 1.º de Dezembro é uma das principais datas da nossa História. Comemorada logo após os acontecimentos de 1640, que deram início à designada Restauração, esta data encerra em si a afirmação da Independência Portuguesa, bem como a vontade do seu povo em a reclamar e celebrar.
Com a recente polémica concernente à abolição de alguns feriados nacionais, imposta por forças obscuras e motivos menos claros, assistimos à eliminação deste feriado, a par de outros de carácter civil e religioso. Não deixa de ser estranho a eliminação do 1.º de Dezembro, cujo significado é deveras importante na afirmação e desenvolvimento da nossa consciência pátria e cívica, em detrimento de outras datas como o 25 de Abril ou o 1 de Maio.
O descontentamento de alguns portugueses perante esta afronta à nossa memória histórica e patriótica tem resultado em algumas acções de protesto, visando a revogação dessa intenção aberrante de eliminar o feriado do 1.º de Dezembro. Entre algumas das figuras mais conhecidas que se opõem a mais uma decisão ridícula e desastrosa deste (des)governo de Pedro Passos Coelho, encontra-se o deputado José Ribeiro e Castro, autor da obra 1 de Dezembro - Dia de Portugal, recentemente editada pela Principia.
Procurando explicar a origem deste feriado, bem como as razões pelas quais o mesmo deve ser salvaguardado e preservado, este livro será apresentado hoje, pelas 18:00, na sede da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), em Lisboa. A cargo da apresentação estará o José Alarcão Troni, Presidente da SHIP, bem como o General José Garcia Leandro.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Um outro 1.º de Dezembro

«O Porto albergava os mestres desesperançados da República. Necessário se tornava proclamar outra República. O acto dos mestres solicitava a reacção das novas gerações e, com efeito, tudo foi possível, num temporal que é lícito situar entre 1910 e 1930, pois o espírito da "Renascença Portuguesa" sobreviveu, ainda que que alguns autores pretendam situar o termo final em 1915. (...) Profunda e conscientemente nacional, o movimento da "Renascença Portuguesa" teve a dupla expressão poética e filosófica.»
Pinharanda Gomes em  A "Renascença Portuguesa" - Teixeira Rêgo

(Clicar na imagem para ampliar.)

Num 1.º de Dezembro como o deste ano, marcado pela triste notícia de ser a última vez que os portugueses celebram enquanto feriado nacional esta importante data da sua história, convém recordar o tempo em que alguns dos mais importantes intelectuais do nosso século XX se uniram em torno da manutenção e promoção de uma cultura portuguesa, após a implantação da infame e criminosa I República, através da criação da revista A Águia, órgão oficial de expressão do Movimento da Renascença Portuguesa. 
Cientes da importância e peso da data 1.º de Dezembro no imaginário histórico-cultural nacional, sinónimo de Liberdade, Independência, Restauração e Renascença, os criadores do movimento, escolheram esse dia para o fundar, no ano de 1910, decorrido pouquíssimo tempo após a implantação da República. Devemos por isso lembrar essa geração, assim como o móbil da sua actuação, ou seja, a mesma decadência moral e degenerativa da III República imposta após Abril, directamente herdada da I República. Deste modo, tal como em 1910, torna-se hoje urgente e necessária a reemergência de uma ideia ou ideal poético-histórico-filosófico e sociopolítico nacional, capaz de preservar a nossa memória, cultura e tradição, defendendo deste modo o futuro da portugalidade e de todos os que a constituem e abraçam. Lembrar a Renascença Portuguesa é revitalizar o sonho de um melhor Portugal, pleno de esperança, liberto das pseudo-elites estrangeiradas, criminosas, oportunistas e decadentes.
Resta-nos por isso aguardar por uma renovada Renascença Portuguesa.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

(a)Manhã de Restauração?

«Restauração, s. f. (do Lat. restauratione). 1. Acção ou efeito de restaurar. 2. Reparação, restabelecimento. 3. Recuperação. 4. Acto de reaver a independência ou nacionalidade perdidas. 5. Polít. Reestabelecimento de antiga dinastia no trono que perdera.»
Conforme a Lexicoteca - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa.

Para além de um ser vivo dotado de uma missão, conforme defendeu Leonardo Coimbra, Portugal é também um corpo místico, uma entidade metafísica intemporal, cujas manifestações se revelam no plano material de inimagináveis formas ou maneiras. Essencialmente espiritual, Portugal é um Mito povoado de mitos, uns mais próximos de uma dita realidade do que outros. 
A tendência positivista-materialista e decadentista emergente no seio das nossas comunidades a partir dos séculos XVIII e XIX procurou asfixiar e anular a vivência desses mitos, substituindo-os pela mentira degenerativa, responsável por parte decadência da Pátria, impedindo que esta se renovasse e auto-revitalizasse. Alguns porém foram impossíveis de apagar, dada a sua necessidade para a manutenção de regimes e ideais políticos, conforme podemos constatar no artigo de Sérgio Campos Matos intitulado Hispanofobia e nacionalismo – a Comissão 1º de Dezembro e a memória de 1640 (1861-1926), apresentado no XXIX Encontro da Associação Portuguesa de História Social e Económica, realizado no Porto em finais de 2009, onde vemos uma mesma data ou acontecimento, ser celebrada, tanto pela esquerda como pela direita política, conforme os interesses do momento. Ora, celebrar o 1.º de Dezembro significa celebrar um renascimento, um reacordar ou redespertar de Portugal, pelo que pela sua essência, está muito para lá do alcance de qualquer possível acto ou reivindicação política.
Não obstante essa dimensão meramente política que se procura dar desde as primeiras comemorações do 1.º de Dezembro, grande parte dos nossos historiadores e outros intelectuais incorrem por norma num erro crasso, passível da velha palmatória. Ora, conforme lembrava nas suas aulas de Direito Internacional Público, o Professor e ex-Ministro da Defesa e Ultramar Joaquim Moreira Silva Cunha, desde a sua fundação, Portugal jamais perdeu a sua independência, lembrando o facto da dinastia Filipina governar segundo o princípio um Rei duas Coroas. Os nefastos resultados políticos, sociais e económicos desse período são inequívocos, indesculpáveis, intoleráveis e inquestionáveis, não sendo obviamente um bom português todo aquele que de algum modo procura defender a integridade, valor ou direito governativo de qualquer um dos Filipes. Contudo, independência e soberania foi algo que nunca perdemos. Na realidade, muitos dos traços que hoje são apontados como marcas e traços de demarcação de poder e soberania, eram na altura respeitados durante a nossa malfadada dinastia estrangeirada, coisa que hoje não acontece. Tomemos alguns exemplos para ilustrar esta nossa afirmação: a língua  e armas portuguesas foram naquele tempo mantidas e salvaguardadas como oficiais nas nossas Instituições e contactos internacionais, hoje coloca-se a nossa língua sob a égide de um obscuro (des)acordo ortográfico que a desrespeita e descaracteriza, com a União Europeia chega-se mesmo a colocar em causa a língua portuguesa como idioma oficial daquela organização supranacional, tendo a nossa bandeira sido substituída por aquela da União Europeia; Portugal manteve durante o domínio filipino as suas fronteiras, continuou a cunhar moeda, as suas populações podiam decidir o que cultivar, hoje, perante essa impossibilidade, os resignados afirmam que essas são questões de pormenor.  
De facto, 1640 acontece apenas quando Gaspar de Guzmán y Pimentel Ribera Velasco e Tovar, conhecido  por Conde Duque de Olivares, encarregue de dirigir D. Filipe III de Portugal, um monarca inábil e fraco, decide fundir o reino de Portugal no conjunto das Espanhas, procurando-nos retirar aquilo que apenas a União Europeia haveria de conquistar séculos mais tarde. A diferença entre aquele tempo e os dias de hoje recai na fibra que constitui os portugueses, hoje um povo adormecido, perdido num denso nevoeiro que lhe impede de encontrar o Norte e defenestrar os actuais Miguéis de Vasconcelos e Cristovãos de Moura.
Desta forma, podemos concluir que, na realidade, ao invocarmos a Restauração no primeiro dia de cada mês de Dezembro, não estamos a celebrar um resgate da independência, pois esta, apesar de várias vezes ameaçada, jamais foi perdida - Portugal, Nação Invicta e Imortal. Restauração não implica também um regresso ao passadismo, pelo contrário, prospectiva um futuro. A cada 1.º de Dezembro devemos antes comemorar a vitória sobre o nosso abastardamento espiritual, transformando este dia numa celebração do Triunfo Português sobre o triunfo dos porcos.

Armas de D. João IV - o Restaurador.