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quinta-feira, 19 de abril de 2012

1 de Dezembro - Dia de Portugal

«Já a I República recém instituída, atribuiu maior relevância ao 1.º de Dezembro, associando-o a um símbolo nacional de grande visibilidade – a bandeira. Logo em 15 de Outubro de 1910, o regime constituiu por decreto uma comissão encarregada de estudar a nova bandeira e hino nacionais. E em 29 de Novembro, o governo aprovava o projecto proposto pela referida comissão e instituía o 1.º de Dezembro como dia de Festa da Bandeira 16. Fazia-se assim coincidir a Festa da Bandeira – a nova bandeira republicana, sublinhe-se - com a data do 1.º de Dezembro, agora consagrada como feriado nacional. Associava-se pois um dos emblemas mais significativos da nação com uma data histórica relevante – a recuperação da independência nacional em 1640.»

Como sabemos, o 1.º de Dezembro é uma das principais datas da nossa História. Comemorada logo após os acontecimentos de 1640, que deram início à designada Restauração, esta data encerra em si a afirmação da Independência Portuguesa, bem como a vontade do seu povo em a reclamar e celebrar.
Com a recente polémica concernente à abolição de alguns feriados nacionais, imposta por forças obscuras e motivos menos claros, assistimos à eliminação deste feriado, a par de outros de carácter civil e religioso. Não deixa de ser estranho a eliminação do 1.º de Dezembro, cujo significado é deveras importante na afirmação e desenvolvimento da nossa consciência pátria e cívica, em detrimento de outras datas como o 25 de Abril ou o 1 de Maio.
O descontentamento de alguns portugueses perante esta afronta à nossa memória histórica e patriótica tem resultado em algumas acções de protesto, visando a revogação dessa intenção aberrante de eliminar o feriado do 1.º de Dezembro. Entre algumas das figuras mais conhecidas que se opõem a mais uma decisão ridícula e desastrosa deste (des)governo de Pedro Passos Coelho, encontra-se o deputado José Ribeiro e Castro, autor da obra 1 de Dezembro - Dia de Portugal, recentemente editada pela Principia.
Procurando explicar a origem deste feriado, bem como as razões pelas quais o mesmo deve ser salvaguardado e preservado, este livro será apresentado hoje, pelas 18:00, na sede da Sociedade Histórica para a Independência de Portugal (SHIP), em Lisboa. A cargo da apresentação estará o José Alarcão Troni, Presidente da SHIP, bem como o General José Garcia Leandro.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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sábado, 2 de julho de 2011

Entrega do Prémio António Quadros 2011

«A grande ilusão dos estrangeirados é julgarem que enriquecem a nossa cultura colando-lhe teorias ou ideias importadas tal e qual, isto é, transformando-a numa cultura traduzida - o que é até absurdo, pois não se pode traduzir cultura.
A simples (a complexíssima) riqueza da nossa língua basta por si própria para justificar o aprofundamento e a autonomia da cultura portuguesa e constitui fundamento de si suficiente para uma grande filosofia - que ainda não temos talvez, mas por que é válido lutar, pois que a nossa obrigação é antes levar para a mesa da comunidade internacional, a nossa personalidade mental, científica, literária, artística, do que nossa passividade discipular ou disciplinada.
»
António Quadros em A Arte de Continuar Português.

Criado com o objectivo de celebrar o autor de obras como Portugal Razão e Mistério ou Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista, o Prémio António Quadros nasceu da necessidade de incentivar a continuidade do trabalho deste insigne pensador, distinguindo, encorajando e divulgando o pensamento português nas suas mais variadíssimas expressões e manifestações.
Instituído pela Fundação António Quadros, o prémio deste ano distinguirá uma obra da área da Filosofia, cujo vencedor será divulgado uma semana antes da sua entrega, pelas mãos de Mafalda Ferro, presidente da Fundação. Recordamos que o júri deste concurso é presidido por António Braz Teixeira e constituído por Paulo BorgesManuel Ferreira PatrícioManuel Cândido Pimentel e Miguel Real.
A cerimónia de entrega do galardão decorrerá no próximo dia 14 de Julho, pelas 17h00, na Sala Antão de Almada da Sociedade de História da Independência de Portugal. A entrada é livre.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Obra e o Pensamento de António Telmo

«O acabar da história que consistirá em ser bruscamente engolida pelo nada que essencialmente é, vai seguido do Apocalipse, porquanto Apocalipse não significa como o vulgo julga. Significa Revelação. A Revelação que é, seguindo ainda Joaquim de Flora, a do Reino do Espírito Santo somente poderá acontecer fora da história e sem qualquer relação com a história, esse nada de si mesmo que foi como o sonho de um sonho em que não se deu qualquer síntese de comentários, mas sim uma sucessão de posições antitéticas no declive fatal para o abismo.»
António Telmo em Portugal dans la découverte d'au-delà de l'histoire.

Algumas personalidades pecam por deixar-nos demasiado cedo. Mesmo quando o fazem aos 83 anos. Foi o que aconteceu com o distinto pensador português António Telmo, discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, falecido em finais de 2010, após uma vida bastante activa e rica intelectualmente, dedicando-se ao aprofundamento do sentido histórico, sagrado e esotérico da Portugalidade.
Em reconhecimento pelo seu esforço, trabalho e dedicação em prol do desvendamento dos mistérios e quimeras da Lusitanidade e Portugalidade, irá realizar-se nos próximos dias 14 e 15 de Fevereiro, no Palácio da Independência em Lisboa, um colóquio de homenagem a este filosofo, dedicado inteiramente à sua obra e pensamento.  
Promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, este encontro conta com a presença e participação de nomes como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Teixeira Pinto, Paulo Borges, Rui Lopo, Pedro Sinde, entre outros, sendo a entrada livre.

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Programa do Colóquio A Obra e Pensamento de António Telmo

SEG. 14 FEVEREIRO

10h00: Sessão de Abertura
António Braz Teixeira

11h00: Comunicações
Joaquim Domingues - António Telmo: o homem e a obra
Abel de Lacerda - Um olhar de António Telmo na simbólica de Prestes João
Roque Braz de Oliveira - António Telmo e os caminhos da hermenêutica
Carlos Vargas - A ironia em António Telmo

13h00: Intervalo para almoço

14h30: Comunicações
Paulo Teixeira Pinto - Portugal sem segredos
Mário Rui - António Telmo e as Três Tradições do Livro
Manuel Gandra - Linhagem seminal e espiritualidades bastardas - finais de todos os tempos e no contexto lusíada
Luís Paixão - O número 8 na obra de António Telmo

16h30: Intervalo para café

17h00: Comunicações
António Carlos Carvalho - Os nomes de António Telmo
Cynthia Taveira - António Telmo e a inversão dos candelabros
Rui Lopo - Significado e Valor da Filosofia em António Telmo
Pedro Martins - António Telmo e Luís de Camões


TER. 15 FEVEREIRO

11h00: Comunicações
João Cruz Alves - Testemunho sobre um homem novo
António Quadros Ferro - Correspondência entre António Telmo e António Quadros
Elísio Gala - Língua e Pátria
Renato Epifânio - A ideia de Pátria em António Telmo

13h00: Intervalo para almoço

14h30: Comunicações
Carlos Aurélio - Religiosidade e razão poética em António Telmo
Paulo Borges - O último texto de António Telmo: "O acabar da história [...] bruscamente engolida pelo nada que essencialmente é"
António Cândido Franco - António Telmo e o Surrealismo
Rodrigo Sobral Cunha - O viajante

16h30: Intervalo para café

17h00: Testemunhos sobre António Telmo
Manuel Ferreira Patrício
Pedro Sinde
Paulo Santos
Pedro Ribeiro
Pinharanda Gomes

domingo, 21 de novembro de 2010

Finis Mundi - A Última Cultura

Realiza-se no próximo dia 9 de Dezembro, pelas 21:00, no Palácio da Independência em Lisboa, o lançamento do primeiro número da revista de cultura e pensamento Finis Mundi. Editada pela Antagonista, esta revista trimestral reúne uma série de artigos e ensaios subordinados a diversas áreas do conhecimento, procurando suscitar a atenção do leitor para a necessidade de repensar o estado da cultura portuguesa segundo uma perspectiva  ou paradigma ocidental.
Esta sessão de apresentação contará ainda com as comunicações de António Marques Bessa e Alain de Benoist. A entrada é livre.

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Lista de conteúdos e colaboradores do primeiro número

A ÚLTIMA CULTURA:
Editorial
Finis Mundi
- António Marques Bessa
«É a Hora!» Um ensaio pessoano sobre um aviso determinado
- Vítor Luís Rodrigues

ENSAIO:
A vivência espiritual portuguesa: estigma histórico-cultural I
- Sónia Pedro Sebastião
De “A imaginação ao poder” à impotência da imaginação: Um balanço da cultura soixante-huitard a quarenta anos de distância I
- Alexandre Franco de Sá

ACTUALIDADE:
Finisterra ou Da Ética e Seus Fundamentos
- Henrique Salles da Fonseca
O Que é a Pátria?
- Joaquim Reis
A história, a inflação, as moedas e...
- Francisco G. de Amorim
Raízes e Utopias do nosso tempo
- Mendo Castro Henriques
Podemos hoje confiar no Estado?
- Manuel Brás
Bilderberg: A irmandade da globalização
- Basílio Martins
Agostinho da Silva: para além da Esquerda e da Direita, uma visão de futuro
- Renato Epifânio
Cimeira da CPLP no país do Ali Babá
- Vítor Martins 
A necessidade de responsabilizar os políticos pelos estragos que causam com as suas acções
- Rainer Daehnhardt

HISTÓRIA:
As primeiras cobiças dos EUA sobre os Açores
- João José Brandão Ferreira
Fascismo e Estado Novo
- João Gomes

PATRIMÓNIO:
Discurso etnográfico sobre o foral de Vila Franca do Campo
- Carlos Melo Bento
Encontrar as raízes: As Fragas de Panóias
- Filipe Miguel Dias Cardoso
O Paço dos Duques de Bragança em Guimarães. Uma Afirmação de Poder
- Duarte Branquinho

MITOLOGIA & TRADIÇÃO:
Viriato: o mito heróico revisitado
- Júlio Mendes Rodrigo 
O Enigmático e Misterioso Homem da Maça
- José António Miranda Moreira de Almeida
Monarquia e Fundação da Nacionalidade
- Eduardo Amarante

RESENHA:
Creepshow
- Rui Baptista
Mircea Eliade revisitado
- Constança Araújo

ENTREVISTA:
Filipe Faria - Crónicas de Allaryia 
Manuel Fúria - Os Golpes 
Ian Read - Fire + Ice
In Gowan Ring
Autumn Grieve

CULTURA:
Literatura fantástica portuguesa – Os caminhos da imaginação
- Roberto Mendes
Música folclórica e esoterismo
- Luís Tavares do Couto
As Aventuras de Anna em Portugal
- Mário Casa Nova Martins
Cultura e identidade
- João Franco

MUNDO:
O Financismo, Estádio Intermédio do Capitalismo
- Aleksandr Dugin
Crise. Qual Crise? Lucros em barda!
- James Petras 
À Espera de 2012
- Leonid Savin
Morte por globalização — Os economistas estão à nora
- Paul Craig Roberts

PENSAMENTO:
A Justiça vítima das ideologias
- Alain de Benoist
A dissidência como método
- Alberto Buela
A crítica à democracia
- Sandra Maria Rodrigues Balão