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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade

«Como luar de um sol brilhante, a saudade recebe a magia do amor unitivo e transmite-a a seus componentes, que não são passivos, mas rebeldes, porque, desejo e lembrança, de per si, têm sentidos opostos e são origem de divergentes sistemas interpretativos da vida e do conhecimento.»

Afonso Botelho em Saudade, regresso à origem

Durante a próxima semana, entre 16 e 18 de Dezembro, realiza-se o VII Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade. À semelhança de outros anos, este encontro nasce do trabalho e esforço do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, Universidade do Porto, Universidade de Santiago de Compostela, Centro Português de Vigo, MIL - Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia.
Em virtude das condicionantes a que estamos sujeitos este ano, a edição de 2020 deste encontro de cultura e pensamento será realizada através da plataforma Zoom. Para consultarem o programa e obterem mais informações basta visitar a página do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira.
Recordamos que este Colóquio da Saudade homenageará o pensador galego Carlos Baliñas Fernández e evocará o centenário da revista "Nós", fundada por Vicente Risco, autor da "Teoria do Nacionalismo Galego". Não percam.

(Clicar na imagem para ampliar.)


Programa do Colóquio

16 de Dezembro

16h30 | Sessão de Abertura  
- António Braz Teixeira (Instituto de Filosofia Luso-Brasileira) 
- Marcelino Agís Villaverde (Universidade de Santiago de Compostela) 
- Maria Celeste Natário (Universidade do Porto) 
- Jorge Teixeira da Cunha (Universidade Católica Portuguesa) 
- Bernardino Crego Cervantes (Centro Português de Vigo) 
- Renato Epifânio (MIL - Movimento Internacional Lusófono & Revista Nova Águia) 

17h15 | Conferência de Abertura  
- António Braz Teixeira | Introdução ao pensamento filosófico de Vicente Risco 

18h00 | Painel I 
- Rocío Carolo | Tres xeracións vencelladas pola saudade 
- Paulo Samuel | “Renascença Portuguesa” e a revista 'Nós'
- Luis Martinez-Risco | Vicente Risco e a xeração 'Nós' 
- Uxío Breogán Diéguez Cequiel | O imaginário colectivo galego e a revista 'Nós': o celtismo e a saudade  
- Renato Epifânio | Nos 100 anos da Teoria do Nacionalismo Galego de Vicente Risco 


17 de Dezembro

14h30 | Painel II 
- António Braz Teixeira | A reflexão sobre a saudade na revista 'Nós' 
- Luís Lóia | 'Nós' e o habitar: Do Marão à Finisterra
- Duarte Braga | A Saudade em Goa 
- José Almeida | O Mistério da Saudade 
- Samuel Dimas | A Metafísica panteísta da Saudade em Daniel Cortezón 

16h15 | Painel III 
- Paula Oleiro | A temática da saudade na lírica portuguesa 
- Joaquim Pinto | A saudade como sentimento de (In)vastidão – uma leitura a partir de Mariana Alcoforado 
- Isabel Ponce de Leão | Ai que saudades de tudo!... (a propósito de Camilo Pessanha) 
- Rui Lopo | “A religião da saudade”: Wenceslau de Morais 
- Manuel Curado | A Saudade da Ventura em João da Rocha (1868-1921)  

18h00 | Painel IV 
- Alexandre Teixeira Mendes | Leonardo Coimbra: da colaboração na 'Nós' à Galiza reencontrada 
- Alipio Santiago | A saudade de Bernardo Soares (F. Pessoa) xulgada dende o criterio ético do xuíz Wilhelm (S. Kierkegaard) 
- Luísa Borges | Do referencial da Saudade no Saudosismo de Mário Beirão 
- Artur Manso | Miguel Torga e a dorida saudade de um Portugal futurante 
- César Tomé | Divagações em torno do ser poético-filosófico saudoso a propósito dos ritmos bergsonianos de António Telmo


18 de Dezembro

14h30 | Painel V 
- Luís G. Soto | A saudade e as sombras 
- José Catanga | A saudade e o rural 
- Miguel Ángel Martínez Quintanar | Saudade e aprendizaxe  
- Maria Celeste Natário | Tantas saudades… 
- Maruxa Baliñas | El Seminario de Estudos Galegos y la conmemoración del Centenario de la muerte de Beethoven 

16h15 | Conferência de Encerramento 
- Marcelino Agís Villaverde | Carlos Baliñas Fernández : a busca dun novo paradigma hermenêutico 

17h00 | Sessão de Encerramento

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A BNP acolhe em Dezembro um Colóquio comemorativo dos 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda

«Da fonte da pintura e primeira causa será o começo de nossa obra; onde podemos dizer ser Deos pintor evidentissimo, e nas suas obras se conteer todo o exemplo e sustancia de tal arte.»
 Francisco de Holanda em Da Pintura Antiga.

Auto-retrato de Francisco de Holanda retirado
da sua obra De Aetatibus Mundi Imagines.

Comemora-se este ano o quinto centenário do nascimento de Francisco de Holanda, um dos grandes nomes da cultura portuguesa e europeia do século XVI. De modo a celebrar esta efeméride o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira organizará, no final deste ano, o Colóquio Obra e Pensamento de Francisco de Holanda. Este encontro terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal, a 7 de Dezembro, sendo que o prazo para a submissão de propostas de comunicação se encontra aberto até o dia 30 de Setembro. 
Para mais informações visite-se a página oficial do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira em http://iflb.webnode.com.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A Obra e o Pensamento de Amorim de Carvalho

«Portugal é uma pátria que a vontade dos portugueses dignos deste nome (verdadeiras elites) construiu e sustentou, e que a vontade de uma outra raça moral de portugueses (falsas elites) demoliu.»
Amorim de Carvalho em O Fim Histórico de Portugal

Passaram quatro décadas desde a morte de Amorim de Carvalho. Personalidade de invulgar inteligência e erudição, marcou de forma indelével a cultura portuguesa, deixando um importante legado cujo eco e influência ultrapassou as nossas fronteiras, chegando a França e Brasil. Nos próximos dias 6 e 7 de Abril terá lugar, no Porto e em Lisboa, um colóquio que visa evocar e discutir a obra e o pensamento deste intelectual.
Destacando-se como poeta, filósofo e esteta, Amorim de Carvalho nasceu na cidade do Porto em 1904. Bisneto por via materna do poeta romântico António Pinheiro Caldas, foi educado no seio de uma família católica, apesar de ainda bastante jovem se ter afastado da fé religiosa. Na sua formação foram importantes as figuras de Teixeira Rego e Basílio Teles. O primeiro, Professor na primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto, colaborador da revista Águia, era um homem de grande sabedoria, interessado em filologia, línguas, filosofia, antropologia e outras áreas do conhecimento, igualmente, caras a Amorim de Carvalho. O segundo, amigo de família, foi uma das personalidades de maior destaque intelectual junto da elite republicana, destacado helenista, bem como um português e europeu consciente da sua condição.
Não obstante a presença e proximidade de tão cativantes vultos, Amorim de Carvalho trilhou um caminho próprio, afastando-se em alguns aspectos das linhas filosóficas seguidas por estes dois pensadores de quem absorveu, essencialmente, os exemplos ético e humano. A sua forte personalidade, aliada a um espírito combativo e intransigente, fizeram-no ganhar o respeito intelectual e algumas amizades até junto daqueles que se antagonizavam com o seu pensamento. Lembramos, por exemplo, o caso de Álvaro Ribeiro, de quem foi bastante amigo, apesar das diferenças e divergências de pensamento existentes entre ambos os filósofos.
O seu legado foi construído entre Portugal e França, país onde voluntariamente se exilou, em 1965, em resultado do isolamento intelectual sentido na sua Pátria. Fixando residência em Paris, apresentou aí, em 1970, a sua tese de doutoramento intitulada De la connaissance en général à la connaissance esthétique. L’esthétique de la nature. Para além da obra poética e literária de Amorim de Carvalho, destacam-se estudos e ensaios como Deus e o Homem na Poesia e na Filosofia, O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno, Fidelino: Um Filósofo da Transitoriedade, Guerra Junqueiro e a sua obra poética, ou o seu importante Tratado de Versificação Portuguesa” - obra que o poeta Rodrigo Emílio considerava indispensável.
O seu último livro, publicado postumamente, intitulou-se O Fim Histórico de Portugal, tratando-se de uma obra, marcadamente, política. Amorim de Carvalho, não tendo sido um partidário do Estado Novo, jamais sentiu qualquer sedução por ideários políticos anti-patrióticos. Deste modo, insurgiu-se de imediato contra o golpe de Estado de Abril de 1974, considerando o abandono das Províncias Ultramarinas um atentado à soberania da Pátria e uma traição contra o seu Povo.
Amanhã, às 14:30, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, inicia-se um colóquio de homenagem a este pensador, que termina no dia seguinte, no Palácio da Independência, em Lisboa. Entre os oradores convidados encontra-se Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, bem como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Samuel, José Almeida, Artur Manso, Renato Epifânio, Samuel Dimas, Manuel Cândido Pimentel, Filipe Delfim Santos, entre outros.
Organizado pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e a Casa Amorim de Carvalho, este encontro é de entrada livre e aberto a toda a comunidade.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Curso sobre "O Movimento da Renascença Portuguesa"

«Adoremos o espírito, o nosso belo espírito; implantemo-lo na nossa terra, que é santa porque criou a saudade, como os desertos trovejantes da Palestina criaram Jeová, e os viçosos, harmoniosos vales gregos, criaram Orfeu e Apolo.»
Teixeira de Pascoaes em Renascença (o espírito da nossa Raça).

Arranca já amanhã o curso O Movimento da Renascença Portuguesa (1912-1932), promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e que conta também o apoio do SHIP (Sociedade Histórica para a Independência de Portugal). Esta acção de formação visa dar a conhecer, ao longo de 24 sessões, algumas das figuras nucleares de um dos principais e mais influentes movimentos culturais portugueses do século XX.
Contando com a colaboração de nomes conceituados como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Paulo Borges, Joaquim Domingues, Samuel Dimas, Celeste Natário, Duarte Ivo Cruz, António Cândido Franco, Cristina Nobre ou Paulo Samuel, este curso durará até Maio do próximo ano.
As inscrições poderão ser feitas na secretaria do SHIP, tendo um custo de 30€ para os sócios daquela instituição e do próprio Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, ou 35€ para o público geral.

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

A Obra e o Pensamento de António Telmo

«O acabar da história que consistirá em ser bruscamente engolida pelo nada que essencialmente é, vai seguido do Apocalipse, porquanto Apocalipse não significa como o vulgo julga. Significa Revelação. A Revelação que é, seguindo ainda Joaquim de Flora, a do Reino do Espírito Santo somente poderá acontecer fora da história e sem qualquer relação com a história, esse nada de si mesmo que foi como o sonho de um sonho em que não se deu qualquer síntese de comentários, mas sim uma sucessão de posições antitéticas no declive fatal para o abismo.»
António Telmo em Portugal dans la découverte d'au-delà de l'histoire.

Algumas personalidades pecam por deixar-nos demasiado cedo. Mesmo quando o fazem aos 83 anos. Foi o que aconteceu com o distinto pensador português António Telmo, discípulo de Álvaro Ribeiro e de José Marinho, falecido em finais de 2010, após uma vida bastante activa e rica intelectualmente, dedicando-se ao aprofundamento do sentido histórico, sagrado e esotérico da Portugalidade.
Em reconhecimento pelo seu esforço, trabalho e dedicação em prol do desvendamento dos mistérios e quimeras da Lusitanidade e Portugalidade, irá realizar-se nos próximos dias 14 e 15 de Fevereiro, no Palácio da Independência em Lisboa, um colóquio de homenagem a este filosofo, dedicado inteiramente à sua obra e pensamento.  
Promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, este encontro conta com a presença e participação de nomes como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Teixeira Pinto, Paulo Borges, Rui Lopo, Pedro Sinde, entre outros, sendo a entrada livre.

(Clicar no cartaz para ampliar.)

Programa do Colóquio A Obra e Pensamento de António Telmo

SEG. 14 FEVEREIRO

10h00: Sessão de Abertura
António Braz Teixeira

11h00: Comunicações
Joaquim Domingues - António Telmo: o homem e a obra
Abel de Lacerda - Um olhar de António Telmo na simbólica de Prestes João
Roque Braz de Oliveira - António Telmo e os caminhos da hermenêutica
Carlos Vargas - A ironia em António Telmo

13h00: Intervalo para almoço

14h30: Comunicações
Paulo Teixeira Pinto - Portugal sem segredos
Mário Rui - António Telmo e as Três Tradições do Livro
Manuel Gandra - Linhagem seminal e espiritualidades bastardas - finais de todos os tempos e no contexto lusíada
Luís Paixão - O número 8 na obra de António Telmo

16h30: Intervalo para café

17h00: Comunicações
António Carlos Carvalho - Os nomes de António Telmo
Cynthia Taveira - António Telmo e a inversão dos candelabros
Rui Lopo - Significado e Valor da Filosofia em António Telmo
Pedro Martins - António Telmo e Luís de Camões


TER. 15 FEVEREIRO

11h00: Comunicações
João Cruz Alves - Testemunho sobre um homem novo
António Quadros Ferro - Correspondência entre António Telmo e António Quadros
Elísio Gala - Língua e Pátria
Renato Epifânio - A ideia de Pátria em António Telmo

13h00: Intervalo para almoço

14h30: Comunicações
Carlos Aurélio - Religiosidade e razão poética em António Telmo
Paulo Borges - O último texto de António Telmo: "O acabar da história [...] bruscamente engolida pelo nada que essencialmente é"
António Cândido Franco - António Telmo e o Surrealismo
Rodrigo Sobral Cunha - O viajante

16h30: Intervalo para café

17h00: Testemunhos sobre António Telmo
Manuel Ferreira Patrício
Pedro Sinde
Paulo Santos
Pedro Ribeiro
Pinharanda Gomes