Mostrar mensagens com a etiqueta Amorim de Carvalho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Amorim de Carvalho. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Ideia e Ritmo na Poesia de Junqueiro

«Poeta fortemente emocionado pelo momento que vive, a sua obra não podia deixar de ter uma larga expressão social e revolucionária e a expressão filosófica que se continha no pensamento social e revolucionário do seu tempo, simultaneamente romântico e realista. Quando toma bem consciência de tudo isso, é que Junqueiro surge e domina todas as possíveis influências, elaborando-as com o poder admirável do seu génio; e acaba por ser ele mesmo o poeta, entre todos os seus contemporâneos, que maiores influências exerceu na poesia portuguesa.»
Amorim de Carvalho em Guerra Junqueiro e a sua obra poética. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho irá apresentar na próxima Terça-Feira, dia 18 de Outubro, no Porto, uma conferência subordinada ao tema Ideia de Ritmo na Poesia de Junqueiro.
Nesta avaliação estética da obra de um dos principais poetas da História da Literatura Portuguesa, serão abordados temas como: o “século poético português”, a contextualização mental da crítica modernista, a transmutação do pensamento discursivo para o poético, a simbolização e o simbolismo junqueirianos, a métrica na poesia de Junqueiro, entre outros. No final desta sessão, haverá ainda espaço para se discutir sobre o que fazer no centenário da morte do poeta.
A apresentação terá lugar no auditório da Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto Mesquita Carvalho, situado na Rua de Dom Hugo 15, junto à Sé do Porto, às 18h. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

terça-feira, 5 de abril de 2016

A Obra e o Pensamento de Amorim de Carvalho

«Portugal é uma pátria que a vontade dos portugueses dignos deste nome (verdadeiras elites) construiu e sustentou, e que a vontade de uma outra raça moral de portugueses (falsas elites) demoliu.»
Amorim de Carvalho em O Fim Histórico de Portugal. 

Passaram quatro décadas desde a morte de Amorim de Carvalho. Personalidade de invulgar inteligência e erudição, marcou de forma indelével a cultura portuguesa, deixando um importante legado cujo eco e influência ultrapassou as nossas fronteiras, chegando a França e Brasil. Nos próximos dias 6 e 7 de Abril terá lugar, no Porto e em Lisboa, um colóquio que visa evocar e discutir a obra e o pensamento deste intelectual.
Destacando-se como poeta, filósofo e esteta, Amorim de Carvalho nasceu na cidade do Porto em 1904. Bisneto por via materna do poeta romântico António Pinheiro Caldas, foi educado no seio de uma família católica, apesar de ainda bastante jovem se ter afastado da fé religiosa. Na sua formação foram importantes as figuras de Teixeira Rego e Basílio Teles. O primeiro, Professor na primeira Faculdade de Letras da Universidade do Porto, colaborador da revista Águia, era um homem de grande sabedoria, interessado em filologia, línguas, filosofia, antropologia e outras áreas do conhecimento, igualmente, caras a Amorim de Carvalho. O segundo, amigo de família, foi uma das personalidades de maior destaque intelectual junto da elite republicana, destacado helenista, bem como um português e europeu consciente da sua condição.
Não obstante a presença e proximidade de tão cativantes vultos, Amorim de Carvalho trilhou um caminho próprio, afastando-se em alguns aspectos das linhas filosóficas seguidas por estes dois pensadores de quem absorveu, essencialmente, os exemplos ético e humano. A sua forte personalidade, aliada a um espírito combativo e intransigente, fizeram-no ganhar o respeito intelectual e algumas amizades até junto daqueles que se antagonizavam com o seu pensamento. Lembramos, por exemplo, o caso de Álvaro Ribeiro, de quem foi bastante amigo, apesar das diferenças e divergências de pensamento existentes entre ambos os filósofos.
O seu legado foi construído entre Portugal e França, país onde voluntariamente se exilou, em 1965, em resultado do isolamento intelectual sentido na sua Pátria. Fixando residência em Paris, apresentou aí, em 1970, a sua tese de doutoramento intitulada De la connaissance en général à la connaissance esthétique. L’esthétique de la nature. Para além da obra poética e literária de Amorim de Carvalho, destacam-se estudos e ensaios como Deus e o Homem na Poesia e na Filosofia, O Positivismo Metafísico de Sampaio Bruno, Fidelino: Um Filósofo da Transitoriedade, Guerra Junqueiro e a sua obra poética, ou o seu importante Tratado de Versificação Portuguesa” - obra que o poeta Rodrigo Emílio considerava indispensável.
O seu último livro, publicado postumamente, intitulou-se O Fim Histórico de Portugal, tratando-se de uma obra, marcadamente, política. Amorim de Carvalho, não tendo sido um partidário do Estado Novo, jamais sentiu qualquer sedução por ideários políticos anti-patrióticos. Deste modo, insurgiu-se de imediato contra o golpe de Estado de Abril de 1974, considerando o abandono das Províncias Ultramarinas um atentado à soberania da Pátria e uma traição contra o seu Povo.
Amanhã, às 14:30, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, inicia-se um colóquio de homenagem a este pensador, que termina no dia seguinte, no Palácio da Independência, em Lisboa. Entre os oradores convidados encontra-se Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, bem como Pinharanda Gomes, António Braz Teixeira, Paulo Samuel, José Almeida, Artur Manso, Renato Epifânio, Samuel Dimas, Manuel Cândido Pimentel, Filipe Delfim Santos, entre outros.
Organizado pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto, o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e a Casa Amorim de Carvalho, este encontro é de entrada livre e aberto a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Conferência: António Pinheiro Caldas e Amorim de Carvalho

O Forte de S. João Baptista acolhe, na próxima Quarta-Feira, dia 17 de Junho, pelas 18:30, mais uma conferência do Ciclo Foz Literária. O orador desta sessão será Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho. Em análise estarão duas importantes personalidades da cultura portuguesa: António Pinheiro Caldas, poeta ultra-romântico; e Amorim de Carvalho, filósofo. Paralelamente a esta conferência haverá ainda uma exposição dedicada às pintoras Amélia Carneiro e Maria Helena Vieira da Silva. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 25 de abril de 2015

O sonho e o grito no contexto da decadência democrata

Amorim de Carvalho escreveu, após o 25 de Abril de 1974, uma obra emblemática intitulada O Fim Histórico de Portugal. Para este pensador português, o final do Estado Novo e consequente queda do Império Português desencadeou uma série de acontecimentos que levariam à tão famigerada "morte de Portugal", ansiada por todos os falsos portugueses. Porém, esta morte jamais se verificou, pois a força vital da Pátria é sempre luminosa e em tudo superior face às antagonistas forças de dissolução.
A III República, imposta a Portugal e aos Portugueses pela mesma canalha do 5 de Outubro de 1910, foi logo na sua génese um nado-morto, um cadáver adiado que, ano após ano, demonstra ser incapaz de procriar. O plano para enterrar Portugal e o Império falhou no seu primeiro objectivo, contudo, os danos causados pelo sucesso do segundo tornaram-se, para muitos, um prelúdio do fim. Contudo, alguns portugueses não se rendem e, desde aquela negra madrugada de Abril, muitos foram os que continuaram, ou retomaram, a luta e o sonho de reerguer de Portugal, devolvendo-lhe todo o seu esplendor. 
Esse sonho é aquele mesmo grito sentido e cantado por Rodrigo Emílio, num dos seus muitos poemas de combate:

Abril, Abril foi o mês...
À hora mais desabrida...
(- Que silêncio que se fez, 
desde então, na minha vida!...)

Mas o silêncio, suponho, 
foi a razão por que vim
com este sonho: este sonho,
aos gritos dentro de mim!

O fim dos cravos colhidos será,
inevitavelmente, o mesmo da democracia.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Amorim de Carvalho: Tese e Antítese!

Amorim de Carvalho, director da histórica revista Prometeu, é para muitos ainda um nome desconhecido, ou pouco familiar. Contudo, o alcance da sua obra é bastante vasto, abrangendo áreas como a poesia, literatura e filosofia, às quais prestou relevantes contributos, tanto numa perspectiva crítico-ensaística, como criadora. A sua obra e memória têm sido preservadas e divulgadas através da Fundação da Casa Amorim de Carvalho. Uma instituição fundada no Porto em 1980, dedicada ao estudo e conservação do espólio do seu patrono. 
Ao longo dos últimos tempos, a Casa Amorim de Carvalho tem promovido vários encontros e conferências, bem como publicado algumas das suas obras. O próximo encontro organizado por esta fundação está marcado para Quarta-Feira, dia 12 de Março, pelas 18:00, na FNAC da Rua Santa Catarina, no Porto. O orador, Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, fará a apresentação da obra Tese e Antítese, numa sessão marcada pela abordagem dos seguintes temas amorinianos: Uma nova interpretação dialéctica da realidade, A realização da tese na subjectividade, O nada e a origem do mundo, A criação do mundo por Deus, O mundo sem origem, Crítica da dialéctica Hegeliana e Da etnia à cultura de civilização.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade!

(Clicar na imagem para ampliar.)