Mostrar mensagens com a etiqueta Guerra Junqueiro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Guerra Junqueiro. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Ideia e Ritmo na Poesia de Junqueiro

«Poeta fortemente emocionado pelo momento que vive, a sua obra não podia deixar de ter uma larga expressão social e revolucionária e a expressão filosófica que se continha no pensamento social e revolucionário do seu tempo, simultaneamente romântico e realista. Quando toma bem consciência de tudo isso, é que Junqueiro surge e domina todas as possíveis influências, elaborando-as com o poder admirável do seu génio; e acaba por ser ele mesmo o poeta, entre todos os seus contemporâneos, que maiores influências exerceu na poesia portuguesa.»
Amorim de Carvalho em Guerra Junqueiro e a sua obra poética. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho irá apresentar na próxima Terça-Feira, dia 18 de Outubro, no Porto, uma conferência subordinada ao tema Ideia de Ritmo na Poesia de Junqueiro.
Nesta avaliação estética da obra de um dos principais poetas da História da Literatura Portuguesa, serão abordados temas como: o “século poético português”, a contextualização mental da crítica modernista, a transmutação do pensamento discursivo para o poético, a simbolização e o simbolismo junqueirianos, a métrica na poesia de Junqueiro, entre outros. No final desta sessão, haverá ainda espaço para se discutir sobre o que fazer no centenário da morte do poeta.
A apresentação terá lugar no auditório da Fundação Maria Isabel Guerra Junqueiro e Luís Pinto Mesquita Carvalho, situado na Rua de Dom Hugo 15, junto à Sé do Porto, às 18h. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Junqueiriana - Ciclo de tertúlias sobre Guerra Junqueiro

«Guerra Junqueiro não é apenas poeta, é também pensador, e foi igualmente político e diplomata, homem de ciência, coleccionador de arte e agricultor. Em todas essas dimensões, se bem que em escala diversa, deixou marca. Para o entender, haveria que estabelecer conexões mais vastas que as cingidas ao universo literário.»
Henrique Manuel Pereira em Fragmentos de Unidade Polifónica.

Após ter-se assinalado em 2015 o centenário da exaltação do filósofo português José Pereira de Sampaio (Bruno) através de um ciclo de tertúlias que tiveram lugar no Ateneu Comercial do Porto, o MIL - Movimento Internacional Lusófono e a revista Nova Águia aliam-se, uma vez mais, àquela centenária instituição da cidade Invicta para animar um novo conjunto de encontros dedicados à cultura nacional e ao pensamento português.
Deste modo, obedecendo a uma continuação lógica do ciclo anterior, pretende-se com a Junqueiriana homenagear um outro importante intelectual português: Guerra Junqueiro. Poeta, filósofo, polemista e político, esta incontornável personalidade da cultura portuguesa será o patrono de um novo ciclo de tertúlias a realizar mensalmente no Ateneu Comercial do Porto, entre os meses de Janeiro e Junho do corrente ano. Dinamizados por Joaquim Domingues, Pedro Sinde e José Almeida, estes encontros contarão ainda com as participações de Henrique Manuel Pereira, Ângelo Alves, José Valle de Figueiredo, Júlio Amorim de Carvalho, Renato Epifânio, entre outros. 
A primeira sessão terá lugar já no próximo Sábado, dia 30 de Janeiro, pelas 17:00, sendo uma iniciativa de entrada livre e aberta a toda a comunidade. Para informações revistas e actualizadas visite-se a página junqueiriana.tumblr.com. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões, Os Lusíadas e a Identidade Nacional

Em vésperas de mais um Dia de Portugal, o semanário O Diabo publicou três interessantes páginas que sintetizam a relação daquele que foi o maior poeta de todos os tempos - Luís Vaz de Camões -, com a sua Pátria e a identidade do seu povo. Hoje poderá parecer estranho o facto do Dia de Portugal estar associado à figura de um poeta, sendo que se perdeu entre nós esse elo entre essa figura colectiva e o povo que ela canta e eterniza. Porém, o culto dos poetas sempre foi algo bastante enraizado na tradição portuguesa. Uma vivência tão mística quanto cultural que provém já desde tempos que remontam aos alvores da nacionalidade. 
Quanto ao autor da obra épica Os Lusíadas, ele serviu sempre como factor de união entre diferentes facções político-ideológicas, desde que elas comungassem um mesmo fundo: o incondicional amor a Portugal. Talvez por esse motivo o 10 de Junho seja entre os chamados feriados civis aquele que é celebrado de uma forma mais intensa. 
Temos tudo quando temos Portugal! Viva Portugal!

(Clicar na imagem para ampliar.)

(Clicar na imagem para ampliar.)

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Guerra Junqueiro - Fragmentos de Unidade Polifónica

«Diz-se que a glória de um morto está ao abrigo de reveses. É possível que assim seja. Mas os mortos calam-se e não se explicam senão a Deus. Apenas os poetas, diz-se, transpõem as fronteiras do tempo, continuando eternos e falantes na obra que lhes sobrevive.»
Henrique Manuel Pereira em
Guerra Junqueiro - Fragmentos de Unidade Polifónica. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

Recentemente evocado no Ciclo de Tertúlias Bruninas, Guerra Junqueiro foi, em inícios do século passado, celebrado como o "Poeta da Pátria", tendo hoje, inexplicavelmente, caído num certo esquecimento por parte dos portugueses. Nesse sentido, Henrique Manuel Pereira tem vindo a trabalhar com bastante afinco e proficuidade na recuperação desta figura maior da cultura portuguesa e europeia de finais do século XIX e inícios do século XX.
Depois de ter realizado um excelente documentário a propósito deste poeta e de ter trabalhado a dimensão musical da sua obra, Henrique Manuel Pereira publica agora a obra Guerra Junqueiro - Fragmentos de Unidade Polifónica. Editada pela Cosmorama, em parceria com a Universidade Católica do Porto, esta obra será apresentada por António Cândido Franco, no próximo dia 24 de Abril, pelas 19:00, no Auditório Carvalho Guerra da Universidade Católica do Porto. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Retrato do poeta Guerra Junqueiro.

Canção de Batalha

Que durmam, muito embora, os pálidos amantes,
Que andaram contemplando a Lua branca e fria...
Levantai-vos, heróis, e despertai, gigantes!
Já canta pelo azul sereno a cotovia
E já rasga o arado as terras fumegantes...

Entra-nos pelo peito em borbotões joviais
Este sangue de luz que a madrugada entorna!
Poetas, que somos nós? Ferreiros d'arsenais;
E bater, é bater com alma na bigorna
As estrofes de bronze, as lanças e os punhais.

Acendei a fornalha enorme — a Inspiração.
Dai-lhe lenha — A Verdade, a Justiça, o Direito —
E harmonia e pureza, e febre, e indignação;
E p'ra que a labareda irrompa, abri o peito
E atirai ao braseiro, ardendo, o coração!

Há-de-nos devorar, talvez, o incêndio; embora!
O poeta é como o Sol: o fogo que ele encerra
É quem espalha a luz nessa amplidão sonora...
Queimemo-nos a nós, iluminando a Terra!
Somos lava, e a lava é quem produz a aurora!

Guerra Junqueiro em Poesias Dispersas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Guerra Junqueiro e a ideia de Pátria

Nas vésperas do ano em que se celebrarão os centenários dos livros Arte de Ser Português de Teixeira de Pascoaes e O Valor da Raça do António Sardinha, vale a pena debruçarmo-nos sobre a seguinte reflexão acerca da ideia de Pátria - e o amor que lhe devemos -, concretizada por Guerra Junqueiro nas suas Prosas Dispersas:
«A Pátria mais perfeita será a mais local, pelo amor à gleba, e a mais universal, pelo amor ao mundo.
O Meu amor à Pátria começa nas amizades do meu corpo ao ar que respiro, à água que bebo, ao pão que me alimenta, ao fruto que desejo, à flor que me embalsama, à luz que me deslumbra. Depois, vem o amor à minha casa, desde os avós aos netos, dos berços aos sepulcros. Depois, o amor à minha aldeia, - choupanas e cavadores, a igreja de Deus ao centro e o cemitério ao lado. Depois do amor à província, à região, à Pátria toda, - aos mortos, aos vivos e aos vindouros.
»
Guerra Junqueiro (1859-1923).