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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Google evoca o 10 de Junho

Na sequência das habituais comemorações de efemérides levadas a cabo pela Google, a empresa norte-americana levou a cabo hoje uma nova homenagem a Portugal. Celebrando o nosso 10 de Junho, Dia de Portugal, Dia de Luís Vaz de Camões, Dia da Raça e Dia das Comunidades Portuguesas, o doodle que figurará entre nós durante este dia no mais popular motor de busca do mundo será uma ilustração da artista Alyssa Winans. Contendo as cores da bandeira nacional e uma representação do Castelo de Guimarães ao centro, esta ilustração capta o sentido estético do espírito pátrio conforme era celebrado durante o Estado Novo. Uma belíssima síntese entre a tradição e a estética de gosto modernista.   

Doodle evocativo do Dia de Portugal. Um trabalho gráfico da ilustradora
norte-americana Alyssa Winans.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Camões, Os Lusíadas e a Identidade Nacional

Em vésperas de mais um Dia de Portugal, o semanário O Diabo publicou três interessantes páginas que sintetizam a relação daquele que foi o maior poeta de todos os tempos - Luís Vaz de Camões -, com a sua Pátria e a identidade do seu povo. Hoje poderá parecer estranho o facto do Dia de Portugal estar associado à figura de um poeta, sendo que se perdeu entre nós esse elo entre essa figura colectiva e o povo que ela canta e eterniza. Porém, o culto dos poetas sempre foi algo bastante enraizado na tradição portuguesa. Uma vivência tão mística quanto cultural que provém já desde tempos que remontam aos alvores da nacionalidade. 
Quanto ao autor da obra épica Os Lusíadas, ele serviu sempre como factor de união entre diferentes facções político-ideológicas, desde que elas comungassem um mesmo fundo: o incondicional amor a Portugal. Talvez por esse motivo o 10 de Junho seja entre os chamados feriados civis aquele que é celebrado de uma forma mais intensa. 
Temos tudo quando temos Portugal! Viva Portugal!

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terça-feira, 10 de junho de 2014

Camões, a Divindade tutelar da nossa Pátria!

Celebrar o 10 de Junho é celebrar Camões e celebrar Camões é celebrar a Pátria. A divinização do poeta da nossa gesta operou-se no coração e no espírito do nosso Povo de forma natural, conforme aconteceu também com D. Afonso Henriques, a Rainha Santa Isabel, o Condestável D. Nuno Álvares Pereira, ou D. Sebastião após o seu sacrifício em Alcácer Quibir. 
Camões foi um homem colectivo. O seu génio era maior do que tudo o resto que fazia dele apenas mais um homem entre os homens. Apercebemo-nos com no autor d'Os Lusíadas o sentido da singularidade transcendente, bem como da sagrada missão entregue por Deus aos grandes Poetas. 
Teixeira de Pascoaes, o velho sábio da montanha, percebeu-o bem, escrevendo nas páginas da revista Águia:  
«Camões é uma divindade portuguesa; a Divindade tutelar da nossa Pátria. Portugal tem vivido à sombra do épico imortal: é o único país cuja autonomia se tem firmado sobre o nome de um Poeta.
A sombra de Camões vigia as nossas fronteiras e ampara as nossas Colónias. É uma fortaleza espiritual e por isso indestrutível.
Camões é ainda o nosso ponto de contacto com a Humanidade, com a vida eterna, porque ele foi o supremo intérprete do génio aventureiro e descobridor. Vasco da Gama transfigurado em sonho, eis o Poeta d'Os Lusíadas - esse poema feito de ondas, espumas, névoas, tempestades... Neptuno reencarnou em Camões para escrever em verso heróico a sua autobiografia.
Os Lusíadas são os Evangelhos do Mar. O Mar é o nosso Livro de Orações. Ler Os Lusíadas é rezar o Mar...
» 
Luís Vaz de Camões num quadro do pintor
português José Malhoa.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Concerto comemorativo do 10 de Junho

«Eis aqui (...) o Reino Lusitano, onde a terra se acaba e o Mar começa; (...) Esta é a ditosa pátria minha amada...»
Luís Vaz de Camões em Os Lusíadas

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10 de Junho, dia sagrado no qual se celebra a Pátria, o Amor incondicional que lhe devemos e a graça que recebemos por a ela pertencermos. Um dia no qual lembrámos os nossos antepassados que, lado a lado com os nossos maiores, trabalharam e lutaram arduamente, vertendo o sangue, o suor e as lágrimas que fertilizaram esta nossa terra, dando origem a toda uma gloriosa e imortal gesta.    
Evocando honrosamente toda a nossa tradição, o jovem músico e musicólogo Filipe Cerqueira apresentar-se-á para um concerto de piano solo inteiramente dedicado a Portugal e à Cultura Lusíada. Esta invocação ritual será em honra do grande génio da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões, do Dia Nacional de Portugal, dos heróis combatentes que por nós verteram apaixonadamente o seu sangue e pelas comunidades além-fronteiras desta Nação do V Império. O recital visa também promover a divulgação da poesia portuguesa, integrando-se no projecto de divulgação da obra para piano solo do compositor Joaquim Gonçalves dos Santos.
O concerto terá lugar no próximo dia 9 de Junho, véspera do Dia de Portugal, pelas 21:30, realizando-se  na sala Teresa de Macedo da ESMAE (Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo), no Porto. O programa contemplará vários exemplos musicais para tecla oriundos de diversas épocas estilísticas da História da Música Portuguesa. 
A entrada é livre e aberta a todos os membros da comunidade interessados em se associar a esta celebração.

domingo, 10 de junho de 2012

Camões no Dia de Portugal!

Porque Camões é o Verbo!
Porque Camões é a Língua Portuguesa!
Porque Camões é o retrato da nossa Força, Audácia e Infinita Coragem!
Porque Camões é o Amor a Portugal!
Porque Camões é Amor!
Porque Camões é Paixão!
Porque Camões é Génio!
Porque Camões é Imortal como a sua Pátria!
Porque Camões é Sacrifício! 
Porque Camões é ainda a memória de Portugal, da sua Cultura, Tradição, das suas Gentes e do Génio Português!
Porque Camões foi Portugal personificado!
Por isso, só a ele coroamos de louros! A ele e nenhum outro!


Filme Camões de José Leitão de Barros (1946).

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho de 1944! Foi assim...

«No dia 10 de Junho de 1944, "Dia da Raça", foi inaugurado em Lisboa, no vale do Jamor o Estádio Nacional. Mais do que um recinto desportivo, o Estádio assumiu, na época, o papel de uma bandeira propagandística. Era um projecto caro ao recentemente falecido ministro das Obras Públicas, Duarte Pacheco. (...) A ideia de construir um "campo de futebol" com capacidade para 55000 pessoas pareceu a muitos megalómana. (...)
A aposta de Duarte Pacheco ia, no entanto, revelar-se acertada. Logo na inauguração o Estádio Nacional acolheu mais de 60000 pessoas, para uma cerimónia que o DN considerou "uma grande afirmação nacional de optimismo, disciplina e beleza". Presidida por Carmona e Salazar - a quem os "desportistas portugueses" dirigiram um fervoroso agradecimento ("Obrigado pelos séculos fora!"), a festa de inauguração culminaria com um Sporting-Benfica, que os leões ganharam por 3-2, após prolongamento.
Mas a partir daí, o Estádio, enchente atrás de enchente, tornou-se a "casa" da selecção nacional, que aí jogou todos os seus jogos em Lisboa, nos doze anos seguintes. E tal foi a sequência de resultados dos dois primeiros anos que se começou a falar em invencibilidade, e o Jamor passou a ser talismã da selecção.»
Manuel Luís  Mendonça em  Portugal: a história da "equipa de todos nós".

10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional, uma obra documental do cineasta
português António Lopes Ribeiro.

Perfaz hoje exactamente 67 anos sobre a inauguração do então majestoso Estádio Nacional. As cerimónias protocolares investiram características de um verdadeiro acto solene, no sentido da comunhão, união e celebração do Espírito Nacional. Antevia-se com a construção de tal infraestrutura o devir de uma nova época de glórias para o povo português, marcada pela emergência cultural, desportiva e artística. 
Esta foi mais uma prova da força de Portugal, numa época marcada pela devastadora II Guerra Mundial. A tenacidade da empresa desta obra conduziu à materialização de um dos sonhos de um homem que, infelizmente, viveu menos do que seria de esperar. Duarte Pacheco, o grande ministro das Obras Públicas durante os anos de ouro do Estado Novo, projectou nesta obra uma pálida amostra do seu grande sonho de modernização da urbe portuguesa, catapultando o Portugal Imperial para os lugares cimeiros da vanguarda estética e arquitectónica mundial. Infelizmente, a sua morte inesperada acabou por impedir essa revolução artístico-arquitectónica que apenas se viria a concretizar várias décadas mais tarde, seguindo soluções e programas completamente distintos.
A celebração do 10 de Junho, dia de Portugal e da Raça, justamente dedicado Luís Vaz de Camões, um dos nossos maiores, teve em 1944 um sabor particularmente especial e festivo, onde o profano se confundiu com o sagrado e o passado se mostrou férreo no seu apoio à conquista do futuro.
Este momento foi imortalizado pelo nosso grande cineasta António Lopes Ribeiro, responsável pela realização de uma sublime peça documental, hoje elevada ao justo estatuto de obra de arte, tal é a riqueza cinematográfica e fotográfica desta produção. Inspirada pelos grandes filmes de propaganda da altura, 10 de Junho: Inauguração do Estádio Nacional obedece apesar de tudo a um gosto de época, tipicamente português, conferindo-lhe, pela sua singularidade, um lugar exclusivo na história do cinema documental. 

Monumental peça documental da autoria de António Lopes Ribeiro
mostrando a inauguração do Estádio Nacional a 10 de Junho de 1944.