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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Montes, Pedras e Gente

Montes, Pedras e Gente é o título do mais recente livro da arqueóloga e Professora Fátima Silva. Fruto de mais de duas décadas de produtiva investigação arqueológica, esta obra dá a conhecer a fascinante região do vale superior do rio Coura durante os tempos da Proto-História. Percorrendo os montes de Paredes de Coura, passando pelos seus povoados fortificados, mostrando as pedras e os artefactos que moldavam a realidade das suas gentes, este livro de aproximadamente 300 páginas propõe um olhar sobre um passado marcado por uma luta incessante pela sobrevivência.
Publicada pela Idioteque, a obra Montes, Pedras e Gente será apresentada amanhã, dia 17 de Outubro, pelas 21:30, na FNAC do NorteShopping, por Armando Coelho Ferreira da Silva, Professor Catedrático Jubilado da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Este acto contará ainda com a presença da autora.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Entrepoemas

«Entrepoemas é um estado afectivo.
Uma sobreimpressão de imagens, lembranças e pensamentos.
Talvez seja apenas um lugar do devir.
Uma espécie de tela onde figuram os luxos da alma.
Um dia chamar-lhe-ei amoris causa.
»
J. Alberto de Oliveira na apresentação de Entrepoemas

Muitos conhecerão, certamente, J. Alberto de Oliveira como padre franciscano, ou enquanto a alma responsável pelo curiosíssimo Almanaque de Santo António que, à maneira dos velhos almanaques do século XIX e da primeira metade do século XX, continua hoje a informar-nos dos usos e costumes agrícolas, das marés, da passagem das estações, narrando-nos histórias, desafiando-nos para charadas, ou contanto anedotas de sabor popular. Porém, a sua sensibilidade poética e o amor pela Língua Portuguesa são qualidades que vêm de igual modo ao de cima quando com ele conseguimos travar amizade, descobrindo-o com mais cuidado em todo o seu perfil e ser.
Autor de uma vasta obra literária e poética, J. Alberto de Oliveira tem agora em mãos o seu último livro de poesia, intitulado Entrepoemas, publicado pelas Edições Afrontamento. A sessão de lançamento deste livro terá lugar no próximo dia 23 de Outubro, pelas 21:30, no auditório da FNAC do MAR Shopping, em Leça da Palmeira. A apresentação da obra ficará ao cargo de Maria Bochichio, Professora da Universidade de Coimbra e da Universidade de Genebra. Como não poderia deixar de ser, esta sessão terminará com a leitura de alguns poemas.
A entrada é livre.

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Amorim de Carvalho: Tese e Antítese!

Amorim de Carvalho, director da histórica revista Prometeu, é para muitos ainda um nome desconhecido, ou pouco familiar. Contudo, o alcance da sua obra é bastante vasto, abrangendo áreas como a poesia, literatura e filosofia, às quais prestou relevantes contributos, tanto numa perspectiva crítico-ensaística, como criadora. A sua obra e memória têm sido preservadas e divulgadas através da Fundação da Casa Amorim de Carvalho. Uma instituição fundada no Porto em 1980, dedicada ao estudo e conservação do espólio do seu patrono. 
Ao longo dos últimos tempos, a Casa Amorim de Carvalho tem promovido vários encontros e conferências, bem como publicado algumas das suas obras. O próximo encontro organizado por esta fundação está marcado para Quarta-Feira, dia 12 de Março, pelas 18:00, na FNAC da Rua Santa Catarina, no Porto. O orador, Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, fará a apresentação da obra Tese e Antítese, numa sessão marcada pela abordagem dos seguintes temas amorinianos: Uma nova interpretação dialéctica da realidade, A realização da tese na subjectividade, O nada e a origem do mundo, A criação do mundo por Deus, O mundo sem origem, Crítica da dialéctica Hegeliana e Da etnia à cultura de civilização.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade!

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terça-feira, 9 de julho de 2013

Ciclo dedicado a Agostinho da Silva na FNAC do Chiado

«Que loucura vos tomou, meus irmãos homens? Urge que apeeis o Acaso do lugar divino que lhe destes, que lanceis, como diques e caminho da vida, as fortes linhas da inteligência ordenadora e da vontade, que acima de tudo se habitue a vossa alma a construir a existência com a pureza, o nítido recorte e a querida abstenção da estrofe de um poema.»
Agostinho da Silva em Textos e Ensaios Filosóficos.

Amado por uns e incompreendido por outros, Agostinho da Silva foi, indiscutivelmente, um filósofo visionário e um educador de primeira linha. Figura cimeira da cultura portuguesa do século XX, acabou por tornar-se no rosto mais familiar da filosofia portuguesa. Passados quase 20 anos sobre o seu desaparecimento a sua obra continua a revelar-se bastante actual, apontando algumas possíveis saídas para a tremenda crise que hoje atravessámos.
Homenageando e lembrando o filósofo das Conversas Vadias, a Associação Agostinho da Silva promove entre os meses de Julho e Setembro deste ano, um ciclo de conferências que abordarão diferentes aspectos da sua vida e obra. Este ciclo realizar-se-á na FNAC do Chiado, em Lisboa, tendo o seu início marcado já para o próximo dia 11 de Julho. As 6 sessões que constituem este périplo em torno de Agostinho da Silva terão lugar pelas 18:30, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. 

Agostinho da Silva numa visita à Torre de Belém.

:: Programa ::

11 de Julho
Agostinho da Silva, 1906-1944, por Rui Lopo

18 de Julho
A Poesia de Agostinho da Silva, por Maurícia Teles da Silva

25 de Julho
Agostinho da Silva e a Lusofonia, por Renato Epifânio

5 de Setembro
Agostinho da Silva e a Cultura Portuguesa, por Miguel Real

19 de Setembro
Agostinho da Silva e A Educação de Portugal, por Luís Santos

26 de Setembro
Espiritualidade, política e lusofonia na mutação de paradigma civilizacional segundo Agostinho da Silva, por Paulo Borges

sábado, 10 de novembro de 2012

Sétima Legião - Porto

«O caminho faz-se caminhando, costuma dizer-se. E foi exactamente isso que os Sétima Legião fizeram: criaram de raiz um património num terreno ermo onde antes nada existia.»
Gonçalo Frota em Bandas Míticas: Sétima Legião

Pedro Oliveira num dos concertos que
marcaram o regresso dos Sétima Legião.

Os Sétima Legião tornaram-se numa das bandas mais influentes do chamado "rock português". Apesar de terem surgido já na segunda fase deste "movimento", o colectivo lisboeta cedo acabou por conquistar um lugar na história da pop nacional. Conjugando elementos tradicionais com o então designado "som da frente", os Sétima Legião calcorrearam os trilhos de outras bandas como os Heróis do Mar, ou os GNR, acabando por desbravar os seus próprios caminhos, conquistando o seu lugar na História. 
Mesmo sendo originários de Lisboa, os Sétima Legião mantiveram sempre uma excelente relação com a Invicta. Assim, inspirado neste laço, surge agora o livro Sétima Legião - Porto. Esta obra, da autoria de João Francisco Vilhena, contendo textos de Nuno Miguel Guedes, será hoje apresentada na FNAC de Santa Catarina, no Porto, pelas 18:00 e, poucas horas depois, às 21:30, na FNAC do GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia. Este evento contará ainda com a presença do autor e de alguns elementos da banda. Não perca! 


Sétima Legião numa apresentação televisiva do tema Reconquista.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dicionário de Arqueologia Portuguesa

No próximo dia 8 de Novembro, pelas 21:30, será apresentado na FNAC do NorteShoppingDicionário de Arqueologia Portuguesa. Publicada pela histórica editora Figueirinhas, esta obra foi coordenada por dois grandes nomes da arqueologia portuguesa contemporânea, Jorge de Alarcão e Mário Barroca. Procurando sintetizar um período de investigações arqueológicas cronologicamente balizado entre o aparecimento do primeiros vestígios humanos e os alvores da modernidade, este dicionário contém aproximadamente mil entradas, lavradas por dezenas de especialistas nacionais.
Esta apresentação ficará a cargo do arqueólogo Cláudio Torres (Prémio Pessoa), contando ainda com a presença dos coordenadores deste trabalho. A entrada é livre!

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terça-feira, 19 de julho de 2011

O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu

É hoje apresentado às 18:30, na FNAC do Chiado, em Lisboa, o mais recente livro de Paulo Borges, intitulado O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu. Na linha de Uma Visão Armilar do Mundo, o autor reuniu neste livro uma série de artigos que desta feita versam, essencialmente, sobre Fernando Pessoa e toda a sua idiossincrasia face a um Portugal universal, farol do tão desejado Quinto Império. Nesta análise bastante sui generis do pensamento pessoano, Paulo Borges não se esquivou de interligar os mundos do autor e pensador português, com o de outros autores como António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.
As honras desta apresentação caberão a Miguel Real e Vasco Silva que falarão na presença do autor da obra.

«Neste livro pensamos com Pessoa alguns dos temas que com ele comungamos: a experiência da vida como teatro heteronímico; a ficcional (im)possibilidade do(s) eu(s) e do mundo como ilusão ou jogo criador; o vislumbre do entre-ser, isso que (não) há entre uma coisa e outra, consoante a revista Cultura ENTRE Culturas; estados não conceptuais nem intencionais de consciência; os sentidos múltiplos de Portugal, Lusofonia e Quinto Império, na linha de Uma Visão Armilar do Mundo. Pessoa redescoberto pela filosofia, também em diálogo com António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.»
 Paulo Borges sobre O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Santa Maria de Arouca: a memória de um mosteiro

«Pode dizer-se que tanto a alta Idade Média, como os séculos que se lhe seguiram, até fins do século XV, não deixaram outros vestígios de arte arquitectónica em todo o distrito de Aveiro, além do velho castelo da Feira, de origem pré-nacional, da pequena rosácea da igreja de Brunhido, considerada do período de transição do século XII para o XIII, e da fundação do mosteiro de Arouca (...) fundado pela rainha D. Mafalda, filha de D. Sancho I, em princípio do séc. XIII, mas de cuja construção apenas restam alguns elementos. O actual edifício é produto de diversas épocas, em consequência das destruições por que passou em 1550, em 1725 e, mais modernamente, em 1932, todas provocadas por incêndios.»
José Correia do Souto em Portugal Monumental (Vol. 1).

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Realiza-se amanhã, dia 21 Junho, pelas 18 horas, na FNAC Stª. Catarina, no Porto, a apresentação do livro A Memória de um Mosteiro: Santa Maria de Arouca (Séculos XVII-XX): das Construções e das Reconstruções, da autoria de Manuel Moreira da Rocha. Subordinado ao estudo patrimonial do importante mosteiro de Arouca ao longo de algumas das suas fases históricas, balizadas por um espaço temporal de aproximadamente três séculos, este trabalho, agora editado pelas Edições Afrontamento, terá uma apresentação a cargo do Professor Vítor Serrão, da Universidade de Lisboa. 
Este evento tem entrada livre.

sábado, 16 de abril de 2011

Cinema e Cinemas do Porto: o caso da Invicta Film

«Estávamos em Janeiro de 1913, no dia 16, um dia de Inverno rigoroso, e o 'Veronese' lutava contra as ondas na costa de Matosinhos. A forte agitação do mar e a força do vento empurravam o navio contra os penhascos da Praia da Boa Nova. Em terra iniciavam-se esforços para tentar salvar os passageiros e uma multidão curiosa e aterrada pela antevisão da tragédia ia-se acumulando na praia. Pertencente à companhia Lampord Holt Line, representada em Portugal pela firma Garland Laidiey, Lda., o 'Veronese' vinha de Liverpool, tinha feito escala em Vigo, onde embarcaram 100 passageiros, espanhóis, ingleses e alemães e ainda quatro portugueses. Quase todos eles tinham como destino portos do continente americano, nomeadamente do Brasil, Argentina e Venezuela. Ao tentar entrar em Leixões, o mau tempo e, sobretudo, a má iluminação daquele pedaço de costa portuguesa, conhecida no meio marítimo como a "dark land", levaram o barco contra os rochedos.»
Excerto de uma notícia publicada no Jornal da Região - Matosinhos.
Fotografia tirada em 1913 junto da ermida da Boa Nova, em Leça da Palmeira, aquando
do naufrágio do Varonese.
Acontecimento marcante para o concelho de Matosinhos, em particular na freguesia de Leça da Palmeira onde decorreu o acidente,  o naufrágio do Varonese fez história ao tornar-se num dos primeiros casos, senão o primeiro caso de um salvamento registado pelas câmaras de cinema. A transmissão das filmagens captadas pela histórica companhia cinematográfica portuense Invicta Film não foram naturalmente transmitidas em directo, dada essa impossibilidade técnica, ainda exclusiva da imaginação dos arautos da ficção científica, contudo, a sua reprodução haveria de conquistar as salas de cinema internacionais, rendidas ao pioneirismo daquelas imagens em movimento, representando um marco da história do cinema e um verdadeiro sucesso em termos de interesse e procura por parte de um público fiel à nova arte emergente.
Fundada em 1910 pelo produtor Alfredo Nunes de Matos, a Invicta Film constituiu mais um dos desconhecidos ou ignorados casos do pioneirismo português. Tendo iniciado as suas actividades através da produção de documentários de propaganda comercial, industrial e de actualidades várias, esta produtora cedo se associou àqueles que viriam a tornar-se os anos de ouro do cinema português, produzindo vários filmes de ficção, entre eles as adaptações cinematográficas de obras clássicas da literatura portuguesa, como é o caso de Os Fidalgos da Casa Mourisca, Amor de Perdição, O Primo Basílio, entre inúmeros outros.

Cartaz com várias produções da Invicta Film.

Tendo como objectivo a preservação da memória histórica desta importante produtora nacional, decorrerá esta tarde, pelas 17h, no auditório da FNAC do MAR Shopping, em Leça da Palmeira, uma apresentação a cargo de João Paulo Lopes, do Departamento Municipal de Arquivos da Câmara Municipal do Porto, subordinada à temática Cinema e Cinemas do Porto. Nesta comunicação serão abordados os primórdios da actividade cinematográfica portuense, com particular destaque o legado da Invicta Film.
A entrada é livre.

sábado, 13 de novembro de 2010

Summa Techno(i)logicae

«No pós-modernismo tudo passa pela grelha da comunicação, o que naturalmente, enfraquece a importância do real, do novo e da experiência.»
Júlio Mendes Rodrigo em Summa Techno(i)logicae.


A FNAC e a Negra Tinta Editorial convidam todos os potenciais interessados para o lançamento do livro Summa Techno(i)logicae, da autoria de Júlio Mendes Rodrigo, a decorrer no próximo dia 18 de Novembro, pelas 21:30, no auditório da FNAC do MAR Shopping em Leça da Palmeira.
Este livro, com nota introdutória de Joaquim Amândio Santos e prefácio de José Almeida, reúne um conjunto de dispersos de Júlio Mendes Rodrigo, produzidos ao longo de aproximadamente uma década, tocando áreas tão dispares como historiografia, antropologia, psicanálise, arte, musicologia, cinema, literatura e crítica literária, cybercultura, metapolítica, religião ou esoterismo.
Para além de Educador de primeira linha e intelectual erudito multifacetado, o autor de Summa Techno(i)logicae é ainda viva encarnação do blog Die Elektrischen Vorspiele, ao qual sugerimos uma prolongada visita.
Este é um lançamento há muito aguardado, pelo que recomendamos vivamente o seu testemunho através da comparência neste evento.