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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Encontro Pessoa/Cioran

«A missão imperial a que têm que obedecer as duas nações que formam o Império Português encontra-se estabelecida nas seguintes origens: (a) como memória e tradição, a fundação da civilização universal moderna pelo Infante D. Henrique, (b) como propósito e utopia, a criação, pelos Sebastianistas, da ideia de um Império Português, designado como o Quinto Império, e formado em bases diversas das de todos os impérios passados, (c) como tipo de acção, a concentração em uma unidade espiritual, a criar progressivamente, da tradição em que assenta a razão histórica do Quinto Império, e da esperança em que reside a razão religiosa d'ele.»
Fernando Pessoa num inédito sobre O Grémio da Cultura Portugueza
«Só agimos sob o fascínio do impossível: o mesmo é dizer que uma sociedade incapaz de dar à luz uma utopia e de se lhe entregar se encontra de esclerose e ruína.» 
Emil Cioran em História e Utopia.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Decorrerá no próximo dia 30 de Novembro, pelas 17:00, nas instalações da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP), o Encontro Pessoa/Cioran, promovido pelo Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e Cultura em Portugal. Com o objectivo de lembrar o 76.º aniversário da morte de Fernando Pessoa, no ano em que se comemoram os 100 anos do nascimento de Emil Cioran, este evento contará com as intervenções de Paulo Borges, Costa Macedo, José Almeida e Elsa Cerqueira.
No final da sessão, haverá ainda espaço para a apresentação do 3.º número da revista Cultura Entre Culturas, dedicado a Fernando Pessoa, assim como da mais recente obra de Paulo Borges, intitulada Teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu.  
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu

É hoje apresentado às 18:30, na FNAC do Chiado, em Lisboa, o mais recente livro de Paulo Borges, intitulado O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu. Na linha de Uma Visão Armilar do Mundo, o autor reuniu neste livro uma série de artigos que desta feita versam, essencialmente, sobre Fernando Pessoa e toda a sua idiossincrasia face a um Portugal universal, farol do tão desejado Quinto Império. Nesta análise bastante sui generis do pensamento pessoano, Paulo Borges não se esquivou de interligar os mundos do autor e pensador português, com o de outros autores como António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.
As honras desta apresentação caberão a Miguel Real e Vasco Silva que falarão na presença do autor da obra.

«Neste livro pensamos com Pessoa alguns dos temas que com ele comungamos: a experiência da vida como teatro heteronímico; a ficcional (im)possibilidade do(s) eu(s) e do mundo como ilusão ou jogo criador; o vislumbre do entre-ser, isso que (não) há entre uma coisa e outra, consoante a revista Cultura ENTRE Culturas; estados não conceptuais nem intencionais de consciência; os sentidos múltiplos de Portugal, Lusofonia e Quinto Império, na linha de Uma Visão Armilar do Mundo. Pessoa redescoberto pela filosofia, também em diálogo com António Machado, Jorge Luis Borges e Emil Cioran.»
 Paulo Borges sobre O teatro da vacuidade ou a impossibilidade de ser eu.