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sábado, 13 de junho de 2020

A Guerra da Restauração na blogosfera

Com o regresso à actividade da Nova Casa Portuguesa, não poderíamos deixar de visitar os singulares recantos dos nossos velhos amigos e camaradas da blogosfera. Assim, a primeira dessas visitas não poderia deixar de ser ao mítico Eternas Saudades do Futuro. O seu autor, João Marchante, para além de reconhecido esteta, cultiva uma belíssima prosa, tanto na forma, como no conteúdo. Resiliente e corajoso, ao ponto de manter o seu blogue ininterruptamente activo desde 2007, prossegue com o seu pedagógico labor de divulgação e firmamento da cultura e identidade nacional.
Sempre atendo às movimentações culturais destas trincheiras digitais, publicou há poucos dias uma interessante nota informativa a propósito de um outro fenómeno de longevidade na blogosfera lusa. Referimo-nos ao blogue de História Militar chamado Guerra da Restauração. Um espaço dedicado à divulgação de conteúdos históricos, eventos e publicações consagradas à temática da nossa Guerra Restauração ou da Aclamação,  ocorrida entre 1641 e 1668. Jorge Penim de Freitas, autor desse blogue, é Professor e investigador na área da História Militar, membro do Conselho Científico da Comissão Portuguesa de História Militar e autor de inúmeras obras e artigos relativos ao tema em questão. Por isso, não deixem de conhecer e explorar esta importante fonte de recursos para a compreensão da nossa Guerra da Restauração. 

(Clicar na imagem para aceder ao blogue Guerra da Restauração.)

terça-feira, 18 de outubro de 2016

6.º Aniversário da Nova Casa Portuguesa

Ano após ano, o sonho prevalece perante as trevas e a Nova Casa Portuguesa prossegue a sua caminhada missionária de Amor incondicional a Portugal. Agradecemos a todos quantos de variadas formas nos apoiam e incentivam à manutenção desta plataforma de reunião em torno da nossa História, Cultura, pensamento e tradição. As vossas opiniões e comentários são muito importantes para a edificação deste trabalho, pois temos como objectivo aproximar as pessoas e (res)estabelecer laços que nos permitam celebrar Portugal em comunhão com os princípios que nos regem e definem.
Aos amigos que já acompanham a Nova Casa Portuguesa através deste blogue e da nossa página de Facebook, convidamos agora a juntarem-se a nós também no Instagram.
Temos tudo quando temos Portugal!   

(Clicar na imagem para aceder à conta da
Nova Casa Portuguesa no Instagram.)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Dever que mata": Evocação do Presidente Sidónio Pais

Sempre vigilante, foi graças à atenção do nosso camarada João Marchante que não deixamos hoje passar em branco a data do assassinato do Presidente Sidónio Pais. O martírio do Presidente-Rei, ocorrido há exactamente 97 anos, já aqui havia sido evocado. Porém, a publicação de hoje no blogue Eternas Saudades do Futuro, intitulada Herói do Dia, bem como a associação do seu autor ao mundo do cinema, remeteu-nos para a partilha de um excerto das históricas filmagens levadas a cabo pela Invicta Film aquando do funeral do nosso mais singular e carismático Presidente da República. 
Recordemos esse momento e honremos o herói!

Excerto da reportagem Dever que mata, de 1918, mostrando cenas do 
funeral do Presidente Sidónio Pais.

domingo, 18 de outubro de 2015

Mais um ano de Nova Casa Portuguesa

A Nova Casa Portuguesa perfaz hoje meia década de existência e resistência na blogosfera. Numa época de dissolução temos sido uma força de construção e preservação daquilo que acreditamos ser o mais verdadeiro e autêntico dentro da nossa cultura e tradição. A síntese que procuramos fazer e entre o passado, presente e futuro traduz-se na velha máxima pascoalina de que «Portugal não é só o que foi, nem somente o que é, nem apenas o que há-de ser.» Cientes desta realidade asseguramos que continuaremos a nossa inalienável missão de amar aquilo que é mais importante: Portugal!
A todos os que nos têm seguido e acarinhado ao longo dos últimos 5 anos, deixamos os nossos mais sinceros agradecimentos, sempre na esperança de nunca defraudar todos aqueles que amam Portugal.

Esboço de Raul Lino.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Lição sobre o conceito de monarquia

«Embora nem sempre assim se proceda, devemos empregar a expressão monarquia como a firme antítese da mitologia democrática. (...) A monarquia não pode ser senão anti-democrática se for a monarquia a valer e não a pseudo-monarquia.»

Publicado em 1996 pela extinta editora Hugin, esta obra
compila uma série de reflexões sobre o pensamento
contra-revolucionário, entre as quais a famosa Carta
Aberta ao Príncipe da Beira
.

Há 40 anos atrás, António José de Brito dirigiu a D. Duarte Pio, herdeiro da Casa Real Portuguesa, a célebre Carta Aberta ao Príncipe da Beira. Documento riquíssimo do ponto de vista doutrinal, mas com o qual D. Duarte e os monárquicos "democratas", infelizmente, nada aprenderam.
Hoje, tão actual como quando foi redigida em Agosto de 1974, importa que esta carta seja lembrada, lida e compreendida. Os monárquicos da "pluralidade partidária", bem como os pobres tolos que abundam entre nós julgando-se monárquicos, deveriam retirar desta leitura a melhor lição e os mais altos ensinamentos acerca do sentido autêntico da monarquia.
Este texto encontra-se publicado na íntegra no blogue Prometheo Liberto. Por este motivo, a partir de agora, não existe desculpa para o seu desconhecimento, nem para a ignorância doutrinal relativa ao conceito de monarquia.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nova Casa Portuguesa no Go Discover Portugal

Com o aproximar da época natalícia são muitos os portugueses que iniciam a demanda pelo melhor bacalhau para a ceia de Natal. Nessa noite, apesar das várias tradições gastronómicas existentes entre nós durante este período, o bacalhau cozido assume-se como a principal escolha das famílias portuguesas. Por isso, dado que a Nova Casa Portuguesa valoriza de forma incondicional os nossos costumes e tradições, publicamos, há quatro anos atrás, uma receita de bacalhau cozido com legumes. Essa mesma receita acabou por ser referenciada na página oficial da Go Discover Portugal como uma das mais autênticas, deixando-nos, obviamente, bastante satisfeitos.

(Clicar na imagem para aceder ao artigo publicado pela Go Discover Portugal.)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Antes um todavia nunca que um jamais talvez...

Poucas terão sido as pessoas a aperceber-se das mordazes crónicas que Amado Estriga, religiosamente, publica no semanário Dica. Uma publicação semi-publicitária que todas as semanas invade as caixas de correio de milhares de portugueses. Semana após semana, o ilustre cronista vai levantando celeuma atrás de celeuma, escarafunchando as feridas do sistema com mãos carregadas de sal. 
Recentemente, graças à fina gentileza de um amigo e leitor, ficamos a saber que o cronista Amado Estriga estende as suas viperinas farpas à blogosfera num espaço denominado Antes um todavia nunca que um jamais talvez... Vale a pena ler e adicionar aos favoritos! 

(Clicar na imagem para aceder ao blogue.)

sábado, 18 de outubro de 2014

A Nova Casa Portuguesa faz anos!

Foi há quatro anos que a Nova Casa Portuguesa abriu as suas portas na blogosfera. Nascido da necessidade de preservar e divulgar Portugal e a Cultura Portuguesa em todas as suas manifestações, este projecto procurou sempre estar à atura da missão que abraçou. O móbil foi e é apenas um: o sacro-amor a Portugal!
Para nós, o Amor, a Paixão e a Saudade constituem a Santíssima Trindade terrena de qualquer bom português. São os princípios basilares que regem a nossa vida espiritual. Deus no Céu, Portugal na Terra! 
Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que se mantiveram sempre fiéis, não só a nós, mas sobretudo a esta heróica missão. Combatamos juntos nestes tempos de dissolução.
Temos tudo quando temos Portugal! 

Vídeo comemorativo do IV aniversário da Nova Casa Portuguesa.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Uma mensagem no 3.º aniversário da Nova Casa Portuguesa

A Nova Casa Portuguesa completa hoje o seu 3.º aniversário!
Ultrapassadas já as 100 mil visitas, a nossa missão permanece inabalável - celebrar Portugal e a Cultura Portuguesa. Uma vez mais renovamos os votos de agradecimento a todos aqueles que nos têm seguido e apoiado com toda a fidelidade. A esses e a todos os verdadeiros portugueses, aqueles que o são de corpo e espírito, gostaríamos de relembrar a nossa velha máxima, fundamental à sobrevivência nestes dias de nevoeiro: «Temos tudo quando temos Portugal!»

lustração da autoria de Raul Lino extraída do livro A Nossa Casa.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Biblioteca

O nome Biblioteca poderia remeter-nos, como seria de esperar, para uma colecção de livros ou manuscritos; para a sala, ou edifício onde se conservam essas colecções; ou simplesmente para um conjunto de estantes e armários ocupados por esses mesmos objectos, fontes inesgotáveis do saber e do conhecimento. Contudo, Bruno Oliveira Santos conseguiu acrescentar a esse vocábulo um outro significado. Biblioteca passou a ser também o nome pelo qual ficará conhecido o seu novo espaço na blogosfera.
Despretensiosa e absolutamente pertinente, a escolha deste nome para o blogue coaduna-se com o perfil e personalidade do seu autor. Bruno Oliveira Santos, autor de livros como Nova Frente e Histórias Secretas da PIDE/DGS, co-autor de Linhas de Fogo - Manifesto da Cultura Lusíada para o Terceiro Milénio, colaborador dos jornais Ofensiva, Agora e O Diabo, reúne um profundo conhecimento e erudição, transversais a diversas áreas do saber. Dono de uma escrita tão brilhante quanto feroz e sedutora, Bruno Oliveira Santos, tal como uma biblioteca,  não só conserva a sabedoria, como a transmite, descomprometidamente, sem usura!    
Após tantos anos desligados da blogosfera, onde foi particularmente activo entre 2003 e 2009, espera-se que este regresso se revele definitivo!


(Clicar na imagem para aceder ao blogue.)

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Daft Punk, Portugal e o Fascismo

«Guillaume Emmanuel "Guy-Manuel" de Homem-Christo (Paris, 8 de Fevereiro de 1974) é um músico francês, celebrizado enquanto elemento dos Daft Punk, juntamente com Thomas Bangalter. É bisneto do escritor português Francisco Manuel Homem Cristo (Lisboa, 5 de Março de 1892 — Roma, 12 de Junho de 1928), mais conhecido por Homem Cristo Filho. Notável intelectual do seu tempo, foi um grande defensor das correntes nacionalistas que conduziram ao fascismo italiano, do qual era fervoroso admirador. Numa entrevista à revista Rolling Stone, Guy-Manuel afirmou que o seu bisavô é descrito pelos historiadores como "o primeiro autêntico e indisputável fascista português" e um amigo pessoal de Benito Mussolini. "Conheço-o apenas de algumas fotografias, naturalmente". Homem Cristo Filho faleceu na sequência de um acidente de automóvel às portas de Roma. Mussolini prestou-lhe um funeral com todas as honras, mandando erigir um pequeno monumento com o epitáfio: "Cidadão de Roma, no espírito e na fé".»
Texto originalmente publicado em Dissidente.Info.


Há já algum tempo que o nome de um dos elementos pertencentes aos mundialmente aclamados Daft Punk levantava algumas suspeitas acerca da sua descendência. Conhecendo-se as raízes portuguesas de Guy-Manuel de Homem-Christo, faltava-nos confirmar se o seu apelido provinha de facto de uma descendência do nosso escritor, polemista e pensador - Homem Cristo Filho. Precocemente desaparecido em 1928, num acidente de viação, este conhecido precursor do fascismo em Portugal, amigo pessoal de Benito Mussolini, foi mesmo, segundo confirmou a equipa do Dissidente.Info através de uma entrevista dada pelo próprio Guy-Manuel de Homem Christo à revista Rolling Stone, seu bisavô.
Esta é apenas uma curiosidade, nada mais do que isso, mas que poderá contribuir para o reavivar da memória de um importante vulto do nosso modernismo que, infelizmente, como quis o destino, partiu cedo demais.


Vídeo do tema Around The World, um clássico dos Daft Punk retirado
do álbum Homework, lançado em Janeiro de 1997. 

domingo, 8 de setembro de 2013

100 000

A Nova Casa Portuguesa alcançou hoje a bonita marca das 100 000 visitas. Gostaríamos de agradecer a todos aqueles que nos têm acompanhado ao longo deste tempo, prometendo continuar a trabalhar com amor, afinco e dedicação na divulgação de Portugal e da Cultura Lusíada. 
Ajude-nos a crescer ainda mais aderindo à nossa página de Facebook e sugerindo-a aos seus amigos.
Temos tudo quando temos Portugal!

(Clicar na imagem para aceder à nossa página no Facebook.)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Quando a democracia deles deixa azedar o nosso vinho

Ainda acerca do chumbo à marca Salazar, foi publicado numa das últimas edições de 2012 do semanário O Diabo um interessante artigo de opinião de Alberto Araújo Lima, autor do blogue Nonas. Acutilante no seu ataque a esta polémica, o seu autor não deixou de enfatizar com algum humor mais um atentado ao desenvolvimento da nossa economia.  
Convém não esquecer o que estava aqui em questão, ou seja, o uso do nome do antigo Presidente do Conselho, Dr. António de Oliveira Salazar, ilustre cidadão de Santa Comba Dão e personalidade que, queiramos ou não, coloca aquele concelho no mapa de Portugal, enquanto marca comercial. A associação do seu nome ao comércio de produtos locais, entre os quais o vinho, torna-se nesta medida uma importante aposta no sentido de afirmação do concelho e de toda a região. Em suma, uma oportunidade de negócio e de desenvolvimento económico numa região fortemente afectada pela crise que se faz sentir. Fechar a porta à oportunidade num momento como este devido a 'politiquices' e outros medos dos mercenários vendilhões do costume apenas vem reforçar a ideia, já generalizada, de que vivemos uma falsa paz, irmã bastarda da falsa liberdade.
Vale a pena ler!  

(Clicar na imagem para ampliar.)

sábado, 22 de dezembro de 2012

Guerrilha Cultural Electrónica

Esta não é a primeira vez que fazemos alusão ao blogue Eternas Saudades do Futuro. Um espaço na blogosfera que faz jus ao seu epíteto: «Um dia em que não se aprende nada é um dia perdido». Ora, não existe nenhuma publicação neste espaço em que possamos acusar o seu mentor de demissão das responsabilidades assumidas enquanto educador. Prestes a fazer seis anos à frente do seu blogue João Marchante continua, publicação após publicação, a dar razões mais do que suficientes aos seus leitores e visitantes para voltarem ao seu reduto virtual. A simplicidade das suas mensagens encerram pensamentos muito mais profundos do que quaisquer pseudo-tratados como os que abundam na blogosfera e redes sociais procurando evidenciar os seus míseros autores. Sucinto e directo, Marchante marca a sua posição e transmite-a de forma tão natural, sendo praticamente impossível não a absorver e assimila-la.
No passado dia 12 de Dezembro de 2012, num texto publicado naquele blogue o seu autor referiu não só a possibilidade, mas também a obrigação, de cada um de nós prestar um serviço cívico militante de defesa da Pátria através da rede electrónica. O exemplo usado não podia ser mais significativo, sublinhando a urgência de lutar-se pela Língua Portuguesa, combatendo-se o (des)acordo ortográfico, seu terrível algoz mutilador, oferecendo-lhe resistência férrea e feroz. Conforme afirmou João Marchante, «a resistência cultural é a primeira forma de identidade nacional dos povos.» Vale a pena ler a sua mensagem...   

(Clicar na imagem para ampliar.)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dois anos de Nova Casa Portuguesa

A nossa aventura blogosférica começou há precisamente dois anos atrás!
Ultrapassadas as 68000 visitas, continuamos firmemente a nossa missão. A todos os que nos têm seguido e apoiado, o nosso muito obrigado. Esta é a vossa casa!

Ilustração da autoria de Raul Lino retirada do livro 
A Nossa Casa
.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

No princípio era o Pianista...

Desde há alguns anos que o jovem músico Filipe Cerqueira se tem vindo a notabilizar como interprete de piano. Aluno de Pedro Burmester, desenvolveu os seus estudos entre o Porto e Budapeste, destacando-se tanto pela perspectiva musical como musicológica. Profundo apaixonado pelas Artes e Letras, tem igualmente trilhado os caminhos da imprensa, colaborando com A Voz de Ermesinde e O Diabo, escrevendo textos de intervenção e divulgação cultural. 
Após ter participado durante um largo período no blogue O Espectador Portuguez, Filipe Cerqueira optou agora por emancipar-se no âmbito da blogosfera, criando um espaço pessoal chamado No princípio era o Pianista. Vale a pena conhecer!

Filipe Cerqueira, jovem pianista e uma das grandes promessas da música
erudita em Portugal.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O (des)acordo ortográfico visto do lado de lá do Atlântico!

Ao contrário do que muita gente ainda pensa, o (des)acordo ortográfico em nada aproxima o português do Brasil do português europeu, usado em Portugal e nos restantes países de expressão lusófona. A origem deste documento há muito que foi denunciada como uma fraude mafiosa, extremamente perigosa para ambas as formas de expressão da Língua Portuguesa. O seu fim último almeja única e exclusivamente o enriquecimento criminoso de alguns grupos económicos, cujo peso e poder lhes permitiu comprar um punhado de políticos mercenários analfabetos mal intencionados. Felizmente, Portugal e os Portugueses têm vindo a acordar e despertar para este verdadeiro genocídio cultural, conforme têm vindo a ser noticiado em alguns meios de comunicação. 
Mas não é só em Portugal que as vozes contra o (des)acordo se fazem ouvir. Também em Angola e Moçambique, a oposição é feroz, sendo que essas duas nações africanas não assinaram sequer o malfadado documento. Outra coisa que grande parte dos portugueses também desconhece é o facto dos próprios brasileiros contestarem a imposição de uma nova grafia, com alterações substanciais ao próprio tratamento que dão à língua. 
Numa entrevista ao blogue Tantas Páginas, o brasileiro Paulo Franchetti, crítico literário, escritor e professor titular do Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi bastante peremptório quando questionado acerca da sua opinião acerca do (des)acordo ortográfico.
«O acordo ortográfico é um aleijão. Linguisticamente malfeito, politicamente mal pensado, socialmente mal justificado e finalmente mal implementado. Foi conduzido, aqui no Brasil, de modo palaciano: a universidade não foi consultada, nem teve participação nos debates (se é que houve debates além dos que talvez ocorram durante o chá da tarde na Academia Brasileira de Letras), e o governo apressadamente o impôs como lei, fazendo com que um acordo para unificar a ortografia vigorasse apenas aqui, antes de vigorar em Portugal. O resultado foi uma norma cheia de buracos e defeitos, de eficácia duvidosa. Não sei a quem o acordo interessa de fato. A ortografia brasileira não será igual à portuguesa. Nem mesmo, agora, a ortografia em cada um dos países será unificada, pois a possibilidade de grafias duplas permite inclusive a construção de híbridos. E se os livros brasileiros não entram em Portugal (e vice-versa) não é por conta da ortografia, mas de barreiras burocráticas e problemas de câmbio que tornam os livros ainda mais caros do que já são no país de origem. E duvido que a ortografia seja uma barreira comercial maior do que a sintaxe e o ai-meu-deus da colocação pronominal. Mas o acordo interessa, é claro, a gente poderosa. Ou não teria sido implementado contra tudo e todos. No Brasil, creio que sobretudo interessa às grandes editoras que publicam dicionários e livros de referência, bem como didáticos. Se cada casa brasileira que tem um exemplar do Houaiss, por exemplo, adquirir um novo, dada a obsolescência do que possui, não há dúvida que haverá benefícios comerciais para a editora e para a Fundação Houaiss – Antonio Houaiss, como se sabe, foi um dos idealizadores e o maior negociador do acordo. O mesmo vale para os autores de gramáticas e livros didáticos – entre os quais se encontram também outros entusiastas da nova ortografia. E não é de espantar que tenham sido justamente esses – e não os linguistas e filólogos vinculados à universidade – os que elaboraram o texto e os termos do acordo. Nem vale a pena referir mais uma vez o custo social de tal negócio: treinamento de docentes, obsolescência súbita de material didático adquirido pelas famílias, adequação de programas de computador, cursos necessários para aprender as abstrusas regras do hífen e outras miuçalhas. De meu ponto de vista, o acordo só interessa a uns poucos e nada à nação brasileira, como um todo. Já Portugal deu uma prova inequívoca de fraqueza ao se submeter ao interesse localista brasileiro, apesar da oposição muito forte de notáveis intelectuais, que, muito mais do que aqui, argumentaram com brilho contra o texto e os objetivos (ou falta de objetivos legítimos) do acordo.»
Paulo Franchetti. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Foto-Síntese, uma exposição de João Marchante

«Inspirado na vida trivial e na percepção visual de uma evidência que está diante de nós, mas que muitas vezes passa despercebida, a série de imagens a cores de grandes dimensões habilmente encenada por João Marchante apresenta uma visão instável da paisagem humana expondo interiores, intimidades, sonhos e segredos, oscilando entre espaço familiar e espaço idealizado. A adolescente, incorporação da fragmentação e efemeridade das relações na contemporaneidade, transmite ansiedade, mutismo e distância sobre o sentido da imagem, sendo esta retratada de forma enigmática, contemplativa ou ausente deixando a identidade de quem a habita por desvendar. Marchante obtém imagens que pelo seu tema seduzem e enlaçam, incitando o observador a reflectir sobre a relação entre natureza interior e natureza exterior do sujeito através de imagens que olham e devolvem o olhar.»
Adriana Delgado Martins acerca da exposição Foto-Síntese.

(Clicar na imagem para ampliar.)

João Marchante é hoje um nome incontornável do vídeo e do panorama artístico português. Artista e autor crítico, concilia a criação com a actividade pedagógica, numa atitude altruísta e descomprometida com qualquer dogma para além do "bom gosto". Militante na blogosfera há já alguns anos, dirige um blogue de referência intitulado Eternas Saudades do Futuro, sendo ainda membro da comunidade Jovens do Restelo. 
Foto-Síntese é o nome da sua mais recente exposição individual, a primeira desde Vídeos Privados, patente em 2000 na Galeria Monumental, em Lisboa. Esta nova mostra de João Marchante será inaugurada hoje, pelas 21:00 na Sala do Veado do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, ficando patente ao público até 1 de Julho de 2012.
A não perder. 

terça-feira, 6 de março de 2012

O Diabo e a cruzada contra o (des)acordo ortográfico

«O Acordo Ortográfico (AO) é inútil, desnecessário e catastrófico. Já o escrevi antes e não me canso de o repetir. Mas o pior em todo este processo foi a passividade perante este atentado ao património comum que é a nossa Língua. Enquanto cidadão português, sinto-me na obrigação de o impedir a todo o custo. Enquanto director de um jornal nacional, sinto-me no dever de contribuir para que o “acordês” não se torne a nova grafia. Devemos recusar esta imposição sem sentido.»
(Clicar na imagem para ampliar.)

Com a edição de hoje do semanário O Diabo, celebra-se o primeiro de ano de Duarte Branquinho como Director do histórico jornal. Ao longo do último ano os leitores têm assistido a uma progressiva renovação deste periódico ao nível dos conteúdos, traduzindo-se num rejuvenescimento e melhoramento generalizado desta publicação de referência histórica no panorama editorial nacional.
Da originalidade das peças ao seu rigor, passando pela crítica e o cuidado na promoção e divulgação cultural, a actividade deste jornal tem vindo a servir os interesses de Portugal, procurando informar e despertar toda uma sociedade aparentemente dormente, abandonada à mercê de uma negra maré que a controla após um  violento e traumático naufrágio.
Uma das principais causas abraçadas pelo semanário O Diabo é, desde há uma ano a esta parte, a luta contra o (des)acordo ortográfico, ao que se deve muito a influência do seu actual Director. Hoje, como não poderia deixar de ser, esta polémica faz capa d'O Diabo, destacando um interessante artigo do ilustre Professor e linguista António Emiliano, bem como a entrevista a Francisco Miguel Valada, autor da obra Demanda, Deriva, Desastre – Os três dês do Acordo Ortográfico. 
A Nova Casa Portuguesa aproveita este momento para felicitar e prestar uma justa homenagem a este histórico semanário, assim como ao seu Director e restantes colaboradores, pelo empenhado esforço na defesa e salvaguarda da nossa Cultura e da nossa Língua. Afinal de contas, O Diabo é o nosso jornal, nas bancas todas as Terças-Feiras! 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Filipe Cerqueira e Rita Azevedo em concerto para piano e flauta no Clube Literário do Porto

Filipe Cerqueira é um jovem talentoso pianista, professor e musicólogo do Norte do país que, presentemente, tem vindo a dedicar-se ao estudo da vida e obra do compositor português Joaquim dos Santos. Colaborador d'O Espectador Portuguez e do jornal A Voz de Ermesinde, realizou os seus estudos entre Portugal e a Hungria, tendo vindo a actuar um pouco por todo o país. Crítico rebelde e perfeccionista de fino recorte, Filipe Cerqueira enquadra-se musicalmente em correntes como o classicismo ou romantismo, não negligenciando outros períodos, anteriores e posteriores, dotando-o assim de uma rara agilidade, polivalência e sensibilidade musical. 
Actuará no próximo dia 26 de Fevereiro, pelas 16:00, juntamente com a flautista Rita Azevedo, no Clube Literário do Porto. O concerto, com entrada livre, contará com o seguinte programa:

J. S. Bach - Sonata em Si m
Claude Debussy - Syrinx
Francis Poulenc - Sonata para flauta e Piano
Artur Honegger - Danse de la Chèvre
A. F. Doppler - Fantasia Pastoral Húngara

Filipe Cerqueira.