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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Caos ortográfico instalado em Portugal chega a Inglaterra

Mais uma importante nota relativa ao (des)acordo ortográfico, transmitida pelo ilustre Professor António Emiliano.

Excerto do texto Convergence and Divergence in World Languages, da autoria do
Professor Roger Wright, publicado em Março deste ano na obra The Handbook
of Historical Sociolinguistics
.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Da presuntiva artificialidade da ortografia

Na edição do passado dia 6 de Março, o semanário O Diabo publicou mais um interessante e pertinente texto de António Emiliano concernente à questão do (des)acordo ortográfico. Intitulado Da presuntiva artificialidade da ortografia, o artigo do nosso insigne linguista responde às recentes afirmações do secretário Geral da Cultura, Francisco José Viegas, prestando mais alguns esclarecimentos face ao neurótico e necrótico (des)acordo ortográfico que paulatinamente tem vindo a infestar e corroer culturalmente a nossa sociedade. 
A ler com atenção! 

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terça-feira, 6 de março de 2012

O Diabo e a cruzada contra o (des)acordo ortográfico

«O Acordo Ortográfico (AO) é inútil, desnecessário e catastrófico. Já o escrevi antes e não me canso de o repetir. Mas o pior em todo este processo foi a passividade perante este atentado ao património comum que é a nossa Língua. Enquanto cidadão português, sinto-me na obrigação de o impedir a todo o custo. Enquanto director de um jornal nacional, sinto-me no dever de contribuir para que o “acordês” não se torne a nova grafia. Devemos recusar esta imposição sem sentido.»
(Clicar na imagem para ampliar.)

Com a edição de hoje do semanário O Diabo, celebra-se o primeiro de ano de Duarte Branquinho como Director do histórico jornal. Ao longo do último ano os leitores têm assistido a uma progressiva renovação deste periódico ao nível dos conteúdos, traduzindo-se num rejuvenescimento e melhoramento generalizado desta publicação de referência histórica no panorama editorial nacional.
Da originalidade das peças ao seu rigor, passando pela crítica e o cuidado na promoção e divulgação cultural, a actividade deste jornal tem vindo a servir os interesses de Portugal, procurando informar e despertar toda uma sociedade aparentemente dormente, abandonada à mercê de uma negra maré que a controla após um  violento e traumático naufrágio.
Uma das principais causas abraçadas pelo semanário O Diabo é, desde há uma ano a esta parte, a luta contra o (des)acordo ortográfico, ao que se deve muito a influência do seu actual Director. Hoje, como não poderia deixar de ser, esta polémica faz capa d'O Diabo, destacando um interessante artigo do ilustre Professor e linguista António Emiliano, bem como a entrevista a Francisco Miguel Valada, autor da obra Demanda, Deriva, Desastre – Os três dês do Acordo Ortográfico
A Nova Casa Portuguesa aproveita este momento para felicitar e prestar uma justa homenagem a este histórico semanário, assim como ao seu Director e restantes colaboradores, pelo empenhado esforço na defesa e salvaguarda da nossa Cultura e da nossa Língua. Afinal de contas, O Diabo é o nosso jornal, nas bancas todas as Terças-Feiras! 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Treze gestos, um corpo e uma coreografia numa Sexta-Feira 13

Numa sociedade constituída por um crescente número de cépticos, ateus e descrentes em qualquer tipo de misticismo ou manifestação do divino, não deixa de ser curiosa a "folclórica" fobia que muitas pessoas revelam no seu inconsciente colectivo através da valorização absurda de velhas e novas superstições. Tudo isto revela no fundo a necessidade de reencontrar o mito, o sagrado ou o sobrenatural, cuja falta o ser humano não consegue suprir. 
Dentro de todas as superstições latentes no mundo moderno, podemos enfatizar a crença na maldição do número 13, suposto portador de má sorte e desfortúnio. Poucas pessoas saberão a origem dessa crença, associada à prisão dos templários em França, na Sexta-Feira de 13 de Outubro de 1307, ou da suposta maldição lançada pelo mestre templário Jacques de Molay, meses mais tarde aquando da sua execução.
Nos dias de hoje, o mundo artístico, em particular no teatro e na dança, determinadas superstições figuram como defeitos profissionais necessários a uma classe profissional. Do habitual «muita merda» ou «parte uma perna», até às histerias ligadas à fobia numerológica do referido número, muitas são as superstições, medos e pequenos rituais praticamente laicos que assombram a vida desses artistas, assim como as muitas outras pessoas. Foi no entanto a pensar nesses artistas e respectivas superstições que nos recordamos do bailado Treze gestos de um corpo, numa mera associação de números, desprovida de qualquer fundo ou significado esotérico ou hermético.
Treze gestos de um corpo é o nome de uma coreografia criada por Olga Roriz, uma das figuras mais proeminentes da dança contemporânea portuguesa, para o saudoso Ballet Gulbenkian, hoje infelizmente extinto. A sua première decorreu na cidade de Lisboa, a 25 de Março de 1987, numa interpretação do Ballet Gulbenkian que haveria de marcar a história da dança contemporânea Portugal. Vinte anos depois, a mesma peça foi novamente levada aos palcos portugueses, a 8 de Março de 2007, desta feita pela CNB (Companhia Nacional de Bailado).
A música desta coreografia foi composta pelo nosso caríssimo António Emiliano, compositor e académico, Professor de Linguística da Universidade Nova de Lisboa, autor de diversos livros contestatários do (des)acordo ortográfico.
De forma a marcar esta Sexta-Feira 13 de pouco ou nenhum azar, partilhamos o seguinte vídeo com alguns excertos de Treze gestos de um corpo.


Vídeo de apresentação de Treze gestos de um corpo, da coreografa
Olga Roriz, aquando da sua interpretação pela CNB em 2007.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ILC contra o (des)acordo ortográfico

«O Acordo Ortográfico é objectivamente um atentado contra a estabilidade do património cultural textual de Portugal e contra a qualidade do ensino do português língua materna: os seus proponentes prestaram um mau serviço ao país e à língua. Importa, enquanto é tempo, impedir a sua aplicação (nem que seja através de um novo protocolo modificativo), e proceder à sua revisão através da consulta de organismos, instituições e personalidades idóneas da sociedade civil, das universidades e dos diversos sectores profissionais directamente relacionados com o uso da língua portuguesa escrita EM PORTUGAL.»
António Emiliano em Foi você que pediu um acordo ortográfico?

A todos os que ainda não tomaram conhecimento da existência de uma forma capaz de reverter o enorme erro e atentado que representa o novo (des)acordo ortográfico para a nossa língua, cultura e soberania, voltamos a lembrar a existência da Iniciativa Legislativa de Cidadãos (ILC) Contra o Acordo Ortográfico.
Por favor, redescubra a utilidade do seu cartão de eleitor. Seja um português consciente e participe na defesa da sua língua e da sua cultura. 
Para mais informações visite http://ilcao.cedilha.net ou www.portuguespt.com.

Vídeo de apresentação da Iniciativa Legislativa de Cidadãos Contra o Acordo Ortográfico.

domingo, 11 de setembro de 2011

Devemos desobedecer ao Acordo Ortográfico

Num mundo de compadrio, interesses e oportunismos, os princípios e as verdadeiras causas são geralmente vítimas de deturpação e manipulação, relegados para segundo ou terceiro plano por força dos poderes instituídos. Felizmente, existem ainda algumas pessoas capazes de revelar bravura e carácter, lutando contra uma vaga de permissividade demonstrada pelas massas democráticas cada vez que alguém, ou alguma coisa, nos procura amputar violentamente um pedaço da nossa soberania, identidade, memória ou cultura.
Na edição da passada Terça-Feira, dia 6 de Setembro, do semanário O Diabo, foi apresentado um especial de duas páginas dedicado à questão do malfadado (des)acordo ortográfico, com uma entrevista de leitura obrigatória ao distinto linguista António Emiliano, uma das figuras de proa na luta pela defesa da Língua Portuguesa. Preparada e conduzida pelo próprio director do jornal, Duarte Branquinho, nosso amigo e camarada de luta em áreas da cultura e identidade portuguesa, esta entrevista foca uma vez mais alguns dos pontos mais gritantes do silencioso genocídio cultural perpetrado pelo criminoso (des)acordo ortográfico.
Assim, pela sua importância, somos obrigados a partilhar neste espaço a referida entrevista a António Emiliano, na esperança de alertar uma vez mais todos os portugueses para os perigosos dias em que vivemos.   

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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Aqui escreve-se e sempre se escreverá em Português!

«Eu, porém, não defendo - nem, presumo, defender alguém - o critério de que o Estado, onde tem ingerência, admita variações ortográficas. Como o indivíduo, o Estado - que em certo modo é também um indivíduo - adopta a - e uma só - ortografia, boa ou má, que entende, e impõe-a onde superintende.»
 Fernando Pessoa em A Língua Portuguesa.
«Vamos desobedecer! Nunca foi tão fácil ignorar impunemente um acordo feito atrás das nossas costas, enquanto dormíamos, por quem estava sempre a acordar.»
 Miguel Esteves Cardoso sobre o novo (des)acordo ortográfico.
«A elaboração, aprovação e aplicação do Acordo Ortográfico é um escândalo nacional. Um verdadeiro case study sobre a falta de transparência e democraticidade com que dossiers da Cultura, da Educação e da Ciência são sistematicamente tratados em Portugal.»
António Emiliano em Apologia do Desacordo Ortográfico.

Foi com uma sentida tristeza e um profundo pesar que recebemos hoje a confirmação da sentença de morte da língua portuguesa às mãos do novo (des)acordo ortográfico. A Presidência do Conselho de Ministros determinou a aplicação do novo (des)acordo ortográfico da língua portuguesa no sistema educativo já  no próximo ano lectivo de 2011-2012. Este culturicídio estender-se-á ao Governo e a todos os serviços, organismos e entidades na sua dependência, bem como à publicação do Diário da República, a partir do dia 1 de Janeiro de 2012. Não obstante, a própria Rádio Televisão Portuguesa começou já a contaminar os seus espectadores, pelo que incitamos e apoiamos o seu boicote.
Ao longo do último ano fomos assistindo de uma forma lamentável à gradual adopção da nova ortografia por grande parte dos jornais e revistas portuguesas, com as notáveis excepções de publicações como Público e O Diabo, os únicos periódicos que a partir de hoje passarão a merecer o nosso carinho e respeito pela sua patriótica posição. 
Aos que insistem em classificar esta mudança como irreversível e fruto do progresso, gostaríamos de lembrar que após perdermos todos os resquícios de soberania que ainda detínhamos, a língua era a única riqueza  segura, um tesouro que não nos parecia alienável. Infelizmente, também ela foi vendida aos interesses económicos, por (des)governantes mercenários, incompetentes, vis, sem carácter,  honra ou dignidade, gananciosos, abjectos, obtusos, ignorantes, analfabetos, cornudos, bastardos, brutos, feios, porcos e maus. A este grupo de criaturas inferiores, quase humanas, juntamos autores como Mia Couto ou a gentalha de movimentos como o MIL que, aproveitando-se da confusão, procuram conseguir alguma projecção ou razão de ser para as suas ignóbeis existências. 
Jamais postulámos que o português era uma língua morta e inorgânica, pelo contrário. Sempre defendemos a língua lusíada como um organismo vivo e em constante mutação. Contudo, esta mutação processa-se de forma natural e não de um modo artificial, por decreto político-económico, completamente alheio aos princípios fundamentais da linguística.
É caso para pensar se institucionalmente fará algum sentido continuar-se a celebrar o 10 de Junho como dia de Portugal, em homenagem Luís Vaz de Camões. Quanto à Nossa Alma, desígnio maior desta Pátria mutilada, essa continuará para sempre orgulhosamente Portuguesa. De hoje em diante, mais do que nunca, ou connosco ou contra nós!