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quinta-feira, 14 de maio de 2015

A propósito das celebrações do 1.º de Maio

Da pena afiada de Amado Estriga nasceu mais uma interessante e demolidora reflexão. Publicada  na edição desta semana do periódico Dica, esta crónica derrubou, sem grande dificuldade, vários lugares comuns de uma moderna sociedade que, paulatinamente, tem vindo a ocupar o substrato vital da nossa comunidade. Conforme é assaz sabido, os perigosos filo-judaísmo e sionismo, escondidos por detrás de várias máscaras, representam duas das principais ameaças à integridade e sobrevivência de Portugal e da tradição portuguesa. Presentemente, a manutenção de feriados maçónico-internacionalistas como o 25 de Abril e o 1.º de Maio, em detrimento de importantes datas da nossa História e tradição como o dia do Corpo de Deus, Todos os Santos, ou o 1.º de Dezembro, são prova de uma vil maquinação que procura, a partir do controlo da (in)consciência das massas, assenhorar-se da consciência pessoal de cada indivíduo, pervertendo-a.
Felizmente, apesar de haver agendas destruidoras contra as quais nos querem impedir e proibir de lutar, há ainda quem se afoite e não se deixe dominar. É caso para dizer que, de facto, alguns portugueses não se rendem! 

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sexta-feira, 1 de março de 2013

Diálogos com a Ciência IV: O Eu e o Nós em Sociedade

O mês de Março marca o já esperado regresso do Ciclo de Conferências Diálogos com a Ciência, organizados pela Reitoria da Universidade do Porto, sob o comissariado de Vicente Ferreira da Silva. A 4.ª edição desta iniciativa será subordinada à temática O Eu e o Nós em Sociedade e terá início no próximo dia 7 de Março, pelas 21:30, nas instalações da Reitoria da Universidade do Porto. Os oradores convidados para esta primeira sessão serão Paulo Borges e Paulo Morais.
Este ciclo decorrerá até ao próximo dia 8 de Maio, estando já disponíveis os nomes dos restantes oradores e respectivas datas das suas conferências. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.   

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sábado, 23 de junho de 2012

Os 90 anos da 1.ª Travessia Aérea do Atlântico Sul

No passado dia 17 de Julho cumpriram-se os primeiros 90 anos sobre a 1.ª Travessia Aérea do Atlântico Sul. Esse importante feito, perpetrado pelos dois heróis-aventureiros Gago Coutinho e Sacadura Cabral, representa mais um importante contributo português para o desenvolvimento da comunidade cientifica mundial, tendo os relatórios desta viagem sido incluídos em 2011 na Memória do Mundo da UNESCO como Património da Humanidade.   
Na última edição do semanário O Diabo, Eduardo Brito Coelho recordou a efeméride, prestando uma justa homenagem à memória destes dois grandes portugueses, heróis do mar, da terra e dos céus. Um apaixonante artigo a ler com atenção e reverência pela sua mensagem: Honrar os Heróis! 

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domingo, 5 de junho de 2011

Desvendados os segredos dos cagarros

O jornal Público divulgou há dois dias atrás, numa das suas secções digitais intitulada Ecosfera, a existência de um projecto de investigação científica que visa o desvendamento de alguns segredos relativos a uma das mais características aves marítimas do Arquipélago dos Açores, a calonectris diomedea. Mais conhecido por cagarro ou cagarra, esta ave, outrora abundante em toda a região açoriana, encontra-se hoje protegida em virtude das múltiplas ameaças que enfrenta.
De modo a aprofundar os conhecimentos acerca deste animal, a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) anunciou a realização de uma experiência única a nível mundial que consiste na introdução de uma câmara de filmar num ninho de cagarros captando, 24 horas por dia, imagens do seu processo de nidificação. Algo até agora praticamente desconhecido por grande parte da comunidade científica internacional.  
Uma das principais curiosidades desta iniciativa promovida pela SPEA, em parceria com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM), Câmara Municipal do Corvo e a Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), ao abrigo do programa LIFE - Ilhas Santuário para as Aves Marinhas, destaca-se pelo facto de qualquer pessoa no mundo poder aceder às imagens desse ninho em tempo real, através de uma simples visita a http://cagarro.spea.pt.
Trata-se de uma excelente oportunidade para a comunidade científica promover junto do grande público uma maior sensibilidade e consciência para a protecção ambiental e ecológica, salvaguardando-se de igual modo a enorme biodiversidade existente em Portugal.

Calonectris diomedea, também conhecido por pardela-de-bico-amarelo, cagarro
ou cagarra, é uma ave marítima ameaçada, característica das ilhas dos açorianas.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Tradição Portuguesa e o Novo Paradigma Científico-Espiritual

Integrado no ciclo de conferências Consciência e Religião, promovido pelo Município de Barcelos desde inícios do ano transacto, Paulo Alexandre Loução apresentará hoje, dia 3 de Junho, pelas 21:30, uma comunicação subordinada ao tema A Tradição Portuguesa e o Novo Paradigma Científico-Espiritual.
Esta iniciativa decorrerá no Salão Nobre da Câmara Municipal de Barcelos e tem entrada livre.

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«Em concomitância com as dez categorias da cultura portuguesa assinaladas por Miguel Real, encontramos vivas no seu inconsciente três linhas de vibração mítico-espiritual: a nostalgia do paraíso, a relação espiritual com a Natureza e a ciência aberta a novos horizontes e à espiritualidade. A esfera armilar, empresa que D. Manuel I recebeu de D. João II, é um símbolo por excelência da ciência com raízes herméticas que possibilitou a realização do Projecto dos Descobrimentos Portugueses. «Foi a alma a Ciência e corpo a Ousadia» dizia Fernando Pessoa e Jaime Cortesão confirmava nos seus estudos a importância da ciência nos Descobrimentos Portugueses a par da mística do Culto do Espírito Santo. Estas duas vertentes harmonizadas, ciência e mística, tiveram uma origem templária comum e estavam de acordo com a ciência global postulada pelos grandes filósofos teosóficos do Renascimento como Gemisto Pleto, Marsílio Ficino e Giordano Bruno. Este mesmo hermetista, séculos mais tarde, irá inspirar um dos instigadores do 31 de Janeiro, o portuense José Pereira Sampaio, que se transmutará em Sampaio Bruno, Bruno em evocação a Giordano Bruno, mártir da liberdade de pensamento, queimado pela Inquisição a 17 de Fevereiro de 1600.
É precisamente em Sampaio Bruno – republicano convicto, mas à maneira de Louis Claude de Saint-Martin – que vamos encontrar uma leitura renovada da tradição portuguesa na sua obra Os Cavaleiros do Amor e n’A Ideia de Deus uma visão da ciência como uma aliada da metafísica, ampla e não redutora, que pode receber a «graça, quantum da revelação». Esta visão de uma ciência que pode tocar com as fontes da espiritualidade e de um método científico que pode ser aplicado ao estudo da mente e do invisível, não medível segundo os padrões normais materialistas, está de acordo com o novo paradigma científico-espiritual que tem vindo a ser modelado com os participantes dos Encontros Eranos e cientistas-filósofos como Ervin Lazslo, Lothar Schäfer, Stuart Kauffman, Fritoj Capra, Basarab Nicolescu, Rupert Sheldrake, entre muitos outros.
Nesta conferência veremos como a tradição portuguesa antecipou conceitos do novo paradigma científico-espiritual, facto bem presente em Sampaio Bruno e, no seu seguidor, Fernando Pessoa.
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Excerto do sumário da conferência.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Instituto Gulbenkian de Ciência entre os 10 melhores do mundo

Criado em 1961 pela Fundação Calouste Gulbenkian e localizado no concelho Oeiras, o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC),  integrou pelo segundo ano consecutivo a lista dos 10 melhores lugares para os doutorados da áreas de ciências prosseguirem o desenvolvimento dos seus projectos de investigação. Estes resultados nascem de um inquérito anual, promovido pela revista internacional The Scientist, sendo que a instituição portuguesa figura entre as únicas três que conseguiram renovar o seu lugar nesta lista face aos mesmos resultados do ano transacto.
Vocacionado para a investigação na área da Biologia com aplicações na área da Medicina, este instituto especializou-se nas áreas da Genética Humana e Populacional, Neurociências, Biologia do Desenvolvimento, Imunologia e Evolução, representando a sua integração neste ranking internacional um motivo de orgulho para a Ciência e Educação em Portugal, promovendo um exemplo assaz positivo, a seguir por outros dos  nossos centros de investigação.

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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Conferência transdisciplinar sobre Mendes Corrêa

Professor Doutor Mendes Corrêa.

Na sequência das comemorações do cinquentenário do desaparecimento de Mendes Corrêa, o Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto organizará no próximo dia 6 de Janeiro, a partir das 9:30, no Palacete Viscondes de Balsemão, no Porto, uma conferência transdisciplinar que procurará percorrer a extensa vida e obra deste insigne intelectual português.
Este evento terá entrada livre e terminará por volta das 18:30, com uma visita ao Museu de História Natural e a outros núcleos museológicos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Portugal Universal de Orlando Ribeiro

«Os Descobrimentos históricos e marítimos, o desvendamento do mundo visível e o descentramento português para o Oriente e o mundo têm sido assumidos por autores fundamentais da cultura portuguesa não tanto pelo que neles positiva e mais imediatamente se cumpre, seja a expansão da Fé e do Império, seja o encontro de culturas e o conhecimento empírico do planeta, mas antes como figura simbólica ou antecipação profética de uma outra e mais decisiva Descoberta a fazer, na qual superiormente se consumaria, já na transição da história para a meta-história, a potencialidade, a vocação ou o destino maior da nação, transcendente do "drama da globalização" a que deu início na inauguração do mundo moderno.»
Paulo Borges em Uma Visão Armilar do Mundo.

Falar de Orlando Ribeiro, é muito mais do que falar de um simples geógrafo ou homem das ciências. Falar de Orlando Ribeiro, é falar daquele que provavelmente foi o maior geógrafo português de todos os tempos, um homem com uma história de vida fascinante, completamente voltada para as ciências e progresso científico. Um homem que criou, não apenas no âmbito das ciências, mas também no meio artístico, dada a sua extrema sensibilidade para as artes, em particular a música que tanto apreciava, e a fotografia, essa paixão que toda a vida o acompanhou de forma quase indissociável de tudo o resto.
Nas suas viagens pelo mundo Português, após calcorrear todo o Portugal continental,  do mais conhecido ao mais profundo, chegando a locais praticamente inacessíveis, tantas vezes sozinho, na companhia de um burro, da sua máquina e dos seus preciosos cadernos, passando pelos nossos arquipélagos atlânticos, territórios africanos e asiáticos, Orlando Ribeiro, traçou um retrato vivo de uma importante parte da presença lusíada no mundo. Para além de Portugal, incluindo Açores e Madeira, as suas viagens pelo Mundo Português  levaram-no até outros territórios como Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Goa, Damão e Diu, desenvolvendo um aprofundamento do conhecimento sobre esse Portugal Universal, materializado em distintas terras, gentes e culturas.
Nascido em Lisboa a 16 de Fevereiro de 1911, Orlando Ribeiro licenciou-se e doutorou-se em Lisboa, na área de História e Geografia, tendo recebido uma forte influência de grandes mestres como David de Melo Lopes e de José Leite de Vasconcelos, a quem de resto dedicou a sua obra maior, Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico em 1945. Tendo passado por Coimbra e Paris, onde trabalhou com o historiador Marc Bloch na Sorbonne, foi em Lisboa que Orlando Ribeiro se radicou e desenvolveu grande parte do seu trabalho e criou o Centro de Estudos Geográficos.
Intelectual completo, interessado em áreas tão distintas como Geografia, Geologia, História, Etnografia, Antropologia, Fotografia, entre outras, Orlando Ribeiro foi um renovador e modernizador da Cultura e Academia Portuguesa, podendo-se encontrar mais informações quanto à sua vida e obra num interessante artigo de João Carlos Garcia, intitulado Orlando Ribeiro (1911-1997): o Mundo à sua procura, publicado em 1998 na revista do departamento de Geografia da FLUP.

Orlando Ribeiro num auto-retrato tirado com uma máquina Leica (1940).

Casa de Pedra em Monsanto, a aldeia mais Portuguesa de Portugal (1958).

Erupção dos Capelinhos, na Ilha do Faial,  vista do Costado da Nau
no dia 7 de Janeiro de 1958.

Cena rural captada em Santana, na Ilha da Madeira (1948).


Carregamento de amendoim no porto de Bissau (1947) .

Marco indicador da passagem do Equador no Ilhéu das Rolas,
em São Tomé e Príncipe (1952).

Nova Caipemba, em Angola (1960).

Palhota quadrada, de andar, em Zambeze, Moçambique (1961).

Crianças mouras nas ruas de Damão (1956).

Vendedeiras de Suró, em Brancavará, Diu (1956).

Praia de pesca de Siridão, em Goa (1956).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mendes Corrêa entre a ciência, a docência e a política

O Núcleo Lusófono da História da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias organiza no próximo dia 9 de Dezembro, pelas 18:00, no auditório Armando Guebuza, o 1º Seminário de História do Património e da Ciência, numa justa homenagem a um dos grandes intelectuais portugueses do século XX - o Doutor Mendes Corrêa
Subordinado ao tema A. A. E. Mendes Corrêa (1888-1960), entre a ciência, a docência e a política, este encontro contará com a participação dos seguintes oradores: Patrícia Ferraz, Matos Teresa, Salomé Mota, Catarina Casanova, João Luís Cardoso, Ana Cristina Martins e João Pereira Neto. A entrada é livre e a frequência deste seminário contará 0,3 ECTS.

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mente, Meditação e Despertar da Consciência: um novo paradigma

Integrado no ciclo de conferências Consciência e Religião: Perspectivas promovido pelo Município de Barcelos desde o início do presente ano, será apresentada por Paulo Borges no próximo dia 19 de Novembro, pelas 21:30, uma comunicação subordinada ao tema Mente, Meditação e Despertar da Consciência: um novo paradigma.
Após a conferência, haverá ainda espaço para a apresentação do segundo número da revista Cultura entre Culturas, agora dedicado ao tema Encontro Ocidente-Oriente, assim como do último livro de Paulo Borges intitulado Descobrir Buda.
Esta iniciativa decorrerá no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos e tem entrada livre.

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A comunicação mostra como a milenar tradição budista e a ciência contemporânea se unem na constatação de que o treino regular da mente, ou meditação, em exercícios de atenção plena e sensibilização a todos os seres sencientes, contribui para uma transformação profunda da consciência individual e, a partir daí, da sua percepção e presença no mundo. Os benefícios da meditação são assim globais, abrangendo não só a esfera da espiritualidade e da cultura, mas convidando também a uma transformação social, económica e política segundo um novo paradigma holístico, em que se vise o bem comum à natureza e a todos os seres vivos. 

Paulo Borges - Lisboa, 5.10.1959. Professor de Filosofia na Universidade de Lisboa. Presidente da Associação Agostinho da Silva e da União Budista Portuguesa. Vice-Presidente da Associação Interdisciplinar para o Estudo da Mente. Co-director da revista Nova Águia e director da revista Cultura ENTRE Culturas. Últimas obras: O Budismo e a Natureza da Mente (com Matthieu Ricard e Carlos João Correia), 2005; Agostinho da Silva. Uma Antologia, 2006; Tempos de Ser Deus. A espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva, 2006; Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva, 2006; Princípio e Manifestação. Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes, 2 vols., 2008; A Cada Instante Estamos A Tempo De Nunca Haver Nascido, 2008; Da Saudade como Via de Libertação, 2008; A Pedra, a Estátua e a Montanha. O V Império no Padre António Vieira, 2008; O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, 2008; Uma Visão Armilar do Mundo, 2010.
 Extracto retirado do sumário da conferência.

domingo, 24 de outubro de 2010

A Passarola de Bartolomeu de Gusmão

A Passarola de Bartolomeu de Gusmão foi lembrada num artigo sobre os tesouros do Arquivo Secreto do Vaticano, publicado na edição de Outubro de 2010 da revista italiana Focus Storia. Nele é mencionada a forma como o padre jesuíta português antecipou, em aproximadamente 74 anos, o famoso balão dos irmãos Etiene e Joseph Montgolfier, tornando-se dessa forma um dos principais pioneiros da conquista dos céus.

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