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sábado, 2 de fevereiro de 2013

História de Portugal de José Hermano Saraiva com a Sábado

«Entre os antepassados do actual povo português figuram, para a par, os povos das regiões do Sul, os Calaicos dos vales de Entre Douro e Minho e os habitantes das serranias do Centro, a que chamamos Lusitanos. Mas foram os Lusitanos que mais atraíram as simpatias dos nossos eruditos e poetas; desde Camões, os Portugueses vêem nos Lusitanos os seus mais nobres antepassados.»
José Hermano Saraiva em História de Portugal

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Desaparecido em 2012, o saudoso Professor José Hermano Saraiva era para a esmagadora maioria dos portugueses o rosto da nossa História. Convidado habitual dos serões televisivos de milhares de famílias, foi durante dezenas de anos o nosso principal divulgar histórico. Português de alma e coração, sempre fiel aos seus inabaláveis princípios, resistiu aos vis ataques de que foi alvo após o golpe de Estado de 25 de Abril de 1974. Exemplo para várias gerações, trabalhou do princípio até ao final da sua vida, num claro sinal de humildade e entrega em prol das nossas comunidades espalhadas pelo mundo.  
De modo a lembrar e homenagear a vida e a obra deste grande português, a revista Sábado resolveu oferecer aos leitores a sua História de Portugal, escrita em bom português e originalmente publicada pelas Publicações Europa-América. Dividida em seis volumes, a primeira entrega será feita já no próximo dia 7 de Fevereiro sendo posteriormente distribuída ao ritmo de um volume por semana, até ao dia 14 de Março de 2013. Uma iniciativa a não perder. 

sábado, 28 de julho de 2012

Ainda sobre o falecimento de José Hermano Saraiva...

No seguimento de alguns comentários menos próprios que, através de alguns blogues e contas de Facebook, procuraram atentar contra o bom nome e memória do Professor José Hermano Saraiva, somos obrigados a sair em defesa do nosso grande comunicador e divulgador de história. 
Esses ataques procuraram diminuir a personalidade e intelecto da pessoa em questão pelo simples facto de ter servido o seu país enquanto Ministro da Educação ainda antes da revolta de 25 de Abril de 1974, bem como por ter permanecido fiel aos seus princípios e convicções políticas até ao final de vida. No entanto, a vã tentativa de o procurarem tornar um anátema na sociedade portuguesa não vem de agora. É sabida a forma vil como José Hermano Saraiva e outras personalidades portuguesas associadas ao Estado Novo foram tratados nos anos que se seguiram ao golpe de Estado abrilista. 
Apaixonado pela História, nomeadamente pela História de Portugal, o Professor José Hermano Saraiva conseguiu ultrapassar todas as contingências e contrariedades, conquistando o amor, carinho, simpatia e reconhecimento do povo português. Afinal, sempre foi a este que dedicou a sua vida, o seu trabalho, a sua paixão e o seu amor incondicional. Rejeitado por vários académicos sob a acusação de ser um mero contador de histórias e não um historiador, José Hermano Saraiva teve a capacidade de descer de um certo Olimpo dos intelectuais, descendo à terra, procurando o contacto com as massas, cultivando-as, dando-lhes a conhecer o seu passado, ensinando-lhes o caminho do reencontro com o orgulho e o amor-próprio. Assim, podendo não ser o mais científico dos historiadores, ele era indubitavelmente o rei dos comunicadores. Era, sem dúvida alguma no nosso principal divulgador de história, responsável pela enriquecimento cultural e histórico de milhares de portugueses.  
Cientes do exemplo que representava para todos os portugueses, sem distinção de raça, sexo, credo ou convicção política, partilhamos um outro texto da edição desta semana do semanário O Diabo. E para que não nos acusem de revisionismo histórico, ou de apologia ao "fascismo", lembramos o seu autor, uma outra figura pública de boa memória para todos os portugueses. Trata-se de Cândido Mota, distinto locutor de rádio, famoso pelos anos que trabalhou na RTP em várias produções de Herman José, comunista assumido e responsável pela voz off nos tempos de antena da CDU... Leiam-se as suas palavras!

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terça-feira, 24 de julho de 2012

José Hermano Saraiva (1919-2012)

O Professor José Hermano Saraiva deixou-nos no passado dia 20 de Julho aos 92 anos. Com ele perdemos o principal divulgador da nossa História, assim como um grande patriota que soube amar e acarinhar a sua terra e as suas gentes, perpetuando a nossa memória, iluminando e inundando os nossos corações com a mais viva esperança no futuro de Portugal e da Cultura Lusíada. Para a posterioridade fica-nos o exemplo e a eterna saudade de quem durante uma vida inteira soube amar Portugal.
De modo a homenagearmos a memória deste grande português, partilhamos a bonita peça da autoria do jornalista Francisco Lopes Saraiva, publicada na edição de hoje do semanário O Diabo

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terça-feira, 20 de março de 2012

Salazar renasce! Tremem os ímpios!

Desde o seu desaparecimento que o Dr. António de Oliveira Salazar aparenta ressuscitar, no inconsciente colectivo dos portugueses, nos momentos de maior crise e desnorte  face ao rumo futuro dos destinos nacionais. Com ele erguem-se, infelizmente, as vozes da mentira, procurando difamar a sua memória, deturpando a realidade dos factos, manipulando e falsificando a história, forjando-a com recurso à calúnia e delação. Contudo, a Nossa História fez-se ao longo dos séculos pela vontade de Deus, materializando-se essencialmente através das acções das nossas grandes personalidades. Ou seja, dos nossos grandes homens e das nossas grandes mulheres. 
Recentemente, aquando da apresentação da marca Salazar, levada a cabo no Concelho de Santa Comba Dão, assistiu-se a mais um vil e deplorável ataque contra essa figura maior da nossa historiografia mais recente. Infundadamente apelidado de fascista e tido como um sanguinário e violento ditador, o nosso antigo Presidente do Conselho foi, uma vez mais, vítima da difamação das ímpias e traidoras ratazanas portadoras de um novo tipo de peste, isto é, a 'desinformação bubónica'. Um mal perigosamente contagiante na nossa sociedade pós-abrilista, demonológica-democrática e mass mediatizada, mas facilmente curável através da pureza da História e da benéfica preservação da nossa memória.
Assim, partilhamos com os 'contaminados' as seguintes palavras de José Hermano Saraiva que, apesar de simples, descrevem na sua essência a autêntica personalidade de António de Oliveira Salazar, bem como a sua importância nuclear durante um dos períodos mais complicados e conturbados da história mundial. 
«O asceta - Ao contrário dos fascistas, que subvertiam a moral cristã, Salazar era um asceta que a aplicava nos planos pessoal e nacional. (...)
Salazar, antifascista - Só com o propósito de injuriar, por ignorância da realidade, é que se pode dizer que houve fascismo em Portugal. O fascismo era demagógico e o salazarismo contrademagógico; o fascismo era pelo progresso a todo o custo, nós fomos sempre conservadores; o fascismo baseou-se sempre nos movimentos das multidões, aqui esses movimentos foram sempre proibidos. Os fascismos foram anti-religiosos, anti-judaicos, militaristas, em tudo opostos à situação portuguesa. Claro que foi um regime autoritário, que que sob um manto constitucional funcionou de facto a autoridade de um só homem, o Dr. António de Oliveira Salazar. Um ditador é sempre um mal, mas no caso português deu-se a surpreendente situação do 'ditador virtuoso'.
Ele era um homem irrepreensível do ponto de vista moral, que nunca quis fazer fortuna, foi um caso de excepção, que restituiu a Portugal a dignidade do Estado, depois de ter deitado mãos a um país assolado por uma crise profunda em 1928. Foi com ele que o país agrícola iniciou a sua industrialização, que o analfabetismo, que era de 80%, passou a 20%, conseguimos - o que continua a parecer incrível - não intervir na II Guerra Mundial. Enquanto governou, Salazar teve os aplausos e a solidariedade da nação, com a admiração do mundo.
De Gaulle chamou-lhe "o maior dos estadistas europeus" e são numerosas as referências desse tipo. Durante o Estado Novo, o que tivemos foi uma governação prudente, previdente...
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 José Hermano Saraiva em Os labirintos da memória de Luís Guimarães.
Dr. António de Oliveira Salazar, com o seu porte
e elegância habituais.