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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O Parque Nacional da Gorongosa nos anos 1960

Parque Nacional da Gorongosa, localizado na antiga província ultramarina de Moçambique, conserva no seu território inúmeras espécies animais e vegetais sendo uma das mais importantes reservas naturais africanas. A extraordinária beleza e singularidade deste parque atrai todos os anos inúmeros turistas, oriundos das mais diversas proveniências. A possibilidade de conhecer e contactar com algumas espécies raras e exclusivas daquela zona do mundo aguçam a curiosidade de todos os amantes da natureza para a sua respectiva observação e contemplação. Após ter sido uma reserva de caça entre 1929 e 1959, o Governo Português decidiu em 1960 criar o parque, beneficiando-o com a construção de estradas e outras infra-estruturas, tendo em vista a potencialização do turismo e a preservação animal e vegetal daquele vasto espaço.    
Hoje, graças à Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema podemos olhar para a nossa história recente e admirar o magnífico Parque Nacional da Gorongosa através de um curioso documentário, apresentado pela inesquecível voz de Fernando Pessa. Realizado em 1961 por Miguel Spiegel, este filme representa os primórdios da produção nacional de documentários subordinados à vida selvagem. A preservação deste importante documento histórico é assim duplamente inquestionável, seja pelo seu pioneirismo, ou pela forma como nos permite conhecer o Parque Nacional de Gorongosa, tal e qual como ele era em inícios dos anos 1960.


Filme promocional do histórico Parque Nacional da Gorongosa (1961).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Aos nossos Heróis esquecidos

No dia em que se completaram 50 anos sobre o início das actividades terroristas perpetradas contra Portugal, em particular na antiga província ultramarina de Angola, onde tudo começou, não podíamos deixar de lembrar os mártires vitimados por um mal que hoje um regime ilegítimo nos obriga a idolatrar. Desse modo, sem esquecermos todas as vítimas civis, gostaríamos de homenagear a memória dos nossos heróis que, lutando estoicamente contra terroristas armados e treinados pelas duas principais potências que na altura competiam entre si pela hegemonia mundial, os EUA e a União Soviética, pereceram em defesa da Pátria. Essa Mãe vergada e derrubada, por bastardos humilhada. Os mesmos que após tomarem o país de assalto, nos conduziram, tal como hoje, pelos caminhos da (des)governança, em direcção a uma trágica inexistência do amanhã.
O reprovável comportamento da III República, edificada sobre o insalubre e pantanoso terreno da ilegitimidade, traição e tirania é aqui uma vez mais denunciado, aproveitando-se a ocasião para partilhar a seguinte reportagem da SIC, emitida oportunamente no passado dia 1 de Novembro de 2010, sobre o abandono e esquecimento a que os Heróis Portugueses tombados em Moçambique estão condenados pelos mesmos que os sentenciaram a uma guerra por eles convocada e orquestrada. Dividir para reinar era e é o mote de uma classe política sem classe, semelhante a simiescos mercenários e salteadores de ocasião. O seu silêncio associado a este cómodo esquecimento dos nossos Heróis representa, inequivocamente, uma tentativa de branquear e falsear a história, legitimando o que nunca deixará de ser um levantamento de repugnantes e execráveis vermes parasitários. A memória é parte constituinte da Alma Portuguesa, talvez por isso os verdadeiros saibam distinguir os puros dos degenerados.

Esquecidos, uma reportagem da SIC sobre o cemitério militar português 
abandonado em Mueda, Moçambique.