quinta-feira, 12 de maio de 2011

Um olhar sobre os trajes da mulher portuguesa (1ª parte)

Em tempos a Oliva, reconhecida marca portuguesa de máquinas de costura, patrocinou uma série coleccionável de postais referentes aos diferentes trajes existentes em Portugal e no Império Português. Com ilustrações da autoria de Laura Costa, estes cartões seguiram de perto uma padronização estética, etnográfica e folclórica nascida da Campanha de Bom Gosto de António Ferro, durante o período do Estado Novo. Não obstante esta reinvenção da identidade e das tradições, brilhantemente pensada e levada a cabo por António Ferro, não deixa de ser curiosa a forma como esta perspectiva sobre o nosso património cultural e etnográfico foi assimilada como parte integrante do ethos português.
Por razões de espaço optámos por partilhar apenas oito desses postais, publicando-se posteriormente os restantes sete que integram esta interessante colecção que aqui aproveitamos para dar a conhecer.

Algarve.

Alto Alentejo.

Baixo Alentejo.

Beira Alta.

Beira Baixa.

Beira Litoral.

Açores.

 África.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Lançamento oficial do 2.º número da revista Finis Mundi

Conforme fora previamente anunciado neste mesmo espaço, encontra-se já disponível pela editora Antagonista o segundo número da Finis Mundi, revista de cultura e pensamento.
A oficialização do lançamento deste novo número está marcada para o próximo dia 21 de Maio, pelas 16h, no Hotel ibis Lisboa Saldanha, onde decorrerá uma apresentação subordinada ao Regresso do Elmo de D. Sebastião, levada a cabo pelo conhecido especialista de armas antigas, Rainer Daehnhardt
Esta será por certo uma excelente oportunidade para esclarecer alguns pontos relativos a um dos mais enigmáticos monarcas da nossa História, bem como para adquirir o mais recente número desta importante publicação cultural e científica. 

(Clicar no cartaz para ampliar.)

sábado, 7 de maio de 2011

Cultura Entre Culturas nº3 (especial Fernando Pessoa)

Foi apresentado no passado dia 4 de Maio, durante o segundo dia do I Colóquio Internacional de Filosofia, Literatura e Psicanálise «Nietzsche, Pessoa e Freud», o último número da revista Cultura Entre Culturas. Inteiramente dedicado a Fernando Pessoa, lembrando-o ainda no âmbito dos 75 anos do seu desaparecimento, este número duplo destaca trabalhos realizados no âmbito dos estudos pessoanos, bem como alguns inéditos acompanhados por investigações complementares.
Lançada pela Âncora Editora, esta revista pode já ser adquirida nas melhores livrarias nacionais, bem como através do site da editora, estando ainda disponíveis alguns exemplares dos dois primeiros números.

(Clicar na capa para ampliar.)

Editorial 
Fernando Pessoa
- Tanto Pessoa Entre tantos Pessoa

Ensaios

António Cândido Franco
- Sentido do dissídio entre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa 
Paulo Borges
- A mensagem da Mensagem: “sem saber de ouvir ouvimos” ou de como a intencionalidade reduz a consciência 
Bruno Béu de Carvalho
- Fernando Pessoa e a saudade do presente – uma aproximação 
António Faria
- O “tempo” e os 35 sonetos de fernando pessoa (breves apontamentos)
João Marques Lopes
- Fernando Pessoa: da Mensagem à “elegia na sombra”

Dossier Pessoa: paralelas, tangentes e secantes 

Raquel Nobre Guerra
- Surrealismo místico em António Maria Lisboa e Fernando Pessoa transcendência, absoluto e subitaneidade
Luiz Pires dos Reys 
- Isso hoje único: erro próprio na navegação da mensagem da des’Hora - corolários de certos entrecampos de enMagi[n]ação do [i]Real em Fernando Pessoa e António Maria Lisboa

Fotografia | Poesia

António Ramos Rosa
- Desenho 
Gisela Ramos Rosa 
- Dos rostos 
António Cândido Franco 
- Isabel de Aragão
- Luiz Pacheco
Joana Serrado
- 2. Luttikhuizen
- Een demiurg (Um demiurgo)
- De afzinkbare brug (A ponte escorregadia) 
- Met de zuiderzoon vertrekken (Partir com o filho posto)  
Casimiro de Brito (de "Amar a Vida Inteira")
- Amo-te. basta-me um pássaro
- o jogo extremo dos amantes
- branco no branco, cantou
Ana F. Cravo
- e, ........................................é como um sol em passos 
Dirk Hennrich
- Linha de Cascais
Frederico Mira George
- 4 poemas de: «satã» 2º parte - «demon est Deus inverse»
Maurícia Teles da Silva
- Dez  asanas  em  louvor da Terra
Abdul Cadre
- Mensagem psicoplágica
- A saudade e a memória (Ou como os olhos ficam e as velas partem)
 Donis de Frol Guilhade
- Olor de lys  
- Esplende além tejo o que silente brota (furores em como espelho oco : ecos, como de Char) 
- As sete incan-descentes palavras de um lugar[-in]comum - e mais uma, fora do [sem]lugar 
- Abóbada lysa ~ crematório dos passos inúteis 
Mariis Capela
(“Desde a obscuridade de tudo que tudo é inocente”)   
Fernando Pessoa
-Quatro poemas tirados a esmo e atirados ao desa’rumo: mais “o vento lá fora”…

Caderno Pessoa | i n é d i t o s

Fabrizio Boscaglia
- Khayyām na obra e na biblioteca de Pessoa: entre poesia, filosofia e ecos de sabedoria Sufi  
Jerónimo Pizarro, Patricio Ferrari, Antonio Cardiello
- Os Orientes de Fernando Pessoa   
Cláudia Souza
- Vicente Guedes e Bernardo Soares: para além do Desasocego
Nuno Filipe Ribeiro
- «Tive em mim milhares de filosofias» - questões para a edição dos escritos filosóficos inéditos de Pessoa 

Sobre Pessoa | Outras vozes: d’além

Ciprian Valcan
- Os sonhos de Bernardo Soares 
Julia Alonso Dieguez
- Fernando Pessoa y José Angel Valente: una poética de la ausencia 
Pablo Javier Pérez lópez
- Metafísica y locura en fernando pessoa 

Sobre Pessoa | Outras vozes: d’aqui

José Almeida
- Emoção e racionalidade em «A Educação do Estóico»   
Joaquim Miguel Patrício
- Uma perspectiva pessoana e actualista da língua portuguesa  

Outras | Artes : outras vozes outros textos

Inês do Carmo Borges
- Os labirintos quinhentistas do Trattato di Architettura de Filarete e a imagem dual do arquitecto-prisioneiro em Fernando Pessoa  
Pedro Casteleiro
- De amor e desamor(e outros indícios)
Luiz Pires dos Reys
- Mar y pousa de mim: janus sustenido menor

Colaboradores | notas bio-bibliográficas

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Captassons", um retrato sobre memórias musicais!

Estará patente ao público de 7 a 14 de Maio, no espaço Mercado Negro, em Aveiro, uma mostra fotográfica de Ângelo Fernandes intitulada Captassons: fracções de segundo de concertos
Confesso musicodependente desde tenra idade, Ângelo Fernandes, tem vindo ao longo dos anos a captar imagens de concertos, documentando fotograficamente uma memória e percepção do momento musical de uma forma bastante pessoal. 
Esta exposição nasce do seguimento dessa experiência exploratória, assim como da sua colaboração com o CLIP (suplemento cultural do Diário de Aveiro), iniciada em meados de 2007. A entrada é livre. 

(Clicar no cartaz para ampliar.)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Sessão de leitura de inéditos pessoanos

A Casa Fernando Pessoa promove, no âmbito do I Colóquio Internacional de Filosofia, Literatura e Psicanálise, subordinado à temática «Nietzsche, Pessoa e Freud», organizado pelo Centro de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e o Centro de História da Cultura da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, uma sessão de leitura de alguns inéditos pessoanos que contará com a participação de Paulo Borges, Manuela Parreira da Silva e Lélia Parreira Duarte.
Esta sessão decorrerá no próximo dia 6 de Maio de 2011, entre as 11h e as 13h, nas instalações da Casa Fernando Pessoa. A entrada é livre.

(Clicar no cartaz para ampliar.)

domingo, 1 de maio de 2011

A Festa das Maias

«É curioso o interesse e o sentimento com que quase todos os habitantes desta freguesia, grandes e pequenos, têm em colocar as maias nas suas casas, em todas as portas, janelas e até nos quintais, sementeiras e aidos de gado e capoeiras.
Diz a crença popular que as maias, isto é, flores de giesta, colocadas nas habitações, significam os sinais postos ao longo do caminho para que Nossa Senhora não se enganasse, aquando da sua fuga para o Egipto com o Menino Deus.
Diz mais: na casa que não tenha maias colocadas ao entrar o mês de Maio, o Diabo sujará tudo, além de outros estragos.
Antigamente cantavam-se as Maias como ainda hoje se cantam as Janeiras.
Diz Teófilo Braga, em Epopeias dos Povos Moçárabes, que este velhíssimo costume é o que resta do antiquíssimo culto do Odin (festa nocturna dos espíritos) dos povos do Norte, que Carlos Magno e os concílios católicos abafaram. O povo, porém, conservou vestígios desse antiquíssimo culto do paganismo.
»
Joaquim Neves dos Santos em Guifões: notas Arqueológicas, Históricas e Etnográficas.

Gravura alusiva à Festa das Maias.

Disseminada por praticamente todo o território nacional, a velha tradição das maias parece milagrosamente resistir aos ventos do mundo moderno, mesmo no coração dos maiores centros urbanos de Portugal, num raro exemplo perenidade, revelando de que modo um traço cultural e espiritual primordial se pode perpetuar no inconsciente colectivo de um povo.
A origem desde arcano costume perde-se nos alvores da História de um Extremo Ocidente pré-Portugal de costumes bárbaros. Como tantas outras festividades ou celebrações pagãs integradas no nosso imaginário imaterial e espiritual, a Festa das Maias assume variadíssimas formas, demonstrando uma heterogeneidade notável na nossa vivência do mito. Ligadas a cultos ancestrais de fertilidade, as maias, giestas bravas de cor amarelada que abundam sobretudo durante a primavera, foram posteriormente assimiladas pelo cristianismo, graças à virtude da heterodoxia espiritual do Homem Português.
Vemos por isso, na primeira madrugada de Maio, penduradas nas portas e janelas das casas e automóveis as tão famosas plantas, símbolo de favoráveis e fecundos auspícios, mas sobretudo de protecção.