segunda-feira, 28 de setembro de 2020

9 Séculos - Revista da Lusofonia

Em Guimarães, nossa cidade berço, assistiu-se ao nascimento um projecto que visa repensar a nossa cultura e presença no mundo. 9 Séculos é o título de uma nova revista semestral que tem como principal desiderato a celebração da Portugalidade e da Lusofonia. Tendo como seu director Barroso da Fonte, uma ilustre e combativa figura da cultura vimaranense e nacional, este projecto promete afirmar-se no campo da desintoxicação histórica e cultural. 
Pensando Portugal, a Portugalidade e a Lusofonia, esta revista estreou-se no mês passado, num formato de luxo que, certamente, agradará a leitores e coleccionadores. Os conteúdos são vastos e bastante diversificados. Da História à cultura e ao pensamento, esta publicação reserva ainda uma interessante secção de crítica literária e outra de divulgação poética, ou não fosse o seu director o fundador do jornal literário Poetas & Trovadores. 
Para além do já citado Barroso da Fonte, encontram-se entre a lista de colaboradores deste primeiro número da revista 9 Séculos personalidades como Abel de Lacerda Botelho - presidente da Fundação Lusíada -, Paulo Samuel, João Miranda, Milena de Barros, Narciso Machado, Maria da Conceição Falcão Ferreira, Luís Sá Cunha, Armando Palavras, Alberto Ribeiro Soares, entre outros. 
Não deixem de equacionar o apoio a esta nova publicação, tornando-se assinantes. Para o fazer bastará entrar em contacto com a redacção da publicação, através do seguinte endereço de correio electrónico: revista9seculos@gmail.com. Portugal merece.

Capa do primeiro número da revista 9 Séculos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Tal & Qual: Memórias de um Jornalismo

Na sequência do seu saneamento da RTP, em 1980, o jornalista Joaquim Letria, auxiliado por um punhado de amigos, resolveu aproveitar a fama do programa que apresentava, fundando um jornal com o mesmo nome. O nascimento do jornal Tal & Qual revolucionou o jornalismo nacional. Tablóide no seu formato, tinha um estilo britânico trazido por vários colaboradores e directores que exerceram a profissão de jornalista em Inglaterra. O Tal & Qual trouxe a Portugal a melhor investigação jornalística oferecida por uma redacção politicamente heterogénea. Rigor, informação, humor e seriedade foram apenas alguns dos valores que pautaram a lista de princípios editoriais deste periódico, extinto em 2007. 
No próximo dia 24 de Setembro, às 18:00, será apresentado, na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, o livro Tal & Qual: Memórias de um Jornalismo, publicado pela Âncora Editores. Trata-se de uma obra que reúne um ensaio sobre a história deste título, compilando também uma série de testemunhos de antigos directores e colaboradores. A apresentar o livra estará Gonçalo Pereira Rosa e João Paulo Fafe, responsáveis pela obra, bem como o jornalista Carlos Magno e Jorge Morais, ex-director daquele jornal. 
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Salvador Dalí e a "Saudade húmida" de Velásquez

Em 1979 o jornalista Joaquim Letria teve a oportunidade de deslocar-se ao Teatro-Museu Dalí, em Figueres, na província de Girona, para entrevistar Salvador Dalí. Um dos momentos mais interessantes deste encontro acorreu já no final, enquanto o mestre surrealista espanhol se despedia de Joaquim Letria. Saudando o povo português, Dalí evocou as raízes portuguesas de Velásquez, explicando de que forma a pintura daquele artista do século XVII foi influenciada por uma "Saudade húmida" e atlântica, proveniente dessas origens lusas. Um aspecto que, segundo Dalí, conferiu ao realismo que caracteriza a obra de Velásquez uma suavidade etérea sem a qual a pintura espanhola teria secado.
Decididamente, temos tudo quando temos Portugal!

Salvador Dalí fala sobre as raízes portuguesas de Velásquez e da importância da 
Saudade na pintura do mestre do século XVII.

sábado, 22 de agosto de 2020

Nuno Álvares Pereira: Homem, Herói e Santo

Na edição da passada Sexta-Feira do semanário O Diabo, ainda no rescaldo do 635.º aniversário da Batalha de Aljubarrota, celebrado a 14 de Agosto, foi publicado um artigo-recensão de José Almeida sobre o mais recente livro do historiador José de Carvalho. D. Nuno Álvares Pereira: o Homem, o Herói, o Santo, publicado pela Scribe, não só nos relata as diversas facetas do nosso Santo Condestável, como aponta para um itinerário condestabrino, ideal para inspirar e animar os passeios de família. A Nova Casa Portuguesa convida-o a conhecer este livros através deste artigo, evocativo de D. Nuno de Santa Maria, o Galaaz de Portugal.    

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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Aljubarrota

Batalha de Aljubarrota representada numa iluminura do séc. XV.

Aljubarrota

I

Vivo perfil da Pátria, na beleza
Da tua austera e cândida expressão,
Vinca-te um jeito amargo de tristeza,
Perturba-te uma estéril comoção…

D'antes, uma alegria andava presa
Ao resplendor da tua perfeição,
E até na hora longa da incerteza
Tinhas a luz do sonho e da ambição!

Via-te o mundo ― sobr'o mundo inteiro...
E a bruma do horizonte se alongava
A inquieta limpidez do teu olhar.

Perfil d`águia num píncaro altaneiro!
― Um rumor de asas fortes perpassava,
De polo a polo, irmão da voz do Mar…

II

Amanheceu a tua eternidade
Na batalha que a história não olvida ―
― Como do fogo surge a majestade
Dum bronze eterno em que se esculpe a vida!

Lágrimas, sangue, dor, gritos, saudade,
― A terra ainda as relembro, comovida!...
Mas rompia mais clara a claridade
Da tua graça heróica ou insofrida!...

― Viessem horas como aquelas horas
Em que o ingénuo sangue nas auroras
de perdida no sangue das acções!

E em que, no beijo que de ti baixava,
O desejo da Pátria exasperava
O puro ardor de nobres corações…

João de Barros

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Mural de Manuel Lapa restaurado no Tribunal de Torres Novas

Manuel Lapa foi um dos artistas mais conhecidos da chamada segunda geração de artistas modernistas portugueses. Nascido no seio de famílias nobres, não precisou de títulos para se afirmar no seu tempo. Artista e intelectual, destacou-se sobretudo na ilustração e na pintura, tendo-lhe recebido várias encomendadas de parte do Estado Português. Sobretudo murais com motivos históricos e simbólicos, como aquele localizado no Palácio de Justiça de Torres Novas e que está agora em fase de recuperação e restauro. 
O artigo de Cristina Faria Moreira, ilustrado com fotografias de Diogo Ventura, publicado na edição de ontem do Público, dá-nos a conhecer um pouco melhor essa obra, a sua "redescoberta" e os presentes trabalhos de restauro. Vale a pena ler. 

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