sábado, 20 de maio de 2017

A luta contra o AO90 como desígnio do amor por Portugal

José Pacheco Pereira, junto com Jorge Coelho, voltou à carga contra o AO90. As suas duras críticas contra este desastroso acto da diplomacia nacional que, como sabemos, nasceu de um triste acto administrativo do Estado português, não são de agora. Da óbvia bastardização da língua portuguesa, passando pelo empobrecimento desta numa perspectiva de futuro, Pacheco Pereira referiu numa das últimas edições do programa "Quadratura do Círculo", na SIC Notícias, o perigo da imposição do AO90 nas escolas e a sua directa relação com destruição de um património ligado às raízes latinas da nossa língua. O comentador teve ainda muita razão quando associou o AO90 ao fenómeno de decadência e degenerescência cultural da actual sociedade portuguesa, onde os próprios naturais de Portugal apresentam dificuldades notórias na aprendizagem da sua língua materna. 
O discurso, obviamente, agrada aos defensores da língua portuguesa que, de forma heróica e abnegada, combatem o (des)acordo ortográfico. No entanto, convém recordar que, para além das palavras, nos devem também interessar os actos. Neste capítulo, José Pacheco Pereira portou-se mal ao aceder à publicação de algumas das suas mais recentes obras segundo o malfadado (des)acordo ortográfico.
De resto, este não é um caso único de incoerência. Recordemos, por exemplo, Francisco José Viegas, outro opositor do AO90, que depois de tornar-se Secretário de Estado da Cultura, durante o XIX Governo Constitucional, se remeteu ao silêncio e à inacção quando poderia, efectivamente, ter feito algo para contrariar esta mentira de Estado. 
São estas incongruências e fragilidades de carácter que, infelizmente, definem os homens da nossa época. É por estes motivos que certos combates devem prosseguir norteados pela força das causas que nos movem e não pelas figuras públicas que delas se apossam. Portugal vale bem mais do que a fama e a vaidade dos homens.

Pacheco Pereira e Jorge Coelho criticam de forma dura e 
fundamentada o AO90 e a sua aplicação. 

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A BNP acolhe em Dezembro um Colóquio comemorativo dos 500 anos do nascimento de Francisco de Holanda

«Da fonte da pintura e primeira causa será o começo de nossa obra; onde podemos dizer ser Deos pintor evidentissimo, e nas suas obras se conteer todo o exemplo e sustancia de tal arte.»
 Francisco de Holanda em Da Pintura Antiga.

Auto-retrato de Francisco de Holanda retirado
da sua obra De Aetatibus Mundi Imagines.

Comemora-se este ano o quinto centenário do nascimento de Francisco de Holanda, um dos grandes nomes da cultura portuguesa e europeia do século XVI. De modo a celebrar esta efeméride o Instituto de Filosofia Luso-Brasileira organizará, no final deste ano, o Colóquio Obra e Pensamento de Francisco de Holanda. Este encontro terá lugar na Biblioteca Nacional de Portugal, a 7 de Dezembro, sendo que o prazo para a submissão de propostas de comunicação se encontra aberto até o dia 30 de Setembro. 
Para mais informações visite-se a página oficial do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira em http://iflb.webnode.com.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Pequeno breviário de sobrevivência à decadência reinante

Nestes tempos de dissolução e massivo desmembramento, dominados por gente aleivosa e sem carácter, impõe-se a construção e o fortalecimento dos nossos baluartes interiores. Assim, partilhamos 7 conselhos que visam impedir qualquer contributo ao firmamento da mediocridade circundante:

1 - Permanece em harmonia com a natureza e fervoroso na nossa Fé;
2 - Corta com a televisão, os mass media e todas as formas de alienação;
3 - Rejeita a igualdade e a tolerância;
4 - Conquista a liberdade e o respeito;
5 - Sabe que todos nós temos uma missão de amor e de conquista;
6 - Recorda-te que Portugal já caiu ao nível "mais baixo possível";
7 - Consciencializa-te para a necessidade de uma acção refundacional da Pátria.

Só a acção nos poderá voltar a unir enquanto portugueses! 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros: In Memoriam

O semanário O Diabo recordou na edição de hoje o seu antigo colaborador Alberto Corrêa de Barros. Num artigo assinado por José Almeida e Jorge Camanho, somos convidados a revisitar o percurso de um dos mais sólidos bastiões da defesa da nossa doutrina nacionalista. Destaque ainda para a publicação de um poema inédito de José Valle de Figueiredo, dedicado à memória do homenageado.

(Clicar na imagem para ampliar.)

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Alberto Corrêa de Barros (1945-2017)

É com profundo pesar que a Nova Casa Portuguesa participa a notícia do falecimento de Alberto Corrêa de Barros. 
Figura singular do nacionalismo português, foi soldado miliciano em Moçambique, onde lutou em missão de soberania na defesa do território nacional, naquela que haveria de ficar conhecida como Guerra do Ultramar. Alberto Corrêa de Barros pertenceu, juntamente, com António José de Brito, Rodrigo Emílio, Goulart Nogueira, entre outros, ao grupo de indefectíveis nacionalistas que sempre se opuseram à chamada “revolução dos cravos”. Homem de vasta cultura e erudição, foi um importante doutrinador junto das hostes nacionalistas, em particular, junto das gerações mais jovens.  
As exéquias fúnebres terão lugar no próximo Domingo, 9 de Abril, às 15h, na igreja paroquial de Vermoim, na Maia. De seguida, o seu corpo será conduzido até ao cemitério de São Martinho de Anta, no concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, onde será sepultado.
Resta-nos honrar a sua memória com a nossa eterna Saudade! Até sempre, camarada!