sexta-feira, 8 de julho de 2016
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Dicionário Crítico de Filosofia Portuguesa
Recentemente publicado pela Temas e Debates e o Círculo de Leitores, o Dicionário Crítico de Filosofia Portuguesa é já uma das obras mais relevantes no âmbito da Filosofia e da Cultura em Portugal, publicada nos últimos anos. Uma obra de referência que, não obstante algumas gralhas e ausências entre as figuras destacadas, importa saudar e divulgar. Trata-se de um importante contributo para o estudo e divulgação de um dos aspectos a que, habitualmente, menos se atende nas análises à cultura portuguesa.
A Filosofia Portuguesa, latente no ethos e no espírito do nosso Povo, é algo que nos subjaz de forma implícita, mais do que explícita. Ela constitui um elemento inesgotável do nosso património imaterial, sendo absolutamente definidora do perfil e ser do Homem Português. Consagrando a existência de uma forma de pensamento própria dos portugueses, a existência da Filosofia Portuguesa é recusada por todos aqueles que, contaminados pelo materialismo e as correntes internacionalistas, repudiam a portugalidade, bem como a essência da alma lusíada.
Deste modo, partilhamos hoje uma recensão da autoria de José Almeida ao Dicionário Crítico de Filosofia Portuguesa, publicada na edição da passada Terça-Feira do semanário O Diabo. Trata-se de uma recensão breve, mas bastante distinta daquela de Paulo Tunhas - universitário detractor da cultura portuguesa -, publicada no Observador.
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segunda-feira, 27 de junho de 2016
Cinquentenário da morte de Delfim Santos (1966-2016)
«Delfim Santos foi de facto um pensador que deu atenção à tradição filosófica portuguesa, promoveu-a e reconheceu o seu valor intrínseco... Pensador profundo, dialogou com a filosofia do seu tempo dando atenção, simultaneamente, aos autores portugueses e estrangeiros.»
Maria de Lourdes Sirgado Ganho em Dicionário
Crítico de Filosofia Portuguesa.
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| Delfim Santos em Berlim (1938). |
Passa este ano meio século desde a morte de Delfim Santos. Filósofo, Professor, crítico, homem de cultura integral, deixou-nos um importante legado materializado nas suas obras, artigos e importantes trocas epistolares. Conhecido e aclamado aquém e além-fronteiras, foi um importante vulto da intelectualidade portuguesa do século XX, devendo ser hoje lembrado e celebrado.
Nesse sentido, estão já agendadas algumas iniciativas para o corrente ano, incluindo colóquios, conferências, exposições e várias publicações. Entre estas, destaque para o quarto número da revista Delfim Santos Studies. A programação de todos estes eventos e acontecimentos encontra-se disponível na página Ler Delfim Santos.
Nascido no Porto, a 6 de Novembro de 1907, Delfim Santos faleceu em Lisboa, a 25 de Setembro de 1966. Tinha apenas 58 anos. Não obstante a monumentalidade da sua obra, assim como o alcance das suas acções, esperava-se ainda muito daquele que foi um dos mais carismáticos interlocutores e divulgadores do pensamento português junto das elites estrangeiras da sua época.
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terça-feira, 21 de junho de 2016
Aurélia de Sousa, 150 anos
«A pintora Aurélia de Sousa logrou alcançar reconhecimento pela qualidade técnica do seu trabalho, um factor aliado à sua condição de "mulher-artista". Efectivamente, o nome de Aurélia ainda constitui uma excepção dentro da galeria dos grandes pintores portugueses, a par do de Josefa de Óbidos, a pintora do barroco português.»
Adelaide Duarte em Aurélia de Sousa.
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A cidade do Porto foi, na viragem do século XIX para o século XX, um importante farol para a arte e cultura europeias. Da pintura à escultura, passando pela poesia, literatura e filosofia, a Invicta revelou-se berço de génios e ponto congregador de artistas e intelectuais. Em 2016 comemoram-se os 150 anos do nascimento de Aurélia de Sousa, uma das figuras mais relevantes da pintura portuguesa dos últimos 200 anos que, a partir da cidade do Porto, alcançou uma surpreendente notoriedade internacional.
Tendo estudado na Academia de Belas-Artes do Porto, com Marques de Oliveira, e na Académie Julian de Paris, com Jean-Paul Laurens e Benjamin Constant, Aurélia de Sousa destacou-se pelo seu génio e singularidade criativa no meio artístico da sua época. Conhecida como interlocutora da estética naturalista, foi antes de mais uma artista livre de amarras estéticas, sabendo conferir a si mesma uma liberdade definidora dos seus fulgores criativos. Das paisagens aos seus auto-retratos, absorve-se da sua obra pictórica o registo intimista das vivências quotidianas da sociedade do seu tempo. Artista de transição, inspirada e atenta – tanto à tradição como às revoluções artísticas da sua época –, Aurélia de Sousa anunciou a convulsão emergente da modernidade.
Contrariamente ao que se tem vindo a afirmar junto de certos círculos, esta artista portuguesa nascida a 13 de Junho de 1866, em Valparaíso, no Chile, não representa, tal como o conjunto da sua obra, qualquer forma percursora do feminismo em Portugal. Pelo contrário, o que Aurélia de Sousa tão bem conseguiu imortalizar nas suas obras foi a beleza e delicadeza da essência feminina em todo o seu esplendor. Não obstante a existência das possíveis condicionantes e constrangimentos que, naquela época, poderiam advir da sua condição de mulher, esse factor jamais constituiu um obstáculo à consagração do seu génio.
Para além de ter estudado em França, Aurélia de Sousa também expôs naquele país, onde a sua obra foi, tal como em Portugal, aclamada e premiada. Assente numa matriz bem portuguesa, a qualidade do seu trabalho levou a que a sua carreira tomasse uma dimensão internacional, sendo ainda hoje aclamada como a principal pintora lusitana desde Josefa de Óbidos. Viajante inquieta e experimentadora de novas técnicas de pintura, dedicou-se também à ilustração e à fotografia. Desde cedo respeitada e admirada por críticos e colegas, fez da Quinta da China, propriedade adquirida pelos seus pais na cidade do Porto aquando do regresso da América do Sul, o seu espaço de predilecção, instalando aí a sua oficina de pintura.
Tendo em vista a celebração dos 150 anos do seu nascimento, inaugurou-se, no passado dia 13 de Junho, uma exposição intitulada “Aurélia, mulher e artista”. Esta mostra encontra-se dispersa por dois espaços distintos: Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira; Casa-Museu Marta Ortigão Sampaio, no Porto. Esta última instituição – recorde-se –, reúne, juntamente com o Museu Nacional Soares dos Reis, o principal espólio desta artista. Organizada pelas autarquias do Porto e Matosinhos, esta exposição foi comissariada por Filipa Lowndes Vicente do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Patente ao público até ao dia 30 de Outubro, esta será, seguramente, a principal exposição póstuma de Aurélia de Sousa. Uma justa homenagem àquela que constitui um dos grandes “génios ocultos” legados por Portugal à arte europeia.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós
«Importa saber (ou melhor: importa crer) que entre Isabel, a rainha que foi Santa, Dom Dinis, o rei que foi Poeta, - e o Quinto Império, - existem, sem dúvida, ligações herméticas.»
Vicente Sanches em A Rainha Santa e o Rei Poeta.
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Personalidade de imensa devoção junto do povo português, a Rainha Santa Isabel constitui um símbolo da nossa identidade histórica e espiritual. A sua bondade, os seus milagres e a sua acção junto dos mais pobres jamais foi esquecida pelo povo que tanto amou e procurou cuidar, sobretudo nos momentos de maior aflição. A sua ligação ao culto do Espírito Santo, bem como à criação da Ordem de Cristo, conferem-lhe um papel fundamental na nossa História e projecção no mundo.
Integrado no V Centenário da Beatificação da Rainha Santa Isabel, celebrado em 2016, o pensador e ensaísta Pedro Teixeira da Mota irá apresentar, no Porto, uma comunicação intitulada O Espírito Santo na Arte, na Rainha e em nós. Esta conferência terá lugar no dia 22 de Junho, pelas 21:30, no Espaço Artes.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Google evoca o 10 de Junho
Na sequência das habituais comemorações de efemérides levadas a cabo pela Google, a empresa norte-americana levou a cabo hoje uma nova homenagem a Portugal. Celebrando o nosso 10 de Junho, Dia de Portugal, Dia de Luís Vaz de Camões, Dia da Raça e Dia das Comunidades Portuguesas, o doodle que figurará entre nós durante este dia no mais popular motor de busca do mundo será uma ilustração da artista Alyssa Winans. Contendo as cores da bandeira nacional e uma representação do Castelo de Guimarães ao centro, esta ilustração capta o sentido estético do espírito pátrio conforme era celebrado durante o Estado Novo. Uma belíssima síntese entre a tradição e a estética de gosto modernista.
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| Doodle evocativo do Dia de Portugal. Um trabalho gráfico da ilustradora norte-americana Alyssa Winans. |
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quarta-feira, 8 de junho de 2016
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