segunda-feira, 10 de março de 2014

Amorim de Carvalho: Tese e Antítese!

Amorim de Carvalho, director da histórica revista Prometeu, é para muitos ainda um nome desconhecido, ou pouco familiar. Contudo, o alcance da sua obra é bastante vasto, abrangendo áreas como a poesia, literatura e filosofia, às quais prestou relevantes contributos, tanto numa perspectiva crítico-ensaística, como criadora. A sua obra e memória têm sido preservadas e divulgadas através da Fundação da Casa Amorim de Carvalho. Uma instituição fundada no Porto em 1980, dedicada ao estudo e conservação do espólio do seu patrono. 
Ao longo dos últimos tempos, a Casa Amorim de Carvalho tem promovido vários encontros e conferências, bem como publicado algumas das suas obras. O próximo encontro organizado por esta fundação está marcado para Quarta-Feira, dia 12 de Março, pelas 18:00, na FNAC da Rua Santa Catarina, no Porto. O orador, Júlio Amorim de Carvalho, administrador da Casa Amorim de Carvalho, fará a apresentação da obra Tese e Antítese, numa sessão marcada pela abordagem dos seguintes temas amorinianos: Uma nova interpretação dialéctica da realidade, A realização da tese na subjectividade, O nada e a origem do mundo, A criação do mundo por Deus, O mundo sem origem, Crítica da dialéctica Hegeliana e Da etnia à cultura de civilização.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade!

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terça-feira, 4 de março de 2014

Recordar Dalila L. Pereira da Costa

«É a esta juventude actual, que irá todo o meu respeito de fervor e esperança.
Não pelo que conseguiu já de realizado, mas pelo que ela tem desejado. Pela sua sede dum outro mundo e não-conformidade com este de agora.»
Dalila L. Pereira da Costa em Os Jardins da Alvorada
Dalila L. Pereira da Costa.

Para além de poetisa, escritora e ensaísta, Dalila L. Pereira da Costa (1918-2012) representa o rosto feminino da Filosofia Portuguesa, figurando ao lado de personalidades como António Quadros, Pinharanda Gomes, Afonso Botelho, António Telmo, ou Orlando Vitorino, no encalço da mesma tradição filosófica dos mestres Álvaro Ribeiro e José Marinho. Tendo a cidade do Porto como berço, integrou o seu pensamento numa linhagem cultural que muitos acabaram por designar de “Porto Culto”.
Apesar das suas obras apenas terem começado a ser publicadas a partir dos anos 1970, a vasta bibliografia que nos legou de imediato se revelou de extrema importância para a compreensão da História, cultura, pensamento e espiritualidade portuguesas. Assumindo as influências que recebera de Martins Sarmento, José Leite de Vasconcelos e Henry Corbin, destacam-se entre os seus trabalhos obras como O Esoterismo de Fernando Pessoa, A Nau e o Graal, A Nova Atlântida, A Força do Mundo, Dos Mundos Contíguos, Corografia Sagrada, Contemplação dos Painéis, As Margens Sacralizadas do Douro Através de Vários Cultos, Introdução à Saudade – escrito em co-autoria com Pinharanda Gomes –, ou ainda a organização, com António Quadros, dos três volumes constituintes das Obras Completas de Fernando Pessoa, publicados pela Lello & Irmão Editores.
Durante o mês de Março celebram-se as datas do seu nascimento e exaltação pelo que o ensaísta Pedro Sinde e o realizador Henrique Manuel Pereira evocarão a sua memória no próximo Sábado, dia 8 de Março, pelas 15:00, na livraria Leya na Latina, no Porto, relembrando uma das mais fascinantes personalidades da contemporaneidade portuguesa. Este encontro será ainda marcado pela apresentação em primeira mão de um vídeo inédito com uma entrevista à autora, gravada aquando da realização do documentário Nome de Guerra, a Viagem de Junqueiro, produzido pela Escola de Belas Artes da Universidade Católica do Porto.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Rodrigo Emílio no 70.º aniversário do seu nascimento

O nosso poeta-soldado, faria hoje 70 anos! Nada melhor do que uma página de internet inteiramente renovada para lembrar esta efeméride, celebrando o génio e a glória do nosso bardo. Para a visitar basta entrar no mesmo domínio de sempre: www.rodrigoemilio.com.


De entre todos os motivos
porque sulco os loucos trilhos
de extermínio
em que me abismo,

sobressaem, sempre vivos:

os meus livros,
os meus filhos
e o fascínio
do fascismo.

Rodrigo Emílio em Poemas de Braço ao Alto.