segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Kardinal, o novo EP de M-PeX!

M-PeX é o nome do projecto a solo de Marco Miranda. Uma mente criativa que busca a sua inspiração algures entre a ciência e a tradição, numa experiência materializada musicalmente através de um harmonioso casamento entre a electrónica e o fado. Exímio virtuoso da guitarra portuguesa, instrumento que aprendeu desde cedo a tocar com o seu avô, conta já com uma longa carreira, preenchida com concertos, gravações de álbuns e diversos EP, bem como produções, remisturas e outras colaborações várias.    
O seu mais recente EP - Kardinal -, mescla uma vez mais a tradição portuguesa com a música electrónica, num encontro que congrega também outras sonoridades como o nu-jazz, ou o hip-hop. Produzido pelo próprio Marco Miranda, este trabalho contou ainda com as participações de André Coelho, no baixo, e do DJ X-Acto, tendo o grafismo ficado a cargo de Marco Madruga.
Esta edição pode ser descarregada gratuitamente através da editora digital Enough Records. A não perder!

Vídeo de apresentação de Kardinal.

domingo, 27 de outubro de 2013

Comer o que se cultiva

A maquinação da presente crise económica precipitou a falência do paradigma consumista e tecnológico, definidor do chamado mundo moderno. A época do consumo em massa e das ilusões cosméticas, capazes de travestir a felicidade num mero sinónimo de abundância, parece estar, finalmente, a chegar ao fim. Porém, numa sociedade tendencialmente urbana e à espera da sua queda, urge preparar as nossas comunidades para o regresso à terra.
De alguns anos a esta parte têm surgido diversas comunidades e publicações que defendem e promovem um regresso sustentado à terra, apontando alternativas às artificiais tendências “industrializadoras” das políticas agro-alimentares. O desrespeito pela natureza, em nome dos mais obscuros interesses económicos, por norma encapotados por facciosos “estudos científicos” e uma nociva noção de “progresso”, têm paulatinamente “persuadido” vários governos mundiais a conceder uma primazia sobre o uso dos transgénicos, incluindo a manipulação e patenteação de sementes por parte de várias empresas, numa crescente e turbulenta espiral de loucura, coroada pela privatização de outros recursos naturais, tão fundamentais como, por exemplo, a água. Já no século XIX, um célebre livro denunciava o domínio sobre a fome, como um instrumento fundamental para o controlo do poder sobre as massas. Nessa medida, dada a inexistência de uma auto-suficiência alimentar em países como Portugal, estimular a produção de uma forma natural e sustentada equivale a um reassumir da liberdade, ou a uma nova presúria, lembrando as sapientes palavras de Adriano Moreira, proferidas a 28 de Maio de 2012 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto: «Terra que não cultivamos e que não pisamos não nos pertence.»
Teorizações à parte, o livro Faça a sua horta biológica de Gayla Trail, recentemente publicado pelo Círculo de Leitores, revela-se um interessante manual prático de introdução à horticultura biológica, abordando de um modo simples e esclarecedor a simplicidade da permacultura, bem como da possibilidade do seu incremento em pequenos espaços urbanos. Na verdade, este livro, aparentemente inocente, pode ser de igual modo tomado como um manual de sobrevivência e reaprendizagem para o homem urbano, cada vez mais consciencializado para a necessidade do regresso ao campo. A sua autora, responsável pelo conhecido sítio de Internet yougrowgirl.com e colaboradora de alguns periódicos como o New York Times, Newsweek, Budget Living e Ready Made, é, há mais de uma década, uma entusiasta da horticultura biológica desenvolvida nos espaços urbanos, estimulando não só a auto-suficiência, mas também a criatividade.

Gayla Trail, autora da obra.

Profusamente ilustrada, esta obra contém não só dicas práticas quanto ao cultivo e manutenção da terra e respectivas sementes, como avança com algumas explicações primárias, mas absolutamente indispensáveis, para quem nunca plantou qualquer tipo de plantas, sejam elas legumes, frutos, ervas aromáticas ou flores comestíveis. Outro aspecto curioso que não foi esquecido pela autora prende-se com o problema do armazenamento e conservação dos produtos após a sua colheita, ou as considerações que a mesma teceu quanto ao modo de confeccionar determinados pratos, recorrendo apenas ao que se cultivou na exiguidade das actuais habitações urbanas.
A publicação de Faça a sua horta biológica segundo o novo acordo ortográfico revela-se o único ponto negativo deste livro que, caso seja lido com o devido cuidado, poderá finalmente impelir muitos dos seus leitores ao início de uma actividade auto-sustentável, a partir dos pequenos espaços das suas casas, sem que haja sequer necessidade da existência de um quintal. O terraço, a varanda, o telhado, o alpendre, o parapeito da janela, ou a simples floreira são aqui apresentados como verdadeiras hortas biológicas em potência. Para além da rentabilização económica, deve-se ainda considerar os vários benefícios para a saúde resultantes das práticas abordadas nesta obra que, definitivamente, reaproximam o homem da terra, das suas raízes e, consequentemente, da sua própria natureza.

Capa do livro Faça a sua horta biológica.

sábado, 26 de outubro de 2013

Liberdade para Hugo Ernano!

Num tempo de revolta contra a ditadura progressista, fartos da corja usurpadora do poder feita a partir de bolo fecal sub-humano, não podíamos deixar passar em claro um dos mais abjectos acontecimentos que preenchem a nossa actualidade. Um daqueles casos que apenas podem acontecer numa sociedade, democrática, degenerada e decadente, como esta em que nos afogam diariamente. Só num mundo preso aos ditames do marxismo cultural é que se aceita de bom grado a perversão da própria Natureza, adulterando todos os princípios básicos da civilização e da saudável convivência humana. Só num lugar doente como este é que as vítimas são tratadas como agressores e estes como vítimas. Cansam-nos as constantes atitudes anti-vida, anti-natureza e anti-humanidade defendidas por esta cloaca!
A história de Hugo Ernano, militar da GNR, é muito simples. Um cigano cadastrado, a monte do estabelecimento prisional onde se encontrava detido, decidiu fazer um assalto levando consigo o filho de apenas 13 anos, juntamente, com o resto da quadrilha. Um agente de autoridade intercepta-os, mas eles resistem à detenção e tentam a fuga. São disparados tiros e o filho deste criminoso de etnia cigana morre. Preso e levado a tribunal, este indigente recebe uma pena de 2 anos de prisão e 80000 euros de indemnização pela morte do filho. Em contrapartida, o militar Hugo Ernano é condenado a 9 anos de prisão por mero cumprimento do seu dever.
Assim decidiu uma 'Meritíssima Juíza', fazendo cumprir a lei do actual Estado Português! Uma lei que, cada vez mais, privilegia os criminosos face aos aos cidadãos de bem! A Nova Casa Portuguesa, não pactuando com a crescente espiral de loucura que parece ter-se instalado em todo o mundo ocidental, mostra-se solidária com o militar injustiçado, convidando todos os seus leitores a assinar a seguinte petição, destinada a pedir a revogação da sentença aplicada a este herói, traído pelas nossas Instituições: http://goo.gl/Dko2gt


Peça noticiosa transmitida no passado dia 24 de Outubro pela SIC.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bibliotecas portuguesas entre as mais espectaculares do mundo

O artigo foi recentemente divulgado no sítio oficial do jornal The Telegraph, transformando-se de imediato num fenómeno de popularidade nas redes-sociais. Nele consta uma lista elaborada por aquele periódico, contendo fotografias e breves descrições de 16 das mais espectaculares bibliotecas do mundo. Entre elas encontram-se duas bibliotecas portuguesas: a Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e a Biblioteca do Palácio Real de Mafra.
O motivo de orgulho, não sendo de minimizar, deverá servir para consciencializar a nossa comunidade para a beleza, excelência e imperiosa importância do nosso património, tantas vezes negligenciado e esquecido por uma questão de mera incultura.
Temos tudo quando temos Portugal!

(Clicar na imagem para aceder ao artigo na página oficial do The Telegraph.)

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Fado, Saudade e Mistério

«No fado os Deuses regressam legítimos e longínquos. É esse o segredo sentido da figura de El-Rei D. Sebastião.»
Fernando Pessoa em Sobre Portugal - Introdução ao Problema Nacional

O Fado e a Saudade constituem dois elementos identificadores da Alma Portuguesa. Não estando obrigatoriamente relacionados, o casamento entre ambos os sentimentos, ou categorias do Ser, incorporam uma parte importante da nossa cultura. A sua origem perde-se na alvorada dos tempos, alimentando as arcanas raízes da nossa personalidade colectiva, contribuindo definitivamente para o animar do grande e misterioso génio português. 
Como o próprio nome indica, o mais recente livro de Rémi Boyer, intitulado Fado Saudade & Mystery e prefaciado por Kátia Guerreiro, aborda exactamente esta problemática, associando-a ao Amor de Portugal. A sua apresentação será feita hoje, dia 24 de Outubro, pelas 18:30, na FNAC do Colombo, em Lisboa. Esta sessão de lançamento contará com a presença do autor e dos seus editores, cabendo as honras de apresentação a Rodrigo Sobral Cunha.
A entrada é livre.

(Clicar na imagem para ampliar.)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

2.º Seminário sobre "Redenção e Escatologia no Pensamento Português"

O Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia (IF) da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e o Centro de Estudos de Filosofia (CEFi) da Universidade Católica Portuguesa - Lisboa organizam amanhã, dia 24 de Outubro, pelas 14h00, no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o 2.º Seminário sobre Redenção e Escatologia no Pensamento Português.
Este encontro integra-se num projecto que tem como objectivo a investigação dos temas da "redenção" e da "escatologia" na Cultura Portuguesa, ao nível da reflexão filosófico-religiosa e da representação artístico-literária, desde o período que antecedeu a formação da nacionalidade até à contemporaneidade. Os objectivos passam ainda por identificar e apresentar sinopticamente alguns dos temas e autores mais significativos do pensamento, da espiritualidade e do imaginário português no âmbito dos temas escatológicos do juízo final, da salvação, da redenção, do inferno e do paraíso.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

:: Programa ::

14h00 - Sessão de abertura

14h20 - I Painel: Filosofia e Espiritualidade
Moderador: Samuel Dimas

- Justino Maciel - Representações do 'Paradeisos' na Antiguidade: "quod significat" e "quod significatur"
- Paula Oliveira e Silva - «Finis Saecula" - As doutrinas de Orósio e Apríngio sobre o fim do mundo em confronto
- Manuel Lázaro Pulido - Redenção e Escatologia na Apocalipsis Nova do Beato Amadeu da Silva
- Gonçalo de Figueiredo - Horas derradeiras do Relógio da Fé de André do Prado

15h40 - Debate

15h50 - Pausa para café

16h00 - II Painel: Literatura hagiográfica
Moderador: José Carlos Ribeiro Miranda

- Ana Maria Machado - Diálogos entre a terra e o céu na hagiografia crúzia e alcobacence 
- Mariana Soares da Cunha Leite - Os fins e os princípios dos tempos: processos de escatologia e redenção política na General Estória de Afonso X
- Maria do Rosário Ferreira - Hagiografia política: obra de D. Pedro Afonso, conde de Barcelos 
- Ana Sofia Laranjinha - Viagens ao Outro Mundo e Visões do Além: origens, estrutura, reconfigurações
- Filipe Moreira - Escatologia, Redenção e Memória no "Tratado da Vida do Infante D. Fernando" e na "Crónica de D. Afonso Henriques"

18h20 - Debate

18h30 - 18h45 - Apresentação de obras e lançamento do 12.º número da Revista Nova Águia, por Renato Epifânio