quinta-feira, 13 de junho de 2013

Coração Rebelde: Homenagem a Dominique Venner

«Insurjo-me contra os venenos da alma e contra os desejos individuais invasores que destroem as nossas âncoras identitárias, nomeadamente a família, alicerce íntimo da nossa civilização multimilenar. Tal como defendo a identidade de todos os povos em suas casas, insurjo-me também contra o crime que visa a substituição das nossas populações.»

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Foi com espanto e admiração que, no passado dia 21 de Maio, a Europa recebeu a notícia do suicídio ritual do reputado historiador Dominique Venner. Amante da vida, mas preocupado com a preservação do seu espírito e da sua raça, procurou através de uma morte simbólica despertar as consciências adormecidas, não só dos franceses, mas de todos os europeus. Para a História dos honrados guerreiros e dos grandes homens de cultura ficará o seu exemplo. Uma vida dedicada às mais nobres causas político-ideológicas e uma profícua produção cultural, materializada na vasta bibliografia que nos legou.
No próximo Sábado, dia 15 de Junho, pelas 17:00, a Associação Terra e Povo organizará, em Lisboa, uma conferência de homenagem ao activista e intelectual francófono - Venner, Coração Rebelde. Serão oradores Duarte Branquinho, que intervirá com uma comunicação intitulada Uma vida de combatente, e Humberto Nuno de Oliveira, que falará acerca do Historiador sem amarras.
Este é um evento de acesso livre e gratuito. Para mais informações, por favor, contactar a Terra e Povo através do seguinte endereço de correio electrónico: terraepovo@gmail.com.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Concerto comemorativo do 10 de Junho

«Eis aqui (...) o Reino Lusitano, onde a terra se acaba e o Mar começa; (...) Esta é a ditosa pátria minha amada...»
Luís Vaz de Camões em Os Lusíadas

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10 de Junho, dia sagrado no qual se celebra a Pátria, o Amor incondicional que lhe devemos e a graça que recebemos por a ela pertencermos. Um dia no qual lembrámos os nossos antepassados que, lado a lado com os nossos maiores, trabalharam e lutaram arduamente, vertendo o sangue, o suor e as lágrimas que fertilizaram esta nossa terra, dando origem a toda uma gloriosa e imortal gesta.    
Evocando honrosamente toda a nossa tradição, o jovem músico e musicólogo Filipe Cerqueira apresentar-se-á para um concerto de piano solo inteiramente dedicado a Portugal e à Cultura Lusíada. Esta invocação ritual será em honra do grande génio da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões, do Dia Nacional de Portugal, dos heróis combatentes que por nós verteram apaixonadamente o seu sangue e pelas comunidades além-fronteiras desta Nação do V Império. O recital visa também promover a divulgação da poesia portuguesa, integrando-se no projecto de divulgação da obra para piano solo do compositor Joaquim Gonçalves dos Santos.
O concerto terá lugar no próximo dia 9 de Junho, véspera do Dia de Portugal, pelas 21:30, realizando-se  na sala Teresa de Macedo da ESMAE (Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo), no Porto. O programa contemplará vários exemplos musicais para tecla oriundos de diversas épocas estilísticas da História da Música Portuguesa. 
A entrada é livre e aberta a todos os membros da comunidade interessados em se associar a esta celebração.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Debate no Porto acerca do "Mito do Progresso"

«A visão linear e uniforme do tempo do progresso não será já um resíduo da fé iluminista que definiu as grandes narrativas utópicas da Europa moderna? Não estaremos já em condições de compreender as consequências do projecto modernista com o triunfo do imperialismo ocidental, do capitalismo mundializado e da sua lógica sacrificial? Existirá afinal "progresso"?»
Excerto da introdução ao tema O Mito do Progresso

Fundação de São Paulo, obra do pintor brasileiro Antônio Parreiras (1913).

Afinal o que é o "progresso"? Existirá "progresso", ou não passará de uma mera conceptualização de um "novo mito" edificado pelo homem moderno? Insiste-se há muito em alguns velhos paradigmas que vão permitindo uma certa visão confortável, deturpada e maniqueísta da grande aventura humana. A ideia de uma ininterrupta evolução e constante progresso ético-humanístico do Homem encontra-se, desde há décadas, perfeitamente desajustada da realidade dos factos, comprovados empiricamente pelo mesmo positivismo que inicialmente legitimou a asneira reinante. Reproduzidas pelos sistemas de desinformação, estas ideias acabam por criar uma espécie de esquizofrenia colectiva, onde nem a própria noção de tempo permite dar azo a uma emancipação face ao preconceito que domina a sociedade contemporânea.
Sendo este um tema que importa discutir e debater, a antiga livraria Gato Vadio, agora convertida em Associação Cultural Saco de Gatos, organiza amanhã, dia 7 de Junho, pelas 22:00, mais uma sessão do seu Café Filosófico, subordinado ao tema O Mito do Progresso (Uncivilized Civilization). Moderado por Luís Carneiro, este debate é de acesso livre.

sábado, 1 de junho de 2013

Porque o melhor do mundo são as crianças...

Retrato de Fernando Pessoa em criança.

Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

Fernando Pessoa em Cancioneiro.

Liberdade de Fernando Pessoa, dito por João Villaret.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Colóquio internacional sobre António Quadros

«A cultura portuguesa como tal, isto é, numa originalidade que parte da filosofia para as formas artísticas e poéticas, não é social, académica e universitariamente reconhecida.»
António Quadros em Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade.

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António Quadros foi uma das principais figuras da Cultura Portuguesa do século XX, sendo a sua obra tão vasta como fundamental para compreendermos a nossa História, Cultura e Tradição. Assim, passados 20 anos sobre a data da sua morte, urge recuperar a memória e a obra de um dos nossos maiores, estudando-o e dando-o a conhecer aos portugueses de hoje e de amanhã.
Conscientes da importância do seu pensamento e obra, o Centro de Estudos de Filosofia e o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, a Fundação António Quadros e o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais, organizam o Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos. Colóquio Internacional nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte
Com o Alto Patrocínio da Excelentíssima Senhora Dra. D. Maria Cavaco Silva, este encontro terá lugar nos próximos dias 13, 14 e 15 de Maio em Cascais e Lisboa, terminando a 5 de Junho no Rio de Janeiro, no Brasil.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados.


:: Programa ::

1º Dia - 13 de Maio
Auditório do Centro Cultural de Cascais

Sarau Musical e Literário

18:30 - Apresentação das linhas gerais do Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos, nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte.
18:45 - Mostra de Imagens - Homenagem a António Quadros realizada pela Universidade Autónoma de Lisboa.
19:00 - Leitura Poemática por Manuel Cândido Pimentel e Maria Arriaga.
19:10 - Ó Portugal, Ser Profundo, poema de António Quadros musicado e cantado por Gonçalo da Câmara Pereira e, Quand il est mort le poète!, por Gonçalo Lucena.
19:30 - Porto de Honra.


2º Dia - 14 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

09h15m - Recepção dos participantes
09h30m - Abertura / Autoridades

1º Painel: 10:00 - 11:10
Moderador: Joaquim Domingues

10:00 - António Braz Teixeira - A Estética em António Quadros
10:20 - José Carlos Francisco Pereira - A Dimensão Estética no Pensamento de António Quadros
10:40 - Debate
11:10 - 11:25 - Pausa para Café

2º Painel: 11h25m - 12h55m
Moderador: António Braz Teixeira

11:25 - Teresa Seruya - António Quadros, Tradutor
11:45 - Maria de Lurdes Sirgado Ganho - António Quadros, Leitor de Albert Camus
12:05 - Marta Mendonça - António Quadros e a Crítica ao Existencialismo
12:25 - Norberto Ferreira da Cunha - António Quadros e o Positivismo
12:45 - Debate
13:00 - 14:00 Pausa para Almoço

3º Painel: 14:00 - 15:30
Moderador: Manuel Cândido Pimentel

14:00 - Pinharanda Gomes - António Quadros e o Movimento da Filosofia Portuguesa
14:20 - Renato Epifânio - António Quadros – A Filosofia Portuguesa e a Tradição Joaquimita: em Diálogo com Agostinho da Silva e José Marinho
14:40 - Manuel Gama - António Quadros e o “57 – Movimento de Cultura Portuguesa”
15:00 - Afonso Rocha - Razão e Mistério – uma Leitura Comparada entre Sampaio Bruno e António Quadros
15:20 - Debate
15:30 - 15:40 - Pausa para Café

4º Painel: 15:40 - 16:50
Moderador: José Carlos Francisco Pereira

15:40 - Joaquim Domingues - António Quadros, Filósofo do Movimento
16:00 - Jorge Croce Rivera - Ser e Estar, Ter e Haver, Fazer: Espírito, Língua e Cultura no Pensamento de António Quadros
16:20 - Rodrigo Sobral Cunha - Filosofia da Paisagem na Obra de António Quadros
16:40 - Debate
16:50 - 17:00 - Pausa para Café

5º Painel: 17:00 - 18:00
Moderador: José Eduardo Franco

17:00 - Annabela Rita - António Quadros e a Ficção Nacional
17:20 - João Bigotte Chorão - António Quadros, Crítico Literário
17:40 - Rui Lopo - Debates e Controvérsias Literárias em António Quadros
18:00 - Debate

6º Painel: 18:10 - 19:30
Moderador: Peter Hanenberg

18:10 - Nuno Júdice - António Quadros e o Modernismo
18:30 - Raquel Nobre Guerra de Oliveira - António Quadros, Leitor Integral de Fernando Pessoa
18:50 - José Almeida - A Procura da Verdade Oculta: António Quadros e o Pensamento Esotérico de Fernando Pessoa
19:10 - José Carlos Seabra Pereira - A Antropologia Literária em António Quadros
19:30 - Debate


3º Dia - 15 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

7º Painel: 09:30 - 11:00
Moderador: José Antunes de Sousa

09:30 - Manuel Ferreira Patrício - Linhas de Força de uma Antropagogia Situada na Obra de António Quadros
09:50 - Luísa Leal de Faria - A Universidade em Crise: uma Questão Cultural
10:10 - Abel Lacerda Botelho - António Quadros e a Paideia Lusitana
10:30 - Pedro Cabrera - A Educação que o Futuro Espera
10:50 - Debate
11:00 - 11:15 Pausa para Café

8º Painel: 11:15 - 12:55
Moderador: Pedro Cabrera

11:15 - Samuel Dimas - A Distinção entre o Tempo Mítico Grego (Angústia da Tragédia) e o Tempo Histórico Judaico-Cristão (Esperança Bíblica) no Pensamento Escatológico de António Quadros
11:35 - Sofia A. Carvalho - Mito, Utopia e Ucronia: leituras de António Quadros e Eudoro de Sousa
11:55 - António Carlos Carvalho - Deus e os Homens - Interrogação à História
12:15 - Debate
13:00 - 14:00 - Pausa para Almoço

9º Painel: 14:00 - 15:10
Moderadora: Sofia A. Carvalho

14:00 - José Antunes de Sousa - António Quadros: Cultura e Desocultação
14:20 - Miguel Real - A Exegese do Sebastianismo em António Quadros
14:40 - Pedro Vistas - Saudade e Futuro em António Quadros
15:00 - Debate
15:10 - 15:25 - Pausa para Café

10º Painel: 15:25 - 16:55
Moderador: Manuel Ferreira Patrício

15:25 - Guilherme d’Oliveira Martins - António Quadros – Intérprete do Portugal Moderno
15:45 - Jorge Teixeira da Cunha - A Intuição e o Conceito do Divino na Obra de António Quadros
16:05 - Paulo Borges - Portugal e "o projecto áureo de realização da humanidade" em António Quadros
16:25 - Manuel Cândido Pimentel - A Teologia do Espírito Santo em António Quadros
16:45 - António Cândido Franco - A Poética de António Quadros
17:05 - Debate
17:10 - 17:15 - Pausa para Café

11º Painel: 17:15 - 19:00
Mesa de Testemunhos
Moderadora: Teresa Rita Lopes

- António Braz Teixeira
- António Roquette Ferro
- João Bigotte Chorão
- José António Barreiros
- Mafalda Ferro
- Manuel Cândido Pimentel
- Mário Bigotte Chorão
- Rita Ferro

19:00 - Beberete oferecido pela Herdade do Paço do Conde


4º Dia - 5 de Junho
Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

10:00 - Apresentação

- António Gomes da Costa, Presidente do Real Gabinete Português de Leitura
- Nuno Bello, Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro
- António Quadros Ferro - António Quadros no Brasil 20 anos depois

12º Painel: 11:30

- Mário Sérgio Ribeiro - A Filosofia do Movimento em António Quadros: Prolegômenos Especulativos à Operacionalização da Saudade do Futuro
- Alexandro Souza - Razão e Pátria: António Quadros, o '57' e a Ideia de Filosofia Portuguesa
- Marco Antonio Barroso - Mito, História e Meta-História: um Confronto entre o Pensamento Existencial de António Quadros e Vicente Ferreira da Silva
13:00 - Pausa para almoço

13º Painel: 14:30

- Constança Marcondes César - A Visão do Brasil em António Quadros: Vieira, Canudos, Suassuna
- Loryel Rocha - O Caráter Paraclético e Apocalíptico da Ilha Brasil no Contexto do Mito Sebastianista
- Joel Carlos De Souza Andrade - António Quadros e o Sebastianismo Brasileiro
- Lúcia Helena Sá - António Quadros como Precursor dos Estudos do Sebastianismo na Literatura Brasileira
16:30 - Pausa para café

14º Painel: 17:00

- Ana Maria Moog Rodrigues - António Quadros e o Brasil
- João Ferreira - História, Hermenêutica Esotérica e Filosofia em "Portugal: Razão e Mistério" de - António Quadros
- Maria Isabel de Siqueira - A concepção de História em António Quadros: uma contribuição para o estudo da cultura portuguesa

19:00 - Sessão de Encerramento