quinta-feira, 9 de maio de 2013

Colóquio internacional sobre António Quadros

«A cultura portuguesa como tal, isto é, numa originalidade que parte da filosofia para as formas artísticas e poéticas, não é social, académica e universitariamente reconhecida.»
António Quadros em Angústia do Nosso Tempo e a Crise da Universidade.

(Clicar na imagem para ampliar.)

António Quadros foi uma das principais figuras da Cultura Portuguesa do século XX, sendo a sua obra tão vasta como fundamental para compreendermos a nossa História, Cultura e Tradição. Assim, passados 20 anos sobre a data da sua morte, urge recuperar a memória e a obra de um dos nossos maiores, estudando-o e dando-o a conhecer aos portugueses de hoje e de amanhã.
Conscientes da importância do seu pensamento e obra, o Centro de Estudos de Filosofia e o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, a Fundação António Quadros e o Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa e a Câmara Municipal de Cascais, organizam o Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos. Colóquio Internacional nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte
Com o Alto Patrocínio da Excelentíssima Senhora Dra. D. Maria Cavaco Silva, este encontro terá lugar nos próximos dias 13, 14 e 15 de Maio em Cascais e Lisboa, terminando a 5 de Junho no Rio de Janeiro, no Brasil.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados.


:: Programa ::

1º Dia - 13 de Maio
Auditório do Centro Cultural de Cascais

Sarau Musical e Literário

18:30 - Apresentação das linhas gerais do Colóquio Internacional António Quadros: Obra, Pensamento, Contextos, nos 90 anos do seu nascimento e 20 da sua morte.
18:45 - Mostra de Imagens - Homenagem a António Quadros realizada pela Universidade Autónoma de Lisboa.
19:00 - Leitura Poemática por Manuel Cândido Pimentel e Maria Arriaga.
19:10 - Ó Portugal, Ser Profundo, poema de António Quadros musicado e cantado por Gonçalo da Câmara Pereira e, Quand il est mort le poète!, por Gonçalo Lucena.
19:30 - Porto de Honra.


2º Dia - 14 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

09h15m - Recepção dos participantes
09h30m - Abertura / Autoridades

1º Painel: 10:00 - 11:10
Moderador: Joaquim Domingues

10:00 - António Braz Teixeira - A Estética em António Quadros
10:20 - José Carlos Francisco Pereira - A Dimensão Estética no Pensamento de António Quadros
10:40 - Debate
11:10 - 11:25 - Pausa para Café

2º Painel: 11h25m - 12h55m
Moderador: António Braz Teixeira

11:25 - Teresa Seruya - António Quadros, Tradutor
11:45 - Maria de Lurdes Sirgado Ganho - António Quadros, Leitor de Albert Camus
12:05 - Marta Mendonça - António Quadros e a Crítica ao Existencialismo
12:25 - Norberto Ferreira da Cunha - António Quadros e o Positivismo
12:45 - Debate
13:00 - 14:00 Pausa para Almoço

3º Painel: 14:00 - 15:30
Moderador: Manuel Cândido Pimentel

14:00 - Pinharanda Gomes - António Quadros e o Movimento da Filosofia Portuguesa
14:20 - Renato Epifânio - António Quadros – A Filosofia Portuguesa e a Tradição Joaquimita: em Diálogo com Agostinho da Silva e José Marinho
14:40 - Manuel Gama - António Quadros e o “57 – Movimento de Cultura Portuguesa”
15:00 - Afonso Rocha - Razão e Mistério – uma Leitura Comparada entre Sampaio Bruno e António Quadros
15:20 - Debate
15:30 - 15:40 - Pausa para Café

4º Painel: 15:40 - 16:50
Moderador: José Carlos Francisco Pereira

15:40 - Joaquim Domingues - António Quadros, Filósofo do Movimento
16:00 - Jorge Croce Rivera - Ser e Estar, Ter e Haver, Fazer: Espírito, Língua e Cultura no Pensamento de António Quadros
16:20 - Rodrigo Sobral Cunha - Filosofia da Paisagem na Obra de António Quadros
16:40 - Debate
16:50 - 17:00 - Pausa para Café

5º Painel: 17:00 - 18:00
Moderador: José Eduardo Franco

17:00 - Annabela Rita - António Quadros e a Ficção Nacional
17:20 - João Bigotte Chorão - António Quadros, Crítico Literário
17:40 - Rui Lopo - Debates e Controvérsias Literárias em António Quadros
18:00 - Debate

6º Painel: 18:10 - 19:30
Moderador: Peter Hanenberg

18:10 - Nuno Júdice - António Quadros e o Modernismo
18:30 - Raquel Nobre Guerra de Oliveira - António Quadros, Leitor Integral de Fernando Pessoa
18:50 - José Almeida - A Procura da Verdade Oculta: António Quadros e o Pensamento Esotérico de Fernando Pessoa
19:10 - José Carlos Seabra Pereira - A Antropologia Literária em António Quadros
19:30 - Debate


3º Dia - 15 de Maio
Universidade Católica Portuguesa - Lisboa, Auditório 2

7º Painel: 09:30 - 11:00
Moderador: José Antunes de Sousa

09:30 - Manuel Ferreira Patrício - Linhas de Força de uma Antropagogia Situada na Obra de António Quadros
09:50 - Luísa Leal de Faria - A Universidade em Crise: uma Questão Cultural
10:10 - Abel Lacerda Botelho - António Quadros e a Paideia Lusitana
10:30 - Pedro Cabrera - A Educação que o Futuro Espera
10:50 - Debate
11:00 - 11:15 Pausa para Café

8º Painel: 11:15 - 12:55
Moderador: Pedro Cabrera

11:15 - Samuel Dimas - A Distinção entre o Tempo Mítico Grego (Angústia da Tragédia) e o Tempo Histórico Judaico-Cristão (Esperança Bíblica) no Pensamento Escatológico de António Quadros
11:35 - Sofia A. Carvalho - Mito, Utopia e Ucronia: leituras de António Quadros e Eudoro de Sousa
11:55 - António Carlos Carvalho - Deus e os Homens - Interrogação à História
12:15 - Debate
13:00 - 14:00 - Pausa para Almoço

9º Painel: 14:00 - 15:10
Moderadora: Sofia A. Carvalho

14:00 - José Antunes de Sousa - António Quadros: Cultura e Desocultação
14:20 - Miguel Real - A Exegese do Sebastianismo em António Quadros
14:40 - Pedro Vistas - Saudade e Futuro em António Quadros
15:00 - Debate
15:10 - 15:25 - Pausa para Café

10º Painel: 15:25 - 16:55
Moderador: Manuel Ferreira Patrício

15:25 - Guilherme d’Oliveira Martins - António Quadros – Intérprete do Portugal Moderno
15:45 - Jorge Teixeira da Cunha - A Intuição e o Conceito do Divino na Obra de António Quadros
16:05 - Paulo Borges - Portugal e "o projecto áureo de realização da humanidade" em António Quadros
16:25 - Manuel Cândido Pimentel - A Teologia do Espírito Santo em António Quadros
16:45 - António Cândido Franco - A Poética de António Quadros
17:05 - Debate
17:10 - 17:15 - Pausa para Café

11º Painel: 17:15 - 19:00
Mesa de Testemunhos
Moderadora: Teresa Rita Lopes

- António Braz Teixeira
- António Roquette Ferro
- João Bigotte Chorão
- José António Barreiros
- Mafalda Ferro
- Manuel Cândido Pimentel
- Mário Bigotte Chorão
- Rita Ferro

19:00 - Beberete oferecido pela Herdade do Paço do Conde


4º Dia - 5 de Junho
Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro

10:00 - Apresentação

- António Gomes da Costa, Presidente do Real Gabinete Português de Leitura
- Nuno Bello, Cônsul-Geral de Portugal no Rio de Janeiro
- António Quadros Ferro - António Quadros no Brasil 20 anos depois

12º Painel: 11:30

- Mário Sérgio Ribeiro - A Filosofia do Movimento em António Quadros: Prolegômenos Especulativos à Operacionalização da Saudade do Futuro
- Alexandro Souza - Razão e Pátria: António Quadros, o '57' e a Ideia de Filosofia Portuguesa
- Marco Antonio Barroso - Mito, História e Meta-História: um Confronto entre o Pensamento Existencial de António Quadros e Vicente Ferreira da Silva
13:00 - Pausa para almoço

13º Painel: 14:30

- Constança Marcondes César - A Visão do Brasil em António Quadros: Vieira, Canudos, Suassuna
- Loryel Rocha - O Caráter Paraclético e Apocalíptico da Ilha Brasil no Contexto do Mito Sebastianista
- Joel Carlos De Souza Andrade - António Quadros e o Sebastianismo Brasileiro
- Lúcia Helena Sá - António Quadros como Precursor dos Estudos do Sebastianismo na Literatura Brasileira
16:30 - Pausa para café

14º Painel: 17:00

- Ana Maria Moog Rodrigues - António Quadros e o Brasil
- João Ferreira - História, Hermenêutica Esotérica e Filosofia em "Portugal: Razão e Mistério" de - António Quadros
- Maria Isabel de Siqueira - A concepção de História em António Quadros: uma contribuição para o estudo da cultura portuguesa

19:00 - Sessão de Encerramento

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cronologia da Monarquia Portuguesa

«A cronologia é uma das bases essenciais da História. Sendo esta a ciência que busca o conhecimento e a compreensão do Passado, a História constrói os modelos interpretativos sobre as dinâmicas do Tempo. Ontem, como hoje, é na sucessão dos acontecimentos que buscamos os factos que marcaram a vida dos indivíduos e das sociedades que estudamos. Identificamo-los, isolamo-los, e logo os relacionamos com outros, buscando semelhanças e originalidades que nos possibilitem distinguir continuidades e mudanças, compreender a vontade de personalidades ou os comportamentos colectivos.»
Excerto da introdução da obra Cronologia da Monarquia Portuguesa.
  
(Clicar na imagem para ampliar.)

Algumas das mais importantes obras da historiografia contemporânea portuguesa têm vindo a lume graças ao projecto editorial do Círculo de Leitores. Desde a História de Portugal organizada por José Mattoso, passando pela História da Expansão Portuguesa dirigida por Francisco Bethencourt e Kirti Chaudhuri, até às recentes biografias dos reis e rainhas de Portugal, devemos àquele grupo a publicação de dezenas de títulos dedicados à nossa História. A Cronologia da Monarquia Portuguesa é o mais recente desses volumes.
Articulando-se com as duas monumentais colecções subordinadas aos reis e rainhas de Portugal, responsáveis pelo impulsionar de um importante surto de estudos biográficos na historiografia nacional, esta cronologia promove uma dinâmica em torno da leitura e interpretação dessas recentes monografias. A Cronologia da Monarquia Portuguesa, da autoria de Artur Teodoro de Matos, João Paulo Oliveira e Costa e Roberto Carneiro, acompanha todas as nossas dinastias desde o nascimento de D. Afonso Henriques até à proclamação da República em 1910, durante o reinado de D. Manuel II. Organizado a partir das biografias dos nossos monarcas e rainhas, este livro parte essencialmente dos episódios que mais marcaram a nossa monarquia, destacando-se as vivências familiares juntamente com os seus nascimentos, casamentos, mortes, alianças, batalhas, feitos e desventuras.
Correspondendo cada capítulo a um reinado, este trabalho procura destacar não só os principais factos e episódios da monarquia portuguesa, como também outros importantes acontecimentos ocorridos a nível internacional. Esta análise transversal, feita essencialmente com a história da velha Europa, permite aos investigadores, ou meros leitores, uma rápida contextualização da mundividência de cada um dos períodos tratados, proporcionando deste modo uma melhor e mais clara interpretação dos factos.
Relativamente à sua leitura, esta obra reúne a particularidade de poder ser utilizada de modo ambivalente, seja como livro de consulta, resultando numa útil ferramenta para qualquer estudante ou investigador debruçado sobre a temática da História de Portugal, ou como um livro de leitura perfeitamente convencional. Nesse domínio, a simples leitura da Cronologia da Monarquia Portuguesa permite, até aos leitores mais eruditos, aceder a algumas enriquecedoras curiosidades históricas.
Recomendada a todos os apaixonados e interessados na nossa história, esta obra tem como principal ponto negativo a ortografia adoptada, estado publicada segundo o novo acordo ortográfico. Uma opção editorial que esperamos possa vir a ser reequacionada num futuro próximo por parte da direcção do Círculo de Leitores.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Grandes Chefes da História de Portugal apresentados no Porto pelo Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente

Depois de um lançamento em Lisboa que contou com a intervenção de Jaime Nogueira Pinto, o Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da FLUP (Faculdade de Letras das Universidade do Porto), em conjunto com a Texto Editores, organizam uma segunda sessão de apresentação da obra Grandes Chefes da História de Portugal.
Contando com a presença de Maria de Fátima Marinho, Directora da Faculdade de Letras, bem como de Ernesto Castro Leal e José Pedro Zúquete, coordenadores desta obra, a apresentação ficará a cargo de Dom Manuel Clemente, Bispo do Porto e Prémio Pessoa em 2009.
Esta sessão realizar-se-á Quarta-Feira, dia 17 de Abril, pelas 17h30, na Sala de Reuniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A entrada é livre, sendo no final servido um Porto de Honra a todos os presentes.

(Clicar na imagem para ampliar.)

domingo, 7 de abril de 2013

Ortografia e Aristocracia


Disse-nos Fernando Pessoa acerca das diferenças entre a linguagem falada e a linguagem escrita, num texto inédito publicado por Teresa Rita Lopes na obra Pessoa Inédito de 1993: 
A linguagem falada é popular. A linguagem escrita é aristocrática. Quem aprendeu a ler e a escrever deve conformar-se com as normas aristocráticas que vigoram n'aquele campo aristocrático.
A linguagem falada é nacional e deve ser o mais nacional possível. A linguagem escrita é — ou deve ser — o mais cosmopolita possível. Philosopho deve escrever-se com 2 vezes PH porque tal é a norma da maioria das nações da Europa, cuja ortografia assenta nas bases clássicas ou pseudo-clássicas.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa III

«Os Descobrimentos que os portugueses fizeram foi para fazer com que o futuro coincidisse com o passado.»

(Clicar na imagem para ampliar.)

No próximo dia 10 de Abril, o Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal do Instituto de Filosofia da FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) organiza, pelas 10:30, na sala 202 daquela faculdade, a terceira sessão do Seminário Permanente dedicado à Filosofia e Culturas de Língua Portuguesa.
Este encontro terá como intervenientes dois investigadores brasileiros: Lúcia Helena Alves de Sá, que fará uma comunicação sobre O Pensar Poetizante de Agostinho da Silva; e Loryel Rocha que falará acerca das Facetas Histórico-Culturais da Relação Portugal-Brasil.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.