terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Brasil mete o (des)acordo ortográfico na gaveta

Como todos nós sabemos, sem excepção, o (des)acordo ortográfico é antes de tudo um veneno perigosíssimo que tem vindo a corromper e destruir a nossa língua, colocando em risco o mais longo período de estabilidade ortográfica da história da cultura lusíada - tudo em nome dos interesses económicos e pessoais de certas e determinadas criaturinhas da nossa praça. Se por breves momentos conseguiram atirar areia aos olhos dos milhões de pessoas afectadas por esta enorme farsa, hoje a grande maioria dessas pessoas já se apercebeu de mais uma golpada levada a cabo pela corja política e empresarial. Mas como a verdade acaba sempre por vir ao de cima, tal como a força da nossa cultura, as coisas parecem começar a mudar, renovando-se a esperança da salvação da nossa língua.
No passado dia 4 de Dezembro o semanário O Diabo destacou o recuo do Brasil face à aplicação do dito (des)acordo, deixando os (des)governantes portugueses sozinhos na sua idiota e perigosa demanda pela (des)unificação da Língua Portuguesa. Como é sabido, este pseudo-tratado tem vindo a encontrar uma forte oposição por parte dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), em particular de Angola. Resta apenas saber o que farão os mente-captos mercenários políticos que ocuparam o nosso Portugal, tomando pela força as rédeas do poder.  

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Entrevista a Jaime Nogueira Pinto

«Se não acaba o ciclo, acaba o país.»
Jaime Nogueira Pinto em entrevista publicada
na edição de 15 de Dezembro do Jornal i

Jaime Nogueira Pinto, incendiário nas suas verdades e sempre lúcido
nas suas declarações

Nos últimos tempos Jaime Nogueira Pinto tem andado nas bocas do mundo. Contudo, as razões não podiam ser melhores. A recente publicação do seu primeiro romance - Novembro -, tem-se revelado um sucesso, recebendo críticas bastante positivas, ao mesmo tempo que vai agitando as cómodas memórias do período que antecedeu e se seguiu ao golpe de Estado de 25 de Abril de 1974, levantando a poeira há muito entranhada sobre determinados assuntos de natureza política. No passado dia 15 de Dezembro, o Jornal i publicou uma interessantíssima entrevista ao eterno doutrinador político da então chamada "nova direita portuguesa". Fazendo uma análise pouco positiva da presente situação de Portugal, a sua mensagem é no entanto de esperança. Esperança naquela mesma juventude que, no seu tempo, os "donos do poder" não souberam ouvir.

sábado, 15 de dezembro de 2012

O Movimento de Paulo

O Portal do Governo Português promoveu recentemente a realização da segunda edição de O Meu Movimento. Uma iniciativa cujo principal objectivo teórico visa dar a oportunidade a qualquer cidadão português de defender uma causa em que acredite, levando-a ao Primeiro-Ministro, tomando parte activa no debate por um Portugal melhor.
Encabeçado pelo nosso Professor, pensador e activista Paulo Borges, O Movimento de Paulo visa alterar o estatuto jurídico do animal no Código Civil, reconhecendo-o como um ser senciente, capaz de sentir dor e prazer psicofisiológicos. Com o objectivo de proibir e punir legalmente os maus-tratos a que estão sujeitos os animais em  Portugal, esta causa visa humanizar o nosso sistema de justiça à imagem do que tem acontecido noutros países europeus e sul-americanos. 
Para votar neste movimento basta efectuar uma inscrição no Portal do Governo Português e clicar em "Apoiar". Esta é uma oportunidade de discutir-se a personalidade jurídica dos animais, tratados pela lei portuguesa como "coisas".

Apresentação do Movimento de Paulo - Alteração do estatuto jurídico do animal.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Castro Laboreiro, terra com alma

«Uma das aldeias mais emblemáticas do Minho é Castro Laboreiro, onde ainda imperam os costumes castrejos. Situado no coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a mais de 900 metros de altitude, é um local pacato e muito conhecido pela raça nativa dos cães Castro Laboreiro.»
Excerto retirado do Atlas de Portugal Vol. 1: Entre Douro e
 Minho, Montes entre Larouco e Marão, Trás-os-Montes.

Encarnando toda a magia do verde Minho, Castro Laboreiro destaca-se pela sua impressionante beleza natural e patrimonial. Existem inúmeros vestígios antiquíssimos da ocupação humana naquela região, sendo um local de bastante interesse para todos os entusiastas da história e da arqueologia. As mentes mais românticas conseguem até vislumbrar um outro tempo, longe da modernidade, onde o Homem e a Natureza trabalhavam lado a lado em incógnita harmonia.
A riqueza do património paisagístico e natural tem um peso enorme na valorização da região. É ainda possível observar as matilhas de lobos selvagens nas encostas desta terra minhota. A presença do lobo está certamente associada ao aparecimento do Castro Laboreiro, uma raça de cães autóctone, tradicionalmente ligada à pastorícia - actividade ali bastante enraizada. Terra de diversidade quanto à sua fauna e flora, Castro Laboreiro apresenta quatro faces de distinta beleza. Uma por cada estação do ano. Podemos por isso afirmar que não existe uma altura melhor ou pior para visitar aquele pedaço de paraíso. Primavera, Verão, Outono e Inverno mostram aos visitantes diferentes aspectos de um tesouro comum.
Relativamente às suas gentes, Castro Laboreiro conserva o tradicional carácter das gentes do Norte de Portugal, sendo que naquela região em particular, subsiste ainda uma reserva espiritual da nossa própria ancestralidade.
Com o escopo de dar a conhecer um pouco da beleza natural desta região, resolveu-se partilhar neste espaço algumas fotografias retiradas da página oficial do Hotel Castrum Villae que ilustram bem a sublimidade intemporal da paisagem natural de Castro Laboreiro. Um destino a visitar algures entre Janeiro e Dezembro.



















quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

I Encontro Ibérico de Jovens Investigadores em Estudos Medievais

Numa época de neblina e obscuridade urge redespertar a luz do conhecimento histórico, pois só a História nos poderá ajudar a alicerçar um forte sentimento pátrio e identitário. Reveste-se por isso da maior das pertinências a organização do I Encontro Ibérico de Jovens Investigadores em Estudos Medievais que se irá realizar durante os dias 23 e 24 de Maio de 2013. Promovido pela Universidade do Minho, este encontro terá lugar na cidade de Braga, encontrando-se já aberto o período de submissão de propostas de comunicação que se prolongará até ao próximo dia 15 de Janeiro de 2013. 
O tema geral deste encontro está subordinado à temática Paisagens e Poderes no Medievo Ibérico, destacando-se ainda os seguintes subtemas: Paisagens urbanas tardo-medievais, Povoamento e fortificaçõesCristianização da Paisagem.   

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Augusto Gomes e o Vitral do Infante

Augusto Gomes é um dos principais nomes da arte portuguesa do século XX a aguardar uma redescoberta por parte do grande público nacional e internacional. Nascido em Matosinhos em 1910, viveu e produziu praticamente toda a sua obra naquela cidade, onde viria a falecer em 1976. A sua obra constituída por várias fases abraça maioritariamente uma estética neo-realista, abrangendo inúmeras formas de expressão. A pintura, a cerâmica, o vitral, a tapeçaria, o mosaico, a ilustração, a litografia, a xilogravura, os figurinos e a cenografia são alguns dos exemplos mais claros da versatilidade artística dos seus trabalhos.
Inserido no ciclo de conferências À conversa com a História, A. Cunha e Silva apresentará amanhã, dia 13 de Dezembro, pelas 18:00, uma comunicação intitulada Augusto Gomes e o Vitral do Infante 50 anos depois: Crónica duma redescoberta. Este encontro terá lugar no auditório do Gabinete Municipal de Arqueologia e História da Câmara Municipal de Matosinhos, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Tempo de Advento

Alguém tocou à porta. Esperança nova em duas vidas repleta.
Mil crianças nascendo e já leoas em Teu louvor cantando.
Que queres que por nós se faça, Pai nosso desconhecido?
Águas de cima e águas de baixo agora já separadas,
o caos dominado e o mensageiro chegado.
Azul e branco, na cestinha suspensa de sua boca,
tesouros falantes trazendo: sementes douradas
de novo mundo a serem espalhadas
E o que nunca enviou foram cartas amargas ofertadas,
de mundo ido, passado: de territorialidade, sim.
E o verdilhão português canto novo cantou.
Principiará ele a compreender o enorme grau de grandeza
da morte e da renascença portuguesa?
Animadoras esperanças no seu canto havia.

Tua última vontade é uma palavra ansiosa de véus encoberta.
 Dalila L. Pereira da Costa em Portugal Renascido.