segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

27 anos de destruição da nossa economia

Foi há 27 anos atrás que, no dia 10 de Dezembro de 1985, abriu portas o Continente de Matosinhos, ficando para a história como o primeiro hipermercado de Portugal. Nascido da parceria da portuguesa Sonae e da francesa Promodès, este hipermercado tinha inicialmente uma área de venda de aproximadamente 9864 m2,  apoiados por 72 caixas de pagamento. Um verdadeiro colosso para a realidade de então.
O aparecimento desta superfície deu início a uma verdadeira revolução dos hábitos de consumo nacionais, alterando irreversivelmente o panorama comercial português, assistindo-se ao rápido fortalecimento da grande distribuição em detrimento do comércio tradicional. Fenómeno este que contribuiu para o progressivo enfraquecimento dos centros das cidades em prol das periferias, onde este e outros estabelecimentos que lhe seguiram se acabaram por fixar.
Não deixa de ser curiosa a forma como as ilusões de modernidade e desenvolvimento de ontem se possam tornar na miséria real de hoje. Convém não esquecer que durante os primeiros anos que se seguiram à abertura do Continente de Matosinhos, foram inúmeras as escolas que ali acorreram em patéticas visitas de estudo, querendo mostrar às crianças as maravilhas modernas que chegavam do estrangeiro, onde tudo era aparentemente melhor e mais evoluído. Sem reparar, estava-se a assinar uma certidão de óbito à nossa economia, deixando-se entrar um enorme cavalo de Tróia que haveria de conquistar-nos e submeter. 

Inaugurado em Dezembro de 1985, o Continente de Matosinhos foi o primeiro
hipermercado de Portugal.

domingo, 9 de dezembro de 2012

II Congresso de Heráldica Militar

Realiza-se no próximo dia 11 de Dezembro, pelas 9:30, na Sala da Grande Guerra do Museu Militar de Lisboa, o II Congresso de Heráldica Militar. Organizado pela Direcção de História e Cultura Militar, este encontro visa dar a conhecer o estado da arte em matéria da heráldica marcial, estando previstas as seguintes comunicações: A Heráldica do Exército Português no Séc. XXI, A Heráldica Militar, A Emblemática Militar e A Falerística Militar. Após o encerramento deste congresso será ainda inaugurada a exposição José Colaço - Iluminador do Exército.  
A entrada é livre e aberta a todos os interessados. 

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Os Templários em debate no Convento de Cristo

«O rei Dionísio de Portugal, julgando necessário conservar no meio-dia da Europa uma instituição cavaleiresca tão útil à cristandade como o era a Ordem do Templo, reuniu, após 1312, os Cavaleiros do Templo, pertencentes aos reinos de Portugal e dos Algarves, aos quais se juntaram alguns Cavaleiros espanhóis, e com eles formou a Ordem de Cristo. Esta nova Ordem de Cavalaria outra coisa não é do que a Ordem do Templo: o Hábito, a Regra, a Comenda, o Instituto, são as mesmas, e os Arquivos da Ordem de Cristo, em Tomar, contêm ainda abundante cópia de documentos templários autênticos e curiosos. A Ordem do Templo sempre reconheceu os Cavaleiros de Cristo, não como a própria Ordem, mas como um ramo legítimo da Ordem, e os Estatutos Gerais de DLXXXVI não exigem mais do que uma simples formalidade ou declaração para regularizar esses cavaleiros e admiti-los no templo.»
 Alexandre Ferreira citado por Sampaio Bruno em Plano de um livro a fazer -
Os Cavaleiros do Amor, ou a Religião da Razão.

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Os Templários constituem ainda hoje uma das mais misteriosas ordens militares da história. Não obstante o facto de muito o que se conta a seu respeito ser fruto da fantasia, do mito e da imaginação, é incontestável a notoriedade desta instituição medieval e a sua capacidade de suscitar o interesse junto do grande público para a sua história.  
É nessa perspectiva que se realizará no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 10:30, o encontro Os Templários em Debate. O programa compreende a apresentação do centro de estudos Studium Cistercium et Militarium Ordinum e o lançamento do livro A extinção da Ordem do Templo. Trata-se de uma edição comemorativa dos 700 Anos da Extinção da Ordem do Templo, cabendo ao Professor Carlos de Ayala Martínez (Universidade Autónoma de Madrid) a honra desta apresentação. No final, haverá uma mesa-redonda seguida de debate com a presença dos autores.
Este evento terá lugar no Convento de Cristo, em Tomar, sendo a inscrição no mesmo gratuita e acessível a todos os interessados.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite

«A Maçonaria compões-se de três elementos: o elemento iniciático, pelo qual é secreta; o elemento fraternal ; e o elemento que chamarei humano - isto é, o que resulta de ela ser composta por diversas espécies de homens, de diferentes graus de inteligência e cultura, e o que resulta de ela existir em muitos países, sujeita portanto a diversas circunstâncias de meio e de momento histórico, perante as quais, de país para país e de época para época, reage, quanto a atitude social, diferentemente.»
Fernando Pessoa em A Maçonaria

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A maçonaria foi sempre tratada com bastante respeito pelo poeta e pensador Fernando Pessoa. O seu interesse levou-o a dedicar muitas páginas de escrita, assim como bastante tempo na leitura de obras dedicadas a esta temática. É hoje praticamente sabido que Pessoa jamais pertenceu a qualquer tipo de loja maçónica, havendo apenas a possibilidade de ter estado ligado a uma das entidades criadas e promovidas por Aleister Crowley, ou ainda, na melhor da hipóteses, ter tentado criar ele mesmo a sua própria loja, inspirada na tradição das ordens Templária e de Cristo. Torna-se por isso fundamental conhecer de perto as leituras e fontes consultadas por Pessoa relativas a este assunto. Só através desta hermenêutica é que podemos ser capazes de acompanhar de perto os trilhos do pensamento maçónico do nosso icónico poeta.
A editora São Rozas, lançou recentemente a obra Trolhamento dos 33 Graus do Rito Escocês Antigo e Aceite, um manual de maçonaria lido, sublinhado e anotado por Fernando Pessoa aquando das suas pesquisas. Publicado agora com um prefácio e organização de Miguel Roza, editor da São Rozas e sobrinho neto do poeta, esta obra veio tornar-se em mais um importante subsídio ao estudo da relação de Pessoa com a maçonaria.
Distribuído pela Documenta, este livro será apresentado por Félix Lopes no próximo dia 13 de Dezembro, pelas 18:30, no El Corte Inglés de Lisboa. A entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Fim de Império

Na edição de ontem do semanário O Diabo podemos ler um interessante ensaio literário de Bruno Oliveira Santos relativo ao mais recente livro de Jaime Nogueira Pinto - Novembro. Publicado pela Esfera dos Livros, este romance tem suscitado uma enorme curiosidade e interesse por parte do grande público, da crítica literária e, em particular, de todos aqueles que se revêem no enredo desta obra. Vale a pena ler, tanto o livro, como o artigo que hoje partilhamos. 

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Portugal, a terra e a sua beleza primordial

Em dia de Restauração, nós que amámos incondicionalmente Portugal, propomos uma redescoberta das nossas raízes mais profundas e matriciais. Aquelas que nos alimentaram através dos tempos, permitindo-nos endurecer e fortalecer o carácter, as vontades e o querer de sermos um povo, uma cultura, uma civilização. 
Portugal teve um berço esculpido pela mão do Criador. A natureza. Por isso mesmo, devemos hoje redescobrir esse legado, preservando-o e tomando-o como o mais sagrado de todos.
No vídeo que partilhamos podemos observar a beleza natural de alguns locais do nosso Portugal. Em particular a Serra de Sintra, Serra da Lousã, Serra de Montesinho, Serra da Estrela, Rio Zêzere, Rio Tuela, Rio Douro, Tejo Internacional, Reserva da Faia Brava, Estuário do Tejo e Costa Vicentina. Esta é obviamente apenas uma pequena amostra da nossa diversidade, beleza e riqueza natural, ficando muito mais ainda por mostrar. Ainda assim, estas imagens permitem-nos redespertar para a nossa maior riqueza e o nosso mais valioso património - a nossa terra. 

Vídeo promocional do património natural português realizado
pelo colectivo aidnature.org.