terça-feira, 13 de novembro de 2012

Percurso pedestre pelos trilhos da beata Mafalda

«Em terras dos vales do Sousa, Tâmega e Douro, no coração do Norte de Portugal, ergue-se um importante património arquitectónico de origem românica. Traços comuns que guardam lendas e histórias nascidas com a fundação da Nacionalidade e que testemunham o papel relevante que este território outrora desempenhou na história da nobreza e das ordens religiosas em Portugal.»
Excerto do texto de apresentação da Rota do Românico.

(Clicar na imagem para ampliar.)

O pedestrianismo é uma modalidade em franca expansão entre os portugueses. Aliando a actividade física ao contacto com o património natural e cultural, constitui hoje uma inteligente forma das autarquias darem melhor a conhecer todas as suas potencialidades e ofertas, tanto às populações locais como a outras pessoas exteriores à comunidade. Pensando nesta realidade, a Rota do Românico decidiu organizar mais uma caminhada temática, revisitando uma parte do património que a constitui. Este passeio pedestre de dificuldade moderada, a realizar a partir do concelho de Penafiel, levará os participantes a percorrerem vários períodos históricos, entre a Pré-História e a Idade Média, pelos trilhos da beata Mafalda, filha de D. Sancho I - uma personalidade da maior importância para a região durante o período da fundação da nacionalidade.
Para mais informações e inscrições nesta caminhada, visite-se a página oficial da Rota do Românico em: www.rotadoromanico.com.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Um quebra-cabeças chamado (des)acordo ortográfico

Volvida mais de uma década sobre a introdução em Portugal das imbecilidades televisivas conhecidas por reality shows, eis que pela primeira vez um desses programas degenerativos mostra algo de interessante e útil a toda a comunidade. Ainda que breve, durando menos de dois minutos, este histórico momento de lixo-televisivo contemporâneo aconteceu no programa Secret Story 3, quando quatro dos seus concorrentes resolveram discutir o malfadado (des)acordo ortográfico. A desenvoltura intelectual dos participantes do concurso televisivo, praticamente nula, parece ainda assim sobrepor-se à dos "doutos senhores da língua", vendilhões do templo, infiéis pregadores do culturicídio linguístico levado a cabo por este (des)acordo ortográfico. Vale a pena ver e partilhar. 
Agradecemos à plataforma Desacordo Técnico pela divulgação deste vídeo. 

Secret Story 3, um quebra-cabeças chamado (des)acordo ortográfico.

sábado, 10 de novembro de 2012

Sétima Legião - Porto

«O caminho faz-se caminhando, costuma dizer-se. E foi exactamente isso que os Sétima Legião fizeram: criaram de raiz um património num terreno ermo onde antes nada existia.»
Gonçalo Frota em Bandas Míticas: Sétima Legião

Pedro Oliveira num dos concertos que
marcaram o regresso dos Sétima Legião.

Os Sétima Legião tornaram-se numa das bandas mais influentes do chamado "rock português". Apesar de terem surgido já na segunda fase deste "movimento", o colectivo lisboeta cedo acabou por conquistar um lugar na história da pop nacional. Conjugando elementos tradicionais com o então designado "som da frente", os Sétima Legião calcorrearam os trilhos de outras bandas como os Heróis do Mar, ou os GNR, acabando por desbravar os seus próprios caminhos, conquistando o seu lugar na História. 
Mesmo sendo originários de Lisboa, os Sétima Legião mantiveram sempre uma excelente relação com a Invicta. Assim, inspirado neste laço, surge agora o livro Sétima Legião - Porto. Esta obra, da autoria de João Francisco Vilhena, contendo textos de Nuno Miguel Guedes, será hoje apresentada na FNAC de Santa Catarina, no Porto, pelas 18:00 e, poucas horas depois, às 21:30, na FNAC do GaiaShopping, em Vila Nova de Gaia. Este evento contará ainda com a presença do autor e de alguns elementos da banda. Não perca! 


Sétima Legião numa apresentação televisiva do tema Reconquista.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Poesia, Ontologia e Tragédia em Fernando Pessoa

«Fernando Pessoa (1888-1935), uno de los creadores literarios más importantes, del siglo XX, no és sólo un literato. Su pluralidad creadora y sus múltiples facetas hacen de él un creador múltiple ligado a la Ciencia, la Religión, la Política, el Esoterismo y cómo no a la Filosofia. Estudiante de Filosofía en su "tercera adolescencia", recién llegado a Lisboa desde Durban, su pásion por la filosofía permanecerá siempre en él ligada primero al deseo de verdad metódica y posteriormente a un ímpetu filosófico, asistemático y literario, pero no por ello menos valioso.»

Capa do mais recente trabalho do investigdor
espanhol Pablo Javier Pérez López.

Apresentada na capital catalã em vésperas do colóquio internacional Fernando Pessoa en Barcelona, ocorrido no passado mês de Outubro, a obra Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa de Pablo Javier Pérez López convida-nos a uma curiosa análise crítico-interpretativa do poeta e pensador português. Com um prefácio de Jerónimo Pizarro, este livro encontra-se disponível pela Editorial Manuscritos, apontando interessantes proximidades entre Fernando Pessoa, Friedrich Nietzsche, Jorge Luis Borges, entre outros.
O crescente interesse em Fernando Pessoa, não apenas na sua obra, mas também na sua própria vida, tem vindo a alicerçar o carácter icónico deste nosso autor e pensador. Sendo hoje uma referência mundial dentro das várias correntes literárias modernistas do século XX, torna-se natural a multiplicação dos estudos críticos que se têm registado um pouco por todo o mundo. Pessoa, para além de figura cimeira da cultura nacional é hoje um autor cosmopolita e universal. Uma personalidade essencial e incontornável para a compreensão da esfera poético-literária e filosófico-cultural do mundo ocidental contemporâneo.
Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa, dá-nos a conhecer mais um Fernando Pessoa, através da análise à forma como o autor português conjugava o pensar com o poetizar, rompendo com as aparentes fronteiras existentes entre a Filosofia e a Poesia. O autor desta obra procura também demonstrar o modo como Pessoa aceitou alegremente “a tragédia de ter que fingir para dizer a verdade e conquistar o impossível”. Dividido em doze capítulos, este livro aborda questões como o pensamento poético português e peninsular, a inspiração filosófica do pensamento pessoano e o amor à verdade, a superação do lirismo através de uma metafísica poética, a categorização de Fernando Pessoa enquanto “poeta-pensador”, o sensacionismo, o pensamento trágico, as chaves filosóficas para o fenómeno heteronímico, o pessimismo, cepticismo e tristeza, o pensar poético, a metafísica e a loucura, a matriz ontológica do universo pessoano, ou a vontade de infância. Fruto de um minucioso trabalho de análise e investigação, Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa reflecte todo o cuidado e rigor do seu autor, resultando num dos mais interessantes ensaios pessoanos publicados durante o corrente ano.
Pablo Javier Pérez López é natural de Valladolid, cidade onde estudou e se doutorou em Filosofia. O seu interesse pela investigação levou-o a passar alguns períodos na Universidade de Lisboa e na UNICEN, na Argentina, acabando por adoptar como suas áreas temáticas de eleição a dialéctica poético-filosófica, a questão da infância, a vontade, o pensamento trágico e a filosofia da Cultura Portuguesa. Acerca deste tema aprofundou essencialmente a vida e obra de Fernando Pessoa, sendo membro da equipa que edita as obras do autor português publicadas pela Ática. Juntamente com Fernando Calderón Quindós foi também organizador de El pensar poético de Fernando Pessoa, uma antologia de ensaios pessoanos prefaciados por José Saramago. Como podemos observar em Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa, Pablo Javier Pérez López, é um nome a reter e considerar dentro do panorama internacional dos novos investigadores pessoanos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Novembro

«Novembro não é um livro de História, é um romance que se lê como um romance, um xadrez de personagens, lugares, paixões, segredos, intrigas. E também a memória de um Portugal desaparecido. Em Novembro tudo acaba: O Império, a Revolução e os sonhos dos que, dos dois lados, não ficaram no meio e deram tudo por tudo.»
Excerto da nota de imprensa da obra Novembro

(Clicar na imagem para ampliar.)


Novembro é o título do recém-publicado romance de Jaime Nogueira Pinto que agora, pela primeira vez, embarca também na grande aventura da literatura. Nesta obra de ficção, o seu autor reporta-nos para um outro Portugal, perdido nos idos dos anos 1970, contando-nos uma história com a qual muito certamente se identificarão algumas pessoas que, tal como Jaime Nogueira Pinto, estariam na casa dos vinte anos por ocasião do fatídico 25 de Abril de 1974. Publicado pela Esfera dos Livros, este livro terá o seu lançamento oficial amanhã, dia 8 de Novembro, pelas 18:30, no Café Império, em Lisboa, ficando a sua apresentação a cargo de Vasco Graça Moura.
Um livro e um evento a não perder.