sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Poesia, Ontologia e Tragédia em Fernando Pessoa

«Fernando Pessoa (1888-1935), uno de los creadores literarios más importantes, del siglo XX, no és sólo un literato. Su pluralidad creadora y sus múltiples facetas hacen de él un creador múltiple ligado a la Ciencia, la Religión, la Política, el Esoterismo y cómo no a la Filosofia. Estudiante de Filosofía en su "tercera adolescencia", recién llegado a Lisboa desde Durban, su pásion por la filosofía permanecerá siempre en él ligada primero al deseo de verdad metódica y posteriormente a un ímpetu filosófico, asistemático y literario, pero no por ello menos valioso.»

Capa do mais recente trabalho do investigdor
espanhol Pablo Javier Pérez López.

Apresentada na capital catalã em vésperas do colóquio internacional Fernando Pessoa en Barcelona, ocorrido no passado mês de Outubro, a obra Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa de Pablo Javier Pérez López convida-nos a uma curiosa análise crítico-interpretativa do poeta e pensador português. Com um prefácio de Jerónimo Pizarro, este livro encontra-se disponível pela Editorial Manuscritos, apontando interessantes proximidades entre Fernando Pessoa, Friedrich Nietzsche, Jorge Luis Borges, entre outros.
O crescente interesse em Fernando Pessoa, não apenas na sua obra, mas também na sua própria vida, tem vindo a alicerçar o carácter icónico deste nosso autor e pensador. Sendo hoje uma referência mundial dentro das várias correntes literárias modernistas do século XX, torna-se natural a multiplicação dos estudos críticos que se têm registado um pouco por todo o mundo. Pessoa, para além de figura cimeira da cultura nacional é hoje um autor cosmopolita e universal. Uma personalidade essencial e incontornável para a compreensão da esfera poético-literária e filosófico-cultural do mundo ocidental contemporâneo.
Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa, dá-nos a conhecer mais um Fernando Pessoa, através da análise à forma como o autor português conjugava o pensar com o poetizar, rompendo com as aparentes fronteiras existentes entre a Filosofia e a Poesia. O autor desta obra procura também demonstrar o modo como Pessoa aceitou alegremente “a tragédia de ter que fingir para dizer a verdade e conquistar o impossível”. Dividido em doze capítulos, este livro aborda questões como o pensamento poético português e peninsular, a inspiração filosófica do pensamento pessoano e o amor à verdade, a superação do lirismo através de uma metafísica poética, a categorização de Fernando Pessoa enquanto “poeta-pensador”, o sensacionismo, o pensamento trágico, as chaves filosóficas para o fenómeno heteronímico, o pessimismo, cepticismo e tristeza, o pensar poético, a metafísica e a loucura, a matriz ontológica do universo pessoano, ou a vontade de infância. Fruto de um minucioso trabalho de análise e investigação, Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa reflecte todo o cuidado e rigor do seu autor, resultando num dos mais interessantes ensaios pessoanos publicados durante o corrente ano.
Pablo Javier Pérez López é natural de Valladolid, cidade onde estudou e se doutorou em Filosofia. O seu interesse pela investigação levou-o a passar alguns períodos na Universidade de Lisboa e na UNICEN, na Argentina, acabando por adoptar como suas áreas temáticas de eleição a dialéctica poético-filosófica, a questão da infância, a vontade, o pensamento trágico e a filosofia da Cultura Portuguesa. Acerca deste tema aprofundou essencialmente a vida e obra de Fernando Pessoa, sendo membro da equipa que edita as obras do autor português publicadas pela Ática. Juntamente com Fernando Calderón Quindós foi também organizador de El pensar poético de Fernando Pessoa, uma antologia de ensaios pessoanos prefaciados por José Saramago. Como podemos observar em Poesía, Ontología y Tragedia en Fernando Pessoa, Pablo Javier Pérez López, é um nome a reter e considerar dentro do panorama internacional dos novos investigadores pessoanos.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Novembro

«Novembro não é um livro de História, é um romance que se lê como um romance, um xadrez de personagens, lugares, paixões, segredos, intrigas. E também a memória de um Portugal desaparecido. Em Novembro tudo acaba: O Império, a Revolução e os sonhos dos que, dos dois lados, não ficaram no meio e deram tudo por tudo.»
Excerto da nota de imprensa da obra Novembro

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Novembro é o título do recém-publicado romance de Jaime Nogueira Pinto que agora, pela primeira vez, embarca também na grande aventura da literatura. Nesta obra de ficção, o seu autor reporta-nos para um outro Portugal, perdido nos idos dos anos 1970, contando-nos uma história com a qual muito certamente se identificarão algumas pessoas que, tal como Jaime Nogueira Pinto, estariam na casa dos vinte anos por ocasião do fatídico 25 de Abril de 1974. Publicado pela Esfera dos Livros, este livro terá o seu lançamento oficial amanhã, dia 8 de Novembro, pelas 18:30, no Café Império, em Lisboa, ficando a sua apresentação a cargo de Vasco Graça Moura.
Um livro e um evento a não perder. 
 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

II Conferência Internacional de Tradição Oral

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Durante os próximos dias 8, 9 e 10 de Novembro, a cidade de Évora irá receber a II Conferência Internacional de Tradição Oral, dedicada ao tema Oralidade e Património Cultural. Este encontro enquadra-se no âmbito do projecto Oralities e tem como objectivos principais reflectir sobre a produção da oralidade, a sua importância como ferramenta de diálogo intercultural e de construção do património, salvaguardando uma realidade social e cultural que deve ser valorizada através da sua visibilidade pública.
Com um comité científico constituído por José Rodrigues dos Santos, Santiago Prado Conde, Cláudia Sousa Pereira, Luísa Tiago Oliveira e Isabel Cardigos, este evento será dedicado às seguintes temáticas: as minorias e a tradição oral (História, Geografia, Etnografia…); memória em crise, oralidades e memória traumática; o conto tradicional como arte performativa; Músicas e tradições, o papel das oralidades; tradições orais e contextos locais; formas e problemas da transmissão da oralidade.
A II Conferência Internacional de Tradição Oral terá lugar no Fórum Eugénio de Almeida, sendo a entrada livre e aberta a toda a comunidade. Um evento a não perder!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Curso sobre "O Movimento da Renascença Portuguesa"

«Adoremos o espírito, o nosso belo espírito; implantemo-lo na nossa terra, que é santa porque criou a saudade, como os desertos trovejantes da Palestina criaram Jeová, e os viçosos, harmoniosos vales gregos, criaram Orfeu e Apolo.»
Teixeira de Pascoaes em Renascença (o espírito da nossa Raça).

Arranca já amanhã o curso O Movimento da Renascença Portuguesa (1912-1932), promovido pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira e que conta também o apoio do SHIP (Sociedade Histórica para a Independência de Portugal). Esta acção de formação visa dar a conhecer, ao longo de 24 sessões, algumas das figuras nucleares de um dos principais e mais influentes movimentos culturais portugueses do século XX.
Contando com a colaboração de nomes conceituados como António Braz Teixeira, Pinharanda Gomes, Paulo Borges, Joaquim Domingues, Samuel Dimas, Celeste Natário, Duarte Ivo Cruz, António Cândido Franco, Cristina Nobre ou Paulo Samuel, este curso durará até Maio do próximo ano.
As inscrições poderão ser feitas na secretaria do SHIP, tendo um custo de 30€ para os sócios daquela instituição e do próprio Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, ou 35€ para o público geral.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (2.ª parte)

Conforme foi aqui anteriormente referido, a Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Optámos hoje por partilhar mais algumas dessas gravuras, importantes pela questão estético-artística, mas também pelo seu valor etnográfico e patrimonial, permitindo-nos viajar até a um Portugal de outros tempos, revisitando algumas profissões e actividades económicas hoje já desaparecidas.  

Aguadeiro de Faro.

Alentejano.

Ceifeira da província do Minho.

Estudantes da Universidade de Coimbra.

Homem da Beira vendendo lanifícios das fabricas nacionais.

Lavadeira, mulher dos arrabaldes da cidade do Porto.

Lavrador da Ilha de S. Miguel.

Mulher de Portalegre.

Polícia civil de Lisboa.

sábado, 3 de novembro de 2012

Dicionário de Arqueologia Portuguesa

No próximo dia 8 de Novembro, pelas 21:30, será apresentado na FNAC do NorteShoppingDicionário de Arqueologia Portuguesa. Publicada pela histórica editora Figueirinhas, esta obra foi coordenada por dois grandes nomes da arqueologia portuguesa contemporânea, Jorge de Alarcão e Mário Barroca. Procurando sintetizar um período de investigações arqueológicas cronologicamente balizado entre o aparecimento do primeiros vestígios humanos e os alvores da modernidade, este dicionário contém aproximadamente mil entradas, lavradas por dezenas de especialistas nacionais.
Esta apresentação ficará a cargo do arqueólogo Cláudio Torres (Prémio Pessoa), contando ainda com a presença dos coordenadores deste trabalho. A entrada é livre!

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