quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa agora no Facebook

Haverá hoje poucas dúvidas quanto à utilidade do Facebook como ferramenta de divulgação e promoção na sociedade de informação. Ciente desta realidade, o Grupo de Investigação sobre Pensamento Português do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa acaba de criar uma página oficial naquela rede social, procurando deste modo dar-se a conhecer, bem como às actividades desenvolvidas pelos seus membros e colaboradores. Criado com o objectivo de promover o estudo, conhecimento e divulgação dos autores e obras de pensamento português, este grupo procura agora conquistar uma outra plataforma que lhe permita chegar a um público interessado mais abrangente, almejando uma maior exposição e alcance das suas actividades.
Ficando desde já feito o convite para se visitar e frequentar esta página, aproveitamos para recordar que para mais informações acerca deste organismo poderão ser contactados via correio electrónico Paulo Borges (pauloaeborges@gmail.com) e Bruno Béu (brunobeu@gmail.com).

(Clicar na imagem para aceder à página no Facebook.)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Costumes portugueses segundo João Palhares (1.ª parte)

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) reúne no seu espólio uma série de interessantes gravuras da autoria do artista português João Palhares, representando trajes, costumes, hábitos e profissões do Portugal novecentista. Trata-se de mais um valioso contributo histórico e etnográfico que nos permite ficar a conhecer um pouco mais acerca da constituição da sociedade portuguesa no século XIX, bem como a sua respectiva evolução. 
A série de 9 gravuras que aqui apresentamos constitui apenas uma pequena parte desse fundo João Palhares. Optando-se por mostrar primeiro algumas das gravuras originais existentes no espólio da BNP, serão posteriormente publicadas neste espaço outros conjuntos de ilustrações do mesmo autor, conseguidas através da mesma fonte, mas por via de reproduções mais tardias, já do século XX. 

Adéla em Lisboa.

Galinheira no Porto.

Romeiros do Senhor de Matosinhos.

Mulher e homem ovarenses.

Policia civil e guarda nocturno lisboetas.

Vendedor de cestos e condeças, em Lisboa.

Peditório para a festa do Espírito Santo, em Lisboa.

Almocreve.

Vaqueiro.

domingo, 29 de julho de 2012

± Portugal 1143-2012 ± Cap. II - Traição

Ao longo dos últimos anos, as diversas intervenções apresentadas pelo projecto artístico ± têm sido alvo de uma particular atenção por parte do público nacional mais atento às manifestações agitprop. Levadas a cabo um pouco por todo o país, elas assumem variadíssimas formas, passando pelos famosos murais, vídeos artísticos, instalações, entre outros modos de "fazer ver".
A participação deste projecto numa residência artística inserida na programação oficial da Capital Europeia da Cultura, a decorrer na cidade berço, acaba por catapultá-lo para uma outra dimensão, levando a inquietação e o aguçado sentido crítico do seu mentor a um público muito mais abrangente. 
O vídeo que se segue representa um segundo capítulo de uma série de criações subordinadas ao título ± Portugal 1143-2012 ±, cuja primeira parta já aqui foi partilhada e enaltecida pela força e emergência da sua mensagem. Uma vez mais, o conteúdo da visão do artista, tão realística como apocalíptica, é por demais evidente, apelando ao redespertar de um Povo e da sua Pátria. Ambos apunhalados, tanto pelos seus inimigos exteriores, como pelos traidores nascidos no seu seio... 

± PORTUGAL 1143-2012 ± Cap. II -Traição - Vídeo realizado no âmbito da residência 
artística ON.OFF, Guimarães 2012 Capital Europeia Cultura, em Maio 2012.

sábado, 28 de julho de 2012

Ainda sobre o falecimento de José Hermano Saraiva...

No seguimento de alguns comentários menos próprios que, através de alguns blogues e contas de Facebook, procuraram atentar contra o bom nome e memória do Professor José Hermano Saraiva, somos obrigados a sair em defesa do nosso grande comunicador e divulgador de história. 
Esses ataques procuraram diminuir a personalidade e intelecto da pessoa em questão pelo simples facto de ter servido o seu país enquanto Ministro da Educação ainda antes da revolta de 25 de Abril de 1974, bem como por ter permanecido fiel aos seus princípios e convicções políticas até ao final de vida. No entanto, a vã tentativa de o procurarem tornar um anátema na sociedade portuguesa não vem de agora. É sabida a forma vil como José Hermano Saraiva e outras personalidades portuguesas associadas ao Estado Novo foram tratados nos anos que se seguiram ao golpe de Estado abrilista. 
Apaixonado pela História, nomeadamente pela História de Portugal, o Professor José Hermano Saraiva conseguiu ultrapassar todas as contingências e contrariedades, conquistando o amor, carinho, simpatia e reconhecimento do povo português. Afinal, sempre foi a este que dedicou a sua vida, o seu trabalho, a sua paixão e o seu amor incondicional. Rejeitado por vários académicos sob a acusação de ser um mero contador de histórias e não um historiador, José Hermano Saraiva teve a capacidade de descer de um certo Olimpo dos intelectuais, descendo à terra, procurando o contacto com as massas, cultivando-as, dando-lhes a conhecer o seu passado, ensinando-lhes o caminho do reencontro com o orgulho e o amor-próprio. Assim, podendo não ser o mais científico dos historiadores, ele era indubitavelmente o rei dos comunicadores. Era, sem dúvida alguma no nosso principal divulgador de história, responsável pela enriquecimento cultural e histórico de milhares de portugueses.  
Cientes do exemplo que representava para todos os portugueses, sem distinção de raça, sexo, credo ou convicção política, partilhamos um outro texto da edição desta semana do semanário O Diabo. E para que não nos acusem de revisionismo histórico, ou de apologia ao "fascismo", lembramos o seu autor, uma outra figura pública de boa memória para todos os portugueses. Trata-se de Cândido Mota, distinto locutor de rádio, famoso pelos anos que trabalhou na RTP em várias produções de Herman José, comunista assumido e responsável pela voz off nos tempos de antena da CDU... Leiam-se as suas palavras!

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Amor, em que grave dia vos vi

Gravura de D. Dinis, da autoria de Gabriel M. Rousseau.

Amor, em que grave dia vos vi, 
pois (a) que tam muit'há que eu servi 
jamais nunca se quis doer de mi; 
e pois me tod'este mal por vós vem, 
mia senhor haja bem, pois est assi, 
e vós hajades mal e nunca bem. 

Em grave dia que vos vi, Amor, 
pois a de que sempre foi servidor 
me fez e faz cada dia peior; 
e pois hei por vós tal coita mortal, 
faça Deus sempre bem a mia senhor 
e vós, Amor, hajades todo mal. 

Pois da mais fremosa de quantas som 
(jamais) nom pud'haver se coita nom, 
e por vós viv'eu em tal perdiçom 
que nunca dormem estes olhos meus, 
mia senhor haja bem por tal razom, 
e vós, Amor, hajades mal de Deus.

D. Dinis em Cancioneiro da Biblioteca Nacional.

terça-feira, 24 de julho de 2012

José Hermano Saraiva (1919-2012)

O Professor José Hermano Saraiva deixou-nos no passado dia 20 de Julho aos 92 anos. Com ele perdemos o principal divulgador da nossa História, assim como um grande patriota que soube amar e acarinhar a sua terra e as suas gentes, perpetuando a nossa memória, iluminando e inundando os nossos corações com a mais viva esperança no futuro de Portugal e da Cultura Lusíada. Para a posterioridade fica-nos o exemplo e a eterna saudade de quem durante uma vida inteira soube amar Portugal.
De modo a homenagearmos a memória deste grande português, partilhamos a bonita peça da autoria do jornalista Francisco Lopes Saraiva, publicada na edição de hoje do semanário O Diabo

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domingo, 15 de julho de 2012

Constatações óbvias face a uma identidade milenar

«Nunca estive num país em que tivesse de recuar três ou quatro séculos para o perceber.»
Albert Jaeger acerca de Portugal numa entrevista ao semanário Expresso.

Albert Jaeger, representante permanente do Fundo Monetário
Internacional (FMI) em Portugal.

Para o bem, ou para o mal, as palavras do austríaco responsável pela coordenação, desde Outubro passado, da missão de observação do FMI em Portugal revelam a mais expectável das conclusões para quem acaba de descobrir a nossa Identidade quase milenar. O "general" do exército invasor "troikiano", parece ter-se rendido às evidências histórico-culturais de Portugal, incluindo todos e quaisquer traços, positivos ou negativos, identificadores da personalidade colectiva do Homem Português. Da sua constatação podemos concluir que Portugal é um dos principais baluartes da cultura e identidade ocidentais e, por ventura, o principal obstáculo à criação de uma federação europeia ou, numa perspectiva mais radical, de um Estado global.
Este caso parece reafirmar uma vez mais a ideia de Gilbert Durand, segundo a qual Portugal seria um repositório espiritual da Europa. Mas antes de tornar-se numa reserva espiritual da cultura ocidental, o nosso país é, antes de tudo, um espaço de identificação consigo mesmo. Uma Pátria e uma Nação com raízes bem profundas. Dá que pensar...