domingo, 27 de maio de 2012

Leonardo Coimbra nos 100 anos da obra "O Criacionismo"

«...o ser é um conjunto de noções reais e não de coisas e que essas noções não são o resultado de associação de sensações nem o resultado duma pura espontaneidade do Espírito, que ao lado de realidades inertes vivendo num tempo seu, evolutivas e criadoras, que o espírito é criador e tem a liberdade de opor ao fluxo sensual afirmações ideais.»
Leonardo Coimbra em O Criacionismo

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Em vésperas de mais um 28 de Maio, anuncia-se o início de mais um ciclo de conferências subordinadas a questões ligadas à Filosofia Portuguesa e ao Pensamento Português, promovidas pelo Grupo de Investigação Raizes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal, do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).
Desta feita, o ciclo de comunicações que se inicia já amanhã invocará a memória de Leonardo Coimbra no ano em que se celebra o centenário da sua obra O Criacionismo. Esta primeira sessão terá início pelas 15:30, prolongando-se até ao final da tarde, estando agendadas as comunicações de Manuel Cândido Pimentel e Adriano Moreira. No final do encontro, Luísa Malato fará ainda a apresentação do livro Sobre a Saudade: Actas do IV Colóquio Luso-Galaico sobre a Saudade.
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. Uma óptima proposta para celebrar o 28 de Maio.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Representar cultos ancestrais

Ainda acerca da exposição de Daniel Gamelas, patente ao público até ao próximo dia 2 de Junho, na Ap'Arte - Galeria de Arte, no Porto, aproveitamos para destacar o artigo de José Almeida, publicado na edição de de 22 de Maio d'O Diabo, subordinado a esta interessante mostra.
Se ainda não a visitou, não deixe de aproveitar estes últimos dias para o fazer. Recordamos que a entrada é livre e aberta a toda a comunidade.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Rodrigo Guedes de Carvalho e Miguel Sousa Tavares contra o (des)acordo ortográfico

Um dos pontos altos do Jornal da Noite de ontem, transmitido no canal de televisão SIC, foi a troca de impressões sobre o (des)acordo ortográfico, levada a cabo por Rodrigo Guedes de Carvalho e Miguel Sousa Tavares. Opositores ferozes do respectivo acordo que atenta gravemente contra a integridade da Língua Portuguesa, ambas as partes procuraram transmitir o caos e a asneira que este representa, sublinhado-se duas ideias fundamentais, lançadas por Rodrigo Guedes de Carvalho:
  1. Estamos debaixo de um jugo de algo que parecia muito importante, mas que ninguém quer.
  2. Perder a língua é perder totalmente a identidade de um povo.
Miguel Sousa Tavares defende que ninguém entende o (des)acordo ortográfico, ou a sua utilidade.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Vitória "técnica" contra o (des)acordo ortográfico

A plataforma Desacordo Técnico da Associação dos Estudantes do Instituto Superior Técnico (AEIST) voltou a merecer o destaque da imprensa escrita nacional, face às mais recentes conquistas alcançadas na luta contra o abjecto (des)acordo ortográfico. Num curto espaço de tempo, os estudantes de um dos mais históricos e prestigiados institutos de ensino superior deste país conseguiram organizar-se, debatendo e agindo livremente, em conformidade com as suas consciências e mais firmes convicções, contra um dos maiores crimes alguma vez perpetrados contra a Língua Portuguesa.  
A Nova Casa Portuguesa congratula a AEIST e todos os estudantes que tomaram parte na decisão de revogar oficialmente o (des)acordo ortográfico, levada a cabo na sua última Assembleia Geral de Alunos, sublinhado-se este acontecimento como um exemplo a ser seguido pelas restantes associações estudantis espalhadas pelo país. 
Esta notícia prova uma vez mais que este acordo, imposto à revelia de uma vontade soberana, não é de modo algum inevitável. 

Pequeno artigo publicado na edição de 21 de
Maio de 2012 do jornal Público.

sábado, 19 de maio de 2012

Estranhar Fernando Pessoa em Coimbra

«Um dos malefícios de pensar é ver quando se está pensando. Os que pensam com o raciocínio estão distraídos, os que pensam com a emoção estão dormindo, os que pensam com a vontade estão mortos. Eu, porém, penso com a imaginação, e tudo quanto deveria ser em mim ou razão, ou mágoa, ou impulso, se me reduz a qualquer coisa indiferente e distante, como este lago morto entre os rochedos onde o último do sol paira desalongadamente.»
Bernardo Soares em Livro do Desassossego.
 
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Realiza-se no próximo dia 25 de Maio, na sala do Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), o colóquio Estranhar Pessoa com as Materialidades da Literatura. Organizado em parceria com o Laboratório de Estudos Literários Avançados (ELAB), este encontro prevê adiantar novos subsídios aos mais recentes estudos pessoanos, estando ainda agendada a apresentação do projecto Nenhum Problema Tem Solução: Um Arquivo Digital do Livro do Desassossego.
Este colóquio é livre e aberto a toda a comunidade, sendo facultados certificados de presença a quem os solicitar.