Mostrar mensagens com a etiqueta Riccardo Marchi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Riccardo Marchi. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Grandes Chefes da História de Portugal

«Numa altura em que Portugal atravessa mais um momento conturbado, erguem-se vozes clamando por alguém que lidere o país na direcção da prosperidade. Alguém que se destaque pelas qualidades de autoridade, competência, poder de decisão e capacidade de liderança; em suma, um "chefe".
Mas a chefia não se limita a acções, por mais marcantes que estas sejam; traduz-se, também, por ideias, que, embora nem sempre vencendo no tempo em que foram pela primeira vez formuladas, acabarão por marcar o nosso destino.
Ao longo da nossa História várias foram as figuras que, em determinado momento ou área, personificaram os valores que associamos a um bom chefe, ou líder. Este livro aborda, precisamente, os temas da chefia e da liderança e a figura do chefe, o seu trajecto, influência e simbolismo, em várias áreas humanas, sociais e políticas ao longo do tempo, exemplificando com figuras e episódios relevantes.
Cada modelo de chefia é representativo, à sua maneira, de autoridade – formal ou informal – e de influência – passageira ou perene. E cada um contribuiu para moldar o Portugal actual.»  
 Do texto de apresentação da obra Grandes Chefes da História de Portugal.

(Clicar na imagem para ampliar.)

Analisando a nossa história mais recente facilmente nos apercebemos do crescente problema que a sociedade portuguesa enfrenta quanto à questão de criação de elites. Este é uma velha dificuldade do Portugal saído de Abril. Contudo o paradigma marxista instalado após o golpe de Estado de 1974 veio apenas agudizar um mal entre nós enraizado há já vários séculos. Não somos nós que o dizemos. A crítica mais feroz a esta realidade pertence aos modernistas portugueses de inícios do século XX, entre os quais, Fernando Pessoa e Almada Negreiros. O autor da obra Mensagem via na incapacidade de Portugal criar escóis um dos factores degenerativos da Pátria. Talvez mais desiludido estivesse Almada Negreiros que exigia mesmo uma Pátria que o merecesse. Não obstante estas críticas, esta geração não deixou de bater-se pela necessidade de um redespertar do homem português para o seu destino histórico, algo que hoje, infelizmente, parece não acontecer com as presentes gerações de portugueses. Porquê? Talvez as gerações mais velhas continuem iludidas ou envergonhadas com os erros do passado, ao passo que os mais novos continuam a crescer na escuridão do desconhecimento e ausência das grandes referências e exemplos.
Cremos não estar muito longe da verdade ao afirmarmos que a profunda crise em que nos encontrámos hoje mergulhados nasce de todo um problema relacionado com a questão das elites da problemática da liderança. Escreveu Álvaro Ribeiro: «A aceitação e a admiração da superioridade existe em toda a consciência de boa formação moral.» Ora, quando uma sociedade se esquece deste princípio basilar da moralidade, ela rapidamente se precipita no abismo da decadência.  
Cientes desta realidade, Ernesto Castro Leal e José Pedro Zúquete lançaram-se ao desafio de perscrutar na História de Portugal alguns dos principais líderes que construíram a identidade do nosso povo, moldando através das suas acções reais ou idealizadas o seu inconsciente colectivo. O objectivo era claro, voltar a redescobrir o arquétipo do chefe, há muito perdido entre as brumas nebulosas. A obra Grandes Chefes da História de Portugal, organizada por estes dois autores e redigida em co-autoria com outros treze investigadores nacionais e estrangeiros é a materialização desse balanço, disponível desde o início do mês de Fevereiro através da Texto Editores, chancela do grupo Leya. Um livro a não perder. 
      
Lista de conteúdos e de autores

Capítulo I
O Chefe Lusitano por José Almeida

Capítulo II
O Chefe Militar por João Gouveia Monteiro

Capítulo III
O Chefe Judaico por Nachman Falbel

Capítulo IV
O Chefe Aventureiro por António dos Santos Pereira

Capítulo V
O Chefe Jesuíta por António Júlio Trigueiros

Capítulo VI
O Chefe Luso-brasileiro por Miriam Dolhnikoff

Capítulo VII
O Chefe Liberal por Manuel M. Cardoso Leal

Capítulo VIII
O Chefe Maçónico por António Ventura

Capítulo IX
A Chefe Feminista por Manuela Tavares

Capítulo X
O Chefe Republicano por Ernesto Castro Leal

Capítulo XI
O Chefe Fascista por Eduardo Cintra Torres

Capítulo XII
O Chefe na Extrema-direita por Riccardo Marchi

Capítulo XIII
O Chefe Comunista por Rui Bebiano e Miguel Cardina

Capítulo XIV
O Chefe Diplomático por Bruno Cardoso Reis

Capítulo XV
O Chefe Constitucional por Paulo Ferreira da Cunha

Capítulo XVI
O Chefe Imaginário por José Pedro Zúquete

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Colóquio: O Estado das Direitas

«Não existe “uma pessoa de direita” visto não existir “uma direita” mas “muitas direitas”.  (...) Em relação ao Estado, há direitas que apelam à centralidade do Estado entendido como comunidade politicamente organizada, mas há também direitas que advogam o Estado mínimo em nome da defesa e primazia do indivíduo face à comunidade.»
Riccardo Marchi  em entrevista à plataforma Dissidente.info.

Radicado em Portugal há já alguns anos, o investigador Riccardo Marchi, autor dos livros Folhas Ultras e Império, Nação Revolução, tem vindo a estudar o fenómeno das direitas em Portugal, destacando-se pelo pioneirismo dos seus trabalhos, sensíveis não só ao lado político, mas também às perspectivas mais históricas, filosóficas e culturais, preenchendo deste modo uma enorme lacuna da academia portuguesa pós-25 de Abril.
Assim, no seguimento do anterior colóquio As raízes profundas não gelam?, Riccardo Marchi promove agora um outro encontro intitulado O Estado das Direitas, a realizar-se em Lisboa, nos próximos dias 1 e 2 de Fevereiro, entre as 10:00 e as 17:00, nas instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-UL).
A entrada é livre e aberta a toda a comunidade. 

(Clicar na imagem para ampliar.)

(Clicar na imagem para ampliar.)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Os extremismos políticos de direita: entre a tradição e a renovação

Depois de ter organizado, há quase um ano, o seminário Ideias e percursos das direitas portuguesas, o investigador italiano Riccardo Marchi (ICS/UL), autor de Folhas Ultras - As ideias da direita radical Portuguesa (1939-1950) e Império, Nação, Revolução, preparou agora, juntamente com os investigadores Fábio Chang de Almeida (UFRGS/ICS-UL) e Lendro Pereira Gonçalves (PUC-SP/ICS-UL), um colóquio internacional subordinado ao tema Os extremismos políticos de direita: entre a tradição e a renovação.
Este encontro realizar-se-á durante durante os próximos dias 29 e 30 de Setembro, em Lisboa, nas instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa
A entrada é livre.

(Clicar na imagem para aceder ao programa.)

sábado, 6 de novembro de 2010

Ideias e percursos das direitas portuguesas

O investigador italiano Riccardo Marchi, autor dos sucessos Folhas Ultras - As ideias da direita radical Portuguesa (1939-1950) e Império, Nação, Revolução, em parceria com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, organiza nos próximos dias 29 e 30 de Novembro um seminário dedicado ao estudo histórico e político das direitas portuguesas. 
Intitulado As raízes profundas não gelam? - Ideias e percursos das direitas portuguesas, este seminário decorrerá durante os dois dias nas instalações do ICS-UL. Os painéis  realizar-se-ão da parte da manhã entre as 10:00 e as 13:00, da parte da tarde entre as 14:30 e as 17:30.

(Clicar na imagem para ampliar o cartaz.)

(Clicar na imagem para ampliar o programa.)

Para mais informações poderá contactar a organização deste seminário através do email riccardo.marchi@ics.ul.pt.