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sexta-feira, 20 de março de 2015

Sob a sombra da andorinha


Sombra da Andorinha

Rente à varanda, à qual, em brando enlaço, 
Olhamos, tanta vez! o mar em frente,
No estranho cosmorama do poente
Ou sonhos de luar, dormente o espaço;

Rente à varanda, ao sol em flexas de aço
E suas pontas de rubim candente, 
As andorinhas voam longamente, 
Fundindo o ninho e os céus no mesmo abraço.

Suas imagens, projectando ao chão,
Dão-me a perfeita e múltipla expressão
De corpos de ave, sob a luz e brasa.

Ora, êste livro, Amor... Tal qual assim!
"Saudade Nossa", ao revoar em mim, 
Apenas é... a sombra da tua asa.

António Corrêa d'Oliveira em Saudade Nossa.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chegou a Primavera, há andorinhas entre nós

Hoje, na sua coluna de opinião no Público, Miguel Esteves Cardoso delicia-nos com uma prosa poética, descrevendo a chegada da Primavera e de tudo o que ela representa, com todos os seus signos e metáforas. O regresso das andorinhas, animal totémico da Cultura Portuguesa por excelência, deu mote a uma crónica bem mais profunda do que nos poderá à partida parecer. Vale a pena ler e analisar. Afinal, os mitos e tradições podem transformar-se, mas permanecem perenemente entre nós, tal como os ciclos da natureza, desafiando a imortalidade e o tempo.   

(Clicar para ampliar.)

domingo, 20 de março de 2011

Convite a Marília

Primavera de Bárbara Curralo (1973).
 
Já se afastou de nós o Inverno agreste 
Envolto nos seus húmidos vapores; 
A fértil Primavera, a mãe das flores 
O prado ameno de boninas veste: 

Varrendo os ares o subtil Nordeste 
Os torna azuis; as aves de mil cores 
Adejam entre Zéfiros e Amores, 
E toma o fresco Tejo a cor celeste: 

Vem, ó Marília, vem lograr comigo 
Destes alegres campos a beleza 
Destas copadas árvores o abrigo: 

Deixa louvar da corte a vã grandeza: 
Quanto me agrada mais estar contigo 
Notando as perfeições da Natureza! 

Manuel Maria Barbosa du Bocage.